Archive for outubro, 2015

Comemoração dos Falecidos – Toda a pessoa que vê o Filho e nele crê tem a vida eterna – São João 6, 37 – 40 – Dia 02 de Novembro (Finados)

37. Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora.
38. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
39. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia.
40. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

“A Igreja, hoje, convida-nos a entrar em comunhão com o Deus da vida e rezar pelos nossos falecidos. Este dia nos lembra que a existência terrena é passageira, mas deve ser valorizada e vivida à luz da fé na ressurreição”. (Liturgia Diária)

Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
O Papa Francisco disse assim: “A comemoração dos finados, o cuidado pelos sepulcros e os sufrágios são testemunho de esperança confiante, radicada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que encontra a sua raiz e o seu cumprimento em Deus”.
“Depois de termos celebrado ontem a Solenidade de Todos os Santos, hoje, 2 de Novembro, o nosso olhar orante dirige-se para aqueles que deixaram este mundo e esperam chegar à Pátria celeste. A Igreja exortou sempre a rezar pelos defuntos. Ela convida os fiéis a ver o mistério da morte não como a última palavra do destino humano, mas como a passagem para a vida eterna”. (São João Paulo II – 2 de Novembro de 2003)
“Em comunhão com o Deus da vida, vamos, com toda a Igreja, rezar pelos nossos falecidos”. (Liturgia diária)
O Papa Emérito Bento XVI disse que “dimensão de fé compreende-se também a prática de oferecer orações de sufrágio pelos defuntos, de modo especial o Sacrifício eucarístico, memorial da Páscoa de Cristo, que abriu aos crentes a passagem para a vida eterna. Unindo-me espiritualmente a quantos vão aos cemitérios para rezar por seus defuntos, também eu amanhã à tarde me recolherei em oração nas Grutas Vaticanas junto das sepulturas dos Papas, que estão ao redor do sepulcro do apóstolo Pedro, e farei uma intenção especial pelo amado João Paulo II”. (1 de Novembro de 2005)

Conclusão:
“Chorem, os que não podem ter a esperança da ressurreição; não é a vontade de Deus que lhes tira essa esperança, mas a dureza daquilo em que acreditam. Tem de haver uma diferença entre os servos de Cristo e os pagãos. Eis o que é essa diferença: estes choram os seus pensando-os mortos para sempre; não podem assim pôr fim às suas lágrimas, não encontram descanso para a tristeza: […] enquanto para nós, servos de Deus, a morte não é o fim da existência mas o fim da nossa vida. Dado que a nossa existência é restaurada por uma condição melhor, que a chegada da morte nos varra portanto todos os choros”. (Santo Ambrósio)

Oração:
“Maria, Porta do céu, nos ajude a não nos esquecermos nem perdermos de vista a Pátria celeste, meta última da nossa peregrinação aqui na Terra”. (São João Paulo II)
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

28 de outubro de 2015 at 5:34 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

24/10/2015
O desenvolvimento económico deve ter um rosto humano, de modo que ninguém fique excluído.
22/10/2015
Nos pobres, vemos o rosto de Cristo que Se fez pobre por nós.
20/10/2015
A corrupção é um câncer que destrói a sociedade.

28 de outubro de 2015 at 5:13 Deixe um comentário

Especial jovens: “Vocação é uma aposta de todos os dias”

2015-10-26 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Maria Elisiana Reis, religiosa da Congregação das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, é a personagem de nosso especial jovens desta segunda-feira. Sergipana, a irmã é responsável pelo ensino religioso de uma escola no interior do Estado. Ela compartilhou suas experiências no Encontro mundial de jovens consagrados, que aconteceu no Vaticano em setembro.

“Certezas, a gente não tem. Acho que a vocação é sempre uma aposta de todos os dias. Então, a gente não pode dizer que tem certeza. Mas a gente cultiva. É como uma plantinha que todos os dias é regada e cuidada. A vocação passa muito por esse processo. À medida que a gente vai vivendo, doando, se entregando, isso vai se confirmando muito naturalmente dentro da gente. Dúvidas se tem, dificuldades se tem, mas quando a gente tem como foco Jesus, e a gente olha para Jesus e tem Ele como referência, a gente vai superando todas as dificuldades que vão surgindo”.

