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Reflexão para o III Domingo da Quaresma

 

2014-03-22 Rádio Vaticana

   Cidade do Vaticano (RV) - Em nossa vida, quando tudo vai de acordo com os nossos desejos, ficamos alegres, contentes e cordatos. Mas basta acontecer algo que não estava planejado, ou melhor, faltar algo com que contávamos, para que nossa alegria desapareça e comecemos a duvidar de tudo, inclusive daquela pessoa que proporcionou e continua nos proporcionando esses bens. Assim aconteceu com o povo judeu após a libertação do Egito. Enquanto caminhavam rumo à terra prometida, a água veio a faltar. A reação foi tamanha que esqueceram as maravilhas que o Senhor havia operado em favor deles e até chegaram a desconfiar da fidelidade de Deus. Apesar dessa atitude, o Senhor continua fazendo o bem ao povo e providencia a água. Podemos neste momento, fazer um exame de consciência de nossa vida. O Senhor nos deu a vida, nos alimenta, nos deu família, saúde e uma infinidade de bens, sejam espirituais ou materiais. Qual o nosso comportamento quando algo nos falta? Continuamos a nos sentir o centro do amor de Deus, ou nos esquecemos tudo o que Ele nos presenteou e só estamos atentos àquilo que nos falta? No Evangelho, a samaritana vai atrás da água para matar sua sede. Jesus, também. É meio-dia! Lembremo-nos que alguns meses mais adiante, nessa mesma hora, Jesus dirá que tem sede. Será do alto da cruz. A samaritana escutando Jesus, diz desejar da água que ele lhe oferece, para que todas as suas necessidades sejam saciadas e ela não precise mais vir ao poço. Jesus continua a conversa e a samaritana, entendendo sua proposta, dá um salto qualitativo e deseja a água viva, aquela que irá aplacar não seus desejos limitados, mas a que irá saciar seus desejos de eternidade. Ele fala da nova vida que nos dará através de sua morte e ressurreição, assumida por nós nas águas batismais. São Paulo, em sua carta aos Romanos, nos diz que a saciedade que ansiamos é um dom de Deus, já usufuruído aqui nesta vida, é o dom do Espírito Santo, o Amor de Deus derramado em nossos corações. Essa é a água que nos sacia, sem a qual não poderemos viver. Pe. César Augusto dos Santos SJ.

 

22 de março de 2014 at 11:08 Deixe um comentário

Terceiro Domingo da Quaresma – Quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede – São João 4, 5-42 – 23 \ 03 \ 14

5. (Jesus)  Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José.

6. Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia.

7. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.

8. (Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos.)

9. Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!… (Pois os judeus não se comunicavam com os samaritanos.)

10. Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva.

11. A mulher lhe replicou: Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo… donde tens, pois, essa água viva?

12. És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos?

13. Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede,

14. mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.

15. A mulher suplicou: Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!

16. Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e volta cá.

17. A mulher respondeu: Não tenho marido. Disse Jesus: Tens razão em dizer que não tens marido.

18. Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade.

19. Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!…

20. Nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar.

21. Jesus respondeu: Mulher, acredita-me, vem a hora em que não adorareis o Pai, nem neste monte nem em Jerusalém.

22. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.

23. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja.

24. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade.

25. Respondeu a mulher: Sei que deve vir o Messias (que se chama Cristo); quando, pois, vier, ele nos fará conhecer todas as coisas.

26. Disse-lhe Jesus: Sou eu, quem fala contigo.

27. Nisso seus discípulos chegaram e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher. Ninguém, todavia, perguntou: Que perguntas? Ou: Que falas com ela?

28. A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens:

29. Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo?

30. Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus.

31. Entretanto, os discípulos lhe pediam: Mestre, come.

32. Mas ele lhes disse: Tenho um alimento para comer que vós não conheceis.

33. Os discípulos perguntavam uns aos outros: Alguém lhe teria trazido de comer?

34. Disse-lhes Jesus: Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra.

35. Não dizeis vós que ainda há quatro meses e vem a colheita? Eis que vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, porque já estão brancos para a ceifa.

