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Quarta–Feira de Cinzas – Jejum e Abstinência – São Mateus 6, 1-6.16-18

1. Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.

2. Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

3. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.

4. Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.

5. Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

6. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

16. Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

17. Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.

18. Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

Iniciemos essa reflexão com as palavras do:

Comentário da Liturgia: “O Senhor nos reúne para, em comunidade, darmos início à nossa caminhada quaresmal. Quarenta dias nos separam da grande festa da Páscoa da ressurreição, fundamento de nossa fé. Neste tempo, procuremos trilhar o caminho de conversão proposto pela Campanha da Fraternidade, tendo presente o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema: “Eis-me aqui, envia-me”.

Papa Bento XVI disse: “Iniciamos hoje o tempo litúrgico da Quaresma com o rito sugestivo da imposição das cinzas, através do qual queremos assumir o compromisso de converter o nosso coração para os horizontes da Graça”.

Beato João Paulo II ensinou: “A Quaresma é o tempo… de uma oração mais intensa, de penitência e de maior atenção às necessidades dos irmãos. Com este rito da imposição das cinzas reconhecemo-nos pecadores, invocamos o perdão de Deus, manifestando um sincero desejo de conversão”.

Versículo 1: “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu”.

O Papa Bento XVI disse: “Também o Evangelho, tirado do “sermão da montanha”, insiste sobre a exigência de praticar a própria “justiça” – esmola, oração e jejum – não diante dos homens, mas unicamente aos olhos de Deus, que “vê o segredo” (Mt 6, 1-6.16-18). A verdadeira “recompensa” não é a admiração dos outros, mas a amizade com Deus e a graça que dela deriva, uma graça que confere paz e força de realizar o bem, de amar até quem não merece, de perdoar quem nos ofendeu”.

O Cardeal James Francis Stanford disse: “Quanto ao jejum e à oração, Jesus insiste sobre o seu aspecto interior. A oração genuína, conjuntamente com a conversão autêntica que dela deriva, deve brotar de um coração determinado a converter-se. Com efeito, é do coração que, segundo a Bíblia, depende o destino do homem. Jesus não faz senão animar-nos a viver esta interioridade, tanto no momento da prece pessoal como sobre tudo durante a oração litúrgica”.

Santo Agostinho ensinou: “A nossa oração, feita de humildade e caridade, no jejum e na esmola, na temperança e no perdão das ofensas, oferecendo coisas boas e não restituindo as más, afastando-se do mal e praticando o bem, procura e alcança a paz. Com as asas destas virtudes, a nossa oração voa com segurança e é levada mais facilmente até ao céu, onde nos precedeu Cristo nossa paz”.

Versículos 2-4: “Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á”.

O Papa Bento XVI disse: “O amor, como recorda Jesus hoje no Evangelho, deve transformar-se em gestos concretos para o próximo, especialmente para os pobres e os necessitados, subordinando sempre o valor das “boas obras” à sinceridade da relação com o “Pai que está nos céus”, que “vê o oculto” e que “recompensará” todos os que fazem o bem de maneira humilde e abnegada ( Mt 6, 1.4.6.18)”.

Santo Antônio de Pádua ensinou: “Deves dar a esmola ao pobre não só com a mão,o mas com o afeto do coração, para que a avareza não fique a chorar a esmola.”

O Beato João Paulo II disse que “a esmola — na acepção mais vasta e essencial — significa a prontidão em dividir com os outros alegrias e tristezas, e em dar ao próximo, ao necessitado em especial; em dividir não só os bens materiais, mas também os dons do espírito”.

Versículos 5-6: “Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”.

O Beato João Paulo II explicou que “a oração é sempre a primeira e fundamental condição para nos aproximarmos de Deus. Durante a Quaresma devemos orar, devemos esforçar-nos por orar mais; devemos procurar o tempo e o lugar para orar. É ela em primeiro lugar que nos faz sair da indiferença e nos torna sensíveis às coisas de Deus e da alma. A oração educa também as nossas consciências e a Quaresma é um tempo especialmente apto para despertar e educar a consciência”.

Santo Afonso Maria de Ligório disse: “É preciso que nos convençamos de que da oração depende todo o nosso bem. Da oração depende a nossa mudança de vida, o vencer das tentações; dela depende conseguirmos o amor de Deus, a perfeição, a perseverança e a salvação eterna”.

O Beato João Paulo II disse também que “o caminho para o qual a Quaresma nos convida realiza-se, em primeiro lugar, na oração:  as comunidades cristãs devem tornar-se, nestas semanas, autênticas “escolas de oração”.

Versículos 16-18: “Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”.

O Beato João Paulo II disse que “segundo a antiga tradição da Igreja, todos os fiéis devem hoje praticar a abstinência da carne e o jejum, com a única exceção daqueles que estejam razoavelmente impedidos por motivos de saúde ou de idade”.

São Leão Magno explicou: “Mortifiquemos um pouco o homem exterior para que o interior seja restaurado; perdendo um pouco do excesso corpóreo, o espírito robustece-se pelas delícias espirituais”.

O Beato João Paulo II disse também que “o jejum significa domínio sobre nós mesmos: significa sermos exigentes no que diz respeito a nós próprios: significa estarmos prontos a renunciar às coisas — e não só aos alimentos — mas também aos gozos e aos vários prazeres”.

As Cinzas

O Papa Bento XVI ensinou: “Hoje, marcados pelo austero símbolo das Cinzas, entramos no Tempo da Quaresma, iniciando um itinerário espiritual que nos prepara para celebrar dignamente os mistérios pascais. As cinzas benzidas, impostas sobre a nossa cabeça, são um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas, que nos convida à penitência e a intensificar o compromisso de conversão para seguir cada vez mais o Senhor”.

O Beato João Paulo II disse: “A imposição das cinzas, é salientado pela primeira fórmula contemplada pelo rito: “Recorda-te que tu és pó, e ao pó voltarás” (Gn 3, 19). Estas palavras, tiradas do Livro do Gênesis, lembram a caducidade da existência e convidam a considerar a vaidade de cada projeto terrestre, quando o homem não fundamenta a sua esperança no Senhor. A segunda fórmula, prevista pelo rito: “Convertei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1, 15), sublinha qual é a condição indispensável para percorrer o caminho da vida cristã: ou seja, são necessárias uma concreta transformação interior e adesão à palavra de Cristo”.

O Sacramento da Confissão

O Beato João Paulo II disse que um objetivo privilegiado da Quaresma “é a aproximação dos fiéis ao Sacramento da reconciliação, para que cada um possa voltar a “descobrir Cristo como mysterium pietatis, no qual Deus nos mostra o seu coração compassivo e nos reconcilia plenamente Consigo”.

O Papa Bento XVI disse que é importante “recorrer com regularidade ao Sacramento da Penitência, em particular na Quaresma, para receber o perdão do Senhor e intensificar o nosso caminho de conversão”.

São Leão Magno explicou que “aquilo que cada cristão deve realizar em todos os tempos, agora deve praticá-lo com maiores solicitude e devoção, para que se cumpra a norma apostólica do jejum quaresmal, que consiste na abstinência não apenas dos alimentos, mas também e sobretudo dos pecado”.

A Palavra diz: “lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Senhor. Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã”! (Isaías 1, 16-18)

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras:

De São João Crisóstomo:  “Adorna a tua casa de modéstia e humildade, mediante a prática da oração. Torna maravilhosa a tua habitação com a luz da justiça; ornamenta as suas paredes com as boas obras, como de um verniz de ouro puro, e no lugar dos muros e das pedras preciosas, coloca a fé e a magnanimidade sobrenatural, pondo acima de todas as coisas, no auge de tudo, a oração como decoração de todo o conjunto. Assim preparas uma moradia digna do Senhor, assim o recebes numa mansão maravilhosa. Ele conceder-te-á transformar a tua alma em templo da sua presença”.

Do Catecismo (1438) da Igreja: “Os tempos e os dias de penitência no decorrer do Ano Litúrgico (tempo da Quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. Estes tempos são particularmente apropriados para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias)”.

Oração

Do Beato João Paulo II:  “Confiemos … à intercessão da Virgem Maria, Rainha do Rosário e Mãe da Paz. Que ela nos guie e nos acompanhe durante os próximos quarenta dias, até à Páscoa, para contemplarmos o Senhor ressuscitado”.