Apesar do Nordeste ser uma terra de fé e de um povo muito religioso, ela disse que teve que sair de sua cidade para encontrar um exemplo a seguir.

“A presença de vida religiosa é um pouco pobre. Você não vê muitos religiosos porque, às vezes, se concentram mais nas cidades ou em Estados maiores. Então, a presença da figura do religioso não foi algo que eu vivi durante a infância, a adolescência por isso precisei sair para ter um contato maior”. (ERB)

27 de outubro de 2015 at 11:56 Deixe um comentário

Frases de Santa Teresinha do Menino Jesus – 02


1- “Ao se dar a Deus, o coração não perde sua ternura natural. Pelo contrário, essaternura cresce ao tornar-se mais pura e mais divina”.
2- “Jesus me fez compreender que era pela cruz que Ele queria dar-me almas, e minha atração pelo sofrimento cresceu à medida que o sofrimento aumentava”.
3- “Nele (no Evangelho) encontro tudo o que a minha pobre alma neessita”.
4- “Como é misterioso o caminho pelo qual Deus sempre me conduziu. Nunca me fez desejar alguma coisa sem me dá-la. Por isso, seu cálice amargo me pareceu delicioso…”
5- “Vós sabeis, ó meu Deus, nunca desejei outra coisa senão vos amar. Não ambiciono outra glória”.
6- “Ó meu jesus, talvez seja uma ilusão, mas parece-me que não podeis cumular uma alma com mais amor que cumulastes a minha”.
7- “Então, no excesso de minha alegria delirante, exclamei: Ó Jesus, meu Amor…Minha vocação, enfim a encontrei: minha vocação é o Amor”.
8- “No entardecer da vida, comparecerei diante de Vós com mãos vazias, pois não Vos peço, Senhor, que leveis em conta minhas obras”.
9- “Eu me considero como um frágil passarinho coberto somente de uma leve plumagem”.
10- “Ó Jesus, meu primeiro, meu único Amigo, Tu, a quem unicamente amo, dize-me que mistério é esse?”
11- “Sim, encontrei meu lugar na Igreja e esse lugar, ó meu Deus, foste tu que mo deste”.
12- “No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o Amor. Assim serei tudo”.

27 de outubro de 2015 at 5:39 Deixe um comentário

Santa Joana Beretta Molla, mãe de família, +1962


Santa Gianna Beretta Molla

Gianna nasceu a 4 de outubro de 1922, em Magenta, na Itália. Pertencia a uma família de 13 irmãos. Escolheu a profissão de médica a qual já era uma tradição na família e casou em 1955 com Pietro Molla, engenheiro industrial também militante da Ação Católica. Estava decidida a formar uma família cristã e a coadonar a sua vida familiar, profissional e apostólica no seu projeto de vida.

Ingressou na Ação Católica desde muito jovem, em 1943 e pôs-se ao serviço dos irmãos através de variados cargos , quer na área estudantil quer paroquial. Aos 39 anos, grávida do seu quarto filho, começou a ter complicações de saúde. Mais tarde,  o seu marido, então com 82 anos recorda os pormenores: «Durante a quarta gravidez, em setembro de 1961, apareceu um grande fibroma no útero, por causa do qual, aos dois meses e meio de gestação do bebé, foi necessário fazer uma intervenção cirúrgica».

Este foi o início do holocausto. Fidelíssima aos seus princípios morais e religiosos, ordenou sem hesitações que o cirurgião se ocupasse em primeiro lugar de salvar a vida da sua “criaturinha”. Nas vésperas do parto não hesitou reunir à sua cabeceira o marido e os médicos para lhes dizer:_Se tiverem de escolher entre o bebé e eu, não duvidem: escolham, exijo-vos , a criança. Salvem-na!” Com estas convicções profundas e sabendo o que a esperava, (Gianna era pediatra), deu entrada na clínica  de Monza no dia 20 de Abril de 1962, sexta feira santa, tendo dado à luz a sua filha Gianna Manuela. Santa Gianna  faleceu oito dias depois.