36. O que ceifa recebe o salário e ajunta fruto para a vida eterna; assim o semeador e o ceifador juntamente se regozijarão.

37. Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa.

38. Enviei-vos a ceifar onde não tendes trabalhado; outros trabalharam, e vós entrastes nos seus trabalhos.

39. Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram nele por causa da palavra da mulher, que lhes declarara: Ele me disse tudo quanto tenho feito.

40. Assim, quando os samaritanos foram ter com ele, pediram que ficasse com eles. Ele permaneceu ali dois dias.

41. Ainda muitos outros creram nele por causa das suas palavras.

42. E diziam à mulher: Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo.

 

O Papa Emérito Bento XVI disse que “aquela mulher (a Samaritana) que, um dia como tantos outros, foi buscar água ao poço e ali encontrou Jesus sentado ao lado, “cansado da viagem”, debaixo do calor do meio-dia. “Dá-me de beber”, disse-lhe, deixando-a muito perplexa: de fato era totalmente inusual que um judeu dirigisse a palavra a uma mulher samaritana, ainda por cima desconhecida. Mas a maravilha daquela mulher estava destinada a aumentar: Jesus falou de uma “água viva” capaz de saciar a sede e tornar-se nela “fonte de água que jorra para a vida eterna”; além disso, demonstrou que conhecia a sua vida pessoal; revelou que tinha chegado a hora de adorar o único verdadeiro Deus em espírito e verdade; e no final confiou-lhe – coisa raríssima –  que era o Messias”.

 

Versículos 5 a 10: “(Jesus)  Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José. Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.  (Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos.) Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!… (Pois os judeus não se comunicavam com os samaritanos.) Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva”.

O Beato João Paulo II disse: “Da água que jorra para a vida eterna fala Cristo à Samaritana junto do poço de Sicar. Ele, cansado da viagem, senta-se na borda do poço. Os discípulos tinham ido sós à cidade para compras. Jesus pede a uma Samaritana, vinda buscar água, que lhe dê de beber. Ela não cabe em si de espanto. Como pode ele, Judeu, pedir alguma coisa a uma Samaritana? Havia séculos que Judeus e Samaritanos viviam numa inimizade implacável”.

 “Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber”

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do Espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade”.

Santo Agostinho disse que Jesus “tinha sede da fé daquela mulher”.

 

Versículos 11 a 15: “A mulher lhe replicou: Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo… donde tens, pois, essa água viva? És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos? Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede,  mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna. A mulher suplicou: Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!”

 

 “Mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede”

“Deixemos a Palavra de Deus derramar-se em nosso coração com a força do Espírito Santo. Sedentos de água viva, queremos nos aproximar, com a samaritana, do poço onde Jesus nos oferece o seu dom”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho”.

 “A humanidade necessita saciar sua sede de vida na verdadeira fonte: Jesus”. (Liturgia Diária)

 

O Espírito Santo – a Água Viva que sacia nossa sede de Deus

O Papa Bento XVI disse que “esta água representa o Espírito Santo, o «dom» por excelência que Jesus veio trazer da parte de Deus Pai. Quem renasce da água e do Espírito Santo, ou seja, no Batismo, entra numa relação real com Deus, uma relação filial, e pode adorá-lo «em espírito e verdade» (Jo 4, 23.24), como revela de novo Jesus à mulher samaritana”.

O Beato João Paulo II disse: “A Igreja, portanto, instruída pelas palavras de Cristo, indo beber à experiência do Pentecostes e da própria «história apostólica», proclama desde o início a sua fé no Espírito Santo, como n’Aquele que dá a vída,  Aquele no qual o imperscrutável Deus uno e trino se comunica aos homens, constituindo neles a nascente da vida eterna”.

