A Vocação para a vida em família

17 de agosto de 2016 at 5:14 Deixe um comentário

A FAMÍLIA NO PLANO DE DEUS

35. O discernimento da vocação da família, na multiplicidade das situações que pudemos encontrar na primeira parte, tem necessidade de uma orientação segura para o caminho e para o acompanhamento. Esta bússola é a Palavra de Deus na história, que culmina em Jesus Cristo «Caminho, Verdade e Vida» para cada homem e mulher que constituem uma família. Por conseguinte, pomo-nos à escuta daquilo que a Igreja ensina sobre a família, à luz da Sagrada Escritura e da Tradição. Estamos convictos de que esta Palavra corresponde às mais profundas expectativas humanas de amor, verdade e misericórdia, despertando potencialidades de dom e de acolhimento inclusive nos corações feridos e humilhados. Nesta luz, nós acreditamos que o Evangelho da família começa com a criação do homem à imagem de Deus, que é amor e chama o homem e a mulher ao amor, segundo a sua semelhança (cf. Gn 1, 26-27). A vocação do casal e da família à comunhão de amor e de vida perdura em todas as etapas do desígnio de Deus, não obstante os limites e os pecados dos homens. Esta vocação está fundamentada desde o princípio em Cristo redentor (cf. Ef 1, 3-7). Ele restaura e aperfeiçoa a aliança matrimonial das origens (cf. Mc 10, 6) e cura o coração humano (cf. Jo 4, 10), conferindo-lhe a capacidade de amar como Ele ama a Igreja, oferecendo-se por ela (cf. Ef 5, 32).

36. Esta vocação recebe a sua forma eclesial e missionária do vínculo sacramental, que consagra o relacionamento conjugal indissolúvel entre os esposos. O intercâmbio do consenso, que a institui, significa para os esposos o compromisso de doação e acolhimento recíprocos, totais e definitivos, «numa só carne» (Gn 2, 24). A graça do Espírito Santo faz da união dos esposos um sinal vivo do vínculo de Cristo com a Igreja. Assim a sua união torna-se, durante a vida inteira, uma nascente de graças múltiplas: de fecundidade e de testemunho, de cura e de perdão. O matrimônio realiza-se na comunidade de vida e de amor, e a família faz-se evangelizadora. Tornando-se seus discípulos, os esposos são acompanhados por Jesus no caminho de Emaús, reconhecem-no ao partir o pão e voltam para Jerusalém à luz da sua ressurreição (cf. Lc 24, 13-43). A Igreja anuncia à família o seu vínculo com Jesus, em virtude da encarnação pela qual Ele faz parte da Sagrada Família de Nazaré. A fé reconhece no vínculo indissolúvel dos esposos um reflexo do amor da Trindade divina, que se revela na unidade de verdade e misericórdia proclamada por Jesus. O Sínodo torna-se intérprete do testemunho da Igreja, que dirige ao povo de Deus uma palavra sobre a verdade da família segundo o Evangelho. Nenhuma distância impede que a família seja alcançada por esta misericórdia e sustentada por esta verdade.

Texto do  Relatório final do Sínodo dos Bispos (24\10\15)

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