O seu processo para a canonização teve início em 1980.

O Papa João Paulo II declarou-a venerável em julho de 1991.Durante mais de 20 anos a sua vida, os seus escritos, os testemunhos e as virtudes desta jovem mulher, foram cuidadosamente examinados, bem como os milagres atribuidos à sua intercessão e confirmados pela Igreja. Na sua beatificação, a 24 de abril de 1994, o Papa  propô-la como modelo para todas as mães.Foi proclamada Santa no dia 16 de maio de 2004.

Fonte: Evangelho Quotidiano


27 de outubro de 2015 at 5:25 Deixe um comentário

Papa: “Igreja não marginaliza. Como Jesus, quer salvar todos”.

2015-10-25 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã de domingo, às 12h (hora local), o Papa rezou o Angelus com os fiéis, turistas e romanos presentes na Praça São Pedro e como de costume, fez também uma breve reflexão. Antes, havia celebrado a missa de encerramento da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família e portanto, suas palavras iniciais foram de agradecimento pelas três semanas de trabalhos intensos, animados pela oração e o espírito de comunhão. “Foi cansativo, mas um verdadeiro dom de Deus que vai trazer muitos frutos”, prometeu.

A palavra ‘sínodo’, explicou, significa ‘caminhar juntos, e “nós vivemos a experiência da Igreja em caminho, especialmente com as famílias do Povo santo de Deus espalhado pelo mundo”.

Assim o Papa recordou a dramática realidade dos migrantes. Inspirando-se na Palavra de Deus na profecia de Jeremias, Francisco disse que a Igreja não exclui ninguém:

“É uma família de famílias, aonde quem se cansa não é marginalizado, não é deixado para trás, mas caminha junto com os outros porque este povo caminha com o passo dos últimos; como se faz nas famílias e como nos ensina o Senhor, que se fez pobre com os pobres, pequeno com os pequenos, último com os últimos. Não o fez para excluir os ricos, os maiores e primeiros, mas porque este é o único modo para salvá-los, para salvar todos”.

“Confesso-lhes – continuou o Papa – que comparei esta profecia do povo em caminho com as imagens dos refugiados em marcha nas estradas da Europa: uma realidade dramática dos nossos dias. Também a eles Jesus diz: ‘Partiram no pranto, eu os consolarei após o sofrimento’. Estas famílias que sofrem, extirpadas de suas terras, também estiveram conosco no Sínodo, em nossa oração e nos nossos trabalhos, por meio da voz de alguns pastores presentes na Assembleia”.

“A Igreja, disse o Papa, está próxima das muitas famílias de refugiados erradicados de suas terras: ‘Estas pessoas, em busca de dignidade, em busca de paz, permanecem conosco. A Igreja não as abandona porque fazem parte do povo que Deus quer libertar da escravidão e clamar à liberdade”.

Antes de conceder a bênção, Francisco fez votos que “o Senhor, por intercessão da Virgem Maria, nos ajude também a colocar na prática as indicações emersas em fraterna comunhão”.

(CM)

26 de outubro de 2015 at 12:30 Deixe um comentário

Solenidade de Todos os Santos e Santas – São Mateus 5, 1-12 – Dia 1º de Novembro de 2015


1. Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
2. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
3. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
4. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
5. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
9. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
12. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

