Solenidade de Pentecostes – Recebei o Espírito Santo – São João 20, 19 – 23 – Missa do domingo – dia 15 de maio de 2016

9 de maio de 2016 at 5:49 Deixe um comentário

19.Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco!

20.Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.

21.Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.

22.Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.

23.Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.

 

Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “à noite, no dia da sua ressurreição, Jesus apareceu aos discípulos, “soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo”” (Jo 20, 22). Com força ainda maior, o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos no dia do Pentecostes: “Subitamente ressoou, vindo do Céu lê-se nos Atos dos Apóstolos um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram, então, aparecer umas línguas à maneira de fogo, que se iam dividindo, e pousou sobre cada um deles” (2, 2-3)”.

 

Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Esta é a palavra que saiu duas vezes da boca de Jesus ressuscitado, quando apareceu no meio dos discípulos no Cenáculo na noite de Páscoa: “Shalom a paz esteja convosco!” (Jo 20, 19.21). A expresão “shalom” não é uma simples saudação; é muito mais: é o dom da paz prometida (Jo 14, 27) e conquistada por Jesus ao preço do seu sangue, é o fruto da sua vitória na luta contra o espírito do mal. Portanto, trata-se de uma paz “não como o mundo a oferece”, mas como somente Deus a pode conceder”. (11\05\2008)

“O Espírito Santo, o Paráclito, o Defensor, é Aquele que, como um sopro, o Pai e o Filho enviam à alma dos justos. É por Ele que somos santificados e merecemos ser santos. O sopro humano é a vida dos corpos; o sopro divino é a vida dos espíritos. O sopro humano torna-nos sensíveis; o sopro divino torna-nos santos. Este Espírito é santo porque, sem Ele, nenhum espírito – nem angélico nem humano – pode ser santo”. (Santo Antônio de Pádua)

“O Espírito Santo, já operante na criação do mundo e na Antiga Aliança, revela-Se na Encarnação e na Páscoa do Filho de Deus, e como que «explode» no Pentecostes para prolongar, no tempo e no espaço, a missão de Cristo Senhor. O Espírito constitui assim a Igreja como fluxo de vida nova, que circula dentro da história dos homens”. (São João Paulo II)

 

Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.

O Papa Emérito Bento XVI explicou que “a Igreja realiza o seu serviço a paz de Cristo, sobretudo na presença e ação comuns no meio dos homens, com a pregação do Evangelho e com os sinais de amor e de misericórdia que a acompanham (Mc 16, 20). Naturalmente, entre estes sinais é necessário ressaltar de maneira prioritária o Sacramento da Reconciliação, que Cristo instituiu no mesmo momento em que comunicou aos discípulos a sua paz e o seu Espírito”. (2008)

Padre César Augusto dos Santos ensinou que “O sopro de Jesus dá a Vida, dá o Espírito Santo que faz nova todas as coisas. Essa nova Humanidade forjada pela redenção, pela ressurreição de Jesus, porta o Espírito do Senhor para continuar sua missão salvífica. Evidentemente essa missão redentora terá sua expressão no perdoar e no reter os pecados”.

“Onde está a Igreja, ali está o Espírito de Deus, e onde está o Espírito de Deus, ali estão a Igreja e todas as graças, e o Espírito é a verdade; afastar-se da Igreja significa rejeitar o Espírito, excluir-se da vida”. (Santo Ireneu)

 

A Festa de Pentecostes

“Como não dar graças a Deus pelos prodígios que o Espírito não cessou de realizar nestes dois milênios de vida cristã? O evento de graça do Pentecostes tem, com efeito, continuado a produzir os seus maravilhosos frutos, suscitando em toda a parte ardor apostólico, desejo de contemplação, empenho em amar e servir com total dedicação a Deus e aos irmãos”. (São João Paulo II)

O Catecismo (§731) ensina: “No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo que Se manifestou, Se deu e Se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito”.

Jean Tauler, dominicano explicou: “Eis o aniversário do dia em que o Espírito Santo foi enviado aos santos discípulos e a todos os que com eles estavam reunidos, o dia em que nos foi dado esse belo tesouro que tínhamos perdido no Paraíso terrestre, por obra da astúcia do Inimigo e pela claudicação humana. Essa dádiva aconteceu de maneira maravilhosa, a começar já por aquilo que exteriormente se viu; quanto ao mistério escondido e encerrado interiormente em tais maravilhas, não há razão, pensamento ou criatura alguma que o pudesse conhecer, conceber ou dizer”.

“O Pentecostes recorda aos cristãos a presença contínua do Espírito Santo sobre a terra. Portanto esta solenidade não é só a comemoração de um acontecimento realizado nos tempos passados, mas é a garantia de uma contínua realidade sempre viva entre nós, isto é, a presença do Espírito Santo: dado que Ele está entre nós não menos do que esteve no Cenáculo no dia de Pentecostes, embora esteja inacessível aos nossos sentidos. O Salvador assegura-nos esta presença e permanência.” (Beata Elena Guerra)

 

Conclusão:

Com as palavras do Papa Francisco: “O dia de Pentecostes, quando os discípulos “ficaram todos cheios do Espírito Santo”, foi o batismo da Igreja, que nasce “em saída”, “em partida” para anunciar a todos a Boa Notícia. A Mãe Igreja, que parte para servir. Recordemos a outra Mãe, a nossa Mãe que partiu com prontidão, para servir. A Mãe Igreja e a Mãe Maria: todas as duas virgens, todas as duas mães, todas as duas mulheres”.

 

Oração:

Do Papa Emérito Bento XVI: “Amados irmãos e irmãs, que à luz desta Palavra de vida se torne ainda mais ardente e intensa a oração, que no dia de hoje elevamos a Deus em união espiritual com a Virgem Maria. A Virgem da escuta, a Mãe da Igreja, obtenha para as nossas comunidades e para todos os cristãos uma renovada efusão do Espírito Santo Paráclito: Enviai o vosso Espírito; tudo será recriado e renovareis a face da terra”. Amém!”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

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