Archive for novembro, 2011

Nossa Senhora das Graças e da Medalha Milagrosa – 27 de novembro

27 de novembro de 2011 at 0:03 Deixe um comentário

A Liturgia

Oi crianças!
A partir do nosso Batismo passamos a fazer parte da família de Deus.
Por isso, aos domingos, vamos à casa de Deus – a Igreja.
Mas podemos ir outros dias também para: louvar, agradecer e celebrar as festas do Senhor.
Como na casa de cada um de nós há pessoas para organizar as festas de nossa família,
Na Igreja tem a pastoral da Liturgia que prepara tudo o que é necessário,
Para que as celebrações dirigidas a Deus sejam alegres e dignas do Senhor.
A Liturgia tem a responsabilidade com os cantos, orações, objetos litúrgicos, arrumação do Altar, etc…
Esse cuidado não é só com a Santa Missa e a Celebração da Palavra,
Mas também com a Celebração dos Sacramentos.
A Liturgia compreende também o Ano Litúrgico,
Que é dividido em “Tempos” segundo os acontecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Toda a Liturgia acompanha o nascimento, a vida pública, a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo,
Por isso o Tempo que celebra a Ressurreição de Cristo chama-se “Tempo Pascal”.
Por que está centrado em Jesus, o Ano Litúrgico tem uma contagem diferente do ano civil que estamos vivendo,
O Ano Litúrgico começa no Tempo do Advento, um pouco antes do Natal, e termina na Festa de Cristo Rei.
Também as cores das toalhas do Altar e das vestes do Sacerdote,
Acompanham o Tempo Litúrgico que estamos vivendo.
Por exemplo, no Tempo do Advento a cor é roxa e significa: conversão.
O Papa e os Bispos é que fazem os ritos da Liturgia.
E isso acontece depois de meditarem a Palavra de Deus, os documentos da Igreja, a vida dos santos.

Jane Amábile

26 de novembro de 2011 at 12:11 Deixe um comentário

Que santidade de vida

26 de novembro de 2011 at 0:22 Deixe um comentário

Oração pelos povos – Chile

Nossa Senhora do Carmo de Maipu,rogai por nós!

Oração do Papa Bento XVI para o povo do Chile:
Os numerosos dons que o Criador conferiu na natureza aos filhos e filhas chilenos devem continuar a dar frutos que abram um futuro mais próspero às novas gerações, sejam amantes da paz e tenham um sentido transcendente da vida, em sintonia com as raízes cristãs seculares do País. Invoco a proteção materna da Santíssima Virgem Maria que, sob o título do Carmelo, é Padroeira dos chilenos.

25 de novembro de 2011 at 12:24 Deixe um comentário

Vigiai; porque não sabeis quando será o tempo – Primeiro Domingo do Advento – Ano B – Marcos 13, 33-37

33. Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo.

34. Será como um homem que, partindo em viagem, deixa a sua casa e delega sua autoridade aos seus servos, indicando o trabalho de cada um, e manda ao porteiro que vigie.

35. Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,

36. para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo.

37. O que vos digo, digo a todos: vigiai!

                                                  Advento

 Há uma Reflexão postada em novembro de 2010 que também fala do  Advento, com o nome: “Vem, Senhor Jesus!

 A Solenidade de Cristo Rei no domingo passado, encerrou o Ano Litúrgico da Igreja. Com o Advento iniciamos um novo Ano Litúrgico, que na sua contagem é diferente do ano civil. O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro, na comemoração do nascimento de Cristo.

A liturgia apresenta nesse primeiro domingo a Coroa do Advento, que terá quatro velas acesas ao final desse período. A coroa é de cor verde – sinal de esperança de vida eterna. A forma do círculo da coroa lembra que o amor de Deus por nós é eterno, isto é, não tem princípio e nem fim. A fita vermelha significa a redenção em Jesus, que se fez carne e habitou entre nós. A cada domingo é colocada uma vela colorida na coroa. Nesse primeiro domingo a cor da vela é roxa, para que lembremos do processo de conversão que estamos vivendo especialmente nesse tempo. Também faz parte da preparação do tempo do Advento a participação na Novena de Natal, que pode ser realizada em família, com amigos e vizinhos, na comunidade eclesial e nas pastorais (juventude, presídios, etc..)