As Bem Aventuranças
Explicação de São João Paulo II (1° de Novembro de 2000):
“A hodierna liturgia fala unicamente de santidade. Porém, para sabermos qual é o caminho da santidade, devemos subir com os Apóstolos ao monte das Bem-Aventuranças, aproximar-nos de Jesus e colocar-nos à escuta das palavras de vida que saem dos seus lábios”.
Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
“O Mestre divino proclama “beatos” e, poderíamos dizer, “canoniza” em primeiro lugar os pobres em espírito, ou seja, aqueles que têm o coração livre de preconceitos e condicionamentos e por isso são totalmente disponíveis à vontade divina. A adesão integral e confiante a Deus supõe o despojamento e o desapego coerente de si mesmo”.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
“Bem-aventurados os aflitos! É a bem-aventurança não só daqueles que sofrem pelas inumeráveis misérias inerentes à condição humana mortal, mas também de quantos aceitam com coragem os sofrimentos derivantes da profissão sincera da moral evangélica”.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
“A mansidão das Bem-Aventuranças tem o poder de transformar a família, o lugar de trabalho, a escola, a cidade, a aldeia a política e a cultura. Ela pode mudar o mundo! “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!” (Mt 5, 5). (9 de Maio de 2001)

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
“A justiça humana já é uma meta excelsa, que enobrece o ânimo de quem a procura, mas o pensamento de Jesus tem em vista a justiça mais elevada, que consiste na busca da vontade salvífica de Deus: feliz é sobretudo quem tem fome e sede desta justiça. Com efeito, Jesus diz: “Só entrará [no Reino do Céu] aquele que põe em prática a vontade do meu Pai que está no Céu” (Mt 7, 21).

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
“Ditosos são aqueles que vencem a dureza de coração e a indiferença, para reconhecerem de forma concreta a primazia do amor compassivo a exemplo do Bom Samaritano e, em última análise, do Pai “rico em misericórdia” (Ef 2, 4).

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
“São proclamados ditosos aqueles que não se contentam com a pureza exterior ou ritual, mas procuram a absoluta rectidão interior que exclui qualquer mentira e ambiguidade”.

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
“A paz, síntese dos bens messiânicos, constitui uma tarefa exigente. Num mundo que apresenta tremendos antagonismos e obstáculos, é necessário promover uma convivência fraterna inspirada no amor e na partilha, superando inimizades e contrastes. Felizes aqueles que se comprometem neste nobilíssimo empreendimento”.

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
Papa Pio XII (23 de setembro do ano santo de 1950):
“Nós desejamos render os devidos louvores e confirmar com paternal carinho a enorme multidão de ministros de Deus, que, para mostrar abertamente sua obediência cristã e conservar intacta a própria fidelidade a Jesus e à legitima autoridade por ele estabelecida, “foram achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus” (At 5,41) e não somente afrontas, mas perseguições, prisão e morte”.
Todos os Santos e Santas
O Papa Francisco disse que “só podemos entrar no Céu graças ao sangue do Cordeiro, graças ao sangue de Cristo. Foi precisamente o sangue de Cristo que nos justificou, que nos abriu as portas do Céu. E se hoje recordamos estes nossos irmãos e irmãs que nos precederam na vida e estão no Céu, é porque eles foram lavados pelo sangue de Cristo. Esta é a nossa esperança: a esperança do sangue de Cristo! Uma esperança que não desengana, se caminharmos na vida com o Senhor. Ele nunca desilude!” (1º de Novembro de 2013)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A Liturgia recorda-nos hoje que a santidade é a vocação originária de cada batizado (Lumen gentium, 40). Cristo, com efeito, que com o Pai e com o Espírito é o único Santo (Ap 15, 4), amou a Igreja como sua esposa e entregou-se por ela, com a finalidade de a santificar (Ef 5, 25-26). Por este motivo, todos os membros do Povo de Deus são chamados a tornar-se santos, segundo a afirmação do apóstolo Paulo: «Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação» (1 Ts 4, 3)”.

