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Papa no Angelus: “Jesus, Pão de Deus para a humanidade”

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2013-06-02 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Neste domingo 2 de junho, o Papa Francisco assomou à janela do apartamento pontifício para a tradicional oração mariana do Angelus. Diante de milhares de fiéis de diversas partes do mundo reunidos na Praça São Pedro e adjacências, o Santo Padre centrou sua meditação – que antece a oração – na Eucaristia.
Papa Francisco recordou no início de sua meditação a festa de Corpus Christi celebrada no Vaticano e em diversos países na quinta-feira passada (na Itália e em outros países é celebrada neste domingo).
Após, partindo da passagem da multiplicação dos pães (Lc 9,11-17), o Papa observou o quanto era humano o comportamento dos discípulos, que tentam buscar uma “solução realista, que não crie problemas”, não confiando assim na Providência, capaz de garantir alimento à multidão que seguia Jesus, às margens do Lago da Galiléia.
Jesus se preocupa com a multidão faminta e cansada que o segue. Os discípulos aconselham o Mestre a ‘despedir a multidão para que busquem seu próprio alimento’ e Jesus diz a eles: ‘Vós mesmos dais de comer’. “Jesus sabe bem o que fazer – observa o Papa – mas Ele quer envolver os discípulos, educá-los”.
Continuando sua meditação, Papa Francisco destaca a pré-figuração da Eucaristia como alimento, contida nesta passagem: “O comportamento de Jesus é claramente diferente e é ditado pela sua união com o Pai e pela compaixão pelas pessoas, mas também pelo desejo de dar uma mensagem aos discípulos. Diante daqueles cinco pães, Jesus pensa: eis a Providência! A partir deste pouco, Deus pode dar o necessário para todos. Jesus confia totalmente no Pai celeste, sabe que para Ele tudo é possível. Por isto diz aos discípulos para fazer as pessoas se sentarem em grupos de cinqüenta. E não é por acaso – ressalta Francisco. Isto significa que não são mais uma multidão, mas se tornam comunidade, nutrida pelo Pão de Deus. E depois toma os pães e os peixes, levanta os olhos ao céu e abençoa – é uma clara referência a Eucaristia -, depois os parte e começa a dar aos discípulos, e os discípulos os distribuem….e os pães e os peixes não acabam! Eis o milagre: mais que uma multiplicação é uma partilha, motivada pela fé e pela oração. Todos comeram e vai mais além: é o sinal de Jesus, pão de Deus para a humanidade”.
O Santo Padre salienta o sentido da Eucaristia como partilha, observando que os discípulos não entenderam bem a mensagem, “foram tomados, como a multidão, pelo entusiasmo do sucesso. Mais uma vez seguiram a lógica humana e não aquela de Deus, aquela do serviço, do amor, da fé”.
Ao final, o Papa observou que a Festa de Corpus Christi nos lembra para “convertermos nossa fé na Providência, de saber partilhar o pouco que somos e temos e não nos fecharmos nunca em nós mesmos”.
E rezou: “Peçamos a nossa Mãe Maria para nos ajudar nesta conversão, para seguir verdadeiramente, sempre mais, este Jesus que adoramos na Eucaristia”. (JE)

2 de junho de 2013 at 9:57 Deixe um comentário

O Milagre da Multiplicação dos Pães – Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – São João 6, 1-15

“1. Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) 2. Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. 3. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. 4. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. 5. Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? 6. Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. 7. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço. 8. Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: 9. Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente? 10. Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. 11. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. 12. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. 14. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo. 15. Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte”.

O Papa Bento XVI resumiu assim o Evangelho da Multiplicação dos Pães:  “Vós sabeis que o povo tinha ouvido o Senhor durante horas. No fim, Jesus diz: estão cansados, têm fome, devemos dar de comer a este povo. Os Apóstolos perguntam: Mas como? E André, irmão de Pedro, chama a atenção de Jesus para um jovem que levava consigo cinco pães e dois peixes. Mas o que são para tantas pessoas, interrogam-se os Apóstolos. Mas o Senhor faz sentar as pessoas e distribuir estes cinco pães e os dois peixes e todos se saciam. Aliás, o Senhor encarrega os Apóstolos, e entre eles Pedro, que recolham o que sobrou em abundância: doze cestas de pão (Jo 6, 12-13). Sucessivamente o povo, vendo este milagre — que parece ser a renovação, tão esperada de um novo “maná”, do dom do pão do céu — deseja fazer dele o seu rei. Mas Jesus não aceita e retira-se para o monte para rezar sozinho”.