Advento significa “vinda”, Vinda do Senhor Jesus. É tempo especial de preparação e vigilância. É tempo de iniciar uma nova caminhada. É tempo de buscar viver uma vida nova.  Essa vigilância que a Igreja reforça o convite aos seus fiéis, nas semanas que antecedem o Natal, é também para lembrar que os profetas anunciaram o nascimento do Salvador e a promessa se cumpriu, e que da mesma forma Jesus virá uma Segunda vez, no final dos tempos. A liturgia do Tempo do Advento recorda a primeira vinda do Senhor e a promessa de sua Segunda Vinda. Mas Jesus Cristo ressuscitado já está no meio de nós em cada situação que vivemos.  O Papa Bento XVI disse: “Jesus, que no Natal veio entre nós e voltará glorioso no fim dos tempos, não se cansa de nos visitar continuamente, nos acontecimentos de cada dia”.

O que a Igreja diz sobre a primeira vinda e a segunda vinda de Jesus Cristo: “O tempo do Advento tem uma dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se recorda a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens e simultaneamente é o tempo no qual, através desta recordação, o espírito é conduzido à espera da segunda vinda de Cristo no final dos tempos”. (Calendário Romano, nº 39)

Advento é tempo de esperança– É tempo de crer e confiar que o Senhor irá realizar suas promessas para nossas vidas. É tempo de expectativa de que a qualquer momento, Deus virá intervir a nosso favor naquelas graças que esperamos receber de Deus. Quem sabe se o que estamos pedindo ao Senhor há algum tempo, não se realiza nesse Natal?!   O Papa Bento XVI fez-nos um convite para que fiquemos “vigilantes na oração e procuremos também preparar o nosso coração para acolher o Salvador que virá para nos mostrar a sua misericórdia e para nos doar a salvação”. Vem, Senhor Jesus, dá-nos um derramamento do seu Espírito, pois  o Natal se aproxima e queremos estar cheios da sua graça.

                                  A Primeira Vinda: o Natal

A Primeira Vinda:  Advento é o momento de abrir nossos corações, pois o menino-Deus vem celebrar conosco a data do seu nascimento entre nós. O presépio é o nosso coração, onde o Senhor quer fazer Sua morada: Deus Emanuel!  Deus Conosco!  Deus em nós! O Papa Bento XVI disse: “Vigiai, pois…”  Escutemos o convite de Jesus no Evangelho e preparemo-nos para reviver com fé o mistério do nascimento do Redentor, que encheu o universo de alegria; preparemo-nos para acolher o Senhor no seu incessante vir ao nosso encontro nos acontecimentos da vida, na alegria e no sofrimento, na saúde e na doença”.

 A primeira vinda de Jesus foi tão grandiosa quanto será também a sua Segunda Vinda (no Juízo Final). Aqueles que se prepararam para o nascimento de Jesus há dois mil anos, pelo chamamento dos profetas, mas não estiveram presentes nos acontecimentos de Belém, com certeza Deus tem um desígnio para cada um que respondeu a esse chamado. Da mesma forma o convite que o Senhor nos faz através da liturgia do Advento, para nos prepararmos para a sua segunda Vinda também tem a sua razão de ser, mesmo que a segunda vinda de Jesus não venha ocorrer antes de nossa morte física. Por isso não deixemos de responder ao convite que Deus faz através da sua Igreja, de orar e ficar vigilantes para que Ele não nos “encontre dormindo” (V.36). São Bernardo de Claraval  disse assim:  “A Igreja universal não celebraria com tanta devoção o Advento, se não contivesse algum grande mistério”.

O Catecismo (522) explica como Deus preparou de geração em geração o nascimento do Seu Filho em Belém: “A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da “Primeira Aliança”, tudo ele faz convergir para Cristo; anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda”.

Advento é tempo de alegria,de  fé e confiança em Deus – A vigilância que Deus nos chama a viver nesse tempo pode ser na alegria de que o Natal se próxima e que nos faz recordar com mais intensidade que Jesus ressuscitado já está no meio de nós. O Papa Bento XVI disse: “O Advento é o tempo da presença e da espera eterna. Precisamente por esta razão é, de modo particular, o tempo da alegria, de um júbilo interiorizado, que nenhum sofrimento pode anular. A alegria pelo fato de que Deus se fez Menino. Esta alegria, invisivelmente presente em nós, encoraja-nos a caminhar com confiança. Modelo e ajuda deste íntimo júbilo é a Virgem Maria, por meio da qual nos foi oferecido o Menino Jesus. Que Ela, discípula fiel do seu Filho, nos conceda a graça de viver este tempo litúrgico, vigilantes e diligentes na esperança”.

