Terceiro Domingo da Páscoa – Os Discípulos de Emaús – São Lucas 24, 13-35 – 04 \ 05 \ 14

29 de abril de 2014 at 11:20 Deixe um comentário

 

13. Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.

14. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.

15. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.

16. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.

17. Perguntou-lhes, então: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?

18. Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?

19. Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito de Jesus de Nazaré… Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.

20. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.

21. Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.

22. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;

23. e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.

24. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram.

25. Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!

26. Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?

27. E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.

28. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.

29. Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é tarde e já declina o dia. Entrou então com eles.

30. Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.

31. Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram… mas ele desapareceu.

32. Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?

33. Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.

34. Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão.

35. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

“O Senhor ressuscitado caminha conosco e nos convida a formar comunhão com Ele ao redor de sua Palavra e do Pão da Vida. A Páscoa de Jesus se realiza nos corações e comunidades que depositam sua fé e esperança em Deus, promovem a partilha e criam laços de comunhão e solidariedade”. (Liturgia Diária)

Jesus caminha com os discípulos de Emaús – O Papa Emérito Bento XVI disse que o Evangelho de hoje “nos deixa pensar que Emaús representa na realidade todos os lugares: a estrada que nos conduz é o caminho de todos os cristãos, aliás, de todos os homens. Nas nossas estradas Jesus ressuscitado faz-se companheiro de viagem, para reavivar nos nossos corações o calor da fé e da esperança e partir o pão da vida eterna”.

As dúvidas dos dois discípulos – O Papa Emérito Bento XVI explicou que “este drama dos discípulos de Emaús surge como um espelho da situação de muitos cristãos do nosso tempo: parece que a esperança da fé tenha falhado. A própria fé entra em crise, por causa de experiências negativas que nos fazem sentir abandonados pelo Senhor. Contudo, esta estrada para Emaús, na qual caminhamos, pode tornar-se uma via de purificação e maturação do nosso crer em Deus”.

“Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?” – O Catecismo (§601) ensina: “Este projeto divino de salvação mediante a morte do “Servo, o Justo” havia sido anunciado antecipadamente na Escritura como um mistério de redenção universal, isto é, de resgate que liberta os homens da escravidão do pecado… A morte redentora de Jesus cumpre em particular a profecia do Servo Sofredor. Jesus mesmo apresentou o sentido de sua vida e de sua morte à luz do Servo Sofredor. Após a sua Ressurreição, ele deu esta interpretação das Escrituras aos discípulos de Emaús, e depois aos próprios apóstolos”.

Fica Conosco! – O Padre Bantu disse: “Esta súplica cada vez mais de torna grande no grito ensurdecedor dos sacrificados pelas injustiças e opressões, pelas discriminações raciais e de gênero, pelas expulsões e violências. É o grito de guerra que se converte na última canção esperançosa de nossa juventude sem perspectivas para o futuro e sem sentido da vida no presente, continuamente ameaçada de perder-se nas sarjetas da droga e da delinquência. Por isso, Senhor, Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!”

Os discípulos de Emaús abriram os olhos e entenderam que era Cristo que falava com eles – São João Paulo II ensinou: “Esta situação de cegueira, nos discípulos de Emaús, prolonga-se até ao momento em que – acedendo às suas instantes súplicas para que ficasse com eles – o Senhor entrou, sentou-se à mesa e com eles partiu o pão. “E eis que se lhes abriram os olhos e O reconheceram”! Dão-se conta então que tinham estado a conversar com Jesus Ressuscitado; e disseram um para o outro: “Não estava o nosso coração a arder cá dentro, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras”?

Os Discípulos depois do encontro com Cristo Ressuscitado voltam para Jerusalém para anunciar a boa nova –  São João Paulo II disse: “A narração do episódio de Emaús termina com o regresso dos dois discípulos ao Cenáculo. Eles que, desiludidos, haviam abandonado a comunidade, “partiram imediatamente, voltaram para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros… e eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho…” (Lc 24, 33. 35). Aqueles corações abrasados têm agora tanto para contar, tanto para oferecer!”

 

O Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia

São João Paulo II disse que “no episódio dos discípulos de Emaús manifesta-se a própria essência da vida da Igreja: esta vive da Eucaristia e da Palavra de Deus. A Palavra de Deus é preparação para viver mais profundamente a Eucaristia; a Eucaristia constitui o Sacramento “dos olhos da fé abertos” ao mistério de Deus, revelado em Cristo. Estes “olhos da fé abertos” aos horizontes e planos de Deus vos permitirão compreender e desempenhar cabalmente a vossa vocação e missão ao serviço de Cristo no mundo”.

Papa Emérito Bento XVI explicou: “Este maravilhoso texto evangélico já contém a estrutura da Santa Missa: na primeira parte a escuta da Palavra através das Sagradas Escrituras; na segunda a liturgia eucarística e a comunhão com Cristo presente no Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue. Ao alimentar-se nesta dúplice mesa, a Igreja edifica-se incessantemente e renova-se dia após dia na fé, na esperança e na caridade”.

 

Conclusão

“Para a comunidade cristã as Escrituras e a Eucaristia são as duas fontes maiores de encontro com o Cristo Ressuscitado, que nos coloca em comunhão uns com os outros, como outros “Cristos” e nos envia a evangelizar”. (Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais).

 

Oração

Preces da Assembleia

PR: A Jesus ressuscitado, que caminha conosco, peçamos que ilumine nossa vida cotidiana, dizendo:

AS: Ficai conosco, Senhor.

1-Quando membros da Igreja se fecham em si e não se abrem ao Ressuscitado, digamos.

2-Quando as incertezas e as dúvidas nos atingem, digamos.

3-Quando, no dia a dia, nos deixamos vencer pelo medo e desânimo, digamos.

4-Quando nossas comunidades esmorecem na fé, na esperança e na caridade, digamos.

5-Quando as famílias não reconhecem o valor do diálogo e do respeito, digamos.

PR: Senhor Jesus, fazei que sempre sintamos arder nosso coração quando nos falardes e saibamos reconhecer-vos em cada irmão e irmã que encontrarmos em nosso caminho. Vós, que viveis e reinais para sempre. Amém”. (Liturgia Diária)

 

Oração do Papa Emérito Bento XVI: “Por intercessão de Maria Santíssima, rezemos a fim de que todos os cristãos e comunidades, ao reviver a experiência dos discípulos de Emaús, redescubram a graça do encontro transformador com o Senhor ressuscitado”.

Jane amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

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