 

Versículos 16 a 24: “Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e volta cá. A mulher respondeu: Não tenho marido. Disse Jesus: Tens razão em dizer que não tens marido. Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade.  Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!…Nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar. Jesus respondeu: Mulher, acredita-me, vem a hora em que não adorareis o Pai, nem neste monte nem em Jerusalém.  Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade”.

“Vai, chama teu marido e volta cá”

O Beato João Paulo II disse que esta frase de Jesus dita a Samaritana “é convite para examinar a própria consciência, para perscrutar no íntimo do coração, para despertar nele as expectativas mais profundas, as que ela supõe ocultar debaixo da resposta evasiva. Faz que esta mulher descubra a necessidade de ser salva e se interrogue sobre o caminho que a pode conduzir à salvação. Cristo faz com ela um verdadeiro “exame de consciência”, ajudando-a a chamar pelo nome aos pecados da sua vida”.

“Os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade”

O Beato João Paulo II disse que “a adoração de Deus forma a razão de ser da Igreja e de cada homem, que não pode dar plena expressão à sua existência sem manifestar este ato amoroso, espontâneo e consciente, a Deus, seu Criador”.

A Palavra diz: “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou. Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão”. (SL 95:6-7a)

O Beato João Paulo II explicou:

1-Adorar em espírito é: “colocar-se sob o influxo da ação de Deus, isto é, do dom da vida operado pelo Espírito e chama a atenção para a vida sobrenatural de que desfrutam os cristãos, a qual é condição indispensável para serem “verdadeiros” adoradores”.

2-Adorar em verdade é: “colocar-se na ordem da revelação do Verbo: aquela revelação em que está empenhada a ação do Espírito de verdade. O novo lugar da adoração é o templo espiritual, isto é Cristo-verdade, sob a iluminação do Espírito de verdade. A condição requerida por Jesus para um culto válido é a de uniformizar-se com a Sua pessoa, reveladora de uma fé operada pelo Espírito”. 

 

Versículos 25 a 30: “Respondeu a mulher: Sei que deve vir o Messias (que se chama Cristo); quando, pois, vier, ele nos fará conhecer todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Sou eu, quem fala contigo. Nisso seus discípulos chegaram e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher. Ninguém, todavia, perguntou: Que perguntas? Ou: Que falas com ela? A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo? Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus”.

 

“Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo?”

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “A mulher de Samaria por sua vez representa a insatisfação existencial de quem não encontrou o que procura: teve “cinco maridos” e agora convive com outro homem; o seu ir e voltar do poço para buscar água exprime uma vivência repetitiva e resignada. No entanto tudo mudou para ela naquele dia, graças ao encontro com o Senhor Jesus, que a deixou abalada a ponto de abandonar a bilha de água e correr para contar às pessoas da aldeia”.

 

Versículos 31 a 42: “Entretanto, os discípulos lhe pediam: Mestre, come. Mas ele lhes disse: Tenho um alimento para comer que vós não conheceis. Os discípulos perguntavam uns aos outros: Alguém lhe teria trazido de comer? Disse-lhes Jesus: Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses e vem a colheita? Eis que vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, porque já estão brancos para a ceifa. O que ceifa recebe o salário e ajunta fruto para a vida eterna; assim o semeador e o ceifador juntamente se regozijarão. Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa. Enviei-vos a ceifar onde não tendes trabalhado; outros trabalharam, e vós entrastes nos seus trabalhos. Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram nele por causa da palavra da mulher, que lhes declarara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. Assim, quando os samaritanos foram ter com ele, pediram que ficasse com eles. Ele permaneceu ali dois dias. Ainda muitos outros creram nele por causa das suas palavras. E diziam à mulher: Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo”.

 

O Papa Emérito Bento XVI disse “Da comunhão íntima com Ele (Jesus) brota espontaneamente a participação no seu amor pelos homens, tornando leve o que é pesado. Ela dá alegria ao serviço e torna-o fecundo. Portanto, é fundamental no nosso ministério a união pessoal com Cristo. Ele ensina-nos que a vida plena não consiste no sucesso (cf. Mt 16, 25), mas no amor e na entrega ao próximo. Além disso, quem trabalha para Cristo sabe que “um é o que semeia e outro o que ceifa” (Jo 4, 37).