Do Papa Bento XVI: “Animados pela constante oração, de jejum e de atenção carinhosa para com os irmãos, caminhemos rumo à Páscoa, acompanhados pela Virgem Maria, Mãe da Igreja e modelo de cada autêntico discípulo de Cristo”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

7 de fevereiro de 2013 at 14:24 Deixe um comentário

A Pesca Milagrosa – Quinto Domingo do Tempo Comum – São Lucas 5, 1-11

 

1. Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus.

2. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, – pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -,

3. subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo.

4. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar.

5. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede.

6. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia.

7. Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo.

8. Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.

9. É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito.

10. O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens.

11. E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram.

Iniciemos essa reflexão com as Palavras do Comentário da Liturgia: “Neste domingo, somos desafiados a lançar as redes em águas mais profundas, ir além da simples participação na celebração. Jesus nos convida a nos comprometer com a missão que ele nos deixou”.

Versículos de 1 a 3: “Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, – pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -, subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo”.

Porque havia uma multidão para ouvi-Lo, Jesus subiu à barca de Pedro para pregar (a escolha de Jesus recai sobre Pedro) - O Papa Bento XVI disse: “Acontece num dia qualquer, enquanto Pedro está empenhado no seu trabalho de pescador. Jesus encontra-se junto do lago de Genesaré e a multidão reúne-se à sua volta para o ouvir. O número dos ouvintes gera uma certa confusão. O Mestre vê duas barcas ancoradas à margem; os pescadores desceram e lavam as redes. Então Ele pede para entrar na barca, na de Simão, e pede-lhe que se faça ao largo. Sentado naquela cátedra improvisada, da barca, começa a ensinar à multidão (Lc 5, 1-3). E assim a barca de Pedro torna-se a cátedra de Jesus”.

Jesus sempre acolhia a multidão que se comprimia para ouvi-lo – ó Pai, “dai-nos olhos para ver as necessidades e os sofrimentos de nossos irmãos e irmãs; inspirai-nos palavras e ações para confortar os desanimados e oprimidos; fazei que, a exemplo de Cristo, e seguindo o seu mandamento, nos empenhemos lealmente no serviço a eles”.(Texto extraído da Oração Eucarística VI-D)

Versículos de 4 a 7: “Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia. Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo”.

“Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar” - O Papa Bento XVI disse: “Normalmente, os peixes caem na rede durante a noite, quando é escuro, e não de manhã, quando a água já é transparente. Porém, os discípulos confiaram em Jesus e o resultado foi uma pesca milagrosamente abundante, a tal ponto que mal conseguiam arrastar a rede, devido à grande quantidade de peixes pescados ( v. 6)”.

É pela unção do Espírito Santo que obtemos êxito em nossa ação evangelizadora – O Papa Bento XVI disse que esse Evangelho “faz-nos compreender que o verdadeiro bom êxito da nossa missão é totalmente dom da Graça. Nos misteriosos desígnios da sua sabedoria, Deus sabe quando é o tempo de intervir. E então, como a dócil adesão à palavra do Senhor fez com que se enchesse a rede dos discípulos, assim em todos os tempos, também no nosso, o Espírito do Senhor pode tornar eficaz a missão da Igreja no mundo”.

Versículos de 8 a 11: “Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito. O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram”.

Simão Pedro, Tiago e João testemunham o Milagre de Jesus –  O Beato João Paulo II disse: “A inesperada e abundante pesca, tal que pediram a ajuda dos companheiros doutra barca, desperta em Simão Pedro uma reação típica sua. Cai aos pés de Jesus e diz: Afasta-Te de mim, Senhor, porque sou homem pecador (V. 8).  As outras testemunhas do acontecimento milagroso, os irmãos Tiago e João, não reagem do mesmo modo, mas também eles se encheram de grande espanto pela extraordinária pesca realizada (V. 9)”.

A pesca milagrosa - O Papa Bento XVI disse que “Jesus, que era um carpinteiro, não era perito em pesca:  mas Simão, o pescador, confia neste Rabino, que não lhe dá respostas mas o chama a ter confiança. A sua reação diante da pesca milagrosa é de admiração e de trepidação:  “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador” (Lc 5, 8).

“Não temas; doravante serás pescador de homens “ – O Papa Bento XVI disse: “Pedro ainda não podia imaginar que um dia teria chegado a Roma e seria nessa cidade “pescador de homens” para o Senhor. Ele aceita esta chamada surpreendente, de se deixar envolver nesta grande aventura:  é generoso, reconhece os seus limites, mas crê n’Aquele que o chama e segue o sonho do seu coração. Diz sim um sim corajoso e generoso e torna-se discípulo de Jesus”.

O chamado a anunciar o Evangelho – O Beato João Paulo II disse que “a vocação dos pescadores é tirar da água profunda os peixes para a utilidade dos homens. Todavia o convite de Cristo naquele momento comporta em si toda a analogia existente entre o trabalho dos pescadores e o anúncio do Evangelho”.

O Chamado

O Papa Bento XVI convida: “Sois chamados a lançar a rede do Evangelho no mar agitado deste tempo, para obter a adesão dos homens a Cristo; para os retirar, por assim dizer, das águas salinas da morte e da obscuridade em que a luz do céu não penetra. Deveis levá-los para a terra da vida, na comunhão com Jesus Cristo”.

O Beato João Paulo II também disse: “Trata-se da pesca da evangelização, para a qual todos nós somos chamados. Inclusivamente a nós, como aos Apóstolos depois da  ressurreição,  Ele  exorta:  “Ide, pois, ensinai todas as nações” (Mt 28, 19).

Conclusão:

Concluímos com as palavras de Santo Hilário de Poitiers: ”Oremos nesta hora por vós, diletos amigos. Por conseguinte, desfraldai as velas das vossas almas, as velas da fé, da esperança e do amor, a fim de que o Espírito Santo possa enchê-las e conceder-vos realizar uma viagem abençoada como pescadores de homens no oceano do nosso tempo. Amém”.

Oração:

Preces dos Fiéis (Deus Conosco):
O Senhor sempre vem ao nosso encontro e nos convida a participar de sua vida. Confiantes na misericórdia divina, elevemos a Deus nossas preces, contemplando nossas necessidades e as de toda a humanidade.

1-      Para que, iluminados pela Palavra, purifiquemos nossas atitudes e busquemos viver a unidade pela prática do perdão, supliquemos.

-Senhor, presença do amor redentor, atendei-nos.

2-       Para que a Igreja avance para as águas mais profundas da humanidade e anuncie a justiça e a reconciliação em Cristo, supliquemos.

3-      Para que a juventude, alimentada pela Palavra, ajude a humanidade a superar os preconceitos e a encontrar o caminho da fraternidade, supliquemos.

4-      Para que todos vivam a verdadeira liberdade pelo respeito à dignidade humana e pela vivência dos valores do Reino, supliquemos.

- Senhor, vossa presença nos purifica de nossos egoísmos e nos conduz às águas mais profundas da vida. Fazei que atentos aos vossos ensinamentos, escolhamos e vivamos aquelas atitudes que geram reconciliação e paz. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

4 de fevereiro de 2013 at 10:41 Deixe um comentário

Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria – Quarto Domingo do Tempo Comum – São Lucas 4, 21-30

21. Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir.

22. Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José?

23. Então lhes disse: Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria.

24. E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria.

25. Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra;

26. mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia.

27. Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã.

28. A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga.

29. Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo.

30. Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se.

Iniciemos essa reflexão com o comentário litúrgico: “Com alegria nos reunimos para celebrar a Eucaristia, que nos torna comunidade profética a serviço da libertação dos pobres. Deus nos chama e nos consagra para a vivência do amor, como família que escuta e comunica a palavra da vida. A páscoa de Jesus se realiza em todos os grupos e pessoas que assumem com fé, esperança e coragem a missão libertadora”.

Versículos de 21 a 22: “Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir. Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José?”

“Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir” – O Padre Bantu Mendonça disse que “Jesus sabia que era o Filho de Deus e se apresentou aos homens que estavam na sinagoga como sendo o cumprimento daquela promessa que estava na leitura de Isaías, a qual Ele tinha proclamado. Enquanto alguns O ouviam, maravilhados, outros desconfiavam dizendo: “Não é este o filho de José?”  E, por isso, Jesus disse que um profeta não é bem aceito na sua terra”.

“Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José?” – O Papa Bento XVI disse que “depois de Jesus, com quase trinta anos, ter deixado Nazaré e já há algum tempo pregava e fazia curas noutras partes, regressou uma vez à sua terra e pôs-se a ensinar na sinagoga. Os seus concidadãos «ficaram admirados» pela sua sabedoria e, conhecendo-o como o «filho de Maria», o «carpinteiro» que viveu no meio deles, em vez de o receber com fé ficaram escandalizados com Ele (Mc 6, 2-3)”.

