Jesus ensinava como quem tem autoridade – Quarto Domingo do Tempo Comum – Marcos 1, 21-28

26 de janeiro de 2012 at 5:09 Deixe um comentário


21. Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.   
22. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.   
23. Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:   
24. “Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!   
25. Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!”   
26. O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.   
27. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!”   
28. A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galileia.  

 

Jesus é nosso Mestre e Senhor

Jesus Cristo ainda na Galileia dirigiu-se com seus primeiros discípulos à cidade de Cafarnaum. Era sábado e Jesus entrou na sinagoga para ensinar. Jesus é o Mestre que ensina como alcançar o Reino. Na só na sinagoga, mas em todos os lugares as pessoas admiravam-se de Seus ensinamentos, porque Jesus ensinava com sabedoria e autoridade. O Versículo 22 do Evangelho de São Marcos diz: “Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”.

O Beato João Paulo II disse: “Jesus ensinou. É esse o testemunho que Ele dá de Si mesmo: “Entretanto, todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo” (Mt 26, 55b). É essa também a observação que fazem cheios de admiração os Evangelistas, surpreendidos por O verem ensinar sempre e em qualquer lugar, e fazê-lo duma maneira e com uma autoridade desconhecidas até então”. 

“O Espírito do Senhor está sobre Mim” (Is 61,1)

A pregação de Jesus é com a força, poder e autoridade do Espírito Santo. O Beato João Paulo II disse: Em Jesus, o ligame Espírito-Palavra atinge o vértice: de fato, Ele é a própria Palavra que Se fez carne «por obra do Espírito Santo». A presença poderosa do Espírito Santo verifica-se na atividade evangelizadora de Jesus. Ele mesmo o ressalta no sermão inaugural na sinagoga de Nazaré (Lc 4, 16-30), aplicando a Si a passagem de Isaías: «O Espírito do Senhor está sobre Mim» (Is 61, 1).

Também os discípulos de Jesus seguem o Mestre e pregam o Evangelho pela força do Espírito de Deus: “Ao dirigir-se aos cristãos de Tessalônica, São Paulo afirma: «O nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com poder e com o Espírito Santo» (1 Ts 1, 5).  A exemplo dos discípulos, é no Espírito Santo que os evangelizadores devem  buscar autoridade, força e poder.

O Catecismo (1506) diz que Jesus fez com que seus discípulos participassem também ”de seu ministério de compaixão e de cura: “Partindo, eles pregavam que todos se arrependessem.  E expulsavam muitos demônios e curavam muitos enfermos, ungindo-os com óleo”.  (Mc 6,12-13)

O Beato João Paulo II ensinou-nos: “São Pedro define os apóstolos «aqueles que anunciaram o Evangelho no Espírito Santo» (1 Pd 1, 12). Mas o que significa “evangelizar no Espírito Santo”? Sinteticamente, pode-se dizer: significa evangelizar na força, na novidade, na unidade do Espírito Santo. Evangelizar na força do Espírito quer dizer ser investido daquele poder que se manifestou de modo supremo na atividade evangélica de Jesus”.

Pelo sopro de Jesus ressuscitado a Igreja recebeu na tarde da Páscoa, o Espírito Santo (Jo 20,22), e sob esse sopro se desenvolve a vida da Igreja. Diz o documento da Igreja que “o Espírito Santo é o protagonista de toda a missão eclesial”. (Redempt. miss. 21)

Santo Ambrósio disse que “a Igreja é esse navio que navega bem neste mundo ao sopro do Espírito Santo com as velas da cruz do Senhor plenamente desfraldadas”.

É pela força do Espírito que o Senhor chama a sua Igreja a anunciar o Evangelho a todas às nações. Eis o mandato de Jesus: “Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo”. (Atos 1, 8) Cinquenta dias depois da páscoa, Jesus derrama o Espírito Santo em forma de línguas de fogo sobre Maria e os Apóstolos. A Igreja anuncia o Evangelho graças à presença e à força do Espírito Santo.

Jesus liberta-nos do mal

Dos versículos 23 a 28, a Palavra fala de um homem possuído de um espírito imundo, que aos gritos dizia que Jesus é “o Santo de Deus” (V.24). Jesus com autoridade disse-lhe:  “Cala-te, sai deste homem!” (V. 25). “O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu”. (V.26) Ficaram todos admirados e disseram de Jesus: “…além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!”  E diz o versículo  28: “A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galileia”.  São Basílio de Cesareia disse que com Jesus “o diabo perdeu o seu poder na presença do Espírito Santo”.

O Beato João Paulo II disse que “iniciada no deserto, a luta com Satanás prossegue durante toda a vida de Jesus. Uma Sua atividade típica é a do exorcismo, razão por que o povo brada admirado: «Até manda nos espíritos impuros, e eles obedecem-Lhe» (Mc 1, 27). É precisamente «com o Espírito de Deus» que Jesus expulsa os demónios (Mt 12, 28). Segundo o evangelista Lucas, depois da tentação no deserto, «impelido pelo Espírito, Jesus voltou para a Galileia (…) e ensinava nas sinagogas» (4, 14-15). A palavra de Jesus expulsa os demônios, aplaca as tempestades, cura os doentes, perdoa os pecadores, ressuscita os mortos”.

A missão de Jesus incluía o exorcismo, porque Ele veio para “…por em liberdade os cativos…” (Lc 4, 19). Não é de se admirar que nos evangelhos são narradas muitas dessas situações durante o exercício da missão salvífica de Jesus. O Papa Bento XVI esclarece-nos:  “Jesus não só expulsa os demônios das pessoas, libertando-as da pior escravidão, mas impede que os demônios revelem a sua identidade. E insiste sobre este “segredo”, porque está em jogo o bom êxito da sua própria missão, da qual depende a nossa salvação. Com efeito, sabe que para libertar a humanidade do domínio do pecado, Ele deverá ser sacrificado na cruz como verdadeiro Cordeiro pascal”.

Concluímos essa reflexão com o ensinamento do Catecismo (550) da Igreja Católica: “O advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam homens do domínio dos demônios. Antecipam a grande vitória de Jesus sobre “o príncipe deste mundo”.

Oremos com a Palavra de Deus (Efésios 6, 10- 20):

“Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho,  do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever!”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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