O Beato João Paulo II orou assim: “Peçamos a Ele com toda a alma esta ceifa, assim como pediu a Samaritana para ter água viva, a água para a vida eterna. E olhando para “os campos que estão brancos para a ceifa” (Jo 4, 35), pensemos que são precisos ceifeiros, assim como no princípio foram necessários semeadores. E digamos a Cristo, que nos remiu com o Seu Sangue: Senhor, aqui estou! Acolhe-me como semeador e como ceifeiro do Teu Reino”.

A Missão da Igreja é evangelizar

Sobre os Bispos

O Papa Bento XVI disse que “o múnus episcopal de ensinar consiste na transmissão do Evangelho de Cristo, com os seus valores morais e religiosos, considerando as diversas realidades e aspirações que surgem na sociedade contemporânea, cuja situação os Pastores devem conhecer bem”.

O Papa João XXIII disse: “Um bispo santo conduzirá, sem dúvida, os seus sacerdotes à santidade; e, de outra parte, os santos costumes do clero não deixam de contribuir para o progresso religioso de toda a diocese. Mesmo se não sempre podem ser vistos os frutos salutares, segundo aquela sentença do Senhor Jesus: “Um é o que semeia, outro o que ceifa” (Jo 4,37), todavia grande é a alegria preparada no céu a quem, no pranto, semeou na terra”.

Sobre os Sacerdotes 

O Beato João Paulo II ensinou: “É verdadeiramente enorme a importância da paróquia como comunidade de fé, como comunidade de crentes. Enorme é também a sua missão, a sua vocação apostólica… A paróquia é um lugar de evangelização. É, portanto, lugar de grande e de múltiplo trabalho. Trabalho semelhante ao do agricultor…”

Sobre os Leigos

A exemplo da Samaritana, nossa a missão é anunciar Jesus Cristo a todos – O Papa Francisco disse que “todos nós, batizados, somos discípulos missionários. Somos chamados a nos tornar um Evangelho vivo no mundo”.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com a oração: “Ó Deus de amor e bondade, fonte de vida e salvação, vosso Filho se doa como água viva que sacia nossa sede de felicidade verdadeira, de libertação total, de justiça e afeto, de verdade e dignidade, de amor e esperança. Concedei-nos o dom do Espírito para que professemos com coragem nossa fé e anunciemos com alegria as maravilhas que provêm do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

 

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Também nós abramos o coração à escuta confiante da palavra de Deus para encontrar, como a Samaritana, Jesus que nos revela o seu amor e nos diz: o Messias, o teu salvador “sou Eu, que falo contigo” (Jo 4, 26). Que nos traga este dom Maria, primeira e perfeita discípula do Verbo feito carne”.

 

Há uma reflexão no Blog desse mesmo Evangelho São João 4, 5-42, cujo título é “A Samaritana”, postada em 25 de março de 2011.

Jane Amábile- Com. Divino Espírito Santo

 

 

18 de março de 2014 at 5:41 Deixe um comentário

Quarta estação: Jesus encontra sua mãe

 

Do evangelho segundo São Lucas 2,34-35.51:

“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: ‘Ele foi estabelecido para a queda e o reerguimento de muitos em Israel, e para ser sinal de contradição; e uma espada há de traspassar a tua alma. Assim se deverão revelar os intentos de muitos corações’. Sua mãe guardava no coração todas essas recordações.”

