Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Encíclica “Ecclesia de Eucharistia” de São João Paulo II

. A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: « Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo » (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança.

O Concílio Vaticano II justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é « fonte e centro de toda a vida cristã ».(1)Com efeito, « na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo ».(2) Por isso, o olhar da Igreja volta-se continuamente para o seu Senhor, presente no sacramento do Altar, onde descobre a plena manifestação do seu imenso amor.

18 de junho de 2014 at 8:49 Deixe um comentário

Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum – Não tenhais medo! – São Mateus 10, 26-33 – Dia 22 de junho

 

26. Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber.

27. O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados.

28. Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena.

29. Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai.

30. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados.

31. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós.

32. Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus.

33. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.

 

 

“A celebração de hoje nos anima a depositar toda a nossa confiança no Senhor diante das provações. A Eucaristia é força e auxílio para a superação dos medos que tomam conta de nossa vida e nos afastam do compromisso com Jesus e com seu reino”. (Liturgia Diária)

 

O Convite de Jesus para evangelizar sem medo

O Papa Francisco disse assim: “NÃO TENHAIS MEDO, NÃO RECEEIS. NÃO TENHAIS MEDO DO AMOR, DO AMOR DE DEUS, NOSSO PAI. NÃO TENHAIS MEDO. NÃO TENHAIS MEDO DE RECEBER A GRAÇA DE JESUS CRISTO, NÃO TENHAIS MEDO DA NOSSA LIBERDADE QUE VEM DA GRAÇA DE JESUS CRISTO OU, COMO DIZIA PAULO: «JÁ NÃO ESTAIS SOB A LEI, MAS SOB A GRAÇA». NÃO TENHAIS MEDO DA GRAÇA, NÃO TENHAIS MEDO DE SAIR DE VÓS MESMOS, NÃO TENHAIS MEDO DE SAIR DAS COMUNIDADES CRISTÃS PARA IR AO ENCONTRO DAS 99 QUE NÃO ESTÃO EM CASA”.

A Palavra diz: “tu, que eu trouxe dos confins da terra, e que fiz vir do fim do mundo, e a quem eu disse: Tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei; nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa”. (Is 41, 9-10)

Padre Bantu disse: “Eis a razão pela qual os discípulos de Jesus são encorajados à audácia do anúncio. O que recebemos é pequeno como uma luzinha nas trevas, como um sussurro ao ouvido, mas deve ser dado à plena luz do dia, gritado sobre os telhados. Inicialmente, o Evangelho era algo de oculto e misterioso, que era preciso manter em segredo, dado a conhecer a poucos e com as devidas precauções, para não desencadear a perseguição. Mas chegou o tempo de o dar a conhecer ao mundo inteiro! O pior que pode acontecer aos missionários do Reino é a morte do corpo. Mas seria muito pior a morte da alma, a perda da vida. Ora, só Deus pode tirar a vida. Mas não o faz àqueles que O amam e O temem. Jesus conclui a sua argumentação com duas imagens muito ternas: a dos pássaros que, valendo pouco, são amados pelo Pai, e a dos cabelos da cabeça, contados por Ele. Não há, pois, que temer: Ide: proclamai que o Reino do Céu está perto! (Mt 10, 7)”.

São João Paulo II disse: Não tenhais medo! Cristo sabe bem “o que está dentro do homem”. Somente Ele o sabe! Hoje em dia é frequente o homem não saber o que traz no interior de si mesmo, no mais íntimo da sua alma e do seu coração, Frequentemente não encontra o sentido da sua vida sobre a terra. Deixa-se invadir pela dúvida que se transforma em desespero. Permiti, pois – peço-vos e vo-lo imploro com humildade e com confiança – permiti a Cristo falar ao homem. Somente Ele tem palavras de vida; sim, de vida eterna”.