A Comunhão dos Santos
O Papa Francisco explicou que devemos “considerar uma verdade fundamental da fé cristã, que nós professamos no «Credo»: a comunhão dos santos. Que significa isto: a comunhão dos santos? É a comunhão que nasce da fé e une todos aqueles que pertencem a Cristo em virtude do Baptismo. Trata-se de uma união espiritual — todos estamos unidos! — que não é interrompida pela morte, mas continua na outra vida. Com efeito, subsiste um vínculo indestrutível entre nós, vivos, neste mundo e aqueles que já ultrapassaram o limiar da morte. Nós, aqui na terra, juntamente com quantos já entraram na eternidade, formamos uma única e grande família”. (1º de Novembro de 2014)

Conclusão:
Do Papa Francisco: “Na grande assembleia dos santos, Deus quis reservar o primeiro lugar à Mãe de Jesus. Maria está no âmago da comunhão dos santos, como guardiã singular do liame da Igreja universal com Cristo, do vínculo da família. Ela é a Mãe, é a nossa Mãe, a nossa Mãe! Para quantos desejam seguir Jesus no caminho do Evangelho, Ela é a guia segura, porque é a primeira discípula. Ela é a Mãe cheia de desvelos, à qual confiar todas as aspirações e dificuldades”. (1º de Novembro de 2014)
Oração:
“Em ti (Nossa Senhora) vemos a meta da santidade para a qual Deus chama todos os membros da Igreja. Na tua vida de fé vemos a clara indicação do caminho rumo à maturidade espiritual e à santidade cristã. Contigo e com todos os Santos, glorificamos a Deus Trindade, que ampara a nossa peregrinação terrestre e vive e reina nos séculos dos séculos!” (São João Paulo II)
Jane Amábile – Com. Divino espírito Santo

26 de outubro de 2015 at 5:25 Deixe um comentário

São Frumêncio – 27 de Outubro

São Frumêncio
Século IV – Bispo (+380)

Frumêncio é o primeiro bispo missionário na Etiópia, de onde é considerado o apóstolo, junto com o irmão Edésio. Sua história poderia oferecer a trama a um interessante romance de aventuras. No tempo do imperador Constantino, um filósofo voltava a Tiro de uma viagem à Índia, acompanhado de seus discípulos e de dois meninos, Frumêncio e Edésio. A nau atracou no porto de Aulis, nas proximidades de Massaua, e pouco depois foi atacada por uma horda de etíopes que trucidaram todos os passageiros. Salvaram-se apenas os dois meninos, que se tinham apartado para ler um livro debaixo de uma árvore. Jamais um livro foi tão precioso…

Quando se deram conta dos dois meninos, os etíopes, já pagos pelo butim, conduziram-nos como escravos a Axum, e o rei os reteve a seu serviço. Depois da morte do soberano, a rainha confiou a Frumêncio a educação do filho.

Os dois irmãos fizeram-se amar e obtiveram a permissão para erguer uma igreja junto ao porto; depois puderam voltar à sua pátria para pedir a Atanásio, bispo de Alexandria do Egito, o envio de um bispo e de sacerdotes.

Atanásio consagrou bispo o próprio Frumêncio e o mandou de volta à Etiópia com alguns sacerdotes. Surgia assim a primeira comunidade cristã na África negra, destinada a expandir-se e a manter-se firme mesmo durante a tempestade islâmica que levou de roldão o cristianismo em quase toda a África.

Frumêncio foi acolhido com alegria pelos etíopes de Axum e pelo próprio jovem rei Ezana, que esteve entre os primeiros a receber o batismo. Também os súditos seguiram o exemplo do rei. Frumêncio — que os etíopes chamam “abba Salama”, isto é, o portador de luz — é justamente incluído entre os maiores missionários cristãos.

(Retirado do livro “Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora)

26 de outubro de 2015 at 5:14 Deixe um comentário

Sínodo: Bispos propõem discernimento em casos difíceis

2015-10-25 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Com a autorização do Papa, foi publicado na noite de sábado (24/10) o Relatório Final do XIV Sínodo ordinário sobre a Família. Composto de 94 parágrafos, votados singularmente, o documento foi aprovado por maioria de 2/3, ou seja, sempre com o mínimo de 177 votos. Os padres sinodais presentes eram 265.