Versículos de 23 a 24: “Então lhes disse: Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria. E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria”. 

“Todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria” -  O Papa Bento XVI disse: “O homem Jesus de Nazaré é a transparência de Deus, n’Ele Deus habita plenamente. E enquanto nós procuramos sempre outros sinais, outros prodígios, não nos apercebemos de que o verdadeiro Sinal é Ele, Deus feito carne, é Ele o maior milagre do universo: todo o amor de Deus contido num coração humano, num rosto de homem”.

Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria” -  “O Evangelho comenta que os de Nazaré estranhavam-se que do seus lábios saíssem aquelas palavras de graça. O fato de que Jesus fosse bem conhecido pelos nazarenos, já que tinha sido seu vizinho durante a infância e juventude, não facilitava sua predisposição para aceitar que era um profeta. Lembremos a frase de Natanael: «De Nazaré pode sair algo de bom?» (Jo 1,46) (Padre Pere SUÑER i Puig SJ (Barcelona, Espanha)

A Palavra diz: “[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus”. (Jo 1, 9-12)

Versículos de 25 a 27: “Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra; mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã”.

Os profetas de Israel também haviam sido rejeitados em sua pátria – O Papa Bento XVI disse: “Eles têm dificuldade de acreditar que este Filho de um carpinteiro seja Filho de Deus. O próprio Jesus dá como exemplo a experiência dos profetas de Israel, que precisamente na sua pátria tinham sido objeto de desprezo, e identifica-se com eles. Devido a este fechamento espiritual, Jesus não pôde realizar em Nazaré «milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos» (Mc 6, 5).

A Palavra diz: “O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e pedistes a libertação para um assassino. Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas”. (At 3, 13-15)

 Versículos de 28 a 30: “A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se”.

“A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade” –  O Padre Eliano Gonçalves disse: “Os conterrâneos de Jesus ficam com os seus preconceitos. Todas às vezes em que nós tomamos a decisão de ficar fechados em nós, fazemos a mesma coisa que eles: negamos os dons do Senhor”.

O amor é a única força capaz de vencer as guerras, as violências e até mesmo a morte. Quem ama, mesmo na perseguição, não desiste da missão, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. Jesus foi rejeitado por seu povo e, apesar disso, prosseguiu seu caminho. O amor é a essência de Deus e o ideal maior do relacionamento humano”. (Deus Conosco)

“Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se” - Nao deixemos Jesus passar em nossa vida pela falta de fé – Santo Agostinho disse: “Tenho medo de Jesus que passa”.

Padre Raniero Cantalamessa disse que a passagem de Jesus “ é sempre uma passagem de graça”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI : “A admiração dos cidadãos, que se escandalizam, corresponde a maravilha de Jesus. Também Ele, num certo sentido, se escandaliza! Não obstante saiba que profeta algum é bem aceito na pátria, todavia o fechamento do coração do seu povo permanece para Ele obscuro, impenetrável: como é possível que não reconheçam a luz da Verdade? “

Oração

Do Papa Bento XVI:  “Maria não se escandalizou com o seu Filho: a sua admiração por Ele é cheia de fé, de amor e de alegria, ao vê-lo tão humano e ao mesmo tempo tão divino. Por conseguinte, aprendamos dela, nossa Mãe na fé, a reconhecer na humanidade de Cristo a perfeita revelação de Deus”.

Da Liturgia Diária:  “Ó Deus,… a palavra proclamada por vosso Filho encantava vosso povo, mas também encontrava resistência e rejeição. Reconhecemos que ainda hoje muitos autênticos profetas são rejeitados quando questionam as causas dos males que afligem o povo. Iluminai-nos, Senhor, com vosso Espírito, para que possamos acolher com alegria a mensagem de Jesus. Que vive e reina para sempre”.

Há no Blog uma reflexão do Evangelho de São Marcos 6, 1-6, com o nome “Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes…” – do dia 03 de Julho de 2012

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

28 de janeiro de 2013 at 11:39 Deixe um comentário

O Espírito do Senhor está sobre mim – Terceiro Domingo do Tempo Comum – São Lucas 1, 1- 4; 4, 14-21

na Sinagoga

1. Muitos empreenderam compor uma história dos acontecimentos que se realizaram entre nós,

2. como no-los transmitiram aqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra.

3. Também a mim me pareceu bem, depois de haver diligentemente investigado tudo desde o princípio, escrevê-los para ti segundo a ordem, excelentíssimo Teófilo,

4. para que conheças a solidez daqueles ensinamentos que tens recebido.

14. Jesus então, cheio da força do Espírito, voltou para a Galiléia. E a sua fama divulgou-se por toda a região.

15. Ele ensinava nas sinagogas e era aclamado por todos.

16. Dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.

17. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito (61,1s.):

18. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração,

19. para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor.

20. E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.

21. Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir.

São Lucas 1, 1 – 4: “Muitos empreenderam compor uma história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram aqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra. Também a mim me pareceu bem, depois de haver diligentemente investigado tudo desde o princípio, escrevê-los para ti segundo a ordem, excelentíssimo Teófilo, para que conheças a solidez daqueles ensinamentos que tens recebido”.

“No-los transmitiram aqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra” – O  Beato João Paulo II disse que “a nossa fé provém do seu testemunho (dos Apóstolos), e tal testemunho nasceu do fato de terem visto e de terem ouvido, do encontro direto, do toque das mãos, dos pés e do lado trespassados (de Jesus)”.

“Para que conheças a solidez daqueles ensinamentos que tens recebido” - “A missão da Igreja é proclamar Cristo, a Palavra de Deus feita carne: Alimentar-nos da Palavra, para ser ‘servos da Palavra’ na tarefa da evangelização…Isso exige que se frequente a escola do Mestre, notando que a sua Palavra tem como centro o anúncio do Reino de Deus ( Mc 1,14-15)”. (Vaticano)

São Lucas 4, 14 – 17: “Jesus então, cheio da força do Espírito, voltou para a Galiléia. E a sua fama divulgou-se por toda a região. Ele ensinava nas sinagogas e era aclamado por todos. Dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito (61,1s.)”:

 “Jesus então, cheio da força do Espírito” –  O Papa Bento XVI disse que “o sujeito principal da evangelização do mundo é Deus, através de Jesus Cristo; mas o próprio Cristo quis transmitir à Igreja a missão, e o fez e continua a fazê-lo até o fim dos tempos infundindo o Espírito Santo nos discípulos, o mesmo Espírito que repousou sobre Ele, e n’Ele permaneceu durante toda a vida terrena…”

“Voltou para a Galiléia” -  O Papa Paulo VI disse assim: “Andar de cidade em cidade a proclamar, sobretudo aos mais pobres, e muitas vezes os mais bem dispostos para o acolher, o alegre anúncio da realização das promessas e da aliança feitas por Deus, tal é a missão para a qual Jesus declara ter sido enviado pelo Pai”.

Jesus na sinagoga de Nazaré – O Beato João Paulo II disse que Jesus “está presente na sinagoga de Nazaré. Nazaré é a Sua cidade: aqui Ele viveu e trabalhou durante anos no humilde banco do carpinteiro. Hoje, porém, Ele está presente na sinagoga numa veste nova: à margem do Jordão, depois do batismo de João, recebeu a missão messiânica em cumprimento da vontade do Pai. E agora Ele apresenta-Se aos seus concidadãos com as palavras de Isaías: «O Espírito do Senhor está sobre Mim…”

Os profetas do Antigo Testamento, como Isaías,  anunciaram a missão messiânica de Cristo – O Papa Bento XVI disse que “segundo a expressão do profeta Isaías, o Messias será Aquele sobre o qual se repousará o Espírito do Senhor” (Is. 11, 1-2; 42, 1).

São Lucas 4, 18-19: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”.

O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu” –  O Beato João Paulo II disse que “toda a atividade evangelizadora de Jesus é posta assim sob a ação do Espírito. Este mesmo Espírito sustentará a missão evangelizadora da Igreja, segundo a promessa do Ressuscitado aos Seus discípulos: «Eu vou mandar sobre vós O que Meu Pai prometeu. Entretanto, permanecei na cidade até serdes revestidos com a força lá do Alto” (Lc 24, 49).

