Vigésimo Domingo do Tempo Comum – Eu vim lançar fogo à terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso? – S. Lucas 12, 49-53 – Dia 14 de agosto de 2016

8 de agosto de 2016 at 5:21 Deixe um comentário

 

49.Eu vim lançar fogo à terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso?

50.Mas devo ser batizado num batismo; e quanto anseio até que ele se cumpra!

51.Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação.

52.Pois de ora em diante haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três;

53.estarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra.

“Com os olhos e o coração fixos em Jesus, celebramos o mistério de sua morte e ressurreição. Ele, que enfrentou com perseverança as oposições, convida-nos a completar em nossa vida  a obra da fé. A fidelidade ao Senhor pode provocar divisões, mas também nos mostra o caminho para a superação dos conflitos. Recordemos a vocação para a vida em família, com atenção especial aos pais neste seu dia”. (Liturgia Diária)

 

Eu vim lançar fogo à terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso? Mas devo ser batizado num batismo; e quanto anseio até que ele se cumpra! Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação.

“A paz terrena, nascida do amor do próximo, é imagem e efeito da paz de Cristo, vinda do Pai. Pois o próprio Filho encarnado, Príncipe da Paz, reconciliou com Deus, pela cruz, todos os homens; restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só corpo, extinguiu o ódio e, exaltado na ressurreição, derramou nos corações o Espírito de amor”. (Vaticano II)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “seguindo as pegadas do Senhor Jesus, os cristãos tornam-se “instrumentos da sua paz”, segundo a célebre expressão de São Francisco de Assis. Não de uma paz inconsistente e aparente, mas real, perseguida com coragem e tenacidade no compromisso quotidiano por vencer o mal com o bem (cf. Rm 12, 21) e pagando pessoalmente o preço que ela exige”. (19\08\2007)

“Absolutamente necessárias para a edificação da paz são ainda a vontade firme de respeitar a dignidade dos outros homens e povos e a prática assídua da fraternidade. A paz é assim também fruto do amor, o qual vai além do que a justiça consegue alcançar”. (Concílio Vaticano II)

 

Pois de ora em diante haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três;  estarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra.

O Papa Francisco disse assim: “Seguir Jesus comporta a renúncia ao mal, ao egoísmo, e a escolha do bem, da verdade e da justiça, mesmo quando isto exige sacrifício e renúncia aos próprios interesses. E isto sim, divide; como sabemos, divide até os vínculos mais estreitos. Mas atenção: não é Jesus que divide! Ele propõe o critério: viver para si mesmo, ou para Deus e para o próximo; ser servido, ou servir; obedecer ao próprio eu, ou obedecer a Deus. Eis em que sentido Jesus é «sinal de contradição” (Lc 2, 34). (18\08\2013)

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Quem deseja seguir Jesus e comprometer-se sem hesitações pela verdade deve saber que encontrará oposições e se tornará, infelizmente, sinal de divisão entre as pessoas, até no interior das suas próprias famílias. O amor aos pais é um mandamento sagrado, mas para ser vivido de modo autêntico nunca pode ser anteposto ao amor de Deus e de Cristo”.

 

Conclusão:

Com as palavras do Papa Francisco: “Inclusive entre os parentes de Jesus havia alguns que, numa certa altura, não compartilhavam o seu modo de viver e de pregar, como nos diz o Evangelho (Mc 3, 20-21). Mas a sua Mãe seguiu-o sempre fielmente, mantendo fixo o olhar do seu Coração em Jesus, o Filho do Altíssimo, e sobre o seu mistério. E no final, graças à fé de Maria, os familiares de Jesus começaram a fazer parte da primeira comunidade cristã (At 1, 14). Peçamos a Maria que nos ajude também a nós, a manter o olhar bem fixo em Jesus e a segui-lo sempre, mesmo quando for difícil”. (18\08\2013)

Oração:

Do Papa Emérito Bento XVI: “A Virgem Maria, Rainha da Paz, partilhou até ao martírio da alma a luta do seu Filho Jesus contra o maligno, e continua a partilhá-la até ao fim dos tempos. Invoquemos a sua proteção materna, para que nos ajude a ser sempre testemunhas da paz de Cristo, sem nunca descer a compromissos com o mal”.

Jane  Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

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