Versículos de 1 a 4: “Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus”.

“Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos” –  O Papa Bento XVI disse que havia “uma multidão de pessoas que O seguiram com a intenção de O ouvir e ser curados de várias enfermidades” ( Mt 14, 14).

 O Catecismo (547) ensina:Jesus acompanha as suas palavras com numerosos «milagres, prodígios e sinais» (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n’Ele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado”.

A Palavra diz: “Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis…” (At 2, 22)

O Beato João Paulo II disse que os milagres que Jesus realizou, constituem ”um sinal que mostra a ação de Deus na vida do homem”.

Versículos  de 5 a 10: “Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço.  Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente? Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil”.

Jesus ficou comovido com a multidão que O seguia, quis saciar-lhe a fome – O Catecismo (549) ensina: “Ao libertar certos homens dos males terrenos da fome, da injustiça da doença e da morte – Jesus realizou sinais messiânicos; no entanto, Ele não veio para abolir todos os males deste mundo, mas para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os impede de realizar a sua vocação de filhos de Deus e é causa de todas as servidões humanas”. Venha Senhor em nosso auxílio, sacia a fome que a nossa alma tem de Vós.

O Beato João Paulo II disse que “a fome é um drama enorme que aflige a humanidade: urge tomar ainda maior consciência do mesmo e oferecer um apoio convicto e generoso às várias Organizações e Movimentos, nascidos para aliviar os sofrimentos de quem corre o risco de morrer por carência de alimento, privilegiando aqueles que não são atingidos por programas governamentais e internacionais”. Ó Espírito Santo, ilumina os governantes de todo o mundo para dar de comida ao povo faminto.

Versículos de 11 a 15: “Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo. Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte”.

O Milagre da Multiplicação dos Pães é um prenúncio do Banquete Eucarístico

Jesus dá-se em alimento na Santa Eucaristia – O Beato João Paulo II disse que “não foi portanto ao acaso que o evangelista João fez da narrativa da multiplicação dos pães um “sinal”, uma imagem antecipadora da Eucaristia: os termos que ele usa (“tomou os pães, deu graças e distribuiu-os“) (Jo 6, 11) encontram exata correspondência na narração da Ceia. Do milagre sucedido no declive da montanha da Galileia somos assim levados a refletir sobre outro banquete, que Jesus prepara na mesa do altar para nós, peregrinos no caminho das estradas do mundo”.

Comentário Litúrgico: “Jesus nos convida ao banquete eucarístico para nutrir nossa fé e fortalecer-nos no amor mútuo. Ele vê as necessidades do povo faminto e, por nossas mãos, quer lhe proporcionar o sustento na caminhada. A Eucaristia questiona a falta de alimento em muitas famílias e nos revela que o pão, bênção de Deus, se multiplica à medida que é partilhado.”

A Sagrada Eucaristia: a Multiplicação do Pão de geração em geração

O Beato João Paulo II ensinou que “o constante multiplicar-se na Igreja do Pão da vida nova para os homens de toda a raça e cultura. Este ministério sacramental foi confiado aos Apóstolos e aos seus sucessores. E eles, fiéis à recomendação do divino Mestre, não cessam de partir e de distribuir o Pão eucarístico de geração em geração”.

O Catecismo (1344) ensina:Assim, de celebração em celebração, anunciando o mistério pascal de Jesus «até que Ele venha» (1Cor 11, 26), o Povo de Deus em peregrinação «avança pela porta estreita da cruz» (174) para o banquete celeste, em que todos os eleitos se sentarão à mesa do Reino”.