No sacramento do Batismo é derramado o Espírito Santo em nossos corações e, no sacramento da Crisma essa unção se confirma -  O Papa Bento XVI disse que “Jesus abre a nossa humanidade ao dom do Espírito Santo. Quanto mais estivermos unidos a Cristo, tanto mais ficamos cheios do seu Espírito, do Espírito Santo. Chamamo-nos «cristãos», ou seja, «ungidos»: pessoas que pertencem a Cristo e por isso participam na sua unção, são tocadas pelo seu Espírito”.

“Enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres” – O Papa Bento XVI disse que “esta missão de Cristo, este movimento, continua no espaço e no tempo, ao longo dos séculos e continentes.  É um movimento que parte do Pai e, com a força do Espírito, impele a levar a Boa-Nova aos pobres, tanto no sentido material como espiritual”.

“Aos pobres” – A Palavra diz: “Suponde que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos;  se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés,  não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos?” (S. Tiago 2, 2-4)

  “Para sarar os contritos de coração” – “Porque o Senhor veio curar os que estão doentes e para os que estão oprimidos por satanás de alguma forma. E o Pai lhe deu todo o poder e a unção para nos curar, libertar e salvar. Só que Ele não guarda a unção só para si. Jesus derrama a sua unção sobre nós e nos consagra com ela. Deus dá também a cada um de nós uma unção especial”. (Márcio Mendes)

“Para anunciar aos cativos a redenção” –  O Padre Bantu Mendonça disse que “Jesus é o nosso modelo de aproximação dos pecadores. Ele foi compassivo e misericordioso porque veio para curar os doentes; veio para buscar os perdidos; veio para libertar os cativos”.

“Aos cegos a restauração da vista” – O Monsenhor Jonas Abib disse que “muitos têm olhos, mas não veem. Estão cegos para o mundo espiritual… embora tenham olhos que veem e ouvidos que ouvem. Precisam urgentemente de cura. Precisam de muita libertação”.

“Para pôr em liberdade os cativos” – O Beato João Paulo II disse que “a boa nova de Jesus deve ser acompanhada de um anúncio de liberdade, apoiada sobre o sólido fundamento da verdade: «Se permanecerdes na Minha palavra, sereis verdadeiramente Meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade libertar-vos-á” (Jo 8, 31-32)

“Para publicar o ano da graça do Senhor” –“Quando se fala “ano” é um “tempo”: um longo tempo de graça. Estamos vivendo um tempo maravilhoso, e o que temos de fazer é proclamar o ano da graça do Senhor antes que chegue o dia da vingança do nosso Deus”. (Monsenhor Jonas Abib)

O Beato João Paulo II disse “ao vencer com a sua Cruz o pecado, Cristo inaugura um movimento de libertação integral. Ele próprio, na Sua vida pública, cura os doentes, liberta dos demônios, alivia de toda a espécie de sofrimento, mostrando nisto um sinal do Reino de Deus. Aos discípulos diz que façam o mesmo quando anunciarem o Evangelho (Mt 10, 8; Lc 9, 2; 10, 9)”.

São Lucas 4, 20-21: “E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir”.

O Papa Bento XVI disse que “o cristão crê em Deus através de Jesus Cristo, que nos revelou a face de Deus. Ele é o cumprimento das Escrituras e seu intérprete definitivo. Jesus Cristo não é apenas o objeto de fé, mas, como diz a Carta aos Hebreus, é aquele «que em nós começa e completa a obra da fé» (Hb 12,2).

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras de Santo Agostinho: “Davi foi ungido rei. Naquele tempo ungiam-se apenas o rei e o sacerdote. Nessas duas pessoas prefigurava-se o futuro único rei e sacerdote, Cristo (daí que “Cristo” venha de “crisma”). Não foi, porém, ungido apenas a nossa Cabeça, mas fomos ungidos também nós, Seu corpo… Por isso, a unção diz respeito a todos os cristãos, quando no tempo do Antigo Testamento pertencia apenas a duas pessoas. Deduz-se claramente sermos nós o corpo de Cristo, do fato de sermos todos ungidos e de todos sermos n’Ele “cristos” e Cristo, porque, de certa forma, a Cabeça e o corpo formam o Cristo na sua integridade”.

Oração:

O Papa Bento XVI suplicou a Deus:  “Não permitais que nos tornemos um “não povo”! Fazei que Vos reconheçamos de novo! De fato, ungistes-nos com o vosso amor, colocastes o vosso Espírito Santo sobre nós. Fazei que a força do vosso Espírito se torne novamente eficaz em nós, para darmos com alegria testemunho da vossa mensagem!”.

O Beato João Paulo II orou assim: “Sustente-nos Maria para que, como Ela, nos deixemos conduzir pelo Espírito para seguirmos Jesus até ao termo da nossa missão terrena”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

21 de janeiro de 2013 at 11:20 Deixe um comentário

Fazei o que Ele vos disser – Segundo Domingo do Tempo Comum – São João 2, 1-11

Igreja em Caná da Galileia ( Foto: Blog Canção Nova)

1. Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus.

2. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos.

3. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho.

4. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.

5. Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser.

6. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.

7. Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima.

8. Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram.

9. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo

10. e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.

11. Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

O Beato João Paulo II disse que “no episódio das bodas de Caná, São João apresenta a primeira intervenção de Maria na vida pública de Jesus e põe em relevo a sua cooperação na missão do Filho”.

Versículos de 1 a 5: “Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser”.

Nas Bodas de Caná a presença de Jesus com seus discípulos, e também a Virgem Maria – O Beato João Paulo II disse: “Desde o início da narração, o evangelista avisa que «a mãe de Jesus estava presente» e, como que a querer sugerir que essa presença está na origem do convite dirigido pelos esposos ao próprio Jesus e aos Seus discípulos, acrescenta: «Jesus e os Seus discípulos foram convidados para as bodas».

“Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe” – “O significado e o papel que assume a presença da Virgem, manifestam-se quando vem a faltar o vinho. Ela, experiente e prudente dona de casa, percebe isso imediatamente e intervém para que não termine a alegria de todos e, principalmente, para socorrer os esposos em dificuldade”. (Beato João Paulo II)

“Eles já não têm vinho” – O Papa Bento XVI disse que “na Terra Santa, festejavam-se as bodas durante uma semana inteira; nelas participava todo o povoado, e portanto consumiam-se grandes quantidades de vinho. Agora os esposos encontram-se em dificuldade, e Maria simplesmente refere tal fato a Jesus. Não lhe pede algo específico, e ainda menos que Jesus exerça o seu poder, realize um milagre, produza vinho. Simplesmente confia a situação a Jesus, deixando-lhe a decisão sobre como agir”.

 “Disse, então, sua mãe aos serventes” – O  Beato João Paulo II disse:  “O primeiro dos “sinais” realizado por Jesus –a transformação da água em vinho nas bodas de Caná – mostra-nos precisamente Maria no papel de mestra, quando exorta os servos a cumprirem as disposições de Cristo “(Jo 2, 5).

“Fazei o que Ele vos disser” – O Beato João Paulo II disse que “a Mãe de Cristo apresenta-se diante dos homens como porta-voz da vontade do Filho, como quem indica aquelas exigências que devem ser satisfeitas, para que possa manifestar-se o poder salvífico do Messias. Em Caná, graças à intercessão de Maria e à obediência dos servos, Jesus dá início à “sua hora”. Em Caná, Maria aparece como quem acredita em Jesus: a sua fé provoca da parte dele o primeiro “milagre” e contribui para suscitar a fé dos discípulos”.

 O Catecismo (2618) ensina: “O Evangelho revela-nos como é que Maria ora e intercede na fé: em Caná, a Mãe de Jesus roga a seu Filho pelas necessidades dum banquete de bodas, sinal dum outro banquete, o das bodas do Cordeiro que dá o seu corpo e o seu sangue a pedido da Igreja, sua esposa”.

Versículos  de 6 a 10: “Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima. Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo  e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora”.

“Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água” -  O Beato João Paulo II disse: “Em todo o caso a sua confiança (de Maria) no Filho é recompensada. Jesus, a Quem ela deixou totalmente a iniciativa, realiza o milagre, reconhecendo a coragem e a docilidade da Mãe: «Disse-lhes Jesus: “Enchei de água essas talhas”; e encheram- nas até à borda» (Jo. 2, 7). Também a obediência deles, portanto, contribui para a obtenção do vinho em abundância”.