Segundo Padre Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, apenas dois parágrafos obtiveram a maioria com margem limitada e são os que se referem a situações difíceis, como a abordagem pastoral às famílias feridas ou em situação irregular do ponto de vista canônico e disciplinar: convivências, casamentos civis, divorciados recasados e o caminho para se aproximar pastoralmente destes fiéis.

Indissolubilidade matrimonial

O Relatório define a doutrina da indissolubilidade do matrimônio sacramental como uma verdade fundada em Cristo mas ressalva que verdade e misericórdia convergem em Cristo e, portanto, convida ao acolhimento das famílias feridas. Os padres sinodais reiteram que os divorciados recasados não são excomungados e reafirmam que os pastores devem usar o discernimento para analisar as situações familiares mais complexas. O ponto 84 explica que a participação nas comunidades dos casais em segunda união pode se expressar em diferentes serviços: “Deve-se discernir quais formas de exclusão atualmente praticadas nos âmbitos litúrgico, pastoral, educativo e institucional podem ser superadas”.

Discernimento

À situação específica dos casais em segunda união, o ponto 86 do documento faz referência a um percurso de acompanhamento e de discernimento espiritual com um sacerdote, pois a ninguém pode ser negada a misericórdia de Deus. Neste sentido, “para favorecer e aumentar a participação destes fiéis na vida da Igreja, devem ser asseguradas as condições de humildade, discrição, amor à Igreja e a seu ensinamento, na busca sincera da vontade de Deus e no desejo de dar uma resposta a ela”.

Em relação ao crescente fenômeno dos casais que convivem antes de se casar ou depois de um matrimônio sacramental, é uma situação que deve ser enfrentada de maneira construtiva e vista como uma oportunidade de conversão para a plenitude do matrimônio e da família, à luz do Evangelho.

Pessoas homossexuais e uniões homossexuais

Pessoas homossexuais não podem ser discriminadas, mas a Igreja é contrária às uniões entre pessoas do mesmo sexo. O Sínodo julga também inaceitável que as Igrejas locais sofram pressões neste campo e que organismos internacionais condicionem ajudas financeiras aos países pobres à introdução do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Alguns parágrafos abrangem questões dedicadas aos migrantes, refugiados e perseguidos cujas famílias são desagregadas e possam ser vítimas do tráfico de pessoas. Os bispos invocam o acolhimento ressaltando os seus direitos e deveres nos países que os hospedam.

Valorizar a mulher, tutelar crianças e idosos

Os padres sinodais condenaram a discriminação contra mulheres em todo o mundo, incluindo a penalização da maternidade. Em relação à violência, ressalta que “a exploração das mulheres e a violência exercida sobre o seu corpo estão muitas vezes unidas ao aborto e à esterilização forçada”. Pede-se também uma maior valorização da responsabilidade feminina na Igreja, com intervenção nos processos de decisão, participação no governo de algumas instituições e envolvimento na formação do clero.

A respeito da reciprocidade e na responsabilidade comum dos cônjuges na vida familiar, afirma-se que “o crescente compromisso profissional das mulheres fora de casa não encontrou uma adequada compensação num maior empenho dos homens no ambiente doméstico”.

Sobre as crianças, o documento entregue ao Papa ressalta a beleza da adoção e do acolhimento temporário, que “reconstroem relações familiares rompidas” e menciona também os viúvos, os portadores de deficiência, os idosos e os avós, que permitem a transmissão da fé nas famílias e devem ser protegidos da cultura do descarte. Também as pessoas não casadas são lembradas por seu engajamento na Igreja e na sociedade.

Fanatismo, individualismo, pobreza, precariedade no trabalho

Como sombras dos tempos atuais, o Sínodo cita o fanatismo político-religioso hostil ao cristianismo, o crescente individualismo, a ideologia ‘gender’, os conflitos, perseguições, a pobreza, a precariedade no trabalho, a corrupção, os problemas econômicos que excluem famílias da educação e da cultura, a globalização da indiferença, a pornografia e a queda da natalidade.

