Solenidade de Todos os Santos e Santas – São Mateus 5, 1-12

29 de outubro de 2012 at 9:12 Deixe um comentário

 1-Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! 4. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! 5. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! 11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

O Sermão da Montanha

O Papa Bento XVI disse que “talvez não seja ocasional, que a primeira grande pregação de Jesus se chame «Sermão da montanha»! Moisés subiu ao monte Sinai para receber a Lei de Deus e levá-la ao Povo eleito. Jesus é o Filho do próprio Deus que desceu do Céu para nos levar ao Céu, à altura de Deus, pelo caminho do amor. Aliás, Ele mesmo é este caminho: só devemos segui-lo, para cumprir a vontade de Deus e entrar no seu Reino, na vida eterna”.

As  Bem – Aventuranças:

O Catecismo (1718) ensina que “as bem-aventuranças respondem ao desejo natural de felicidade. Este desejo é de origem divina: Deus colocou no coração do homem, a fim de atraí-lo a si, pois só Ele pode satisfazê-lo”.

O Beato João Paulo II disse que “as oito bem-aventuranças do sermão da montanha – mostram, de forma muito clara, qual a nossa vocação em Jesus Cristo, neste mundo. A vocação cristã é-nos dada no sacramento do Batismo e reforçada com o do Crisma. Mas exprime-se em plenitude, através da Eucaristia”.

“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!”

O Beato João Paulo II disse sobre o pobre de coração: “Rico, de fato, não é aquele que tem, mas aquele que dá. E dá não tanto aquilo que possui, mas antes a si próprio. Então ele pode dar mesmo quando não possui. Portanto, ele é rico mesmo quando não possui”.

Monsenhor Jonas Abib disse: “Ser pobre de espírito ou ser pobre de coração significa não nos pertencermos a nós mesmos. É o despojar-nos de nós mesmos. É não vivermos para nós mesmos. E por causa disso, como conseqüência, nada nos pertence”.

 “Somos felizes, quando somos pobres em espírito (V.5) e, quando no meio das aflições de tantas pobrezas, o nosso coração é como o do pobre que confia em Deus”. (Vaticano)

 “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!“

O Beato João Paulo II disse que “O homem, criado por Deus e por Ele elevado à sublime dignidade de filho, traz em si um anseio insuprimível de felicidade e sente natural aversão por toda a espécie de sofrimento. Jesus, porém, na sua obra evangelizadora, embora inclinando-se sobre os enfermos e os doentes para os curar e os consolar, não suprimiu o próprio sofrimento, mas quis submeter-se a toda a dor humana possível…” 

A Palavra diz: “Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes”. (Sl 125, 5-6)

“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!”

O Beato João Paulo II disse: “A mansidão das Bem-Aventuranças tem o poder de transformar a família, o lugar de trabalho, a escola, a cidade, a aldeia a política e a cultura. Ela pode mudar o mundo! “

Santo Afonso Maria de Ligório disse assim: “A mansidão deve ser praticada especialmente com os pobres, os quais normalmente, por causa da sua pobreza, são tratados asperamente pelos homens. Deve-se ainda usar da mansidão particularmente com os doentes que se encontram os aflitos e, as mais das vezes, recebem pouco cuidado dos outros. Devemos exercer a mansidão principalmente com os inimigos”.

 “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!”

O Beato João Paulo II disse: “Cada homem vive e morre com certa sensação de a justiça não estar completa, porque o mundo não é capaz de satisfazer completamente um ser criado à imagem de Deus, de o satisfazer nem na profundidade da sua pessoa nem nos vários aspectos da sua vida humana. E assim, por meio desta fome de justiça, o homem abre-se a Deus que “é a justiça mesma”.

O Papa Bento XVI ensinou: “Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete. Mas respeita a liberdade de cada indivíduo e por isso permite que elas existam, pois fazem parte da condição humana, após o pecado original. Contudo, seu coração cheio de amor pelos homens levou-o a carregar, juntamente com a cruz, todos esses tormentos: o nosso sofrimento, a nossa tristeza, a nossa fome e sede de justiça”.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!”

O Beato João Paulo II disse: “Revelando-nos a plenitude da misericórdia do Pai, Jesus ensinou-nos também que a este Pai tão justo e misericordioso só se tem acesso através da experiência da misericórdia, que deve distinguir os nossos relacionamentos com o próximo: «Esta onda de misericórdia não pode penetrar os nossos corações enquanto não tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam…” 

A Palavra diz: “Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento”. (Tg 2,13)

“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!”

 Pe. Raniero Cantalamessa disse: “Seria uma belíssima contribuição para a sociedade e para a comunidade cristã se a bem-aventurança dos puros de coração nos ajudasse a manter desperta em nós a nostalgia de um mundo limpo, verdadeiro, sincero, sem hipocrisia, nem religiosa nem leiga; um mundo em que as ações correspondessem às palavras, as palavras aos pensamentos, e os pensamentos do homem aos de Deus”.

