Archive for outubro, 2015

Barco a Vela – Eliana Ribeiro

29 de outubro de 2015 at 5:33 Deixe um comentário

Audiência: diálogo inter-religioso é semente de bem e amizade

2015-10-28 Rádio Vaticana

Quarta-feira, 28 de Outubro – chuva no início da manhã em Roma, mas que parou para a audiência-geral. Neste dia o Papa Francisco recordou os 50 anos da Declaração do Concílio Vaticano II Nostra aetate sobre as relações da Igreja Católica com as religiões não cristãs. Presentes representantes de diversas tradições religiosas.

Em nome dos representantes das várias religiões saudaram o Santo Padre o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos e o Cardeal Jean Louis Tauran, Presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso.

O Cardeal Jean Louis Tauran sublinhou a presença na audiência dos participantes no Encontro Internacional sobre a Nostra Aetate que está a decorrer na Universidade Pontifícia Gregoriana. Em particular, o Cardeal Tauran referiu o desejo de oração de todos os presentes, tal como “aconteceu no passado na Jornada de Assis” para testemunhar perante o mundo inteiro que a “fraternidade universal é possível”.

Por sua vez o Cardeal Kurt Kock declarou saudar o Papa Francisco também em nome de Congresso Mundial Judeu, tendo recordado o processo de aproximação entre cristãos e hebreus desenvolvido pelo Papa João XXIII: desde o encontro com o historiador francês Jules Isaak até à declaração Nostra Aetate.

O Cardeal Koch afirmou mesmo que a Nostra Aetate é a Magna Carta de uma frutuosa relação entre a Igreja Católica e o povo hebreu. Recordando a visita do Papa à Terra Santa e a sua oração junto ao Muro das Lamentações e a reflexão junto ao Memorial Yad Vashem o Cardeal pediu a bênção do Santo Padre.

Na sua catequese o Papa Francisco começou por recordar o Concílio Vaticano II e, em particular, alguns pontos da Declaração Nostra Aetate, como por exemplo: a procura de um sentido para a vida; o destino comum da humanidade; a unicidade da família humana; o olhar benévolo da Igreja sobre as outras religiões; a Igreja aberta ao diálogo com todos.

O Papa Francisco recordou que “são muitas as iniciativas” que foram desenvolvidas em cinquenta anos com as religiões não cristãs. Lembrou, especialmente, o Encontro de Assis de 27 de outubro de 1986, desejado e promovido pelo Papa João Paulo II, que continua a ser um “permanente sinal de esperança”.

O Papa Francisco lembrou ainda que nestes cinquenta anos a relação entre cristãos e hebreus transformou-se de atitudes de indiferença e oposição em atitudes de colaboração e benevolência. Desta forma, o Santo Padre sublinhou a importância do diálogo aberto e respeitoso:

“O diálogo de que temos necessidade não pode ser senão aberto e respeitoso e, assim, revelar-se frutuoso. O respeito recíproco é condição e, ao mesmo tempo, fim do diálogo inter-religioso: respeitar o direito dos outros à vida, a integridade física, as liberdades fundamentais, ou seja, a liberdade de consciência, de pensamento, de expressão e de religião.”

Frisando que o mundo olha para os crentes pedindo respostas sobre a paz, a fome e a miséria e tantos outros temas, o Papa Francisco declarou que para tudo isso não há receitas, mas existe um grande recurso: a oração:

“A oração é o nosso tesouro, que atingimos segundo as respectivas tradições, para pedir os dons que nos ligam à humanidade.”

“Por causa do terrorismo e da violência difundiu-se uma atitude de suspeição” para com as religiões – afirmou o Santo Padre que considerou que só o diálogo inter-religioso pode trazer sementes de bem:

“O diálogo baseado sob o confiante respeito pode levar sementes de bem que, por sua vez, se transforma em rebentos de amizade e de colaboração em tantos campos e, sobretudo, no serviço aos pobres, aos pequenos, aos idosos, no acolhimento aos migrantes, na atenção a quem está excluído. Podemos caminhar juntos cuidando uns dos outros e da Criação.”