A Palavra diz:  “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”.(Jo 1, 14) Deus por amor não quis somente falar conosco mas quis habitar no meio de nós. O Papa Bento XVI disse: “É precisamente o começo do Ano litúrgico que nos faz viver novamente a expectativa de Deus que se faz carne no seio da Virgem Maria, de Deus que se faz pequenino, que se torna menino; fala-nos da vinda de um Deus próximo, que quis voltar a percorrer a vida do homem desde os primórdios, e isto para a salvar totalmente, em plenitude”.

                                                  A Segunda Vinda: o Julgamento Final

A Segunda Vinda: O Juízo Final – Na sua Segunda Vinda, Jesus Cristo vai intervir poderosamente na história.  Não sabemos “quando será o tempo”, por isso é necessário vigiarmos e orarmos voltados para esse momento. O Catecismo (524) diz: “Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda”.

O prêmio para os justos – Quando Jesus vier, separará os justos dos maus. Por isso o chamado à vigilância, pois precisamos fazer parte do grupo dos justos. O Beato João Paulo II disse que nesse dia “o Senhor vencerá definitivamente o mal e restabelecerá a justiça, punindo os maus e trazendo Consigo o prêmio para os justos”. A Palavra diz:  “Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda” (Mt 25, 32-33).

No versículo 35 o Senhor diz: “Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã.  O Catecismo (1040) nos alerta:  “O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte”.

Jesus Cristo deixou na sua Igreja tudo o que precisamos para a nossa salvação, como aquele homem que viajou e deixou trabalho para cada um de seus servos realizarem. Mas o Senhor pediu que vigiássemos e ficássemos de sobreaviso, pois Ele voltará e não quer encontrar ninguém dormindo. E Ele não avisará a hora, por isso é preciso que cada um de nós busque viver na graça de Deus. É importante frequentarmos os sacramentos da Confissão e da Eucaristia, sacramentos estes que nos preparam para o encontro com o Senhor. São Paulo nos exorta: “O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!” ( 1 Ts 5, 23)

A Palavra diz: “A respeito da época e do momento, não há necessidade, irmãos, de que vos escrevamos. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite.  Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão.  Mas vós, irmãos, não estais em trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão.  Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.   Não durmamos, pois, como os demais. Mas vigiemos e sejamos sóbrios”. ( I Tessalonicenses 5, 1-6)

O Papa Bento XVI disse: “Para esta vinda de Cristo, que poderíamos chamar “encarnação espiritual”, o arquétipo é sempre Maria. Como a Virgem Maria conservou no seu coração o Verbo que se fez carne, assim cada alma e toda a Igreja são chamadas, na sua peregrinação terrena, a esperar Cristo que vem e a acolhê-lo com fé e amor sempre renovados”.

Conclusão: Que na sua volta o Senhor nos encontre vigilantes: vivendo segundo a sua Palavra e professando com fidelidade a nossa fé. “A promessa de Cristo nos inspira a confiarmos em seu poder e verdade. O tempo pode ser longo, mas o dia chegará e o Senhor ressuscitado retornará e nos libertará de toda dor e sofrimento. A espera da gloriosa revelação de Cristo é uma oportunidade para testemunho e missão. É tempo de amor e paz, para reunião e reconciliação, e ocasião para partilha e apoio mútuo”. (Vaticano)

                “Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo”. (V.33)  

A vigilância que o Advento nos convida insistentemente, diz respeito também ao encontro que teremos com o Senhor na hora de nossa morte. Pois não sabemos o dia nem a hora, que o Senhor virá nos buscar. O Beato João Paulo II disse assim:  “Assim não admira que sintamos que Ele fala aqui não só do último dia de toda a humanidade, mas também do último dia de cada homem. Aquele dia, que fecha o tempo da nossa vida sobre a terra e abre diante de nós a dimensão da eternidade, é também o Advento. Naquele dia virá a nós o Senhor como Redentor e Juiz. Assim pois, como vemos, é múltiplo o significado do Advento”.

 Disse São Gregório “que Deus nos oculta, para nosso bem, a hora da morte, a fim de que estejamos sempre preparados para morrer. Visto que a morte em todo tempo e em qualquer lugar pode arrebatar-nos, é mister – disse São Bernardo – que se quisermos morrer bem e salvar-nos, a estejamos esperando em todo lugar e em todo tempo”.