 

Meditação

Na Via-Sacra de Jesus, aparece também Maria, Sua Mãe. Durante sua vida pública, ela teve de ficar de lado para dar lugar ao nascimento da nova família de Jesus, a família de seus discípulos. Teve também de ouvir estas palavras: “Quem é a minha Mãe e quem são os meus irmãos? Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12,48.50). Pode-se agora constatar que Ela é a Mãe de Jesus não só no corpo, mas também no coração. Ainda antes de tê-lo concebido no corpo, por sua obediência ela O concebera no coração. Fora-Lhe dito: “Hás de conceber no teu seio e dar à luz um filho. Ele será grande, o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi” (Lc 1,31-32). Mas algum tempo depois ouvira da boca do velho Simeão uma palavra diferente: “Uma espada Te há de trespassar a alma” (Lc 2,35). Nessa ocasião, Ela deve ter se lembrado de certas palavras pronunciadas pelos profetas, tais como: “Foi maltratado e resignouse, não abriu a boca, como cordeiro levado ao matadouro” (Is 53,7). Agora tudo isso se torna realidade. No coração, tinha sempre conservado as palavras que o anjo Lhe dissera quando tudo começou: “Não tenhas receio, Maria” (Lc 1,30). Os discípulos fugiram; Ela não foge. Ela está ali, com a coragem de mãe, com a fidelidade de mãe, com a bondade de mãe, e com sua fé, que resiste na escuridão: “Feliz daquela que acreditou” (Lc 1,45). “Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará fé sobre a terra?” (Lc 18,8). Sim, agora Ele o sabe: encontrará fé. E essa é, naquela hora, sua grande consolação. 

Oração

Santa Maria, Mãe do Senhor, permanecestes fiel quando os discípulos fugiram. Tal como acreditastes quando o anjo Vos anunciou o que era incrível – que haverias de ser Mãe do Altíssimo –, assim também acreditastes no momento de Sua maior humilhação. E foi assim que, na hora da cruz, na hora da noite mais escura do mundo, Vos tornastes Mãe dos que crêem, Mãe da Igreja. Nós Vos pedimos: ensinainos a acreditar e ajudai-nos para que a fé se torne coragem de servir e gesto de um amor que socorre e sabe partilhar o sofrimento. Pai nosso…

17 de março de 2014 at 7:53 Deixe um comentário

São José – esposo da Virgem Maria – 19 de Março

 

Do esposo de Maria sabemos somente aquilo que nos dizem os evangelistas Mateus e Lucas, mas é o que basta para colocar esse incomparável “homem justo” na mais alta cátedra de santidade e de nossa devoção, logo abaixo da Mãe de Jesus.
Venerado desde os primeiros séculos no Oriente, seu culto se difundiu no Ocidente somente no século IX, mas num crescendo não igual ao de outros santos. Em 1621, Gregório XV declarou de preceito a festa litúrgica deste dia; Pio IX elegeu são José padroeiro da Igreja, e os papas sucessivos o enriqueceram de outros títulos, instituindo uma segunda comemoração no dia 1º de maio, ligada a seu modesto e nobre ofício de artesão.
O privilégio de ser pai adotivo do MEssias constitui o título mais alto concedido a um homem.
O extraordinário evento da Anunciação e da divina maternidade de Maria – da qual foi advertido pelo anjo depois da sofrida decisão de repudiar a esposa – coloca são José sob uma luz de simpatia humana, em razão do papel de devoto defensos da incolumidade da Virgem Mãe, mistério prenunciado pelos profestas, mas acima da inteligência humana.
Resolvido o angustiante dilema, José não se questiona. Cumpre as prescrições da lei: dirige-se a Belém para rescenseamento, assiste Maria no parto, acolhe os pastores e os reis Magos com útil disponibilidade, conduz a salvo Maria e o Menino para subtraí-lo do sanguinário Herodes, depois volta à laboriosa quietude da casinha de Nazaré, aprtilhando alegrias e dores comuns a todos os pais de família que deviam ganhar o pão com o suor de sua fronte. Nós o revemos na ansiosa procura de Jesus, que ele conduz ao templo por ter cumprido os 12 anos de idade.
Enfim, o Evangelho se despede dele com uma imagem rica de significado, que coloca mais de um tema para nossa reflexão: Jesus, o filho de Deus, o Messias esperado, obedece a ele e a Maria, crescendo em sabedoria, idade e graça.