A Eucaristia – remédio e sustento para a Igreja     

O Beato João Paulo II ensinou:O Povo de Deus recebe (o pão eucarístico) com devota participação. Deste Pão de vida, remédio de imortalidade, nutriram-se inúmeros santos e mártires, haurindo dele a força para resistir também a duras e prolongadas tribulações”. Ó Jesus, Pão do Céu, dai-nos força e coragem em nossa caminhada.

O  monsenhor Jonas Abib disse:A Eucaristia é como um remédio que temos de tomar constantemente, até ficarmos curados, principalmente quando a nossa luta é contra um determinado pecado que não conseguimos vencer. Se frequentemente recebermos o Corpo do Senhor, seremos vencedores nessa luta em busca da cura e libertação”.

“Recolhei os pedaços que sobraram”

O Beato João Paulo II disse: “Jesus apresentava-se naquele momento como, mais do que Moisés, que no deserto tinha saciado o povo israelita durante o êxodo; apresentava-se como mais do que Eliseu, que com vinte pães de cevada e trigo novo tinha dado de comer a cem pessoas. Jesus manifestava-se; e hoje a nós manifesta-se como Aquele que é capaz de saciar para sempre a fome do nosso coração. “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome e o que acredita em mim jamais terá sede” (Jo 6, 35). Multiplique os pães e os peixes de nossas mesas, ó Senhor Jesus! Coloca em nosso coração Senhor, o desejo de partilhar com o irmão aquilo que está sobrando em nossa casa.

A Palavra diz: “O Senhor dos exércitos preparou para todos os povos, nesse monte, um banquete de carnes gordas, um festim de vinhos velhos, de carnes gordas e medulosas, de vinhos velhos purificados”. (Is 25, 6) Obrigado Senhor, por todo o alimento que há em nossa casa, pois ele é fruto da Tua providência e da Tua misericórdia.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Catecismo (40) Deus revelou-se progressivamente aos homens, por meio dos profetas e dos eventos salvíficos, até à plenitude da Revelação com o envio de seu próprio Filho: « Jesus Cristo, pela plena presença e manifestação de Si mesmo, por palavras e obras, sinais e milagres, e especialmente por sua morte e gloriosa ressurreição dentre os mortos, enviado finalmente o Espírito de verdade, aperfeiçoa e completa a Revelação ».

Há uma reflexão sobre a “Primeira Multiplicação dos Pães”, postada em 29 de Julho de 2011, baseada no Evangelho  de  São Mateus 14, 13 – 21.

Oremos com o canto “O pão da vida, a comunhão”:

O pão da vida, a comunhão,/ Nos une a Cristo e aos irmãos./
E nos ensina abrir as mãos/ Para partir, repartir o pão./  

1. Lá no deserto a multidão/ Com fome segue o Bom Pastor./
Com sede busca a Nova Palavra:/ Jesus tem pena e reparte o pão.

2. Na Páscoa Nova da Nova Lei,/Quando amou-nos até o fim,/
Partiu o pão e disse:/ “Isto é meu corpo por vós doado:/ Tomai, Comei”.

3. Se neste pão, nesta comunhão,/ Jesus por nós, dá a própria vida,/
Vamos também repartir os dons,/ Doar a vida por nosso irmão.

4. Onde houver fome, reparte o pão/ E tuas trevas hão de ser luz;/
Encontrarás Cristo no irmão,/ Serás bendito do Eterno Pai.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

24 de julho de 2012 at 11:23 Deixe um comentário

O Milagre da Multiplicação dos Pães

Oi Crianças!

Jesus quando esteve entre nós, ensinou sobre o Reino dos Céus;

Realizou muitos milagres; curou muitos doentes; libertou as pessoas do mal.

Por isso muitas pessoas seguiam Jesus por diversos lugares.

Certo dia a multidão passou um bom tempo ouvindo Jesus.

O Senhor levantou os olhos sobre aquela grande multidão,

E disse então a Filipe, um dos seus discípulos:

“Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?”

Jesus falou dessa maneira, mas já sabia o que havia de fazer.