A Palavra diz: “Numa noite, o Senhor disse a Paulo em visão: Não temas! Fala e não te cales. Porque eu estou contigo. Ninguém se aproximará de ti para te fazer mal, pois tenho um numeroso povo nesta cidade. Paulo deteve-se ali um ano e seis meses, ensinando a eles a palavra de Deus”. (At 18, 9-11)

“EMBORA POSSA APARECER ESCURO O HORIZONTE DA HUMANIDADE, HOJE CELEBRAMOS O TRIUNFO ESPLENDOROSO DA ALEGRIA PASCAL. SE UM VENTO CONTRÁRIO DIFICULTA O CAMINHO DOS POVOS, SE O MAR DA HISTÓRIA SE TORNA BORRASCOSO, NINGUÉM CEDA AO PAVOR NEM AO DESÂNIMO! CRISTO RESSUSCITOU; CRISTO ESTÁ VIVO ENTRE NÓS, PRESENTE REALMENTE NO SACRAMENTO DA EUCARISTIA, ELE OFERECE-SE COMO PÃO DE SALVAÇÃO, PÃO DOS POBRES, ALIMENTO DOS PEREGRINOS”. (SÃO JOAO PAULO II)

“Deus está ao nosso lado para nos defender e nos dar coragem na missão, a fim de não sermos vencidos pelo medo. Por meio de Jesus, a graça de Deus se derramou sobre nós”. (Liturgia Diária)

 

Deus está conosco sempre

São João Paulo II disse assim: “Venerados Irmãos, assista-Vos a tranquilizadora palavra do Mestre divino: “Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão contados! Não temais, pois” (Mt. 10, 30 s). Cristo está convosco: eis o sólido fundamento da vossa confiança! No seu nome caminhai seguros, alimentando em Vós sentimentos de perseverante comunhão com aquele que é, na terra, o seu humilde Vigário”.

O Papa Francisco disse: “Humildade: Deus está ao nosso lado, caminha conosco e nos espera sempre. Também na nossa vida pessoal, nos acompanha sempre com os Sacramentos. O Sacramento não é um rito mágico: é um encontro com Jesus Cristo, com o Senhor.E a Igreja o celebra “com muita alegria, também na Eucaristia, com a quarta oração eucarística, na qual se canta o amor tão grande de Deus que quis ser companheiro de nosso caminho, que quis também ser História conosco”.  
  

O Testemunho

“De qualquer modo, recorda-se que na transmissão do Evangelho a palavra e o testemunho da vida caminham juntos. Para que a luz da verdade se irradie a todos os homens, é necessário, antes de mais, o testemunho da santidade. Se a palavra é contrária ao comportamento, dificilmente é acolhida”. (Congregação para a Doutrina da Fé- Vaticano)

 

Conclusão

São Cromácio explicou: “Eis o motivo por que incorreu em merecido castigo aquele servo que, recebendo o talento para dar juros no céu, preferiu escondê-lo a depositá-lo no banco. Assim, aquela lâmpada resplandecente, que foi acesa para nossa salvação, deve sempre brilhar em nós. Pois temos a lâmpada dos mandamentos de Deus e da graça espiritual a que se refere Davi: Vosso mandamento é uma luz para os meus passos, é uma lâmpada em meu caminho ( Sl 118,105). E Salomão também diz acerca dela: O preceito da lei é uma lâmpada (Pr 6,23). Por isso, não devemos ocultar esta lâmpada da lei e da fé, mas colocá-la sempre no candelabro da Igreja para a salvação de todos. Então gozaremos da luz da própria verdade e serão iluminados todos os que creem”.

 

Oração

Responsório (Liturgia do Vaticano)

R/. Não tenhais medo: o Redentor do homem manifestou o poder da cruz dando a sua vida por nós! * Abri, escancarai as portas a Cristo!

V/. Somos chamados na Igreja a participar no seu poder. * Abri, escancarai as portas a Cristo!

“Reconhecemos humildemente que muitas dúvidas e muitos medos se fazem presentes em nós: medo da vida, medo do destino, medo de professar nossa fé. Vós dissestes: não tenhais medo. Ajudai-nos, Senhor, a superar os medos que nos impedem de evangelizar e de concretizar o vosso reino. Tornai-nos fortes diante das incertezas e dos desafios da vida. Dai-nos ardor e audácia para sermos vossas testemunhas. Vós que viveis e reinais”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

16 de junho de 2014 at 18:58 Deixe um comentário

Reflexão para a Solenidade da Santíssima Trindade

 