Fonte: Site Paulinas

16 de março de 2014 at 7:15 Deixe um comentário

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO AOS FIÉIS BRASILEIROS POR OCASIÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2014

 

Brasão do Papa

Quarta-feira, 05 de março de 2014

Queridos brasileiros

Sempre lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam os braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março, falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recorda a vitória da Páscoa: «É para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem: «Estás livre! Vai e ajuda os teus irmãos a serem livres!». Neste sentido, visando mobilizar os cristãos e pessoas de boa vontade da sociedade brasileira para uma chaga social qual é o tráfico de seres humanos, os nossos irmãos bispos do Brasil lhes propõem este ano o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”.

Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano! «A este nível, há necessidade de um profundo exame de consciência: de fato, quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado como um objeto, exposto para vender um produto ou para satisfazer desejos imorais? A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria. Quem a usa e explora, mesmo indiretamente, torna-se cúmplice desta prepotência» (Discurso aos novos Embaixadores, 12 de dezembro de 2013). Se, depois, descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas vezes aí reina a prepotência! Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar e da própria convivência social! Sim, há necessidade de um profundo exame de consciência. Como se pode anunciar a alegria da Páscoa, sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?

Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens materiais… E isso – pasmem! – a troco da minha dignidade de filho e filha de Deus, resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito Santo que clama dentro de nós: «Abbá, Pai!» (cf. Gal 4,6). A dignidade humana é igual em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! No ano passado, quando estive junto de vocês afirmei que o povo brasileiro dava uma grande lição de solidariedade; certo disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas de boa vontade possam comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher, jovem ou criança, seja vítima do tráfico humano! E a base mais eficaz para restabelecer a dignidade humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas cidades, pois Jesus quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf. Evangelii gaudium, 75).

Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros, para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8,21), despertando em cada coração sentimentos de ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 25 de fevereiro de 2014.

Franciscus PP.

16 de março de 2014 at 7:12 Deixe um comentário

Reflexão para o II Domingo da Quaresma – A

 

