Décimo Nono Domingo do Tempo Comum – A Parábola do Servo Vigilante – São Lucas 12, 32-48 – Dia 07 de agosto de 2016

1 de agosto de 2016 at 5:06 Deixe um comentário

 

32.Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino.

33.Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói.

34.Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

35.Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas.

36.Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram.

37.Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á.

38.Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos!

39.Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa.

40.Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.

41.Disse-lhe Pedro: Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos?

42.O Senhor replicou: Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo?

43.Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier!

44.Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens.

45.Mas, se o tal administrador imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se,

46.o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis.

47.O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes.

48.Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir.

 

“Felizes somos nós, povo que o Senhor escolheu e chamou para viver, na fé, o compromisso com Jesus. A liturgia suscita em nós o espírito da vigilância e do serviço, guiando nosso coração para Deus. Seu reino é o verdadeiro e perene tesouro de vida e salvação. Celebremos em comunhão com os vocacionados ao ministério ordenado: diáconos, padres e bispos”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco resumiu assim o Evangelho: “Jesus que caminha com os seus discípulos rumo a Jerusalém, rumo à Páscoa de morte e ressurreição, e é neste caminho que os educa, revelando-lhes o que Ele mesmo tem no coração, as atitudes profundas da sua alma. Entre estas atitudes encontram-se o discurso dos bens terrenos, a confiança na providência do Pai e, nomeadamente, a vigilância interior, a expectativa concreta do Reino de Deus. Para Jesus é a espera do regresso para a casa do Pai. Para nós, a espera do próprio Cristo, que virá à nossa procura a fim de nos levar para a festa sem fim, como já fez com a sua Mãe, Maria Santíssima: levou-a para o Céu juntamente consigo”.

Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino.  Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

“A missão da Igreja, é anunciar o Evangelho do reino. O reino de Deus é a manifestação da santidade de Deus, daquela santidade que se torna patente mediante a justiça, mediante o julgamento: “O Senhor dos exércitos triunfará no julgamento” ( Is 5, 16). Por isso Cristo diz: “Não temais, pequeno rebanho”. Não vos deixeis abater por qualquer injustiça terrena. No fim, se fará justiça. Portanto, todos que sois responsáveis pela sociedade, fazei tudo o que estiver ao vosso alcance, a fim de que, na vida dos homens, na vida das sociedades, a injustiça dê lugar à justiça! “(São João Paulo II)

“Existe, porventura, algum poderoso que tenha levado para o outro mundo uma moeda sequer…?” (São Francisco Xavier)

O Papa Francisco disse: “Com efeito, diz Jesus na mesma página evangélica: «Onde estiver o tesouro, lá estará o teu coração». É ter um coração livre. Se, ao contrário, o teu tesouro estiver nas riquezas, na vaidade, no poder, no orgulho, o teu coração estará acorrentado neles, o teu coração será escravo das riquezas, da vaidade e do orgulho».

“Quem possui todas as riquezas, mas não possui a Deus, é o mais pobre do mundo. Mas o pobre que possui a Deus possui tudo”.  (Santo Agostinho)

 

Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem. Disse-lhe Pedro: Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos?

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “A primeira característica, que o Senhor exige do servo, é a fidelidade. Foi-lhe confiado um grande bem, que não lhe pertence. A Igreja não é a nossa Igreja, mas a sua Igreja, a Igreja de Deus. O servo deve prestar contas do modo como administrou o bem que lhe foi confiado. Não vinculemos os homens a nós; não procuremos o poder, o prestígio e a estima para nós mesmos. Conduzamos os homens para Jesus Cristo e deste modo para o Deus vivo”. (12\09\2009)

A Palavra diz: “Mas eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa”.(I Cor 7, 29-31)

“Felizes aqueles servos que o senhor, quando vier, encontrar vigilantes” (Lc 12, 37). Trata-se daqueles que, embora depois de terem feito quanta deviam fazer, sabem dizer com humildade segundo o ensinamento de Jesus: “Somos servos inúteis. Fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17, 10). (São João Paulo II)

O Senhor replicou: Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo? Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier! .Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens. Mas, se o tal administrador imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, .o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis. .O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir.

O Padre Paulo Ricardo disse assim: “No caso de um católico, todavia, privilegiado por estar na Santa Igreja, desprezar o grande dom dos Sacramentos – sobretudo, o da Confissão e o da Eucaristia – seria uma grande ingratidão. “A quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir” .

“Não se deve fazer caso das coisas que acabam com a vida. A verdadeira vida consiste em viver de modo que nada se tenha a recear da morte” (Santa Teresa)

“Reflete um pouco sobre ti mesmo: quem és tu? O que te foi confiado? De quem recebeste esse cargo? Porque foste tu escolhido, em detrimento de muitos outros? O Deus de bondade fez de ti seu administrador; és responsável pelos teus companheiros de trabalho: não penses que tudo foi preparado apenas para ti! Dispõe dos bens que possuis como se eles pertencessem aos outros. O prazer que eles te proporcionam dura pouco, em breve te escaparão e desaparecerão, mas ser-te-ão pedidas contas rigorosas”. (São Basílio)

 

Ano da Misericórdia: Neste Ano da Misericórdia, o Papa Francisco insiste que não esqueçamos as obras de misericórdia.  O Catecismo (§2447) ensina: “ As obras de misericórdia são as ações caritativas pelas quais socorremos o próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar são obras de misericórdia espiritual, como também perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporal consistem sobretudo em dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados, vestir os maltrapilhos, visitar os doentes e prisioneiros, sepultar os mortos. Dentre esses gestos de misericórdia, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna. E também uma prática de justiça que agrada a Deus”.

Conclusão

Com as palavras dos Papa Francisco: “Onde está o teu tesouro, aquele que tu desejas? — porque Jesus nos disse: onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração — e eu pergunto: onde está o teu tesouro? Qual é para ti a realidade mais importante, mais preciosa, a realidade que atrai o meu coração como um íman? O que atrai o teu coração? Posso dizer que é o amor de Deus? Há o desejo de fazer o bem ao próximo, de viver para o Senhor e para os nossos irmãos? Posso dizer isto? Cada um responda no seu coração”.

Oração:

“Suplico-Te, Senhor, não me deixes suspirar de desespero; faz-me respirar a esperança. Que me seja, ao menos, permitido entrever a luz, mesmo que de longe, mesmo que das profundezas. Ensina-me a procurar-Te, e mostra-Te quando Te procuro. É que não posso procurar-Te se não me guiares, nem encontrar-Te se não Te mostrares. Procurar-Te-ei pelo desejo e desejar-Te-ei na minha procura. Encontrar-Te-ei amando-Te e amar-Te-ei quando Te encontrar”. (Santo Anselmo)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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