2014-06-14 Rádio Vaticana

  Cidade do Vaticano (RV) – Hoje, de um modo especial, celebramos Deus. Mas quem é Deus? Como explicá-lo? Como defini-lo? Como conhecê-lo?
Nenhuma pergunta sobre Deus pode ser respondida por nós humanos. Deus nos supera!
Temos noção de quem Ele é, mas não conseguimos defini-lo. É impossível! Ele é a eterna surpresa. Nosso Deus não é o Deus dos filósofos, mas é o Pai de Jesus Cristo, é o próprio Cristo, é o Espírito de Amor.
Para conhecê-lo deveremos abrir a Sagrada Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ver o que Jesus, o Verbo Encarnado, nos diz.
O Evangelho de hoje, tirado de São João, nos fala que Deus é o Amigo do Homem, não apenas o seu Criador, mas o seu Redentor, aquele que o protege e que foi capaz de sofrer e morrer para que o Homem tivesse a plena felicidade.
Já São Paulo em sua Carta aos Coríntios nos orienta sobre a resposta a ser dada ao Deus Amigo. O homem deverá deixar-se transfigurar através dos dons, das qualidades divinas, especialmente pelo amor, pelo perdão e pelo serviço.
Falar com Jesus é falar com Deus. Sua bondade foi tanta que Ele se revelou a nós na pessoa de Jesus.
Filipe, quem me vê, vê o Pai. Dirijamo-nos ao Deus de Amor, a esse Deus que, por amor, rasgou seu coração, e sintamos a plenitude de seu querer bem a nós. Se o mandamento se resume em amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, do mesmo modo como Ele nos amou, saibamos que antes de tudo o Senhor não só nos criou, mas, por amor a nós, se entregou até a morte.
O Espírito é escuta e disponibilidade.
Pe. César Augusto dos Santos SJ

14 de junho de 2014 at 6:42 Deixe um comentário

Solenidade da Santíssima Trindade – Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único – Evangelho de São João 3, 16-18 – 15 de Junho

 

16. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

17. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

18. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus.

 

“Celebrando a Solenidade da Santíssima Trindade, bendigamos a Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Sintamo-nos todos amados e acolhidos pela Trindade Santa, que nos chama a viver na concórdia e na paz e com a qual queremos estabelecer firme comunhão de vida”. (Liturgia Diária)

 

A Santíssima Trindade

O Papa Emérito Bento XVI disse que “neste domingo que se segue ao Pentecostes celebramos a solenidade da Santíssima Trindade. Graças ao Espírito Santo, que ajuda a compreender as palavras de Jesus e orienta para a Verdade completa ( Jo 14, 26; 16, 13), os fiéis podem conhecer, por assim dizer, a intimidade do próprio Deus, descobrindo que Ele não é solidão infinita, mas comunhão de luz e de amor, vida doada e recebida num eterno diálogo entre o Pai e o Filho, no Espírito Santo Amante, Amado e Amor, para citar Santo Agostinho”.

São João Paulo II explicou que “com o Batismo somos inseridos na comunhão trinitária. Cada cristão é batizado no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; é imerso na vida de Deus. Que grande dom e grande mistério”!

A Palavra diz: “Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28, 18-20)

Santo Irineu de Lião disse: “O Batismo «dá-nos a graça do novo nascimento em Deus Pai, por meio do Filho no Espírito Santo. Porque aqueles que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho: mas o Filho apresenta-os ao Pai, e o Pai dá-lhes a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e sem o Filho ninguém tem acesso ao Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus faz-se pelo Espírito Santo”.

O Catecismo (§689) ensina: “Aquele que o Pai enviou aos nossos corações, o Espírito do seu Filho, é realmente Deus. Consubstancial ao Pai e ao Filho, é d’Eles inseparável, tanto na vida íntima da Trindade como no seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia o seu Verbo, envia sempre o seu Espírito: missão conjunta na qual o Filho e o Espírito Santo são distintos mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo quem aparece, Ele que é a Imagem visível de Deus invisível; mas é o Espírito Santo quem O revela”.

O Papa Francisco disse: “Hoje é o domingo da Santíssima Trindade. A luz do tempo pascal e do Pentecostes renova todos os anos em nós a alegria e a maravilha da fé: reconhecemos que Deus não é algo vago, o nosso Deus não é um Deus «spray», é concreto, não é abstrato, mas tem um nome: «Deus é amor». Não é um amor sentimental, emotivo, mas o amor do Pai que está na origem de qualquer vida, o amor do Filho que morre na cruz e ressuscita, o amor do Espírito que renova o homem e o mundo”.

“Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”. (Liturgia das Horas)

“Entre todas as criaturas, a obra-prima da Santíssima Trindade é a Virgem Maria: no seu Coração humilde e repleto de fé, Deus preparou para si uma morada digna, para completar o mistério da salvação. O Amor divino encontrou nela uma correspondência perfeita e foi no seu seio que o Filho Unigênito se fez homem. Dirijamo-nos com confiança filial a Maria para que, com a sua ajuda, possamos progredir no amor e fazer da nossa vida um cântico de louvor ao Pai, por meio do Filho no Espírito Santo”. (Papa Emérito Bento XVI)

 

“Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele”

O Papa Francisco ensinou: “Aquele juízo final já está em curso, que ele começa agora, durante a nossa existência. Este juízo é pronunciado em cada instante da vida, como referência do nosso acolhimento, com fé, da salvação presente e concreta em Cristo, ou então da nossa incredulidade, com o consequente fechamento em nós mesmos. Mas se nos fecharmos no amor de Jesus, condenamo-nos a nós mesmos. A salvação é abrir-se a Jesus, e Ele salva-nos; se somos pecadores — e todos somos — peçamos-lhe perdão; e se o procurarmos com o desejo de ser bons, o Senhor perdoa-nos. Mas por isso devemos abrir-nos ao amor de Jesus, que é mais forte que todas as outras coisas”.

Padre Bantu disse que “se confiarmos em Jesus, as nossas boas ações serão evidenciadas, porque são realizadas em Deus, pelo poder do Seu Espírito Santo. Com efeito, a fé em Jesus Cristo é o meio mais eficaz para que nos aproximemos da luz divina, pois ela esclarece, tira-nos da ignorância, nos dá o norte, a direção. Praticar o mal é não crer em Jesus, é não se aproximar da Sua luz nem aderir ao Seu projeto de salvação. A Palavra de Deus nos assegura tudo isso. Ainda há tempo para que o mundo seja salvo. Ajudemos, portanto, a iluminá-lo com a luz divina que recebemos no nosso batismo”.

O Catecismo (§430) ensina: ”Em hebraico, Jesus quer dizer «Deus salva». Quando da Anunciação, o anjo Gabriel dá-Lhe como nome próprio o nome de Jesus, o qual exprime, ao mesmo tempo, a sua identidade e a sua missão (10). Uma vez que «só Deus pode perdoar os pecados» (Mc 2, 7), será Ele quem, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, «salvará o seu povo dos seus pecados»(Mt 1, 21). Em Jesus, Deus recapitula, assim, toda a sua história de salvação em favor dos homens”.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com a oração da Liturgia das Horas: “Ó Trindade imensa e una, vossa força tudo cria; vossa mão, que rege os tempos, antes deles existia. Vós, feliz, num gozo pleno, totalmente vos bastais. Pura, simples, generosa, terra e espaços abraçais. Pai, da graça fonte viva, Luz da glória de Deus Pai, Santo Espírito da vida, que no Amor os enlaçais. Só por vós, Trindade Santa, suma origem, todo bem, todo ser, toda beleza, toda vida se mantém. Nós os filhos adotivos, pela graça consagrados, nos tornemos templos vivos, a vós sempre dedicados. Ó Luz viva, reuni-nos com os anjos, lá nos céus, no louvor da vossa glória que veremos, sem ter véus”.

 

Oração

“Ó Deus de bondade, é verdadeiramente bom, é nosso dever e fonte de salvação louvar-vos e render-vos graças, sempre e em todo lugar, em nome da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Vosso amor para com a humanidade é imenso, pois enviastes vosso Filho para salvar a cada um de nós. Que este encontro nos ajude a viver as mesmas relações das pessoas da Trindade Santa: amor, solidariedade e convivência fraterna. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Preces (Liturgia das Horas)

Deus Pai, por meio do Espírito Santo, vivificou o corpo de Cristo, seu Filho, e tornou-o fonte de vida para nós. Elevemos nossa aclamação ao Deus Uno e Trino; e digamos:

R. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

Deus Pai, todo-poderoso e eterno, em nome de vosso Filho enviai sobre a Igreja o Espírito Santo Consolador, – para que a conserve na unidade do amor e na verdade perfeita.

Enviai, Senhor, operários à vossa messe, para que anunciem o evangelho a todos os povos e os batizem em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, – confirmando-os na fé.

Senhor, vinde em auxílio de todos os que são perseguidos pelo nome de vosso Filho, – que prometeu o Espírito da verdade para falar por eles.