André, outro discípulo de Jesus e irmão de Simão Pedro, disse:

“Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes…

mas que é isto para tanta gente?”

“Disse Jesus: Fazei-os assentar”. Era umas cinco mil pessoas.

Então Jesus multiplicou os pães e os peixes na frente de todos.

A Palavra diz: “Jesus tomou os pães e rendeu graças.

 Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas,

E igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam”. (S. João 6, 11)

Depois que todos comeram,  Jesus pediu aos seus discípulos

Que recolhessem os pedaços que sobraram.

 Todas as pessoas ficaram saciadas e ainda sobraram doze cestos de pães.

Naquele dia Jesus, com esse gesto, já estava ensinando sobre a Sagrada Eucaristia

Que Ele iria instituir na Última Ceia, na Quinta-feira Santa.

Oração

Ó Senhor não deixe faltar o alimento para minha família,

E para todas as pessoas do mundo.

Dai-nos Senhor, o pão nosso de cada dia.

Amém.

Jane Amábile

 

 

 

 

23 de julho de 2012 at 8:40 2 comentários

Primeira Multiplicação dos Pães – Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – Mateus 14, 13-21

Depois de ensinar sobre o Reino com diversas parábolas, Jesus foi para Nazaré, sua cidade, e lá soube que o tetrarca Herodes havia decapitado João Batista. Por causa dessa notícia o Senhor partiu dali numa barca e foi para um lugar deserto. O povo acompanhou Jesus a pé. Quando Jesus Cristo saiu da barca, viu a multidão que o seguia, compadeceu-se de todos e, curou os doentes. Já era tarde e os discípulos de Jesus estavam preocupados porque o povo que seguia Jesus para ouvi-lo falar, estava faminto e não havia alimento por perto para saciar a fome de tão grande multidão. Os discípulos então pediram a Jesus que despedisse todas as pessoas para que elas fossem até à aldeia para comprar alimento.  Ao que Jesus Cristo respondeu: “Não é necessário; dai-lhe vós mesmos de comer”. ( V.13-16)

Jesus se compadece da multidão - Embora sofrendo pela morte de João Batista, Jesus colocou seu olhar misericordioso sobre os doentes que estavam a esperar por Ele, para serem curados de seus males. Jesus Cristo cheio de compaixão olha por todos nós também hoje, porque somos continuamente tentados pelo inimigo (Satanás) que não quer que sejamos curados, libertos e salvos.

O Papa Bento XVI disse: “Também hoje o olhar compassivo de Cristo pousa incessantemente sobre os homens e os povos. Olha-os ciente de que o projeto divino prevê o seu chamamento à salvação. Jesus conhece as insídias que se levantam contra esse projeto, e tem compaixão das multidões: decide defendê-las dos lobos, mesmo à custa da sua própria vida. Com aquele olhar, Jesus abraça os indivíduos e as multidões e entrega-os todos ao Pai, oferecendo-Se a Si mesmo em sacrifício de expiação”.

Jesus disse aos seus discípulos: “… dai-lhe vós mesmos de comer”. ( V.16) -  O Beato João Paulo II explicou-nos: “O Evangelho destaca como o Redentor experimenta singular compaixão por aqueles que vivem em dificuldade; fala-lhes do Reino de Deus e cura os enfermos no corpo e no espírito. Depois diz aos discípulos: «Dai-lhes vós mesmos de comer». Mas eles reparam que só têm cinco pães e dois peixes.  Essa ordem de Jesus é também para nós hoje, como então os Apóstolos em Betsaída, dispomos de meios, sem dúvida, insuficientes para valer eficazmente a cerca de oitocentos milhões de pessoas famintas ou mal nutridas, que, às portas do ano 2000, lutam ainda pela sua sobrevivência. A terra está dotada dos recursos necessários para saciar a humanidade inteira”. E o Beato disse ainda que é preciso saber usar esses recursos naturais  “com inteligência, respeitando o ambiente e os ritmos da natureza, garantindo a equidade e a justiça nas trocas comerciais, e uma distribuição das riquezas que tenha em conta o dever da solidariedade”.