O sacramento do Matrimônio – “A presença de Jesus em Caná manifesta, além disso, o projeto salvífico de Deus a respeito do matrimônio. Nessa perspectiva, a falta de vinho pode ser interpretada como alusiva à falta de amor que, infelizmente não raro, ameaça a união esponsal. Maria pede a Jesus que intervenha em favor de todos os esposos, pois somente um amor fundado em Deus pode libertar dos perigos da infidelidade, da incompreensão e das divisões”. (Padre Bantu Mendonça)

O Catecismo (1613) ensina: “No umbral da sua vida pública, Jesus realiza o seu primeiro sinal –a pedido da sua Mãe – por ocasião duma festa de casamento. A Igreja atribui uma grande importância à presença de Jesus nas bodas de Caná. Ela vê nesse fato a confirmação da bondade do matrimônio e o anúncio de que, doravante, o matrimônio seria um sinal eficaz da presença de Cristo”.

Versículo 11: “Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele”.

“Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele”-  “Lemos no Evangelho que, diante do vinho novo, diante de Jesus que inaugura o Reino, os discípulos não só continuam uma festa bem alegre (600 litros de ótimo vinho a mais), mas foram ao mais importante, a fé em Jesus”. (Padre Luiz Carlos de Oliveira)

O Papa  Bento XVI disse: “Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro”.

Conclusão:

“ A mudança que o Reino realiza em nós coloca nossa vida a serviço, como Jesus o fez. Serviço de entrega de vida, mas e sobretudo de ser alegria de amor, como lemos no Evangelho. O vinho novo, que é Jesus,  trouxe uma mudança. É como a água que foi colocada em potes vazios e que Jesus transformou em vinho bom, pois a festa de Deus não pode acabar”. (Padre Luiz Carlos de Oliveira)

Oremos com:

O Papa Bento XVI:  “Que o convite que ela (Maria) fez em Caná aos servos “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5) vos estimule a abrir o coração à palavra de Cristo e a fazê-la frutificar na vossa vida. Abençôo-vos a todos com afeto”.

O Canto Litúrgico: “Foi assim em Caná, foi assim\que os sinais de Jesus começaram, sua glória se manifestou\ e os discípulos acreditaram!”(Deus Conosco)

Ó Jesus amado ilumina-nos com Teu Espírito, pois queremos  fazer tudo o que Tu disseres, queremos nos guiar sempre pela Tua Palavra.

Ó Jesus amado, pela intercessão de Tua Mãe Maria, olhe pelos matrimônios e pelas famílias.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

14 de janeiro de 2013 at 11:38 Deixe um comentário

Tu és o meu Filho amado, em Ti ponho a minha afeição – Festa do Batismo do Senhor – São Lucas 3, 15-16.21-22

15. Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,

16. ele tomou a palavra, dizendo a todos: Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.

21. Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu

22. e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição.

Iniciamos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI: “Com a festa do Batismo de Jesus continua o ciclo das manifestações do Senhor, que começou no Natal com o nascimento do Verbo encarnado em Belém, contemplado por Maria, José e os pastores na humildade do presépio, e que teve uma etapa importante na Epifania, quando o Messias, através dos Magos, se manifestou a todas as nações. Hoje Jesus revela-se, nas margens do Jordão, a João e ao povo de Israel. É a primeira ocasião em que ele, como homem maduro, entra no cenário público, depois de ter deixado Nazaré”.

Versículo 15: “Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,”

A missão de Jesus Cristo é revelada por João Batista no rio Jordão – O Beato João Paulo II disse que “embora Jesus não seja recebido como Messias na sua terra de Nazaré, todavia, ao iniciar a sua atividade pública, a sua missão messiânica no Espírito Santo foi revelada ao Povo por João Batista, filho de Zacarias e de Isabel. Ele anuncia, junto do Jordão, a vinda do Messias e administra o batismo de penitência”.

Versículo 16:ele tomou a palavra, dizendo a todos: Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.

O Papa Bento XVI disse que “para ver esta realidade do fogo, presente no Batismo com a água, devemos observar que o Batismo de João era um gesto humano, um ato de penitência, um orientar-se do homem para Deus, com a finalidade de pedir perdão pelos pecados e a possibilidade de começar uma nova existência. Era somente um desejo humano, um caminhar para Deus com as próprias forças. Pois bem, isto não é suficiente”.

Não sou digno” - O Beato João Paulo II disse que “a correia da sandália, como é sabido, era desatada por um servo ao seu Patrão. E João diz: “Não sou digno de desatar a correia da sandália”. Não sou digno! Sente-se mais pequeno que um servo….E pronuncia estas palavras sempre diante da vinda do Senhor, diante do advento eucarístico de Cristo: “Senhor, não sou digno”. O Senhor vem exatamente àqueles que sentem profundamente a sua indignidade e a manifestam”.

Batizará no Espírito Santo e no fogo” - O Papa Bento XVI continua ensinando que “no Batismo cristão, instituído por Cristo, não agimos sozinhos com o desejo de sermos purificados, com a oração para alcançar o perdão. No Batismo é o próprio Deus que age, é Jesus que age através do Espírito Santo. No Batismo cristão está presente o fogo do Espírito Santo. É Deus que age, e não apenas nós. Deus está presente aqui e hoje. Ele assume e torna os seus filhos vossos filhos”.

Versículo 21 a:Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi”

O Papa Bento XVI disse que “junto do Jordão, Jesus manifesta-se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos com os quais, no final dos seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz”.

O Senhor desejou ser batizado para proclamar com a sua humildade o que para nós era uma necessidade”. (Santo Agostinho)

O Papa Bento XVI disse que Jesus “chega ao meio da multidão que está a ouvir o Batista e põe-se na fila como todos, à espera de ser batizado. João, logo que o vê aproximar-se, intui que naquele Homem há algo único, que é o misterioso Outro que esperava e para o qual estava orientada toda a sua vida. Compreende que se encontra diante de Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias”.

Versículos 21b a 22: “E estando ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição”.

O Beato João Paulo II disse que Jesus Cristo “é exaltado porque é o Filho da complacência divina. A voz do Alto diz: «o meu Filho». A teofania do Jordão ilumina somente de modo fugaz o mistério de Jesus de Nazaré, cuja atividade será toda ela desenvolvida com a presença do Espírito Santo. Este mistério viria a ser gradualmente desvendado e confirmado por Jesus, mediante tudo o que «fez e ensinou».

“Vê o céu abrir-se e separar-se, aquele céu que Adão tinha fechado para si e para toda a sua descendência”. (São Gregório de Nazianzo)

A Palavra diz: “Se rasgásseis os céus e descêsseis!”(Is. 64, 1).

O Papa Bento XVI ensinou: “O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e revelam-nos o seu amor que salva. Se são os anjos que levam aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador, e as estrelas aos Magos vindos do Oriente, agora é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença no mundo do seu Filho e que convida a olhar para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte”.

Jesus, pela sua cruz e ressurreição, nos torna participante, através do Espírito Santo derramado em nosso Batismo, de Sua filiação divina – A Palavra diz: “Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus -se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados”. (Rm 8, 15-17)

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras:

Do comentário da liturgia: “Em seu batismo, Jesus reforça a disposição de partilhar de nossa fragilidade, desce até as profundezas do Jordão e, escutando a voz do Pai e, acolhendo a luz e a força do Espírito Santo, assume a missão redentora nos moldes do servo manso e humilde. Que esta celebração nos leve a escutar com fé a Palavra do Filho de Deus e a assumir nosso batismo como discípulos e missionários de Cristo”.

Do Pe. Ferdinando Mancílio: “É preciso recordar o dia de nosso Batismo, quando a vida da graça divina nos trouxe uma vida nova, como uma fonte que jorra sem cessar no seio da terra, a água pura e límpida. Na vida de fé, o Batismo é fonte de crescimento. O cristão desejoso de amadurecimento busca continuamente inspirações para seu viver no ensinamento de Cristo, seu Evangelho. O Batismo nos introduziu nesta dinâmica de fé que nasce do Evangelho, que penetra nossa existência e dá sentido às nossas atitudes”.

 De São Gregório Nazianzeno: “Quanto a nós, honremos hoje o batismo de Cristo e celebremos esta festa de modo irrepreensível. Sede purificados, e purificai-vos ainda mais, pois nada pode dar a Deus tanta alegria como a conversão e a salvação do homem: é para isto que tende todo este mistério. Sede como fontes de luz no mundo, uma força vital para os outros homens. Como luzes perfeitas secundando a Grande Luz, sede iniciados na vida de luz que está no céu!”