O Papa Francisco na conclusão da sua catequese declarou que o Jubileu da Misericórdia será um tempo propício para as várias religiões trabalharem em conjunto nas obras de caridade.

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis de Cacém e Lisboa, e aos peregrinos brasileiros do Rio de Janeiro, São Paulo, Alto Rodrigues e Catanduva. Queridos amigos, sois chamados a ser fermento também na promoção do diálogo com as outras religiões e pessoas de boa vontade, procurando construir juntos um mundo mais fraterno e justo. Deus vos abençoe.”

Nas saudações em italiano o Papa Francisco lançou um apelo pelas populações do Paquistão e do Afeganistão atingidas por um forte terramoto:

“Estamos próximos das populações do Paquistão e do Afeganistão atingidas por um forte terramoto, que causou numerosas vítimas e profundos danos. Rezemos pelos defuntos e os seus familiares, por todos os feridos e os desalojados, implorando de Deus alívio no sofrimento e coragem na adversidade. Não falte a estes irmãos a nossa concreta solidariedade.”

No final da audiência geral o Papa Francisco propôs um momento de oração em silêncio, cada um na sua tradição religiosa, pedindo “maior fraternidade entre as religiões e, em particular, para com os irmãos mais necessitados.”

28 de outubro de 2015 at 13:18 Deixe um comentário

Comemoração dos Falecidos – Toda a pessoa que vê o Filho e nele crê tem a vida eterna – São João 6, 37 – 40 – Dia 02 de Novembro (Finados)

37. Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora.
38. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
39. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia.
40. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

“A Igreja, hoje, convida-nos a entrar em comunhão com o Deus da vida e rezar pelos nossos falecidos. Este dia nos lembra que a existência terrena é passageira, mas deve ser valorizada e vivida à luz da fé na ressurreição”. (Liturgia Diária)

Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
O Papa Francisco disse assim: “A comemoração dos finados, o cuidado pelos sepulcros e os sufrágios são testemunho de esperança confiante, radicada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que encontra a sua raiz e o seu cumprimento em Deus”.
“Depois de termos celebrado ontem a Solenidade de Todos os Santos, hoje, 2 de Novembro, o nosso olhar orante dirige-se para aqueles que deixaram este mundo e esperam chegar à Pátria celeste. A Igreja exortou sempre a rezar pelos defuntos. Ela convida os fiéis a ver o mistério da morte não como a última palavra do destino humano, mas como a passagem para a vida eterna”. (São João Paulo II – 2 de Novembro de 2003)
“Em comunhão com o Deus da vida, vamos, com toda a Igreja, rezar pelos nossos falecidos”. (Liturgia diária)
O Papa Emérito Bento XVI disse que “dimensão de fé compreende-se também a prática de oferecer orações de sufrágio pelos defuntos, de modo especial o Sacrifício eucarístico, memorial da Páscoa de Cristo, que abriu aos crentes a passagem para a vida eterna. Unindo-me espiritualmente a quantos vão aos cemitérios para rezar por seus defuntos, também eu amanhã à tarde me recolherei em oração nas Grutas Vaticanas junto das sepulturas dos Papas, que estão ao redor do sepulcro do apóstolo Pedro, e farei uma intenção especial pelo amado João Paulo II”. (1 de Novembro de 2005)

Conclusão:
“Chorem, os que não podem ter a esperança da ressurreição; não é a vontade de Deus que lhes tira essa esperança, mas a dureza daquilo em que acreditam. Tem de haver uma diferença entre os servos de Cristo e os pagãos. Eis o que é essa diferença: estes choram os seus pensando-os mortos para sempre; não podem assim pôr fim às suas lágrimas, não encontram descanso para a tristeza: […] enquanto para nós, servos de Deus, a morte não é o fim da existência mas o fim da nossa vida. Dado que a nossa existência é restaurada por uma condição melhor, que a chegada da morte nos varra portanto todos os choros”. (Santo Ambrósio)

