Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens – Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum – São Marcos 7, 1-8.14-15.21-23

27 de agosto de 2012 at 9:16 Deixe um comentário

 

1.Os fariseus e alguns dos escribas vindos de Jerusalém tinham se reunido em torno dele. 2. E perceberam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. 3. (Com efeito, os fariseus e todos os judeus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; 4. e, quando voltam do mercado, não comem sem ter feito abluções. E há muitos outros costumes que observam por tradição, como lavar os copos, os jarros e os pratos de metal.) 5. Os fariseus e os escribas perguntaram-lhe: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos impuras? 6. Jesus disse-lhes: Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 7. Em vão, pois, me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos (29,13). 8. Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens. 14. Tendo chamado de novo a turba, dizia-lhes: Ouvi-me todos, e entendei. 15. Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem. 21. Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, 22. adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez. 23. Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem.

“Ó Deus de bondade, vós nos reunistes para aprendermos que o  essencial  é ser fiéis aos vossos mandamentos, cumprindo a vossa vontade. Dai-nos sabedoria, para distinguirmos o que é mais importante para nossa vida de cristãos, e um coração novo e generoso, incapaz de apegar-se  à falsa segurança de um culto vazio. Derramai sobre nós o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco e com os irmãos e irmãs. Por Cristo, nosso Senhor.” (Círculo bíblico)

Versículos de 1 a 4: “Os fariseus e alguns dos escribas vindos de Jerusalém tinham se reunido em torno dele. E perceberam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as lavar.(Com efeito, os fariseus e todos os judeus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos;  e, quando voltam do mercado, não comem sem ter feito abluções. E há muitos outros costumes que observam por tradição, como lavar os copos, os jarros e os pratos de metal.)” 

Não devemos ver a ordem moral e ética somente como algo externo – O Beato João Paulo II disse que a “tradição jurídico-religiosa da Antiga Aliança, formou-se um modo errôneo de entender a pureza moral .  Esta era muitas vezes entendida de modo exclusivamente exterior e «material». O que é certo é que se difundiu uma tendência explícita para tal interpretação. Cristo opõe-se a ela de modo radical: nada torna o homem impuro, daquilo que vem do «exterior», nenhuma imundície «material» torna o homem impuro no sentido moral, ou seja interior”.

A Palavra diz: “lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Senhor. Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã! Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra…” (Is 1, 16-19)

Versículos de 5 a 8: “Os fariseus e os escribas perguntaram-lhe: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos impuras?  Jesus disse-lhes: Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.  Em vão, pois, me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos (29,13).  Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens”.

É necessário renunciar à impureza do coração para se obter a paz – fruto da obediência aos mandamentos– O Beato João Paulo II disse: “Queridos Irmãos e Irmãs, sem a renovação interior e sem o empenho de derrotar o mal e o pecado no coração, e sobretudo sem o amor, o homem não conquistará a paz interior… A paz interior, no coração do homem e na vida da sociedade, provém da ordem moral, da ordem ética, do cumprimento dos mandamentos de Deus”.

“Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens” – O Beato João Paulo II disse: “Os Mandamentos são uma condição fundamental e indispensável para que o homem possa realizar a vocação da sua vida: alcançar o fim pelo qual vive na terra. Esta é a primeira e essencial resposta de Cristo, d’Aquele que “é luz e salvação” do homem: “Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”.

O Beato João Paulo II explicou: “Nenhuma ablução, nem mesmo ritual, é capaz de originar a pureza moral. Esta tem a sua fonte exclusiva no interior do homem: provém do coração”.

O Papa Bento XVI disse que “para poder tornar-nos puros, temos necessidade que em nós nasça a nostalgia da vida pura, da verdade autêntica, do que não está contaminado pela corrupção, de ser homens sem manchas”.

“Para o homem de coração puro, tudo se transforma em mensagem divina”, disse São João da Cruz. 

Versículos  de 14 a 15: “Tendo chamado de novo a turba, dizia-lhes: Ouvi-me todos, e entendei.  Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem”.

O Papa Bento XVI disse que “a injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal.”

O Espírito Santo é a verdadeira água que purifica o coração humano – A  Palavra diz:  “Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações. Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos”. (Ez 36, 25-27)

Versículos de 21 a 23: “Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos,  adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez.  Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem”.

 A Palavra diz: “Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. (Mt. 5, 8).

Viver a pureza aqui na terra nos prepara para a visão de Deus no céu – O Beato João Paulo II disse: “A pureza do coração prepara para a visão de Deus face a face nas dimensões da felicidade eterna. Acontece isto, porque já na vida temporal os puros de coração são capazes de entrever em toda a criação o que é de Deus. São capazes, num certo sentido, de revelar o valor divino, a dimensão divina, a beleza divina de toda a criação”.

Conclusão

Concluímos com o ensinamento do Catecismo da Igreja (1853): “A raiz do pecado está no coração do homem, em sua livre vontade, segundo o ensinamento do Senhor: “Com efeito, é do coração que procedem más inclinações, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações. São estas as coisas que tomam o homem impuro” (Mt 15,19-20). No coração reside também a caridade, princípio das obras boas e puras, que o pecado fere”.

Oração

Deus Consolador, Espírito de verdade, tesouro dos tesouros e fonte de vida, que compartilhas todos os dons e concedes tua graça divina; Deus de paz, e de segurança vem habitar em nós, purifica-nos de todo pecado. Cria em nós um coração puro, renova em nós um espírito forte. Ó Espírito de paz e de amor, Espírito de castidade e de pureza, Espírito de piedade e de santidade, Espírito de sabedoria e inteligência, Espírito de conselho e poder, ó misericordioso e bom Espírito Santo concede-nos aquela fonte de lágrimas que lava nossos corações de toda impureza, a fim de que possas condescender em fazer deles tua morada. Vem acender em nós o fogo de teu divino Amor, reacende em nós o Espírito de caridade para que possamos viver para sempre em ti. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

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