Vigésimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – A Cura dos Dez Leprosos – São Lucas 17, 11-19 – 13 \ 10 \ 13

7 de outubro de 2013 at 12:12 Deixe um comentário

A cura do leproso por Jesus
           

 

11. Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galileia.

12. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando:

13. Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!

14. Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados.

15. Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz.

16. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano.

17. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove?

18. Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?!

19. E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou.

 

O Beato João Paulo II resumiu assim o Evangelho de hoje: “No Evangelho de São Lucas, os dez leprosos vieram ao encontro de Jesus suplicando-Lhe que os curasse. O Senhor recomenda-lhes que se mostrem aos sacerdotes, e ao longo do caminho sentiram-se curados. Um deles volta para agradecer. No seu agradecimento, mostra uma fé que é forte, alegre e cheia de louvor pela maravilha dos dons de Deus. Evidentemente Jesus tocou com o Seu amor a intimidade profunda da existência desse homem”.

 

Versículos 11 a 14: “Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galileia. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que o “Segundo Livro dos Reis”, narra o episódio da cura de Naamã, chefe do exército arameu, também ele leproso, que é curado mergulhando sete vezes nas águas do rio Jordão, segundo a ordem do profeta Eliseu. Também Naamã volta a procurar o profeta e, reconhecendo nele o mediador de Deus, professa a fé do único Senhor. Portanto, dois doentes de lepra, dois não-judeus, que são curados porque acreditam na palavra do enviado de Deus. Eles são curados no corpo, mas abrem-se à fé, que os cura na alma, ou seja, que os salva”.

Padre Jhon Baptist disse: “Deus nos ama pessoalmente, sua palavra transmite em nós vida, por isso o Senhor nos diz: “Ide”. Saiba que é na medida do caminho, na resposta a ordem de Jesus que aqueles homens (10 leprosos) foram curados, da mesma forma, pelo seu amor, vamos nos colocando a caminho, e assim, somos curados. Deus nos ama tanto que restaura nossas forças, como aconteceu com aqueles leprosos, somos chamados a saímos do pecado, da doença, de tudo o que hoje é barreira, empecilho, e irmos ao encontro Dele na Igreja, junto aos sacerdotes”.(Pregador – Canção Nova)

A Palavra diz: “Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres” (Mt 11, 4-5).

Versículos de 15 a 19: “Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?! E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou”.

Padre Bantu explicou: “Não eram dez os curados? Onde estão pois, os outros nove?” Sua obediência à palavra de Jesus consegue a cura mas aparentemente sua falta de agradecimento os desvia de quem foi seu salvador. Em Jesus, o samaritano, infiel e herege segundo os judeus encontrou o Deus verdadeiro e o seu representante na terra. Por isso dirá Jesus ao samaritano: “…tua fé te salvou”.

Padre Marcelo Rossi disse assim: “Ao lermos essa passagem, percebemos que Jesus sente compaixão por todos os homens, não importa quais sejam as suas dores. Mas notamos também que a humanidade não mudou muito desde o tempo de Jesus. Quantas pessoas ainda hoje são incapazes de agradecer, quantos se esquecem de dizer um simples obrigado ao receber um favor, uma ajuda ou uma gentileza.”

A Palavra diz: “Irmãos, sede agradecidos. Cantai a Deus, em vossos corações, com Salmos, hinos e cânticos inspirados pelo Espírito. E tudo o que disserdes ou fizerdes, que seja sempre no nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai” (Cl 3,16-17).

Padre Queiroz disse que “quem é grato a Deus, é também grato às pessoas pelos benefícios que recebe. Por outro lado, quem é ingrato a Deus, é ingrato também ao próximo”.

A Oração Eucarística II diz assim sobre a necessidade de agradecer a Deus, sempre e em todo lugar – “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso Salvador e Redentor, verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cumprir a vossa vontade, e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por ele, os anjos celebram vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, dizendo (cantando) a uma só voz:  Santo, Santo, Santo…”

 

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras do Cardeal Javier L. Barragán: “Desde sempre a Igreja, fiel à sua missão, repete o ato misericordioso do Mestre Divino que, no gesto de cura dos leprosos, indica que a Redenção está em ato ( Lc 7, 22). E é neste caminho aberto por Cristo Jesus que tantos se envolveram pessoalmente. Ao lado de São Francisco de Assis, do Beato Damião de Veuster, do Beato Pedro Donders, ainda hoje no nosso mundo continua o empenho de um vasto número de anônimas “testemunhas do amor misericordioso de Deus”, que escolheram viver livremente “com e para” os irmãos e as irmãs doentes de hanseníase”.

Oração

Do Padre Marcelo Rossi (Do livro Kairós):

“Jesus, peço a graça da transformação, um verdadeiro Kairós em minha vida. Sei que posso recorrer a Ti porque o Senhor me escuta. Mas quero ir além e sentir a felicidade de um coração agradecido. Quero ser uma pessoa grata, que reconhece o quanto Tu queres o nosso bem. Perdão pelas vezes que me esqueci de agradecer à Tua infinita bondade e fiquei preso ao meu egoísmo. Alivia-me com Teu perdão, Jesus. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Oração de São Francisco – Padre Marcelo Rossi Family – para os irmãos de língua inglesa

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