Sexto Domingo do Tempo Comum – Passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei – São Mateus 5, 17-37 – 16 \ 02 \ 14

10 de fevereiro de 2014 at 10:05 Deixe um comentário

 

 

17. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.

18. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.

19. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.

20. Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus.

21. Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal.

22. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena.

23. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

24. deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

25. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão.

26. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.

27. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.

28. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.

29. Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena.

30. E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena.

31. Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.

32. Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério.

33. Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos.

34. Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus;

35. nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.

36. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro.

37. Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno.

 

O Beato João Paulo II disse: “Coloquemo-nos primeiro no ponto de vista dos ouvintes diretos do Sermão da Montanha, daqueles que ouviram as palavras de Cristo. São filhos e filhas do povo eleito — povo que do próprio Deus-Javé tinha recebido a «Lei», tinha recebido também os «Profetas» que repetidamente, através dos séculos, tinham censurado exatamente a relação mantida com aquela Lei, as múltiplas transgressões dela. Também Cristo fala de semelhante transgressões. Mas fala ainda mais de uma tal interpretação humana da Lei, em que se apaga e desaparece o justo significado do bem e do mal, especificamente querido pelo Divino Legislador”.

 

Dos versículos 17 a 20: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.  Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus”.

“Jesus não quer acabar com as leis, mas dar-lhes novo sentido e salvá-las do legalismo e do farisaísmo doentios”. (Liturgia Diária)

O Catecismo (§ 2054) ensina: “Jesus retomou os dez mandamentos, mas manifestou a força do Espírito que atua na letra em que eles se exprimem. Pregou a «justiça que excede a dos escribas e fariseus», do mesmo modo que a dos pagãos. E explicou todas as exigências dos mandamentos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás […]; Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal» (Mt 5, 21-22).

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A novidade de Jesus consiste, essencialmente, no fato de que Ele mesmo  «completa» os mandamentos com o amor de Deus, com a força do Espírito Santo que habita nele. E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à obra do Espírito Santo, que nos torna capazes de viver o amor divino. Por isso, cada preceito se torna verdadeiro, como exigência de amor, e todos convergem num único mandamento: ama a Deus com todo o coração, e ao teu próximo como a ti mesmo”.

O Catecismo (§1980-§1981-§1982) ensina: “A Lei antiga é o primeiro estádio da Lei revelada. As suas prescrições morais estão compendiadas nos Dez Mandamentos. A Lei de Moisés contém muitas verdades naturalmente acessíveis à razão. Deus revelou-as, porque os homens não as liam no seu coração. A Lei antiga é uma preparação para o Evangelho”.

 

Dos versículos 21 a 22: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena”.

O Padre Bantu disse que “o homicídio é uma forma incontestável de ruptura com o próximo, culminando com a sua eliminação. Para evitar isso, Deus condenou, definitivamente, esse crime com o mandamento: “Não matarás”.

O Beato João Paulo II ensinou: “Os mandamentos representam, portanto, a condição básica para o amor ao próximo; e são, ao mesmo tempo, a sua confirmação. Constituem a primeira etapa necessária no caminho para a liberdade, o seu início”.

E Santo Agostinho disse que  “a primeira liberdade consiste em estar isento de crimes (…) como são o homicídio, o adultério, a fornicação, o furto, a fraude, o sacrilégio e assim por diante. Quando alguém principia a não ter estes crimes (e nenhum cristão os deve ter), começa a levantar a cabeça para a liberdade, mas isto é apenas o início da liberdade, não a liberdade perfeita… “.

O padre Bantu disse assim: “A Palavra de Deus que Jesus veio esclarecer para nós vai muito mais além do que as coisas que nós praticamos, mas atinge também ao que nós pensamos e falamos ou expressamos a partir do nosso coração. Assim sendo, nós não podemos chamar os nossos irmãos e irmãs nem mesmo de tolos ou idiotas. Quanto ensinamento para nós!”

 

Dos versículos 23 a 26: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo”. 

O Padre Bantu disse que “a oferta que fazemos ao Senhor será desnecessária se, primeiro, não oferecermos a nossa compreensão e perdão às pessoas com as quais nos relacionamos. .. O que é justo para Deus? A justiça de Deus é o amor, o perdão e a reconciliação. Mas e a nossa? Fazemos as nossas ofertas no altar do Senhor, mas como está o nosso coração? Reflita agora: “Como eu trato as pessoas com as quais convivo?”.

