Nono Domingo do Tempo Comum – Não sou digno de que entres em minha casa – São Lucas 7, 1-10 – Dia 29 de maio de 2016

23 de maio de 2016 at 5:29 Deixe um comentário

1.Tendo Jesus concluído todos os seus discursos ao povo que o escutava, entrou em Cafarnaum.

2.Havia lá um centurião que tinha um servo a quem muito estimava e que estava à morte.

3.Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, rogando-lhe que o viesse curar.

4.Aproximando-se eles de Jesus, rogavam-lhe encarecidamente: Ele bem merece que lhe faças este favor,

5.pois é amigo da nossa nação e foi ele mesmo quem nos edificou uma sinagoga.

6.Jesus então foi com eles. E já não estava longe da casa, quando o centurião lhe mandou dizer por amigos seus: Senhor, não te incomodes tanto assim, porque não sou digno de que entres em minha casa;

7.por isso nem me achei digno de chegar-me a ti, mas dize somente uma palavra e o meu servo será curado.

8.Pois também eu, simples subalterno, tenho soldados às minhas ordens; e digo a um: Vai ali! E ele vai; e a outro: Vem cá! E ele vem; e ao meu servo: Faze isto! E ele o faz.

9.Ouvindo estas palavras, Jesus ficou admirado. E, voltando-se para o povo que o ia seguindo, disse: Em verdade vos digo: nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.

10.Voltando para a casa do centurião os que haviam sido enviados, encontraram o servo curado.

“Vindo ao encontro de Jesus, mediador da salvação, contemplamos o exemplo deixado pelo oficial romano. Com ele aprendemos que a fé viva não conhece fronteiras, mas abre os corações à graça e ao evangelho de Cristo. Reunidos em seu templo, invoquemos o Senhor para que acompanhe sempre o seu povo, convocado para o anúncio e o testemunho do evangelho”. (Liturgia Diária)

Tendo Jesus concluído todos os seus discursos ao povo que o escutava, entrou em Cafarnaum. Havia lá um centurião que tinha um servo a quem muito estimava e que estava à morte. Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, rogando-lhe que o viesse curar. Aproximando-se eles de Jesus, rogavam-lhe encarecidamente: Ele bem merece que lhe faças este favor, pois é amigo da nossa nação e foi ele mesmo quem nos edificou uma sinagoga.

O Papa Francisco disse que o centurião “percorreu um caminho para se encontrar com o Senhor. Mas tinha-o feito com fé. Por isso não só se encontrou com o Senhor, mas sentiu a alegria de ter sido encontrado pelo Senhor. Este é precisamente o encontro que desejamos, o encontro da fé. Encontrarmo-nos com o Senhor, mas deixar também que ele nos encontre”. (05\12\2013)

Dom Paulo Mendes Peixoto  explicou: “Para quem acredita, a fé tem dimensão de vida. Foi o que aconteceu com um oficial romano, que tinha um empregado doente, em quem confiava muito, à beira da morte. Ele pediu a Jesus para curá-lo, mas demonstrando uma atitude de profunda indignidade. Vendo isto, Jesus disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé” (Lc. 7, 9).

Jesus então foi com eles. E já não estava longe da casa, quando o centurião lhe mandou dizer por amigos seus: Senhor, não te incomodes tanto assim, porque não sou digno de que entres em minha casa; por isso nem me achei digno de chegar-me a ti, mas dize somente uma palavra e o meu servo será curado. Pois também eu, simples subalterno, tenho soldados às minhas ordens; e digo a um: Vai ali! E ele vai; e a outro: Vem cá! E ele vem; e ao meu servo: Faze isto! E ele o faz.

“Pensamos, por exemplo, nas palavras que todas as vezes repetimos no momento da santa Comunhão: «Não sou digno…». Elas são de um centurião romano, que assim expressou a sua fé, a sua admiração por Jesus Cristo, a sua profunda humildade e a sua premente súplica pela cura do servo ( Mt 8, 8; Lc 7, 8). Lemos depois nos Atos dos Apóstolos que o primeiro convertido sob a influência do Espírito Santo – convertido não judeu, mas pagão – foi um centurião romano, de nome Cornélio (At 10, 1-48)”. (São João Paulo II -25\11\1998)

Mons. José Maria Pereira  disse que “falta-nos a fé nos milagres. Revistamo-nos da humildade do centurião com aquelas palavras que ele foi o primeiro a dizer e que atravessaram os séculos até nós: Senhor, não sou digno; mas abracemos também sua fé: Dize somente uma palavra e eu ficarei curado”.

Ouvindo estas palavras, Jesus ficou admirado. E, voltando-se para o povo que o ia seguindo, disse: Em verdade vos digo: nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé. Voltando para a casa do centurião os que haviam sido enviados, encontraram o servo curado.

“A fé unida à humildade que o Senhor elogia neste centurião. Quando este diz: «Não sou digno de que entres debaixo do meu teto», o Senhor responde: «Em verdade vos digo, nem em Israel encontrei tão grande fé». O Senhor veio ao povo de Israel segundo a carne, para procurar primeiramente neste povo a Sua ovelha perdida (Lc 15, 4). Nós, como homens, não podemos medir a fé dos homens. Foi Aquele que vê o fundo dos corações, Aquele a Quem ninguém engana, que testemunhou como era o coração deste homem; ao ouvir as suas palavras repletas de humildade, responde-lhe com uma palavra que cura”. (Santo Agostinho)

O Catecismo (§26) ensina: “A fé é a resposta do homem a Deus, que a ele Se revela e Se oferece, resposta que, ao mesmo tempo, traz uma luz superabundante ao homem que busca o sentido último da sua vida. Comecemos, pois, por considerar esta busca do homem: depois, a Revelação divina pela qual Deus vem ao encontro do homem; finalmente, a resposta da fé”.

Conclusão:

Com as palavras do Mons. José Maria Pereira: “Eis o ensinamento do Evangelho de hoje: crer de maneira simples e corajosa, ousar muito em matéria de fé, pedir “sem duvidar. Nossa fé é, muitas vezes, extremamente intelectual, muito cerebral; consiste em crer que aquilo que Deus falou seja verdadeiro(crer na veracidade de Deus), mas não em crer que o que prometeu acontecerá (crer no poder de Deus)”.

Oração:

“Queremos, ó Deus, manifestar-vos nossa gratidão, porque Jesus nos ensina que a fé em vós não é exclusiva de alguns grupos religiosos. Nós vos agradecemos porque Jesus nos mostrou todo seu carinho e admiração pelas pessoas de boa-fé, estando ao lado dos que sofrem e dos doentes. Dai-nos, ó Pai, humildade suficiente para crer e fé profunda para amar. Iluminai o caminho da nossa vida com a vossa palavra criadora, para que possamos sentar-nos à mesa do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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