Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – Parábola dos Vinhateiros – São Mateus 21, 33-43 – 05 de Outubro

30 de setembro de 2014 at 11:10 Deixe um comentário

33. Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país.

34. Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha.

35. Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro.

36. Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo.

37. Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: Hão de respeitar meu filho.

38. Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança!

39. Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram.

40. Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?

41. Responderam-lhe: Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo.

42. Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)?

43. Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele.

“Vinha amada do Senhor, a Igreja se reúne para orar, suplicar e fazer sua ação de graças ao Deus da paz. A páscoa de Jesus se realiza nas comunidades abertas à palavra da vida e dispostas a produzir muitos e bons frutos. Neste mês das missões, com o tema: “missão para libertar”, somos convidados a aprofundar a reflexão da Campanha da Fraternidade sobre a realidade cruel do tráfico humano”. (Liturgia Diária)

A Parábola

Papa Emérito Bento XVI resumiu assim: Jesus dá “ênfase não tanto à sua vinha, como sobretudo aos vinhateiros, aos quais os “servos” do dono pedem, em seu nome, o valor da renda. Porém, os servos são maltratados e até mortos. Como não pensar nas vicissitudes do povo eleito e na sorte reservada aos profetas enviados por Deus? No final, o proprietário da vinha faz a última tentativa: envia o seu próprio filho, convencido de que pelo menos a ele dariam ouvidos. No entanto, acontece o contrário: os vinhateiros matam-no precisamente porque é o filho, ou seja, o herdeiro, persuadidos de poder deste modo tomar posse da vinha facilmente”.

“Todos somos trabalhadores do reino de Deus e também responsáveis pelo seu crescimento”. (Liturgia Diária)

Enfim, enviou seu próprio Filho

São João Paulo II ensinou: “De sua parte, o Pai manifesta esta relação singular que o Filho mantém com Ele, chamando-O seu «predileto»: assim no batismo no Jordão (Mc 1, 11) e na Transfiguração (Mc 9, 7). Jesus reflete-se também como filho de modo especial na parábola dos maus vinhateiros, que maltratam em primeiro lugar os dois servos e, depois, o «filho predileto» do senhor, enviados para recolher os frutos da vinha (Mc 12, 1-11, especialmente v. 6)”.

São Máximo de Turim disse: “Porque é que, esperando Eu que desse boas uvas, apenas produziu agraços? (Is 5,4). Terra ingrata! Ela, que deveria oferecer a seu Dono frutos de doçura, trespassou-O com agudos espinhos. De igual forma os Seus inimigos, que deveriam ter acolhido o Salvador com toda a devoção da sua fé, coroaram-n’O com os espinhos da Paixão”.

São Boaventura também disse: “Então, avançaram: não só Lhe prenderam as mãos e pés (Sl 21,17), como Lhe perfuraram o lado com uma lança (Jo 19,34), pondo a descoberto o interior desse coração santíssimo, que já tinha sido ferido pela lança do amor”.

“Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)?”

O Papa Emérito Bento XVI explicou que Jesus “é «a pedra que os construtores rejeitaram» (Mt 21, 42), porque o julgaram inimigo da lei e perigoso para a ordem pública; mas Ele mesmo, rejeitado e crucificado, ressuscitou, tornou-se a «pedra angular» sobre a qual se podem apoiar com segurança absoluta as bases de qualquer existência humana e do mundo inteiro”.

A Palavra diz: “Ele é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se transformou em pedra angular. E não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome dado aos homens que nos possa salvar”. (At 4, 11-12)

São João Paulo II disse assim: “Para exprimir a dura provação que superou e a glorificação que dela derivou, ele compara-se a si mesmo a uma “pedra rejeitada pelos construtores” que depois “se tornou pedra angular” (v. 22). Cristo assumirá precisamente esta imagem e este versículo, no final da parábola dos vinhateiros homicidas, para anunciar a sua Paixão e a sua glorificação (Mt 21, 42)”.

A Palavra diz: “Graças vos dou porque me ouvistes, e vos fizestes meu Salvador. A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos olhos”. (Sl 117, 21-23)

“Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O Evangelho deste domingo termina com uma admoestação de Jesus, particularmente severa, dirigida aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «O reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos» (Mt 21, 43). São palavras que fazem pensar na grande responsabilidade de quem, em todas as épocas, é chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com uma função de autoridade, e estimulam a renovar a fidelidade total a Cristo”.

Monsenhor Jonas Abib disse: “Se o povo eleito acabou rejeitando Jesus e, por isso, perdeu o Reino do Céu, mais ainda nós, que somos a segunda opção, precisamos ficar atentos para não perdemos esse Reino…Os sacerdotes e escribas, os grandes conhecedores da Palavra, tiveram inveja da sabedoria de Jesus; deixaram que a natureza humana com seu amor-próprio prevalecesse. Não resistiram à força do homem velho”.

Padre Pacheco explicou: “Na sua reflexão pascal a comunidade cristã primitiva entendeu a parábola como uma advertência de Cristo também para si própria. Trata-se de um convite do Senhor a dar fruto segundo Deus, uma vez que se nos confiou a vinha, o Reino, para um serviço fiel e fecundo. A fé, o culto e a oração devem plasmar-se em frutos para não frustrar as esperanças que o Senhor pôs em nós nesta hora do mundo, um tempo de vindima e colheita de Deus”.

São Máximo de Turim disse assim: “Velai portanto para que a vossa vinha não dê espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de vinho. Todo aquele que faz vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os cardos da avareza”.

Outubro- Mês Missionário

“Iniciando outubro, somos convidados a refletir sobre a ação da Igreja. Ela é por essência missionária. Neste domingo temos bela e nobre missão: a escolha dos nossos governantes para os próximos quatro anos. Nesta escolha, pensemos principalmente no bem do povo brasileiro”. (Liturgia Diária)

Conclusão

“Ó Deus, Senhor da vinha e da messe, nós vos louvamos porque vosso amor nos escolheu como vosso povo, a vinha de que cuidais com carinho para que produza muitos e gostosos frutos. Fazei que na vinha da vossa Igreja possamos oferecer-vos não a uva azeda do nosso egoísmo, mas os frutos maduros e deliciosos da humildade, fraternidade e solidariedade. Ajudai-nos a trabalhar com alegria no serviço do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Oração

Oração da Campanha Missionária: “Pai de bondade, nós te agradecemos pelo teu Filho, Jesus, enviado para dar vida plena a toda criatura. Dá-nos teu Espírito para que, libertos do egoísmo e do medo, lutemos com coragem contra toda forma de escravidão. Como Igreja missionária, renovamos o nosso compromisso de anunciar o evangelho em toda parte. E, com a intercessão de Maria, alcançar a libertação prometida”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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