Oração:
“Maria, Porta do céu, nos ajude a não nos esquecermos nem perdermos de vista a Pátria celeste, meta última da nossa peregrinação aqui na Terra”. (São João Paulo II)
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

28 de outubro de 2015 at 5:34 Deixe um comentário

Papa Francisco no Twitter

24/10/2015
O desenvolvimento económico deve ter um rosto humano, de modo que ninguém fique excluído.
22/10/2015
Nos pobres, vemos o rosto de Cristo que Se fez pobre por nós.
20/10/2015
A corrupção é um câncer que destrói a sociedade.

28 de outubro de 2015 at 5:13 Deixe um comentário

Especial jovens: “Vocação é uma aposta de todos os dias”

2015-10-26 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Maria Elisiana Reis, religiosa da Congregação das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, é a personagem de nosso especial jovens desta segunda-feira. Sergipana, a irmã é responsável pelo ensino religioso de uma escola no interior do Estado. Ela compartilhou suas experiências no Encontro mundial de jovens consagrados, que aconteceu no Vaticano em setembro.

“Certezas, a gente não tem. Acho que a vocação é sempre uma aposta de todos os dias. Então, a gente não pode dizer que tem certeza. Mas a gente cultiva. É como uma plantinha que todos os dias é regada e cuidada. A vocação passa muito por esse processo. À medida que a gente vai vivendo, doando, se entregando, isso vai se confirmando muito naturalmente dentro da gente. Dúvidas se tem, dificuldades se tem, mas quando a gente tem como foco Jesus, e a gente olha para Jesus e tem Ele como referência, a gente vai superando todas as dificuldades que vão surgindo”.

Apesar do Nordeste ser uma terra de fé e de um povo muito religioso, ela disse que teve que sair de sua cidade para encontrar um exemplo a seguir.

“A presença de vida religiosa é um pouco pobre. Você não vê muitos religiosos porque, às vezes, se concentram mais nas cidades ou em Estados maiores. Então, a presença da figura do religioso não foi algo que eu vivi durante a infância, a adolescência por isso precisei sair para ter um contato maior”. (ERB)

27 de outubro de 2015 at 11:56 Deixe um comentário

Frases de Santa Teresinha do Menino Jesus – 02


1- “Ao se dar a Deus, o coração não perde sua ternura natural. Pelo contrário, essaternura cresce ao tornar-se mais pura e mais divina”.
2- “Jesus me fez compreender que era pela cruz que Ele queria dar-me almas, e minha atração pelo sofrimento cresceu à medida que o sofrimento aumentava”.
3- “Nele (no Evangelho) encontro tudo o que a minha pobre alma neessita”.
4- “Como é misterioso o caminho pelo qual Deus sempre me conduziu. Nunca me fez desejar alguma coisa sem me dá-la. Por isso, seu cálice amargo me pareceu delicioso…”
5- “Vós sabeis, ó meu Deus, nunca desejei outra coisa senão vos amar. Não ambiciono outra glória”.
6- “Ó meu jesus, talvez seja uma ilusão, mas parece-me que não podeis cumular uma alma com mais amor que cumulastes a minha”.
7- “Então, no excesso de minha alegria delirante, exclamei: Ó Jesus, meu Amor…Minha vocação, enfim a encontrei: minha vocação é o Amor”.
8- “No entardecer da vida, comparecerei diante de Vós com mãos vazias, pois não Vos peço, Senhor, que leveis em conta minhas obras”.
9- “Eu me considero como um frágil passarinho coberto somente de uma leve plumagem”.
10- “Ó Jesus, meu primeiro, meu único Amigo, Tu, a quem unicamente amo, dize-me que mistério é esse?”
11- “Sim, encontrei meu lugar na Igreja e esse lugar, ó meu Deus, foste tu que mo deste”.
12- “No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o Amor. Assim serei tudo”.

27 de outubro de 2015 at 5:39 Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 319 outros seguidores

Categorias