Achamos que Deus tem culpa pela fome que assola tantos países e tantos povos, mas Deus criou um mundo e o abastece dia e noite com a vida que brota da terra, da água e do ar para que tenhamos até mais que o necessário para saciar a nossa fome e sede física. Vejam o que a Palavra de Deus está nos ensinando nos versículos 20 e 21:  Jesus alimentou uma grande multidão (eram cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças) e todos ficaram fartos; e ainda sobraram doze cestos cheios. ( V. 20-21) Eis o que Jesus também está dizendo pra nós,  através  do Milagre da Multiplicação dos Pães: Deus é bom e poderoso pra não deixar faltar e, até sobrar comida para todos. Mas precisamos fazer a nossa parte, isto é, dar o pão e o peixe para serem multiplicados pelo Senhor. E isso podemos fazer de diversas maneiras: preservando a natureza; partilhando o que temos com os mais necessitados; mais políticas públicas de incentivo à area dos alimentos e, principalmente seguindo o mandamento do amor deixado por Jesus Cristo: amar nossos irmãos como a nós mesmos.

 Os primeiros cristãos nos deram um exemplo de partilha e solidariedade que podem servir de ensinamento para nossas vidas, segundo a nossa realidade hoje. A Palavra de Deus diz:  “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum. Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça.  Nem havia entre eles nenhum necessitado…” (At 4, 32-34)    E o Beato João Paulo II conclui: “Alguém poderia objetar que se trata de uma enorme e quimérica utopia. O ensinamento e a ação social da Igreja, porém, demonstram o contrário: sempre que os homens se convertem ao Evangelho, esse projeto de partilha e solidariedade torna-se uma estupenda realidade”.

Mas a maior fome que o homem e a mulher podem experimentar é a fome de Deus. Santo Agostinho ressalta que é necessário termos essa fome de Deus: “Nós devemos ter fome de Deus”. A humanidade tem fome de dignidade, da verdade, da justiça, da paz e do amor: esses e muitos outros bens, que vem de Deus. Essa fome só será saciada pelo próprio Jesus, o Pão da Vida, através da sua Palavra e da Eucaristia. Ao ser tentado no deserto por Satanás, Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4, 4)

Os discípulos responderam a Jesus: “…nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes”. (V.17) _  Generosamente um jovem ofereceu cinco pães de cevada e dois peixes que ele possuía. O Beato João Paulo II disse: “Jesus aceitou esta pobre dádiva e, pelo seu poder divino, deu-lhe dimensões que o pequeno dador não podia imaginar. Jesus então disse aos discípulos: “Trazei-mos”. Continua nos explicando o Beato João Paulo II:  “Na realidade, Jesus queria provar-lhes a fé: Ele contava não com uma adequada disponibilidade de bens materiais, mas com a generosidade deles ao oferecerem o pouco que possuíam”.

O versículo 19 fala que Jesus mandou a multidão sentar-se na relva, em seguida tomou os cinco pães e dois peixes, elevou os olhos ao céu, abençoou, partiu os pães e deu aos seus discípulos para distribuírem à multidão. E o versículo 20 diz: “Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios”. O Beato João Paulo II disse que “Jesus apresentava-se naquele momento como, mais do que Moisés, que no deserto tinha saciado o povo israelita durante o êxodo; apresentava-se como mais do que Eliseu, que com vinte pães de cevada e trigo novo tinha dado de comer a cem pessoas. Jesus manifestava-se; e hoje a nós manifesta-se como Aquele que é capaz de saciar para sempre a fome do nosso coração”. E cita a Palavra do Senhor: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome e o que acredita em mim jamais terá sede”. (Jo 6, 35). O milagre da multiplicação dos pães é o anúncio profético da Instituição da Eucaristia na Última Ceia.

