Reflexões do Papa Francisco: seguimento de Jesus e oração

11 de julho de 2013 at 16:31 Deixe um comentário

 

 

 

2013-07-11 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A Liturgia celebra, nesta quinta-feira, a festa de São Bento abade, padroeiro da Europa. No Evangelho de hoje, os Apóstolos perguntam a Jesus “o que receberão em troca por segui-lo”. Este trecho faz-nos recordar algumas reflexões que o Papa Francisco fez, recentemente, sobre o valor do seguimento de Cristo e da oração.
Esta pergunta, que Pedro faz a Jesus, é sempre atual e todas as gerações da Igreja sempre tiveram a mesma resposta: “Vocês receberão o cêntuplo, hoje, e a herança da vida eterna, amanhã”. Um pedido e uma oferta transparentes.
O problema nasce, explica o Papa, quando o homem decide seguir a Jesus, mas começa a fazer cálculos, por interesse ou lucro, ao invés de se dedicar ao seu seguimento com magnanimidade de coração. Este seguimento, como forma cultural, é uma tentação, que deixa os cristãos um pouco aflitos:
“Se seguirmos a Jesus como uma proposta cultural, trilhamos um caminho que nos leva cada vez mais para o alto, a ter mais poder. A história da Igreja está repleta desses exemplos, começando por alguns imperadores, governantes e algumas pessoas, até mesmo como certos padres e bispos. Alguns pensam que seguir a Jesus é fazer carreira”.

Ao invés, o Santo Padre apresenta outro exemplo de fonte de lucro, que enriquece quem escolhe seguir a Jesus, mediante qualquer vocação: a fé! Quem crê, não segue Jesus sozinho, mas com uma grande comunidade: a Igreja! Ela é a “Mãe que nos dá a identidade cristã”:
“A identidade cristã é a pertença à Igreja: não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. A Igreja-Mãe nos dá Jesus e a nossa identidade, que não é somente um sigilo, mas pertença. Logo, identidade significa pertença: uma pertença que adquirimos com o preço do sangue de Cristo no Calvário”.

Porém, seguir a Jesus até ao cêntuplo e à vida eterna, frisa o Papa, deve ser uma escolha definitiva. Uma pessoa não é padre só por alguns anos; um casal não se casa por um período, enquanto dura o amor. Esta é uma escolha provisória. Seguir a Jesus, ao contrário, deve ser uma escolha definitiva. É segui-lo com o estilo de São Bento, com o seu “ora et labora” (“reza e trabalha”), ou seja, mediante a oração; é como aqueles homens e mulheres que, antes, se ajoelham e, depois, se colocam a caminho rumo à promessa do cêntuplo e da vida eterna. E Papa Francisco concluiu:
“A oração ao Pai, em nome de Jesus, faz-nos sair de nós mesmos; a oração que nos entedia é como um pensamento que vai e vem. Se não conseguirmos sair de nós mesmos e ir rumo aos irmãos necessitados, enfermos, ignorantes, pobres, explorados, jamais alcançaremos aquela liberdade, que leva a tocar as chagas de Jesus e dos irmãos”. (MT)

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