Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – Fé como um grão de mostarda – São Lucas 17, 5-10 – 06 \ 10 \ 13

30 de setembro de 2013 at 10:51 Deixe um comentário

 

5.Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé!

6.Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.

7.Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa?

8.E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu?

9.E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação?

10.Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Reunimo-nos para reavivar em nós a chama do amor e da fé operante e transformadora, que nos compromete com o projeto de Jesus. O olhar da fé nos mostra o rosto sofrido de homens e mulheres desorientados pelas injustiças e necessitados do serviço e da missão da Igreja. O mês missionário nos apresenta o tema: “Juventude em missão” e o lema: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1, 7b).

 

Versículos 5 e 6: “Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé! Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá”.

O Papa Emérito Bento XVI explica sobre o grão de mostarda: “O grão de mostarda, considerada a menor de todas as sementes. Porém, embora seja tão pequenina, ela está cheia de vida, e do seu partir-se nasce um rebento capaz de romper o terreno, de sair à luz do sol e de crescer até se tornar «maior que todas as hortaliças» (cf. Mc 4, 32): a debilidade é a força da semente, o romper-se é o seu poder.”

Padre Bantu disse: “A imagem utilizada por Jesus mostra que, com a “fé” tudo é possível: quando se adere a Jesus e ao “Reino” com coragem e determinação, isso implica uma transformação completa da pessoa do discípulo e, em consequência, uma transformação do mundo que o rodeia. Aderir ao “Reino” com radicalidade é ter na mão a chave para mudar o rumo, mesmo que essa transformação pareça impossível… O discípulo que adere ao “Reino” com coragem e determinação é capaz de autênticos “milagres”…

A luz da fé – O Papa Emérito Bento XVI ensinou que a luz da fé ilumina nossa escuridão,”nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova”.

Santo Agostinho: “Se não podes entender, crê para que entendas. A fé precede, o intelecto segue”.

Papa Francisco explicou que “a fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a vida. Transformados por este amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há nele uma grande promessa de plenitude e se nos abre a visão do futuro”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O que significa crer hoje? Com efeito, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua sem dúvida um conhecimento das suas verdades e dos acontecimentos da salvação, mas sobretudo que nasça de um encontro verdadeiro com Deus em Jesus Cristo, do amá-lo, do ter confiança nele, de modo que a vida inteira seja envolvida por Ele”.

A fé é dom de Deus, mas é também um ato livre e humano – O Catecismo (154) ensina: “O ato de fé só é possível pela graça e pelos auxílios interiores do Espírito Santo. Mas não é menos verdade que crer é um acto autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade nem à inteligência do homem confiar em Deus e aderir às verdades por Ele reveladas”.

 

Versículos 7 a 10: “Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa? E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu? E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação? Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”.

Padre Bantu explicou: “Temos só um dever na terra: cumprir bem nossa obrigação. Apesar de ser uma simplificação muito fácil, esse modo de dizer ensina que temos de ser responsáveis por aquilo que fazemos. E aquilo que fazemos dirá aos outros quem somos.Assim como o empregado que sabe o que tem de fazer e faz. Faz porque tem de fazer e pronto. A cozinheira responsável faz bem a comida e não precisa ficar esperando elogios. Se os elogios vierem, graça a Deus! Mas se não vieram ela já cumpriu sua obrigação”.

O dom do serviço vem de Deus e deve ser utilizado para o crescimento do Reino – O Papa Emérito Bento XVI disse: “Quem se acha em condições de ajudar (aos irmãos) há-de reconhecer que, precisamente deste modo, é ajudado ele próprio também; não é mérito seu nem título de glória o fato de poder ajudar. Esta tarefa é graça. Quanto mais alguém trabalhar pelos outros, tanto melhor compreenderá e assumirá como própria esta palavra de Cristo: « Somos servos inúteis » (Lc 17, 10). Na realidade, ele reconhece que age, não em virtude de uma superioridade ou uma maior eficiência pessoal, mas porque o Senhor lhe concedeu este dom”.

“Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer” – Padre Bantu disse: “Temos obrigações de religião; por isso se somos cristãos precisamos respeitar as exigências inerentes à nossa fé. Temos obrigações sociais; por isso se queremos conviver bem com as pessoas, precisamos descobrir quais são nossas obrigações para com elas e tentar uma convivência responsável e amigável. Temos obrigação para com mesmos; por isso precisamos cuidar de nossa saúde, da saúde do corpo e da saúde da alma e assim por diante. Mesmo se estivéssemos sozinhos no mundo, ainda assim não estaríamos livres de obrigações”.

 

A fé e as obras

O Papa Francisco disse que “a luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para tantos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá. Compreenderam o mistério que há neles; aproximando-se deles, certamente não cancelaram todos os seus sofrimentos, nem puderam explicar todo o mal. A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho”.(Lumen Fidei)

A Palavra diz: “De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma”. (Tg 2, 14-17)

A Fé da Virgem Maria

O Beato João Paulo II disse: “Bem-aventurada aquela que acreditou»: assim foi saudada Maria, pela sua parente Isabel, também ela «cheia do Espírito Santo»…Maria entrou na história da salvação do mundo mediante a obediência da fé”.

O Papa Leão XIII explicou: “Maria, com efeito, é aquela que gerou o “autor da fé”, e que, em razão da sua fé, foi saudada “Bem-aventurada”.

 

O Ano da Fé – de 11 \ 10 \ 12   a    24 \ 11 \ 13

O Papa Emérito Bento XVI proclamou: “À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II, com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé”.

Conclusão:

A fé em Jesus Cristo Nosso Senhor – Concluímos essa reflexão com esses versículos tão significativos e fundamentais para toda a nossa existência aqui na terra e na eternidade – A Palavra diz: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.(Jo3, 16-17)

Oração:

Do Beato João Paulo II: “Comecemos já a rezar uns pelos outros: um momento de oração silenciosa, com Maria Santíssima, Mãe da nossa confiança… para que a nossa fé cresça forte e irradiante, segundo a imagem evangélica do grão de mostarda. Como a fé de Nossa Senhora: ela esteve tão perto de Deus que pôde acolher o Verbo, vindo para que todos os que n’Ele crêem, se tornem filhos de Deus”.

Do Padre Bantu: “Deus, meu Pai, uma coisa que eu gostaria de ouvir de Vós, quando eu chegar ao céu, é este elogio: tu cumpriste a tua obrigação, entre na alegria do Teu Senhor. Mas para eu receber esse elogio preciso muito da vossa ajuda; preciso saber distinguir a vossa vontade, para não cair no engano de só fazer a minha. Jesus de Nazaré tinha um único objetivo: fazer a vossa vontade. Assim Ele disse, e assim Ele cumpriu até ao fim de Sua vida, quando, pregado na cruz e já sem forças reclamou: TUDO ESTÁ CONSUMADO. Depois, porém, num último esforço, entregou Seu espírito em vossas mãos, num gesto de submissão total. Ele fez tudo bem feito. Ele cumpriu Sua obrigação. Pai Santo dê-me a graça de cumprir, como Ele, bem a minha missão para que, alegremente, eu mereça receber o grande elogio: Vinde, bendito do meu Pai, pelo dever cumprido. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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