Vejamos o que diz o Catecismo (1335): “O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, prefigura a superabundância deste único pão de sua Eucaristia”. Jesus na última Ceia repete o gesto da Multiplicação dos Pães: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lho…” (Mc 14,22) Desde então esse gesto é repetido todos os dias no mundo inteiro, a cada missa que é celebrada. Foi um pedido do Senhor Jesus: “…fazei isto em memória de mim”. (22, 19b) O Catecismo (1329) diz: “….este rito, próprio da refeição judaica, foi utilizado por Jesus quando abençoava e distribuía o pão como presidente da mesa, sobretudo por  ocasião da Última Ceia. É por este gesto que os discípulos o reconhecerão após a ressurreição, e é com esta expressão que os primeiros cristãos designarão suas assembleias eucarísticas”.

 “Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças”. (V.20 e 21) -  O Pão Eucarístico é o milagre da multiplicação, pois Jesus é presença viva em cada fragmento da hóstia consagrada. O Catecismo (1377) ensina: “A presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e dura também enquanto subsistirem as espécies eucarísticas. Cristo está presente inteiro em cada uma das espécies e inteiro em cada uma das partes delas, de maneira que a fração do pão não divide o Cristo”.

O Beato João Paulo II conclui: “Trata-se dum prodígio surpreendente, que constitui como que o início de um longo processo histórico: o constante multiplicar-se na Igreja do Pão da vida nova para os homens de toda a raça e cultura. Este ministério sacramental foi confiado aos Apóstolos e aos seus sucessores. E eles, fiéis à recomendação do divino Mestre, não cessam de partir e de distribuir o Pão eucarístico de geração em geração”.  O Pão da vida, o Pão descido do céu, que é o Senhor Jesus, é alimento e comunhão para a vida da Igreja. O Catecismo (1329) ensina: “Com isso querem dizer que todos os que comem do único pão partido, Cristo, entram em comunhão com ele e já não formam senão um só corpo nele”.

O Milagre – A cada dia deparamos com os milagres de Deus: a vida de cada ser desse universo, o ritmo da engrenagem dos corpos que estão no espaço e principalmente do corpo humano; a natureza que não cessa de fecundar; os pensamentos que brotam do cérebro humano a cada centésimo de segundo. Tudo isso é milagre de Deus. Portanto é muito simples para o Senhor Jesus, um só Deus com o Pai e o Espírito Santo, multiplicar pães e peixes, já que isso é feito por Deus todos os dias em nossa mesa: O pão nosso de cada dia nos dai hoje, Pai!

 Santo Agostinho disse: “Governar todo o mundo é maior maravilha do que saciar cinco mil homens com cinco pães. Todavia, ninguém se admira com aquilo, mas se enche de admiração por isto, não porque seja maior, mas porque não é frequente. Quem sustenta ainda hoje o universo inteiro, se não aquele que, a partir de poucas sementes, Multiplica as searas? Há aqui uma operação divina. A multiplicação de poucos grãos, de que resulta a produção das searas, é feita pelo mesmo que, nas suas mãos, multiplicou os cinco pães”.

Cabe à Igreja, através do ministro ordenado, a sagrada tarefa de abençoar, partir e distribuir aos seus fiéis o Pão da Eucaristia, Corpo e Sangue do Senhor Jesus. E também levar a todos o Pão da Palavra, que é o próprio Jesus, o Verbo de Deus encarnado. E é isso o que acontece a cada Celebração Eucarística.  E saciados com esse sagrado alimento do céu, os fiéis entram em comunhão com Cristo, formando um só corpo com Ele. E que todos possam assim repartir o pão e o peixe de sua mesa com o mais necessitados, os pequeninos de Deus. A Palavra diz: “Poderoso é Deus para cumular-vos com toda a espécie de benefícios, para que, tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras. Como está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça subsiste para sempre”. (2 Cor 9, 8-9)

Foi intenção nossa ao criar o blog “ideeanunciai”, que ele multiplicasse o Pão da Palavra e desse uma humilde contribuição à nossa Igreja Católica para levar o Evangelho também aos internautas, juntamente com outros irmãos católicos que já fazem o mesmo. Padre Raniero Catalamessa disse assim sobre o blog em que ele escreve seus posts:  “No fundo, o que estamos fazendo neste momento também é uma multiplicação dos pães: o pão da Palavra de Deus. Eu parti o pão da palavra e a internet multiplicou minhas palavras, de forma que mais de “5 mil homens, sem contar as mulheres e crianças”, também neste momento, se alimentaram e ficaram saciados. Resta uma tarefa: recolher “os pedaços que sobraram”, fazer a Palavra chegar também a quem não participou do banquete. Converter-se em “repetidores” e testemunhas da mensagem”.

