Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – A Multiplicação dos Pães – São João 6, 1-15 – Dia 26 de Julho de 2015

20 de julho de 2015 at 9:07 Deixe um comentário

  1. Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.)
  2. Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos.
  3. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos.
  4. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus.
  5. Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?
  6. Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer.
  7. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço.
  8. Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
  9. Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente?
  10. Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil.
  11. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam.
  12. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.
  13. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos.
  14. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo.
  15. Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.

“Jesus nos faz tomar parte no banquete eucarístico para nutrir nossa fé e nos fortalecer no amor mútuo. Diante das necessidades do povo faminto, ele convida a nós, comunidade cristã, a sentir-nos também responsáveis. A Eucaristia nos revela que o pão, bênção de Deus, se multiplica à medida que é partilhado”. (Liturgia Diária)

Uma grande multidão seguia Jesus

O Papa Emérito Bento XVI disse que “o Evangelho deste domingo descreve o milagre da multiplicação dos pães, que Jesus realiza para uma multidão de pessoas que O seguiram com a intenção de O ouvir e ser curados de várias enfermidades (Mt 14, 14)”.

O Papa Francisco explicou que “neste domingo, o Evangelho apresenta-nos o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes (Mt 14, 13-21). Jesus realizou-o na margem do lago da Galileia, num lugar isolado onde se tinha retirado com os seus discípulos, depois de ter recebido a notícia da morte de João Baptista. No entanto, foi seguido e alcançado por numerosas pessoas; e vendo-as, Jesus sentiu compaixão por elas e curou os doentes até à noite”.

Jesus compadeceu-se da multidão faminta

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Comecemos com a vicissitude da multiplicação dos pães. Vós sabeis que o povo tinha ouvido o Senhor durante horas. No fim, Jesus diz: estão cansados, têm fome, devemos dar de comer a este povo. Os Apóstolos perguntam: Mas como? E André, irmão de Pedro, chama a atenção de Jesus para um jovem que levava consigo cinco pães e dois peixes. Mas o que são para tantas pessoas, interrogam-se os Apóstolos. Mas o Senhor faz sentar as pessoas e distribuir estes cinco pães e os dois peixes e todos se saciam”.

O MIlagre da Multiplicação dos Pães

O Papa Francisco disse que neste acontecimento lê-se três mensagens:

.A primeira é a compaixão: “Diante da multidão que o segue e — por assim dizer — «não o deixa em paz», Jesus não reage com irritação, não diz: «Estas pessoa incomodam-me!». Não, não. Mas reage com um sentimento de compaixão, porque sabe que não o procuram movidos pela curiosidade, mas pela necessidade. Mas prestemos atenção: compaixão — aquilo que Jesus sente — não é simplesmente sentir piedade; é algo mais! Significa com-padecer-se, ou seja, identificar-se com o sofrimento alheio, a ponto de o carregar sobre si….”

A segunda é a partilha: “É útil confrontar a reação dos discípulos, diante de pessoas cansadas e famintas, com a de Jesus. São diferentes. Os discípulos pensam que é melhor despedir a multidão, para que possa ir comprar algo para comer. Jesus, ao contrário, diz: Dai-lhes vós mesmos de comer!..”

E a terceira mensagem: “O prodígio dos pães prenuncia a Eucaristia. Vê-se isto no gesto de Jesus, que «abençoou» (v. 19) antes de partir os pães e de os distribuir à multidão. É o mesmo que fará Jesus na última Ceia, quando instituirá o memorial perpétuo do seu Sacrifício redentor. Na Eucaristia, Jesus não oferece um pão, mas o pão de vida eterna, doa-se a Si mesmo, oferecendo-se ao Pai por amor a nós”.

Eucaristia

São João Paulo II disse: “Trata-se dum prodígio surpreendente, que constitui como que o início de um longo processo histórico: o constante multiplicar-se na Igreja do Pão da vida nova para os homens de toda a raça e cultura. Este ministério sacramental foi confiado aos Apóstolos e aos seus sucessores. E eles, fiéis à recomendação do divino Mestre, não cessam de partir e de distribuir o Pão Eucarístico de geração em geração”.(Junho de 2000)

A Santa Missa

São João Paulo II disse assim: “Espero que renoves a sua fidelidade a Jesus Cristo e a sua cruz redentora. Pense, primeiro, que o mesmo sacrifício redentor de Cristo na Cruz, sacramentalmente, está presente em cada missa celebrada”. (Abril de 1987)

O Catecismo Jovem (Youcat §191) ensina: “O altar com a cruz é o ponto central da “Casa de Deus”: “Sobre o altar, na celebração eucarística, torna-se presente a imolação da cruz de Jesus Cristo e é preparada a Ceia Pascal”.

“Na verdade, o sacrifício da missa contém em si o valor do sacrifício da cruz e no-lo aplica pessoalmente. É o mesmo sacrifício, a mesma vítima, o mesmo sacerdote. É Jesus Cristo imolado, incruentamente, dessa vez, porém, real e eficazmente”. ( São Pedro Julião Eymard)

Conclusão

O Catecismo (§1335) ensina: ” O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, prefigura a superabundância deste único pão de sua Eucaristia. O sinal da água transformada em vinho em Caná já anuncia a hora da glorificação de Jesus. Manifesta a realização da ceia das bodas no Reino do Pai, onde os fiéis beberão o vinho novo, transformado no Sangue de Cristo”.

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Confiemos a nossa oração à Virgem Maria, a fim de que Ela abra o nosso coração à compaixão pelo próximo e à partilha fraterna”.

De São João Paulo II: “Contemplando Maria, compreenderemos melhor a força transformadora que a Eucaristia possui. Colocando-nos à escuta dela, encontraremos no mistério eucarístico a coragem e o vigor para seguir Cristo Bom Pastor e para O servir nos irmãos”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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