 São Bernardo disse assim:  “Bem-aventurados os puros de coração porque verão Deus. Como se dissesse: purifica o coração, separa-te de tudo, sê monge, só, busca uma coisa só do Senhor e persegue-a (Salmo 27, 4), liberta-te de tudo e verás Deus (Salmo 46, 11)”.

 “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!”

O Papa Bento XVI disse: “Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos”. 

E o Beato João Paulo II ensinou que é preciso que haja paz “nas nossas famílias, entre esposos e esposas, entre pais e filhos; paz nas nossas comunidades; paz nas nossas paróquias e nas nossas igrejas locais; paz na sociedade e em toda a terra; paz nos corações dos ministros de Cristo, nos corações dos religiosos e dos leigos, nos corações de todos os que abraçam o seu Evangelho de amor”.

“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!” 

O Cardeal José Saraiva Martins disse assim: “Quando somos perseguidos por querer viver sempre segundo a justiça de Deus, tornamo-nos merecedores do Reino dos céus (Mt 5, 10). A perfeita alegria, como a viveram os Santos, consiste em imitar Jesus Cristo e identificar-se com Ele, inclusive no amor a quantos nos consideram inimigos”. 

A Palavra diz: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro (Sl 43,23).  Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou”. (Rm 8, 35-37)

“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”.

 

 O Beato João Paulo II disse que “é evidente que a bem-aventurança cristã, como sinônimo de santidade, não está separada de uma componente de sofrimento ou pelo menos de dificuldade: não é fácil ser ou querer ser pobres, mansos, puros; não se quereria ser perseguido, nem sequer por causa da justiça. Mas o reino dos céus é para os anticonformistas” . (Rom. 12, 2) 

 A Palavra diz: “Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio.  Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome”. (1 Pd 4,14-16)

Todos os Santos

O Papa Bento XVI disse assim: “Hoje veneramos precisamente esta inumerável comunidade de Todos os Santos que, através dos seus diferentes percursos de vida, nos indicam vários caminhos de santidade, associados por um único denominador comum: seguir Cristo e conformar-se com Ele, fim último da nossa vicissitude humana. Com efeito, todas as condições de vida podem tornar-se, mediante a obra da graça e com o compromisso e a perseverança de cada um, caminhos de santificação”. 

O Catecismo (1053) ensina:  “Nós cremos que a multidão dessas almas que estão congregadas à volta de Jesus e de Maria, no paraíso, formam a Igreja celeste onde, na eterna bem-aventurança, vêem Deus como Ele é onde também, certamente em graus e modos diversos, estão associadas aos santos anjos no governo divino exercido por Cristo glorioso, intercedendo por nós e ajudando a nossa fraqueza com a sua solicitude fraterna”.

A Comunhão dos Santos

O Beato João Paulo II disse: “De fato, neste dia, em que vivemos com particular acentuação a vivificante realidade da comunhão dos santos, devemos ter firmemente presente que no início, na base, no centro desta comunhão está o próprio Deus, que não só nos chama para a santidade, mas também e sobretudo no-la oferece magnanimamente no sangue de Cristo, vencendo assim os nossos pecados”.

O Catecismo (962) ensina:Nós cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo: dos que peregrinam na terra, dos defuntos que estão levando a cabo a sua purificação e dos bem-aventurados do céu: formam todos uma só Igreja; e cremos que, nesta comunhão, o amor misericordioso de Deus e dos seus santos está sempre atento às nossas orações».

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras:

Da Bíblia ( Ef 4, 29-32): “Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem. Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção.Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia. Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo”.

Do Beato João Paulo II: “Todos os santos sempre foram e são contemporaneamente, embora em medida diversa, pobres de espírito, mansos, aflitos, famintos e sequiosos de justiça, misericordiosos, puros de coração, artífices de paz e perseguidos pela causa do Evangelho. E assim devemos ser também nós”. 

Do Papa Bento XVI:  “Com efeito, o objeto da nossa esperança é o júbilo na presença de Deus na eternidade. Jesus prometeu-o aos seus discípulos, dizendo: «Hei-de ver-vos novamente, e o vosso coração alegrar-se-á, e ninguém vos privará da vossa alegria» (Jo 16, 22).

Oração

Do Papa Bento XVI: “Só uma criatura já chegou ao cimo da montanha: a Virgem Maria. Graças à união com Jesus, a sua justiça foi perfeita: é por isso que a invocamos como Speculum iustitiae. Confiemo-nos a Ela, para que guie também os nossos passos na fidelidade à Lei de Cristo”.

Jane Amábile  – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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