Oremos

Com os versículos 13 a 17, do Salmo desse dia (144): “Vosso reino é um reino eterno, e vosso império subsiste em todas as gerações. O Senhor é fiel em suas palavras, e santo em tudo o que faz. O Senhor sustém os que vacilam, e soergue os abatidos. Todos os olhos esperançosos se dirigem para vós, e a seu tempo vós os alimentais. Basta abrirdes as mãos, para saciardes com benevolência todos os viventes. O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo o que faz”.

Com a Liturgia: Ó Deus, vós nos saciais com o pão da Palavra e da Eucaristia. Concedei que não falte o pão do corpo à mesa dos vossos filhos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

29 de julho de 2011 at 0:15 Deixe um comentário

MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

 

“ Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulo.  Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?  Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço. Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:  Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente?  Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo.” Jo 6, 1-14

No episódio da Multiplicação dos Pães, Jesus já nos prepara para a instituição da Eucaristia. No versículo 11, vemos claramente os mesmos gestos de Jesus, repetidos na Sagrada Ceia: “ Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas…”( Jo 6, 11)  E esses gestos são narrados pelos quatro evangelistas:  João, Mateus, Marcos e Lucas. Podemos destacar na Palavra de Deus alguns versículos do Milagre da Multiplicação dos Pães, que poderão ser canais de bênçãos para nossas vidas.

Versículo 2 a - Seguia-o uma grande multidão – Seguir Jesus é andar no caminho da cura, dos milagres, da vida nova. Seguir Jesus é ter os montes aplainados, as vias retas e sem obstáculos;  é ter um anjo à frente para preparar o caminho  para nós. (M t 3, 3)

 Jesus atendia a multidão sem se queixar e sempre disposto a acolher cada um em suas necessidades. E em cada lugar que passava outras pessoas O esperavam lá. Que tenhamos a sabedoria de escolher  estar no meio da multidão que segue Jesus  Cristo.

Versículo 2b  - “…porque via os milagres que fazia em benefício dos enfermos” – Jesus continua fazendo muitos milagres e curas em nossas vidas hoje, tal qual os Evangelhos narram , seja através dos sacramentos da Unção dos Enfermos, da Eucaristia, da Confissão; da oração com os dons carismáticos…  Jesus é o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade. (Hb 13,8) O que Ele queria para o povo que viveu na sua época, quer hoje também para nós.

 Precisamos cultivar o dom da fé para que reconheçamos e testemunhemos os milagres e curas que Deus tem realizado em nós, através da unção do Espírito Santo. A Igreja Católica ensina que o que solidifica a nossa fé e a faz crescer, mesmo sendo do tamanho de um grão de mostarda ( Mt 13, 31-33), é a vivência dos sacramentos, a participação na Santa Missa, a leitura da Palavra de Deus, a obediência aos Mandamentos, a frequência ao Santíssimo Sacramento, uma vida de oração, a devoção aos santos, especialmente  à Maria Santíssima, o exercício da caridade e muitas outras  manifestações de fé, esperança e amor.

Versículo  5 -  “ Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer ?”  –  O Evangelho de São Marcos 8, 2 acrescenta essa fala de Jesus: “ Tenho compaixão deste povo.  Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer.”  A compaixão de Jesus pelos que não têm o que comer é sempre presente no Evangelho  e o próprio Jesus nos exorta de que devemos dar  de comer, beber e vestir aos mais necessitados: ”… todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer.”( Mt 25, 45)

A compaixão de Jesus por todos nós, não se aplica somente às dificuldades materiais, mas também às outras necessidades e sofrimentos  humanos, como:  doenças, perdas, relacionamentos conflituosos… Deus nos ama por inteiro e cuida de toda a realidade que nos cerca, não parte dela. E, é principalmente, por compaixão que o Senhor se faz comida e bebida, na Eucaristia, para nos salvar. Pois a Eucaristia é o memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo pelos nossos pecados.