Preparação ao matrimônio

O documento final reúne as propostas para reforçar a preparação ao matrimônio, principalmente dos jovens que hoje têm receio de se vincular. É recomendada uma formação adequada à afetividade, seguindo as virtudes da castidade e do dom de si. Outra relação mencionada no texto é entre a vocação à família e a vocação à vida consagrada. São também fundamentais a educação à sexualidade e a corporeidade e a promoção da paternidade responsável.

Família, porto seguro

Enfim, o a Relatório sublinha a beleza da família, Igreja doméstica baseada no casamento entre homem e mulher, porto seguro dos sentimentos mais profundos, único ponto de conexão numa época fragmentada, parte integrante da ecologia humana. Deve ser protegida, apoiada e encorajada.

Pedido ao Papa um documento sobre a família

O documento se encerra com o pedido dos Padres Sinodais ao Papa de um documento sobre a família, indicando a perspectiva que ele deseja dar neste caminho.

25 de outubro de 2015 at 9:33 Deixe um comentário

Homilia do Papa: “São tempos de misericórdia e inclusão”

2015-10-25 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Depois de 3 semanas de trabalhos no Vaticano, chegou ao fim o Sínodo dos Bispos sobre a “Vocação e a Missão da Família na Igreja e na Sociedade Contemporânea”. Na conclusão do encontro, o Papa Francisco presidiu na Basílica de São Pedro uma celebração eucarística, com a presença dos padres sinodais.

Na primeira leitura, o profeta Jeremias, em pleno desastre nacional, anuncia que “o Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel”. Já o Evangelho deste domingo (25/10) apresenta o episódio do cego Bartimeu.

Em sua homilia, Francisco relaciona as duas passagens: “assim como o povo de Israel foi libertado graças à paternidade de Deus, Bartimeu foi libertado graças à compaixão de Jesus.” Jesus deixa-se comover e responde ao grito do Bartimeu:

“Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém, detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola, mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz uma pergunta: ‘Que queres que te faça?’ (Mc 10, 51). Com esta pergunta feita ‘face a face’, direta mas respeitosa, Jesus manifesta que quer escutar as nossas necessidades”, explicou.

A este ponto, o Pontífice fez uma observação ressaltando um “detalhe interessante”: Jesus pede aos seus discípulos que chamem Bartimeu e estes dirigem-se ao cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho: ‘coragem’ e ‘levanta-te’ – palavras de misericórdia, salientou o Papa.

“A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contato com a Misericórdia compassiva que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda mais forte, não há outra resposta senão adotar as palavras de Jesus e, sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!”.

Prosseguindo, o Papa lembrou que há algumas tentações para quem segue Jesus e o Evangelho evidencia pelo menos duas. A primeira é viver uma “espiritualidade de miragem”, não parar, ser surdo, “estarmos com Jesus” mas “não sermos como Jesus”, estar no seu grupo mas viver longe do seu coração:

“Podemos falar Dele e trabalhar para Ele, mas viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a tentação duma “espiritualidade da miragem”: caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver; construir visões do mundo sem aceitar aquilo que o Senhor nos coloca diante dos olhos. Uma fé que não sabe se radicar na vida das pessoas permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos”.

Há uma segunda tentação – assegurou o Papa – é a de cair numa “fé de tabela”.

“Caminhar com o povo de Deus, mas tendo já a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente nos perturba. Corremos o risco de nos tornarmos como “muitos” do Evangelho que perderam a paciência e repreenderam Bartimeu. O risco de excluir quem incomoda ou não está à altura, enquanto Jesus quer incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele”.

Concluindo a homilia, o Papa lembrou que Bartimeu pôs-se a seguir Jesus ao longo da estrada. Não só recuperou a vista, mas se uniu à comunidade daqueles que caminhavam com Jesus. Francisco agradeceu pelos padres sinodais e os convidou a continuarem a percorrer o caminho que o Senhor deseja sem se deixarem ofuscar pelo pessimismo e pelo pecado.

(CM)

25 de outubro de 2015 at 9:27 Deixe um comentário

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