Oração do Papa Bento XVI:

1-  “Portanto, comecemos este novo Advento um período que nos é concedido pelo Senhor do tempo, despertando nos nossos corações a expectativa de Deus-que-vem e a esperança de que o seu Nome seja santificado, que venha a nós o seu Reino de justiça e de paz, que seja feita a sua Vontade assim na terra como no céu. Nesta expectativa, deixemo-nos orientar pela Virgem Maria, Mãe de Deus-que-vem, Mãe da Esperança. Ela, que daqui a poucos dias celebraremos como Imaculada, nos conceda que sejamos encontrados santos e puros no amor, quando vier nosso Senhor Jesus Cristo, a quem, com o Pai e com o Espírito Santo, sejam dados louvor e glória por todos os séculos”.

2-  “Maria Santíssima, Virgem fiel, nos ajude a fazer deste tempo do advento, e de todo o novo Ano litúrgico, um caminho de autêntica santificação, para louvor e glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo”.

Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

24 de novembro de 2011 at 9:04 Deixe um comentário

Não tenho tempo!

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia – BA

O Eclesiastes é um interessante livro bíblico, do Antigo Testamento. Seu nome vem do grego e significa: o homem da assembleia; aquele que toma a palavra na sinagoga. Escrito em hebraico pelo ano 250 aC, esse livro comprova a influência da cultura grega na Judeia. Um tema atravessa, de modo especial, todos os seus capítulos: a precariedade das ocupações humanas. Tudo é “vaidade”, ou seja, tudo é neblina, fumaça e ilusão. Pessimista? Diria que não. Seu autor, um sábio ancião, quer instruir os jovens a viver com realismo e seriedade. É o que se conclui, por exemplo, com suas observações sobre o desenrolar do tempo: “Tudo tem seu tempo, há um momento oportuno para cada empreendimento debaixo do céu. Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta (…); tempo de chorar e tempo de rir” (Ecle 3, 1-2.4). A partir de suas observações, faço as minhas.

Um dia, quando se escrever um livro sobre o nosso século, talvez se escolha como título: “A época dos homens sem tempo”. Afinal, nenhuma justificativa é tão usada como a da falta de tempo. Ninguém tem tempo. Nem os adultos (no telefone, depois de não ter ido à reunião: “Pois é, infelizmente não tive tempo…”), nem os jovens (ao professor na Faculdade: “Por que ainda não entreguei o trabalho? Tempo, falta de tempo!…” ) e até as crianças (à mãe, que pede ao filho para fazer um serviço: “Ah! Mãe, logo agora que não tenho tempo?”).

Alguns não se dedicam a clubes de serviço porque não têm tempo. Outros não visitam seus parentes porque “não se tem mais tempo para nada”. Aquele jovem não estuda, este não trabalha e você nada lê porque lhes falta tempo. “Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos”, é a irônica observação da Raposa ao Pequeno Príncipe.

A conclusão a que se chega – conclusão óbvia, clara, cristalina – é que há alguma coisa errada. Essa evidência se acentua quando se ouve a desculpa daqueles que cortaram, aos poucos, todo relacionamento com Deus, por um motivo muito simples: não têm tempo! “Gostaria de ir à missa, mas não tenho tempo. Desejaria ler o Evangelho, pensar nos outros, rezar, ser voluntário em algum hospital mas, infelizmente não tenho tempo”. Se o ser humano não tem mais tempo para cultivar sua amizade com o Pai ou para ir em direção a seus irmãos, alguma coisa está mesmo errada. Demos, pois, uma de pesquisador: procuremos o culpado por essa situação insustentável.

Seria Deus? Afinal, foi Ele que deu o tempo ao ser humano. Mas, talvez lhe tenha dado pouco tempo: afinal, há tanto que fazer!… Contudo, convenhamos: seria um absurdo pensar assim. Ele certamente dá aos homens e mulheres o tempo suficiente para que possam fazer o que Ele quer. Mais: Ele só espera de cada pessoa o que ela tem condições de fazer.

O problema da falta de tempo teria como causa o próprio ser humano? (De você, por exemplo?). Afinal, quem consegue realizar tudo o que gostaria? Dada à nossa insatisfação contínua, por mais que alguém aja, fale ou pense, sempre falta pensar, falar ou fazer alguma coisa. Novos horizontes se abrem diante de cada caminho percorrido. O que fazer, então? (“Fazer mais alguma coisa ainda? Mas eu já disse que não tenho tempo!…”). Abra o Evangelho. Ouça o que Cristo tem a dizer sobre isso: “Marta, Marta, tu te preocupas com muitas coisas. E, contudo, uma só é necessária”. O que seria o essencial na vida, o único necessário? Deve se tratar, sem dúvida, de uma realidade que permaneça sempre, que não passe com o tempo, que continue a existir mesmo após a morte – que é, para cada um, o fim do tempo.