 Versículos  de 8 a10 -  “Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:  “ Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente?  Disse Jesus: Fazei-os assentar.”  No ofertório, dentro da Celebração eucarística,  apresentamos também tudo o que temos, junto com o pão e o vinho ao Senhor, para que Ele multiplique em graças para a nossa vida.

Nós somos cuidados por Deus  e isso é uma verdade inabalável. A preocupação que Jesus tem por nós, é a mesma que teve com a multidão que estava faminta, como a preocupação de um pastor por suas ovelhas: “  Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância”. ( Mt 10, 10) O Senhor não quer que nos falte vida, alegria, paz, felicidade. 

Jesus ensina  nesses versículos também que se queremos segui-lo,  precisamos exercer o dom da partilha. De 5 pães e 2 peixes  das mãos de um menino, Jesus pôde alimentar a todos. Quando abrimos o nosso coração e nos  doamos ao irmão que está necessitado,  a multiplicação acontece.  Deus nos convida com essa Palavra a sermos generosos  e misericordiosos para com todos os que sofrem e, principalmente com os que não têm o que comer, beber e vestir.

Versículo  11 – “Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam”. Como os pães e os peixes, abençoados por Jesus, saciaram a fome de cinco mil pessoas assim também a Eucaristia sacia a nossa fome e sede de justiça, de paz, de vida eterna.  Na Eucaristia Jesus se multiplica para nos alimentar com o Pão da Vida, que é Ele próprio. E como na Última Ceia, fez o gesto de agradecer ao Pai e abençoar as oferendas do pão e do vinho, assim também na Multiplicação dos Pães antecipou esse gesto com os cinco pães e os dois peixes.

Esse gesto de Jesus pode ser levado também para nossas vidas, pois podemos pedir ao Senhor  que passe pelas suas mãos santas e chagadas  os nossos pedidos e as nossas necessidades. E, com sua bênção, multiplicará tudo isso em graças para nós.  Há um ensinamento precioso de Jesus nesse versículo também: dar graças ao Pai por tudo. É sabedoria agir assim.

 Versículos de 12 a13 – “Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos”.  A Celebração Eucarística recorda esse gesto de Jesus, quando o sacerdote recolhe os fragmentos e as partículas do Pão Eucarístico.

 Dar com largueza de coração supre a todos e ainda sobra.  Há muito desperdício nos dias atuais, seja de comida, água, riquezas minerais e muitas outras coisas, que Deus têm nos oferecido através da natureza. Em alguns lugares do planeta há falta de recursos naturais e industriais, que levam as pessoas a não terem sequer o básico para sobreviverem. Se tivéssemos consciência de que todos somos filhos do mesmo Pai, evitaríamos tanta carência no mundo. Jesus é o nosso mestre e ensinou como recolher as sobras e não desperdiçar nada. E essa sabedoria do Senhor está sendo difundida pelas pessoas que se preocupam em preservar a natureza, reciclar sobras, fazer coleta seletiva e evitar a extinção dos animais.

Testemunho

Em muitas ocasiões, pude ver o milagre da multiplicação dos pães acontecer em minha vida, seja no aspecto material, afetivo ou espiritual.  E também ao tomar a Sagrada Eucaristia, por diversas vezes, fui curada física e espiritualmente e, agradeço muito a Deus por isso.

Oração

Obrigada, Senhor Jesus, por ensinamentos tão importantes para a nossa vida aqui na terra. Louvamos-te, senhor, pois sua Palavra é sempre viva e atual.

Senhor Jesus, abençoai, com tuas mãos chagadas toda a nossa vida, todo o nosso ser e todos os nossos projetos. Ó Senhor, compadeça-te de nós.

Ó Mestre e Senhor, que à medida que tomarmos a Sagrada Eucaristia, possamos ser cada vez mais, pessoas do bem.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

6 de dezembro de 2010 at 20:52 Deixe um comentário


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