Oração

Oremos com a Liturgia:

Prefácio: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Hoje, nas águas do rio Jordão,  revelais o novo Batismo, com sinais admiráveis. Pela voz descida do céu, ensinais que vosso Verbo habita entre os seres humanos. E pelo Espírito Santo,  aparecendo em forma de pomba, fazeis saber que o vosso Servo, Jesus Cristo,  foi ungido com o óleo da alegria e enviado para evangelizar os pobres. Por essa razão, hoje e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando a uma só voz: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O Céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

Há uma reflexão no Blog, com o nome: “Celebração do Batismo do Senhor”, postada em 08 de Janeiro de 2012, baseada no Evangelho de São Marcos 1, 7-11.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

7 de janeiro de 2013 at 12:56 Deixe um comentário

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração – Missa de Ação de Graças – São Mateus 11, 25-26.28-30 – Dia 31\12

25. Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. 26. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 28. Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Comentário da Liturgia: “Ao concluir mais um ano civil, é justo e agradável a Deus elevar a ele nossa oração de ação de graças. Um ano termina, outro está prestes a ter início; saibamos, portanto, neste momento agradecer a vida, o ano que vivemos e a proteção divina que tivemos no decorrer destes 366 dias. Ao mesmo tempo que agradecemos, queremos pedir a Deus que nos acompanhe ao longo do novo ano que estamos para iniciar”.

Versículos de 25 a 26:“Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado”.

Pela humildade tornamo-nos “pequeninos” diante de Deus  - O Beato João Paulo II disse: “É necessário, por isso, sermos humildes diante do Altíssimo: é necessário conservarmos o sentido do mistério, porque, entre Deus e o homem, fica sempre o infinito; é necessário recordarmo-nos que diante de Deus e da sua Revelação não se trata tanto de  compreender com a própria razão limitada, quanto de amar”.

“Estão ocultos aos  sábios os segredos e as virtudes da Palavra de Deus e para os pequeninos estão abertos: aos que são pequenos em malícia, mas não em inteligência; aos que são sábios aos olhos da presunção, mas não aos da prudência”. (Santo Hilário)

À Maria, a humilde Virgem de Nazaré, foi revelado o plano de amor de Deus para a humanidade – O Beato João Paulo II disse que “Maria é aquela a quem foi mais revelado, no instante em que o Anjo do Senhor se lhe apresentou dizendo: “Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31).A Ela por primeiro chega esta Verdade que transforma, o mundo…, Verdade tantas vezes escondida “aos sábios e aos entendidos” deste mundo… E Ela, Maria de Nazaré, aceita-a com a máxima simplicidade de espírito e, por isso, na plenitude mais autêntica”.

A perfeita unidade entre o Pai e o Filho, no Espírito - “Tudo converge para o Pai, mediante Jesus Cristo, no Espírito Santo”. (Beato João Paulo II)

O Catecismo (262) ensina que “esta união essencial com o Pai não só acompanha a atividade de Jesus, mas qualifica o Seu ser inteiro”.

“Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra” -  “Eu Te bendigo por me teres julgado digno deste dia e desta hora, digno de ser contado no número dos teus mártires (…). Tu cumpriste a tua promessa, Deus da fidelidade e da verdade. Por esta graça e por tudo, eu Te louvo e Te bendigo; eu Te glorifico pelo eterno e celeste Sumo Sacerdote Jesus Cristo, Teu Filho muito-amado. Por Ele, que está contigo e com o Espírito, glória a Ti, agora e pelos séculos sem fim. Amém.”  (CIC: 2474 –Oração dos Mártires)

“Bendizei o seu nome” – A Palavra diz: “Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor, terra inteira. Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai cada dia a salvação que ele nos trouxe. Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. Porque o Senhor é grande e digno de todo o louvor, o único temível de todos os deuses”. (Sl  95, 1-4)

Versículos de  28 a 30:“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

“Vinde a mim…” – Não recuse o convite de Nosso Senhor. Lembre-se de que longe d’Ele não existe felicidade: “Quem pode fazer-me mais feliz do que Deus? N’Ele encontro tudo” (Santa Teresa dos Andes).

“Vinde a mim todos vós…” – O Monsenhor Jonas Abib disse assim: “Este é o chamado do Senhor nos tempos de hoje: “Vinde a mim todos vós”. Jesus está em todos os lugares, todas as cidades, caminhando por todas as ruas, batendo às portas, chegando a cada pessoa e a cada coração dizendo: “Vinde a mim todos vós”.

“… que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” -  O Cardeal Eugênio Sales disse: “Este Seu conforto divino dado a nós na estrada da vida, é uma progressiva introdução à divina comunhão entre Jesus e o Pai. Conhece o Pai “somente aquele a quem o Filho O revela”.

“Tomai sobre vós o meu jugo” – O Papa Bento XVI disse que “o jugo de Cristo é a lei do amor, é o seu mandamento, que Ele deixou aos seus discípulos ( Jo 13, 34; 15, 12).  O verdadeiro remédio para as feridas da humanidade, quer materiais, como a fome e as injustiças, quer psicológicas e morais causadas por um falso bem-estar, é uma regra de vida baseada no amor fraterno, que tem a sua fonte no amor de Deus”.

“E aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” - O Papa João Paulo I ensinou: “Procure cada um de nós ser bom e contagiar os outros com uma bondade toda penetrada pela mansidão e pelo amor ensinado por Cristo. A regra de ouro de Cristo foi: “Não fazeres aos outros aquilo que não queres te seja feito a ti. Fazeres aos outros o que queres te seja feito a ti. Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Colocado na cruz, não só perdoou aos que o crucificaram, mas desculpou-os. Disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Isto é cristianismo, são sentimentos que, se fossem postos em prática tanto ajudariam a sociedade!”

A Igreja, casa de Deus,  é lugar de descanso e consolo – O Papa Pio  XII disse que “os templos sejam em verdade a casa de Deus, na qual quem entra para pedir favores se alegre de tudo conseguir e alcance a consolação celeste”.

Eucaristia: conforto e sustento na caminhada – O Beato João Paulo II disse: “Cristo, que na Eucaristia renova a Sua morte e ressurreição, se torne para todos — fatigados e oprimidos — a fonte da esperança. Que n’Ele encontremos o conforto e a graça da salvação eterna”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu Mendonça: “Jesus demonstra o seu amor para contigo. Ele se importa contigo e por isso te chama. Faz-te um convite. E este é para os que têm problemas, para os cansados e os oprimidos; os que estão com cargas tão pesadas e tão grandes que não dão conta de carregar sozinhos; os que perderam a esperança até mesmo para esperar; os que estão feridos e com traumas profundos; os que não têm mais caminho para caminhar; os que perderam o rumo da vida, para os que perderam a direção”.

Oração

De Santo Agostinho: “Ó Senhor, manso e humilde sois! Manso, porque me suportais. Por causa de minha fraqueza, minha tendência é dissipar-me. Curai-me e terei estabilidade! Dai-me forças e ficarei firme. Enquanto, porém não me concederdes tudo isto, suportai-me, porquanto sois, Senhor, clemente e bom”.

Do Papa Bento XVI: “Que a Virgem nos ajude a «aprender» de Jesus a verdadeira humildade, a carregar com decisão o seu jugo leve, para experimentar a paz interior e tornarmo-nos por nossa vez capazes de confortar os irmãos e as irmãs que percorrem com fadiga o caminho da vida”.

Preces da Assembleia

Pr: Confiantes, elevemos nossa prece de gratidão a Deus por tantos benefícios que nos proporcionou no decurso deste ano, dizendo:

As: Obrigado\a,  Senhor.

1-      Pela vossa Igreja, seus ministros e agentes de pastoral.

2-      Pela vida que nos concedestes ao longo deste ano.

3-      Pelas nossas famílias e pela nossa comunidade.

4-      Pelos amigos que nos deram apoio quando precisamos.

5-      Pelo bem que realizamos com o auxílio de vossa graça.

Pr: Obrigado, ó Deus, por estarmos aqui celebrando esta ação de graças; ajudai-nos a saber sempre vos louvar e agradecer pelos benefícios que de vós recebemos a cada dia. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

27 de dezembro de 2012 at 7:18 1 comentário

Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? – Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José – São Lucas 2, 41-52 – Domingo 30 \12

41. Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa.

42. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa.

43. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem.

44. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.

45. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.

46. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.

47. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.

48. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição.

49. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?

50. Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera.

51. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.

52. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.

O Papa Bento XVI disse que “a casa de Nazaré é uma escola de oração, na qual se aprende a ouvir, a meditar, a compreender o significado profundo da manifestação do Filho de Deus, tendo como exemplo Maria, José e Jesus”.

Versículos 41 a 42: “Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa”.