Um dia, um doutor da lei perguntou a Jesus o que era mais importante – isto é, o que é que era essencial e resumia sua doutrina. A resposta do Mestre foi simples: o amor. O amor ao Pai e o amor aos irmãos. O resto, isto é, o que cada um vai fazer, pensar ou dizer, será uma consequência de seu amor. Ora, se alguém não tem tempo nem para se doar, que pobreza! Talvez seria melhor não ter recebido tempo algum!…

CNBB

23 de novembro de 2011 at 23:16 Deixe um comentário

Por que o Verbo se fez carne?


Deus se fez homem e veio morar conosco; dignou-se assumir a nossa humanidade para nos resgatar do pecado e da morte. O Infinito se fez finito; o Forte se fez fraco, o Imortal se revestiu de nossa mortalidade. É o maior acontecimento da História da humanidade; mas infelizmente muitos a desconhecem; e outros, pior ainda, a deprezam e zombam dela.A Encarnação do Verbo, Filho de Deus, não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que ele seja uma mistura do divino com o humano. Ele é verdadeiramente homem permanecendo verdadeiro Deus. Ele assimiu a natureza humana sem perder a divindade. São João Crisóstomo (†407), o grande santo doutor da Igreja, mártir patriarca de Constantinopla, rezava:

“Ó Filho Único e Verbo de Deus, sendo imortal, vos dignastes por nossa salvação encarnar-vos da Santa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, vós que sem mudança vos tomastes homem e fostes crucificado, ó Cristo Deus, que por vossa morte esmagastes a morte, sois Um da Santíssima Trindade, glorificado com o Pai e o Espírito Santo, salvai-nos!”.

A liturgia do Advento diz que “Ele veio uma primeira vez revestido de nossa fragilidade para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos”.

O Verbo se fez carne para “tornar-nos participantes da vida divina” (2Pe 1,4).

Santo Irineu (†202) disse:

“Pois esta é a razão pela qual o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: é para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo, assim, a filiação divina, se torne filho de Deus”. (Adv. haer. 3, 19,1)

O Verbo se fez carne para a nossa salvação.

O Credo niceno-constantinopolitano, confessa:

“E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem” .

O grande santo e Padre da Igreja, São Gregório de Nissa, do século IV, expressou bem:

“Doente, nossa natureza precisava ser curada; decaída, ser reerguida; morta, ser ressuscitada. Havíamos perdido a posse do bem, era preciso no-la restituir. Enclausurados nas trevas, era preciso trazer-nos à luz; cativos, esperávamos um salvador; prisioneiros, um socorro; escravos, um libertador. Essas razões eram sem importância? Não eram tais que comoveriam a Deus a ponto de fazê-lo descer até nossa natureza humana para visita-la, uma vez que a humanidade se encontrava em um estado tão miserável e tão infeliz?” (Cat. §457)

“Foi Ele que nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados” (1Jo 4,10). “O Pai enviou seu Filho como o Salvador do mundo” (1Jo 4,14). “Este apareceu para tirar os pecados” (1Jo 3,5).

A Carta aos Hebreus fala deste mistério profundo; sacrifícios de animais, e mesmo de um simples homem, não poderia salvar a humanidade; então o Verbo se fez homem.

“Por isso, ao entrar no mundo, ele afirmou: Não quiseste sacrifício e oferenda. Tu, porém, formaste-me um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não foram de teu agrado. Por isso eu digo: Eis-me aqui… para fazer a tua vontade”. (Hb 10,5-7; Sl 40,7-9)”

O Verbo se fez carne para que conhecêssemos o amor de Deus.

“Nisto manifestou-se o amor de Deus por nós: Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele” (1 Jo 4,9). “Pois Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho Único, a fim de que todo o que crer nele não pereça, mas tenha a Vida Eterna” (Jo 3,16).

O Verbo se fez carne para ser nosso modelo de santidade.

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim…” (Mt 11,29). “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6). E o Pai, no monte da Transfiguração, ordena: “Ouvi-o” (Mc 9,7). Jesus é o modelo e a norma da Nova Lei: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12).

A fé na Encarnação do Filho de Deus é a marca fundamental da fé cristã. São João disse:

“Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2, 22) “Todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo”. (1 Jo 4,3).

Felipe Aquino

23 de novembro de 2011 at 11:57 Deixe um comentário

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