2014-03-15 Rádio Vaticana

   Cidade do Vaticano – (RV) - Neste domingo a liturgia se ocupa em nos mostrar que nossa vida deve ser um eterno caminhar com Jesus, tendo como exemplo Abraão que tudo deixa para seguir sua vida com Deus e deverá estar preparado para enfrentar, com ânimo, as dificuldades que encontrará na caminhada. O chamado feito a Abraão – sua vocação – pode ser visto como o início do Povo de Deus. Nosso Patriarca vive bem em sua terra, possui mulher, família e muitos bens. Deus, ao convidá-lo para estar com Ele, solicita que deixe tudo e vá para onde Ele lhe indicar. Abraão obedece e parte com sua mulher e com seu sobrinho, empregados e bens. Ele confia na promessa do Senhor de que terá descendência e terra, de que será a origem de um grande povo. O que aconteceu com Abraão? Como ele deixa a segurança conquistada pelos seus e empreende uma aventura? Qual a segurança que ele possui? Como tem certeza de que foi Deus quem lhe falou e lhe pediu essa aparente loucura? Deus não apareceu a Abraão de um modo físico, palpável, e pronunciou palavras dirigidas a ele, mas Abraão possuía uma visão espiritual da realidade em que vivia. Ele sabia ler nos acontecimentos da vida a ação de Deus e entendia, refletindo na oração, o que Deus lhe pedia. Abraão teve coragem de deixar o modelo de vida que lhe dava segurança e desacomodando-se seguiu em frente naquilo que o Senhor lhe pedia através de sinais entendidos na oração.Todo aquele que presta atenção nos acontecimentos da vida – que sabemos por jornal, rádio, televisão, internet, e principalmente naqueles que se referem diretamente à nossa vida particular – e apresenta tudo isso ao Senhor, para que à luz do Espírito Santo, possa refletir, saberá quais os apelos de Deus para sua vida e poderá se considerar filho de Abraão, membro desse Povo que é guiado pelo Senhor e não tem medo de desafios e de viver na insegurança deste mundo. Sua proteção está no Senhor, que fez o céu e a terra. Por isso sente-se livre para deixar o conforto, a segurança e, com sua família, após um discernimento, partir para o desconhecido, mas indicado pelo Senhor. No Evangelho, Mateus, como sempre, quer mostrar a todos que Jesus é o verdadeiro Messias. Ele, desde o início do trecho de hoje, usa terminologias conhecidas já no Antigo Testamento, quando vamos ler o relato da Criação: “Seis dias depois”. Seis dias depois de quê? Da Criação do Mundo, da Criação do Homem? Quando lemos o Êxodo: “uma alta montanha”. Qual? A do Sinai? Em seguida, ele vai falar de uma “nuvem luminosa”. Também lemos sobre ela no Êxodo. Como poderemos interpretar o recado de Mateus?Em seu Evangelho, sempre que Jesus vai fazer algo muito importante, Ele sobe a montanha. Jesus repete várias vezes o que Moisés fez. Moisés é envovido por uma luz, Cristo também. Após o sexto dia Deus descansou, temos a conclusão da Criação. No Evangelho, o sexto dia quer apresentar a plenificação daquilo que Deus preparou para o homem.Mateus nos apresenta Jesus como o verdadeiro Moisés, aquele que dá ao novo Povo de Deus, a nova lei, aquele que revela Deus definitivamente! Jesus nos revela o projeto do Pai. Todo aquele que possui uma afinidade, uma intimidade com Jesus Cristo, leva adiante essa atenção reflexiva para perceber se, no seu dia a dia, o Senhor não lhe está pedindo alguma coisa. Para essas pessoas, nada é por “acaso”. Para elas essa palavra não existe. O que aparentemente surgiu sem muito haver, de modo espontâneo, gratuito, mas interferindo em minha vida, deve ser olhado, refletido como uma mensagem de Deus para mim. Para o três apóstolos: Pedro, Tiago e João, a trasfiguração de Jesus foi ocasião para crescerem na atenção dada ao Mestre. Jesus não era mais um, mais um Profeta, mas o Filho amado do Pai, no qual Ele colocou todo o Seu agrado e ao qual  deveremos sempre escutar. Cesar Augusto, SJ

                                       
 

        
  

 

15 de março de 2014 at 7:33 Deixe um comentário

Copa do Mundo, Copa da Paz: “Jogando pela Vida”

 

