O catequista é aquele que guarda e alimenta a memória de Deus – Papa na missa para o Dia do Catequista na Praça de São Pedro

29 de setembro de 2013 at 10:19 Deixe um comentário

 

2013-09-29 Rádio Vaticana

   Hoje Jornada do Catequista, o Papa Francisco presidiu à missa na Praça de São de São Pedro para cerca de dois mil catequistas vindos de várias partes do mundo em peregrinação à Sé de Pedro e para tomar parte no Congresso Internacional da Catequese,  realizado nos últimos três dias em Roma, no âmbito do ano da Fé. Com o Santo Padre concelebraram numerosos bispos e padres da igreja universal, entre os quais D. Salvatore Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, que lhe dirigiu a palavra no final da missa.  Na sua homilia o Papa deixou-se inspirar pelas palavras do Profeta Amós que diz: “Ai dos que vivem comodamente (…) e não se preocupam dos outros”. Palavras duras – disse o Papa – mas que nos chamam a atenção para o perigo que todos corremos. O perigo  de termos como centro de tudo apenas o nosso bem-estar, sem nos  preocuparmos com os outros, com os pobres; o perigo de  – tal como o rico citado no Evangelho – perdermos a nossa identidade de pessoa,  o nosso rosto humano, e de termos como rosto e como identidade apenas os nossos haveres. Mas porque é que acontece isto, perguntou o Papa, respondendo que isto acontece quando perdemos a memória de Deus: “Se falta a memória de Deus, tudo se nivela pelo eu, pelo meu bem-estar. A vida, o mundo, os outros perdem consistência, já não contam para nada, tudo se reduz a uma única dimensão: o ter. Se perdemos a memória de Deus, também nós mesmos perdemos consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos o nosso rosto, como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada, torna-se ele próprio nulidade – diz outro grande profeta, Jeremias. Estamos feitos à imagem e semelhança de Deus, não das coisas, nem dos ídolos!” E lançando o olhar à extensa Praça de São Pedro, repleta de catequistas (entre os outros fiéis) o Papa perguntou-se: “Quem é o catequista”? É aquele que guarda a alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-lo nos outros. É belo isto!” É belo isto, prosseguiu o Papa, referindo-se a Nossa Senhora que, depois de ter recebido o anuncio do Anjo de que ia ser a mãe de Jesus, soube, de forma humilde e cheia de fé, fazer memória de Deus. A fé contém a memória de Deus, da história de Deus connosco, do Deus que toma a iniciativa de salvar o homem  – continuou o Papa, afirmando que  “o catequista é precisamente um cristão que põe esta memória ao serviço do anuncio: não para dar nas vistas, nem para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade.” Uma tarefa não fácil, a de guardar memória de Deus e despertá-lo na no coração dos outros, pois que isto compromete a vida toda –continuou o Papa, recordando que o próprio Catecismo não é senão memória de Deus, memória da sua acção na História, presença de Cristo na sua Palavra… e aqui o Papa dirigiu-se directamente aos catequistas: “Amados catequistas pergunto-vos: Somos memória de Deus? Procedemos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que inflama o coração (…)?  Que estrada seguir para não sermos pessoas “que vivem comodamente”, que põem a sua segurança em si mesmos e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus?” Como resposta o Papa sugeriu as indicações dadas por São Paulo na sua carta a Timóteo e que podem caracterizar também o caminho do catequista, isto é:  procurar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. E rematou: “O catequista é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é “hypomoné”, pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia” ** No final da missa, e antes da oração mariana do Angelus,  o Papa  agradeceu todos, especialmente os catequistas vindos de tantas partes do mundo e dirigiu uma saudação particular a Sua Beatitude Youhanna X, Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia de todo o Oriente, definindo-o irmão e dizendo que a sua presença nos convida a rezar mais uma vez para a paz na Síria e no Médio Oriente… Saudou, entre outros, também um grupo de peregrinos de Assis vindos a Roma a cavalo, os peregrinos da Nicarágua, país que celebra o centenário da fundação canónica da Província eclesiástica…  e concluiu recordando que sábado foi proclamado Beato na Croácia, Mirislav  Bulevisic, sacerdote, morto como mártir em 1947. E no meio meio dum  tripudio de bandeirinhas amarelas e brancas,  cartazes com frases saudando o Papa, rostos sorridentes e num pano de fundo de cânticos, o Papa foi dando a mão, saudando prelados, padres, catequistas, fieis… primeiro a pé e depois no automóvel papal até à Via da Concilição cheinha de gentes de mãos no ar a acená-lo e sauda-lo com gritos de alegria…

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