Padre José Augusto disse: “Amar ao Todo-poderoso não tem nenhum problema, pois Ele não faz mal a ninguém; mas amar o próximo é muito difícil. De que adiantam tantos rituais, tantas coisas se você está com o coração cheio de amargura. Quando a gente não perdoa o nosso irmão, o nosso coração fica longe do Senhor. Pode ser que seu coração não consiga, mas se você tenta perdoar, Deus se agrada de seu sacrifício”.

O Padre Bantu explicou: “Todos nós passaremos pelo crivo do amor e aqui caminham conosco os nossos aliados, mas também os nossos adversários, isto é, aqueles a quem nós amamos e do mesmo modo os que nós abominamos. Quem nos entregará ao juiz será o adversário, pois o pecado que cometemos contra ele estará gravado dentro do livro da nossa vida e desde que não seja apagado virá à luz, um dia. Ainda temos a chance de desfazer toda a cadeia de intriga que possa ter sido armada na nossa vida”.

 

Dos versículos 27 a 28: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.  Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”.

O Beato João Paulo II disse que “a raiz da crise do matrimônio e da família encontra-se num falso conceito de liberdade”.

A Palavra diz: “Pois os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e ainda outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.  A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei”. (Rm 13, 9-10)

“A pessoa tem a liberdade de escolher entre o bem e o mal, mas terá de arcar com as consequências da escolha”. (Liturgia Diária)

Dos versículos 29 a 30: “Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena. E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na geena”.

Padre Eduardo Dougherty  “afirma que há muitas coisas do mundo que não convém a nós, pois se alguém ama o mundo, o amor de Deus não está nele, afinal a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida não procedem do Pai. Então, somos orientados a nos encher de Deus amor para que Ele purifique nossos corações, pois Jesus disse que é do coração que procedem as más inclinações ( Mt 15, 19) e que o Reino dos Céus pertence àqueles que têm o coração puro ( Mt 5, 8)”.

Padre Roger Araújo disse assim: “Na verdade, Jesus está nos chamando a purificar os nossos membros, não deixar que nenhum deles esteja a serviço da impureza e da maldade: nossos olhos, mãos, ouvidos, coração, nossa língua… Enfim, tudo aquilo que nós somos – corpo, alma e espírito –, é lugar da morada de Deus”.

 

Dos versículos 31 a 32: “Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério”.

Padre Reginaldo Manzotti ensinou: “Por mais que a sociedade tenha permitido o divórcio, este não pode ser o ideal de vida de um casal. Todo o cristão tem que seguir os mandamentos, revelados por Jesus, mas lembrando que entre o ideal e o real é preciso buscar sempre o bom senso”.

A Palavra diz: “Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério”. (Mt 19, 9)

 

Dos versículos 33 a 37: “Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro. Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno”.

O Catecismo (§ 2155) ensina: “A santidade do nome de Deus exige que não se recorra a ele por questões fúteis, e que não se preste juramento em circunstâncias suscetíveis de serem interpretadas como uma aprovação do poder que injustamente o exigisse. Quando o juramento é exigido por autoridades civis ilegítimas, pode ser recusado. E deve sê-lo, se for pedido para fins contrários à dignidade das pessoas ou à comunhão da Igreja”.

Padre Queiroz disse: “Fazer juramento é invocar a Deus como testemunha do que afirmamos. É invocar a veracidade divina como garantia da nossa própria veracidade. O segundo mandamento nos proíbe o juramento falso. Mas Jesus vai mais longe: “Não jureis de modo algum”. Isso por respeito ao nome de Deus. “Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as seguintes palavras: “Hoje o Senhor nos convida a fazer as escolhas certas na vida, pois ao nosso alcance estão tanto a felicidade quanto a infelicidade. Iluminados pelo Espírito, queremos aprender de Jesus a viver a justiça do reino de Deus e a colaborar para a concretização desse projeto entre nós”. (Liturgia Diária)

 

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Uma só criatura já chegou ao cimo da montanha: a Virgem Maria. Graças à união com Jesus, a sua justiça foi perfeita: é por isso que a invocamos como Speculum iustitiae. Confiemo-nos a Ela, para que guie também os nossos passos na fidelidade à Lei de Cristo”.

Vem Senhor, ensina-nos através do Teu Espírito Santo, a cumprir sempre a Tua lei, que é sempre amor.

Maria Santíssima, ajuda-nos a fazer sempre a escolher certa em nossa vidas.

 

Há no Blog uma reflexão postada em 10 de março de 2011, do Evangelho de São Mateus  5, 20-26, cujo nome é: “Vai Primeiro Reconciliar-te com teu irmão”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

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Papa Francisco no Twitter 11 de fevereiro de 2013: a renúncia de Bento XVI – o comentário do P. Lombardi

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