2014-03-14 Rádio Vaticana

Brasília (RV) - O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que reúne a presidência e os presidentes dos regionais e das comissões da instituição, aprovou hoje, 13, mensagem sobre a Copa do Mundo, que terá início em junho, no Brasil. No texto, intitulado “Jogando pela vida”, os bispos afirmam que “a Igreja no Brasil acompanha, com presença amorosa, materna e solidária, esse grande evento que reunirá vários países e protagonizará a oportunidade de um congraçamento universal”. Ao mesmo tempo, manifestam solidariedade “com os que, por causa das obras da Copa, foram feridos em sua dignidade e visitados pela dor da perda de entes queridos”. Os bispos convidam a sociedade brasileira a aderir ao projeto “Copa da Paz” e à Campanha “Jogando a favor da vida – denuncie o tráfico humano”, que têm a finalidade de colaborar para que o evento seja “lembrado como tempo de fortalecimento da cidadania”.  Leia o texto na íntegra:  Jogando pela vida Mensagem da CNBB sobre a Copa do Mundo Direito humano de especial valor, o esporte é necessário a uma vida saudável e não deve ser negligenciado por nenhum povo. De todos os esportes, o brasileiro nutre reconhecida paixão pelo futebol. Explicam-se, assim, a expectativa e a alegria com que a maioria dos brasileiros aguarda a Copa do Mundo que será realizada em nosso país, pela segunda vez. Fiel à sua missão evangelizadora, a Igreja no Brasil acompanha, com presença amorosa, materna e solidária, esse grande evento que reunirá vários países e protagonizará a oportunidade de um congraçamento universal, “na alegria que o esporte pode trazer ao espírito humano, bem como os valores mais profundos que é capaz de nutrir”, como nos lembra o Papa Francisco. Os brasileiros, identificados por sua hospitalidade e alegria, saberão acolher aqueles que, de todas as partes do mundo, virão ao nosso país por ocasião da Copa. Nossos visitantes terão a oportunidade de conhecer a riqueza cultural que marca nossa terra, sua gente, sua arte, sua religiosidade, seu patrimônio histórico e sua extraordinária diversidade ambiental. A Copa se torna, portanto, ocasião para refletir com a sociedade sobre as relações pacíficas e culturais entre todos os povos, bem como sobre os aspectos sociais e econômicos que envolvem o esporte que é harmonia, desde que o dinheiro e o sucesso não prevaleçam como objeto final, conforme alerta o Papa Francisco. Lamentamos que, na preparação para a Copa, esse último aspecto tenha prevalecido sobre os demais, motivando manifestações populares que acertadamente reivindicam a soberania do país, o respeito aos direitos dos mais vulneráveis e efetivas políticas públicas que eliminem a miséria, estanquem a violência e garantam vida com dignidade para todos. Solidarizamo-nos com os que, por causa das obras da Copa, foram feridos em sua dignidade e visitados pela dor da perda de entes queridos. Não é possível aceitar que, por causa da Copa, famílias e comunidades inteiras tenham sido removidas para a construção de estádios e de outras obras estruturantes, numa clara violação do direito à moradia. Tampouco se pode admitir que a Copa aprofunde as desigualdades urbanas e a degradação ambiental e justifique a instauração progressiva de uma institucionalidade de exceção, mediante decretos, medidas provisórias, portarias e resoluções. O sucesso da Copa do Mundo não se medirá pelos valores que injetará na economia local ou pelos lucros que proporcionará aos seus patrocinadores. Seu êxito estará na garantia de segurança para todos sem o uso da violência, no respeito ao direito às pacíficas manifestações de rua, na criação de mecanismos que impeçam o trabalho escravo, o tráfico humano e a exploração sexual, sobretudo, de pessoas socialmente vulneráveis e combatam eficazmente o racismo e a violência. A sociedade brasileira é convidada a aderir ao projeto “Copa da Paz” e à Campanha “Jogando a favor da vida – denuncie o tráfico humano”. Seu objetivo é contribuir para que a Copa do Mundo em nosso país seja lembrada como tempo de fortalecimento da cidadania. Por meio destas iniciativas, a Igreja se faz presente na vida política e social do país, cumprindo sua missão evangelizadora. Ao mesmo tempo, conclamamos as Dioceses em cujo território estão localizadas as cidades-sede da Copa a oferecerem especial atenção religiosa aos seus diocesanos e aos visitantes. O jogo vai começar e o Brasil se torna, nesse momento, um imenso campo, sem arquibancadas ou camarotes. Somos convocados para formar um único time, no qual todos seremos titulares para o jogo da vida que não admite espectadores. Avançando na mesma direção, marcaremos o gol da vitória sobre tudo que se opõe ao bem maior que Deus nos deu: a vida. Essa é a “coroa incorruptível” (1Cor 9,25) que buscamos e que queremos receber ao final da Copa. Então, seremos todos vencedores! Que a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, nos agracie com sua bênção e proteção neste tempo de fraternidade e congraçamento entre os povos
Cardeal Raymundo Damasceno AssisArcebispo de Aparecida Presidente da CNBB Dom José Belisário da Silva, OFMArcebispo de São Luís do Maranhão Vice-Presidente da CNBB Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB

14 de março de 2014 at 10:19 Deixe um comentário

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