O Beato João Paulo II disse: “Dirigimos o nosso olhar para Maria que, cheia de solicitude e de preocupação, procura Jesus perdido durante a peregrinação a Jerusalém. Como devotos israelitas, Maria e José iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando Jesus tinha doze anos foi com eles pela primeira vez. Foi nessa ocasião que se verificou o acontecimento que contemplamos no quinto mistério glorioso do Santo Rosário, o mistério do encontro”.

Versículos 43 a 45: “Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele”.

O Beato João Paulo II também disse: “Com doze anos, Jesus ficou de tal modo compenetrado por aquela catequese no Templo de Jerusalém que, de certa forma, esqueceu até os próprios pais. Maria e José, tomando a estrada de regresso para Nazaré juntamente com outros peregrinos, depressa se deram conta da ausência de Jesus. Longas foram as buscas. Voltaram sobre os seus passos, e somente ao terceiro dia é que O conseguiram encontrar em Jerusalém no Templo”.

 “Maria “preocupa-se com o seu filho que ficou no Templo, meditando porém as suas palavras”. (Vaticano)

Versículos 46 a 47: “Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas”.

O Beato João Paulo II disse:  “O episódio de Jesus, aos doze anos, no templo. Vemo-Lo aqui na sua divina sabedoria, enquanto escuta e interroga, e substancialmente no papel d’Aquele que “ensina”.

O Papa Bento XVI disse que “depois de três dias de procura, os seus pais encontraram-no no templo sentado entre os mestres enquanto os ouvia e lhes fazia perguntas”.

O Beato João Paulo II tornou a dizer:  “O Menino que admirais no presépio, aprendei a ver já o rapaz de doze anos que dialoga com os doutores, no Templo de Jerusalém. Ele é o mesmo homem adulto que mais tarde, pelos trinta anos, começará a anunciar a palavra de Deus, escolherá os doze Apóstolos, será seguido por multidões sequiosas de verdade.  A cada passo, confirmará o seu ensinamento extraordinário com os sinais do poder divino: restituirá a vista aos cegos, curará os doentes, até os mortos ressuscitará”.

Versículos de 48 a 50: “Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera”.

 “Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição” – O Beato João Paulo II explicou: “Maria, que tinha trazido Jesus sob o seu coração e o tinha protegido contra Herodes fugindo para o Egito, confessa humanamente a sua grande angústia pelo Filho. Sabe que deve estar presente no seu caminho.  Sabe que mediante o amor e o sacrifício colaborará com Ele na obra da Redenção”.

“Não sabíeis que devo ocupar-Me das coisas de meu Pai?”-  O Papa Bento XVI disse que “à interrogação por que motivo fizera isto ao pai e à mãe, Ele (Jesus) responde que só fez o que o Filho deve fazer, ou seja, permanecer com o Pai. Assim, Ele indica quem é o verdadeiro Pai, qual é a verdadeira casa, que Ele não fez nada de estranho, de desobediente. Permanecer onde deve estar o Filho, ou seja com o Pai, e frisou quem é o seu Pai”.

Aos doze anos, Jesus já deixava transparecer a perfeita intimidade no Seu relacionamento com o Pai – O Catecismo (2599) ensina: “Mas a sua oração (de Jesus) brotava duma fonte muito mais secreta, como deixa pressentir quando diz, aos doze anos: «Eu devo ocupar-me das coisas do meu Pai» (Lc 2, 49). Aqui começa a revelar-se a novidade da oração na plenitude dos tempos: a oração filial, que o Pai esperava dos seus filhos, vai finalmente ser vivida pelo próprio Filho Único na sua humanidade, com e para os homens”.

“Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera” - O Beato João Paulo II ensinou: “Era uma resposta difícil de aceitar. O evangelista Lucas acrescenta simplesmente que Maria « guardava todas estas coisas no seu coração » (V. 51). Efetivamente, era uma resposta que só mais tarde se tornaria compreensível, quando Jesus, já adulto, teria iniciado a pregar, declarando que, pelo seu Pai celeste, estava disposto a enfrentar qualquer sofrimento e até mesmo a morte na cruz”.

Versículo 51: “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração”.

Jesus foi submisso aos seus pais - O Beato João Paulo II disse: “O Evangelho mostra-nos, com grande clareza, o perfil educativo da família. (Jesus) voltou para Nazaré e era-lhes submisso (Lc. 3. 51). É bem necessária, por parte das crianças e da geração jovem, esta “submissão”, esta obediência, esta prontidão em aceitar os sábios exemplos do comportamento humano da família”. Dá a todos os filhos, Jesus, o dom da obediência e da submissão aos seus pais, como Tu mesmo deste exemplo com seus pais Maria e José .

Maria, sua Mãe guardava tudo em seu coração – O Papa Bento XVI ensinou: “Ninguém se dedicou à contemplação de Jesus com tanta assiduidade como Maria. O olhar do seu coração concentra-se sobre Ele já no momento da Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo…As recordações de Jesus, gravadas na sua mente e no seu coração, marcaram cada momento da existência de Maria. Ela vive com os olhos postos em Cristo e valoriza cada uma das suas palavras”. Senhor, como Maria, queremos contemplar-Te. E queremos guardar tudo o que nos diz a cada momento, em nosso coração.

O Catecismo (534) ensina:O reencontro de Jesus no templo éo único acontecimento que quebra o silêncio dos evangelhos sobre os anos ocultos de Jesus. Nele, Jesus deixa entrever o mistério da sua consagração total à missão decorrente da sua filiação divina: «Não sabíeis que Eu tenho de estar na casa do meu Pai?». Maria e José «não compreenderam» esta palavra, mas acolheram-na na fé, e Maria «guardava no coração todas estas recordações», ao longo dos anos em que Jesus permaneceu oculto no silêncio duma vida normal”.

Versículo 52: “E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens”.

São José, o pai terreno de Jesus - O Beato João Paulo II disse: “O crescimento de Jesus «em sabedoria, em estatura e em graça» (Lc 2, 52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o «criar»; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai”.

A Palavra diz: Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor”. (Is 11, 1-2)

O Papa Bento XVI ensinou: “Enfim, ao contemplar a Sagrada Família de Nazaré, dirijamos o nosso olhar ao Menino Jesus, que na casa de Maria e de José cresceu em sabedoria e conhecimento, até ao dia em que deu início ao seu ministério público”.

A Família de Nazaré

O Papa Bento XVI disse que “Jesus quis nascer e crescer numa família humana; teve a Virgem Maria como mãe e José que lhe fez de pai; eles cresceram-no e educaram-no com imenso amor. A família de Jesus merece deveras o título de “santa”, porque está totalmente absorvida pelo desejo de cumprir a vontade de Deus, encarnada na adorável presença de Jesus”.

O Beato João Paulo II ensinou: “Passam os anos da vida oculta da sagrada Família de Nazaré. O Filho de Deus — mandado pelo Pai — está oculto ao mundo, oculto para todos os homens, mesmo para os mais próximos. Só Maria e José conhecem o Seu Mistério. Vivem à sua volta. Vivem este Mistério dia a dia. O Filho do Eterno Pai passa, no conceito dos homens, como filho deles; como filho do carpinteiro (Mt. 13, 55”).

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI: “Que o exemplo de Jesus vos oriente não apenas na manifestação do respeito aos vossos pais, mas também ajudando-os a descobrir mais plenamente o amor que confere à vossa vida o sentido mais completo. Na Sagrada Família de Nazaré, Jesus ensinou a Maria e José um pouco da grandeza do amor de Deus, seu Pai celeste, nascente última de cada amor, o Pai de quem toda a paternidade no céu e na terra adquire o seu nome (Ef 3, 14-15)”.

Oração

Oremos por todas as famílias com:
O Beato João Paulo II: “Acolham hoje todas as famílias do mundo os votos de bem e de paz que emanam da riqueza da Palavra de Cristo, para que, através da fé na mesma Palavra, os filhos dos homens encontrem a força de vida que Ele lhes transmitiu com o seu Nascimento. Por estas intenções elevemos agora a Nossa Senhora as nossas orações”.

O Papa Bento XVI:   “A Virgem da Anunciação, que corajosamente abriu o coração ao plano misterioso de Deus, tornando-se Mãe de todos os fiéis, nos guie e nos apóie com a sua intercessão. Obtenha para nós e para as nossas famílias a graça de abrir os ouvidos àquela palavra do Senhor que tem o poder de nos edificar ( At 20, 32), de nos inspirar decisões intrépidas e de orientar os nossos passos ao longo do caminho da paz!”

Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

26 de dezembro de 2012 at 14:30 Deixe um comentário

O Verbo se fez homem

“Os serafins louvam aquele a quem Cristo mais amou. À sua voz, a nossa unimos no mesmo canto de louvor. João testemunha o que aprendeu: Quem é o Verbo e de onde veio, no seio Virgem se escondendo, mas sem deixar do Pai o seio. Feliz João, a quem o Mestre por livre escolha chamaria a ver no monte a sua glória e no horto ver sua agonia.

De Deus contemplas os segredos, sendo à altura arrebatado. Vês os mistérios do Cordeiro, e da Igreja, o povo amado.

Tu como Virgem sucedeste junto a Maria ao Filho amado. Faze-nos filhos de tal Mãe, do Mestre esconde-nos no lado.

Glória infinita seja ao Verbo que se fez carne, como cremos. A ele, ao Pai e ao Espírito glória sem fim nos céus supremos.”

(Liturgia das Horas)

 

21 de dezembro de 2012 at 17:38 Deixe um comentário

E a Palavra se fez carne e habitou entre nós – Solenidade do Natal de Jesus – São João 1, 1-18 – Missa do Dia 25

1- No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus; e o Verbo era Deus.

2. Ele estava no princípio junto de Deus.

3. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.

4. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens.

5. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

6. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.

7. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.

8. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.

9. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.

10. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu.

11. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.

12. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus,

13. os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.

14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.

15. João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim.

16. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça.

17. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou.

O Catecismo da Igreja (422) ensina:Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos» (Gl 4, 4-5). Esta é a «Boa-Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus”: Deus visitou o seu povo e cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência  fe-lo para além de toda a expectativa: enviou o seu «Filho muito-amado”.

Versículos de 1 a 5: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.  Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”.

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus” – Louvemos o Pai, que, com a encarnação de seu Filho, possibilita o encontro do divino com o humano. A palavra eterna do amor de Deus se fez homem, e nós vimos brilhar a sua luz. (Liturgia do dia 25)

“Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito” – O Papa Bento XVI disse que “conscientes do significado fundamental da Palavra de Deus referida ao Verbo eterno de Deus feito carne, único salvador e mediador entre Deus e o homem, e escutando esta Palavra, somos levados pela revelação bíblica a reconhecer que ela é o fundamento de toda a realidade”.

A Palavra diz:Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele”. (Cl 1,15-17)

“Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens” -O Beato João Paulo II disse:  “Uma tal iluminação foi concedida à humanidade na noite de Belém, quando o Verbo eterno do Pai assumiu, da Virgem Maria, um corpo, fez-Se homem e nasceu neste mundo. Desde então, todo o homem que participa, pela fé, no mistério daquele acontecimento, experimenta em certa medida a referida iluminação”.

A Palavra diz:Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados”. (Cl 1, 12-14)

Versículos de 6 a 9: “Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.  [O Verbo]  era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem”.

Jesus é a luz que veio brilhar nos corações dos homens e mulheres desse mundo- O Beato João Paulo II ensinou: “Aquele que se definiu como “a luz do mundo” (Jo 8, 12) quer ser o centro e a raiz da felicidade que deve brilhar em cada coração. Neste momento quero recordar que a autêntica felicidade só se consegue junto a Deus, que permanece à vossa espera para cumular-vos com todos os seus dons, especialmente na Eucaristia”.

A Palavra diz: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue, não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12). Jesus Menino, derrama a Tua luz em todas as situações de trevas de nossa vida: nos momentos de perdas, em nossos medos, em nossas decepções, em momentos de desamparo e solidão. Deus Emanuel, Deus Conosco venha transformar a nossa vida. Necessitamos de Ti, Senhor!

O Papa Bento XVI disse que “Jesus é o sol que apareceu no horizonte da humanidade para iluminar a existência pessoal de cada um de nós e para nos orientar todos juntos rumo à meta da nossa peregrinação, rumo à terra da liberdade e da paz, onde viveremos para sempre em plena comunhão com Deus e entre nós”.

A Palavra diz:Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora”.(Is 60, 1-3)

Versículos de 10 a 13: “Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus”.

“Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” - O Papa Bento XVI disse: “Aquele por Quem o mundo foi feito, o Verbo criador primordial entra no mundo, mas não é ouvido, não é acolhido. Em última análise, estas palavras aplicam-se a nós, a cada individuo e à sociedade no seu todo. Temos nós tempo para o próximo que necessita da nossa, da minha palavra, do meu afeto? Para o doente que precisa de ajuda? Para o prófugo ou o refugiado que procura asilo? Temos nós tempo e espaço para Deus? Pode Ele entrar na nossa vida? Encontra um espaço em nós, ou temos todos os espaços do nosso pensamento, da nossa ação, da nossa vida ocupados para nós mesmos”?

“Mas a todos aqueles que o receberam…” –  O Beato João Paulo II disse que “a Boa Nova da Encarnação do Salvador, bem como da sua Morte e Ressurreição para a nossa salvação, ilumina o caminho da Igreja enquanto esta percorre o seu caminho através da história, rumo à plenitude da Redenção”.

Precisamos ser sinais da luz de Cristo no mundo – O Papa Bento XVI disse que Jesus  “entrou no mundo, fazendo-se homem como nós, para trazer a plenitude do seu plano de amor. E Deus pede que também nós nos tornemos sinal da sua ação no mundo. Através da nossa fé, da nossa esperança, da nossa caridade, Ele quer entrar no mundo sempre de novo e quer sempre de novo fazer resplandecer a sua luz na nossa noite”.

Versículos de 14 a 18: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou”.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” –  O Papa Bento XVI disse que “ Deus Si comunica, nos atrai para a natureza divina de forma que nós estamos envolvidos nela, divinizados. Deus revela o seu grande desígnio de amor entrando em relação com o homem, aproximando-se dele até o ponto de fazer-se Ele mesmo homem”.

 “Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou” –  “Quis Deus, na sua bondade e sabedoria, revelar a si mesmo [não somente algo de si, mas a si mesmo] e fazer conhecer o mistério da sua vontade, mediante o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo feito carne, no Espírito Santo, tiveram acesso ao Pai e tornaram-se, assim, participantes da natureza divina” . (Dei Verbum)

O Papa Bento XVI disse ainda: “O Menino de Belém revela-nos e comunica-nos o verdadeiro “rosto” de Deus bom e fiel, que nos ama e não nos abandona nem sequer na morte. “Ninguém jamais viu Deus conclui o Prólogo de João o Filho único que está no seio do Pai é que O deu a conhecer” (Jo 1, 18).

Santo Irineu explicou: “Se Deus não se torna mestre, ninguém O pode conhecer… Era impossível conhecer a Deus sem o auxílio de Deus; por meio do Seu Verbo, Deus ensina os homens a conhecê-1O “.

O Catecismo (151) ensina: “Podemos crer em Jesus Cristo, porque Ele próprio é Deus, o Verbo feito carne: «A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer» (Jo 1, 18). Porque «viu o Pai» (Jo 6, 46), Ele é o único que O conhece e O pode revelar ”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Bento XVI:  “Deus não se retirou do mundo, não está ausente, não nos abandonou a nós mesmos, mas vem ao nosso encontro de diversos modos, que devemos aprender a discernir. E também nós com a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade, somos chamados todos os dias a decifrar e testemunhar esta presença no mundo frequentemente superficial e distraído, e a fazer brilhar na nossa vida a luz que iluminou a gruta de Belém”. 

Oração:

Do Papa Bento XVI:  “A primeira a abrir o coração e a contemplar “o Verbo que se fez carne” foi Maria, a Mãe de Jesus. Uma moça humilde da Galileia tornou-se então a “sede da Sabedoria”! Como o apóstolo João, cada um de nós é convidado a “recebê-la consigo” ( Jo 19, 27), para conhecer profundamente Jesus e experimentar o seu amor fiel e inesgotável”.

Do Beato João Paulo II: “Caríssimos, guiados pelo evangelista João, aproximemo-nos do mistério do Menino de Belém, em quem Deus revelou plenamente o seu rosto. Permaneçamos em silêncio com a Virgem Maria diante do Verbo eterno que por nós se fez criança. A quantos creem no seu nome, tanto hoje como então, Ele dá o “poder de se tornar filhos de Deus” ( Jo 1, 12). Este é o mistério e o dom do Natal!“

Feliz Natal a todos! Que o Menino Jesus venha habitar sempre em nossos corações e, que possamos abrir espaço para que Ele possa transformá-los.

Abençoe  especialmente as crianças, Menino Jesus! Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

19 de dezembro de 2012 at 3:28 Deixe um comentário

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