Pai todo-poderoso, dai a todos conhecerem que vós, o Verbo e o Espírito Santo sois um só Deus, para que vivam na fé, na esperança e na caridade.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

10 de junho de 2014 at 8:56 Deixe um comentário

Reflexão para a Solenidade de Pentecostes

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2014-06-07 Rádio Vaticana

 
Cidade do Vaticano (RV)
– O Evangelho de João nos apresenta Jesus, na tarde do Domingo de Páscoa, soprando o Espírito sobre seus discípulos, que estão reunidos no Cenáculo a portas fechadas com medo dos judeus.
Colocar Jesus agindo na tarde de Páscoa significa que Ressurreição e Pentecostes estão unidos. O Espírito vem quando a Comunidade está reunida para celebrar a memória da morte e ressurreição de Jesus.
O sopro de Jesus, dando o Espírito, nos recorda o sopro do Pai sobre o homem feito de barro, dando-lhe a vida. Jesus sopra sobre a Comunidade dando-lhe Vida, criando a Igreja.
Estar com as portas fechadas significa o bloqueio em que se encontram para testemunhar Jesus Ressuscitado. É a presença do Espírito que leva à continuidade da missão do Senhor, a instaurar a vitória da Vida.
Medo é sinal de morte, por isso eles, sem o Espírito estão amedrontados, ainda dominados pelo poder da morte.O sopro de Jesus dá a Vida, dá o Espírito Santo que faz nova todas as coisas.
Essa nova Humanidade forjada pela redenção, pela ressurreição de Jesus, porta o Espírito do Senhor para continuar sua missão salvífica.
Evidentemente essa missão redentora terá sua expressão no perdoar e no reter os pecados.
Pecado é ir contra a liberdade e a vida. Se existe o arrependimento e o propósito de mudança, existe o sinal da presença do Espírito. Contudo, se existe a perseverança no erro, na opção pela morte, se torna impossível perdoar – restituir a vida – já que a opção da própria pessoa foi a morte.
Entendamos, não é a Igreja que não perdoa, ela não tem essa missão, ao contrário, ela trabalha o arrependimento favorecendo condições para isso, mas depende da pessoa abrir ou não seu coração ao Espírito. Será o Espírito, que é o Espírito da Vida, que provocará o arrependimento, que perdoará.
Peçamos ao Espírito Santo, o Espírto da Vida, da União, do Amor, que venha sobre nós, sobre as pessoas que amamos, sobre todos e recrie em nós o Homem segundo o Coração de Jesus, segundo os desejos de Deus. Assim, a partir de onde vivemos, o mundo será outro, será verdadeiramente um mundo onde reina a justiça e a paz. Não tenhamos medo de anunciar a Vida, de irmos contra a cultura de morte que nos é imposta através do consumismo, da valorização do prestígio, do ter, do levar vantagem e de tantas propostas que levam o Homem à escravidão e à morte.
Permitamos ao Espírito nos renovar, destruir em nós aquilo que é caduco, voltado à finitude, nos recriando como cidadãos livres!
Sejamos irmãos e filhos no Espírito. (CAS)

7 de junho de 2014 at 9:56 Deixe um comentário

7 de junho de 2014 at 9:55 Deixe um comentário

Pentecostes

 

2014-06-07 Rádio Vaticana

Rio de Janeiro (RV) - Ao concluir o tempo litúrgico da Páscoa, precedido pela Novena e Vigília de Pentecostes e, aqui no hemisfério sul, pela Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos, celebramos a Solenidade da vinda do Espírito Santo. Nossa Arquidiocese vive intensamente estes eventos nessa semana e, com renovado entusiasmo, se coloca à acolhida do Espírito Santo em sua vida e em nossa caminhada. É tempo de abrir a vida, a mente, o coração e acolher o “fogo do amor de Deus” e sair pelo mundo anunciando a grande notícia da Ressurreição de Jesus.
O Papa Francisco, em sua última missa na Terra Santa celebrou-a no Cenáculo, quando recordou que ali onde Jesus celebrou a última ceia e instituiu a Eucaristia é também o lugar da experiência de pentecostes, de onde saiu a Igreja enviada ao mundo para evangelizar.
Portanto, esta solenidade para nós é um marco do qual vemos o surgimento da Igreja, que é sustentada e animada pelo Dom e pela Força do Espírito Santo. A palavra Pentecostes, do grego pentekosté, é o quinquagésimo dia após a Páscoa. Comemoramos nesta solenidade o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus: “quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho” (Jo 15, 26-27). Dessa maneira, o Espírito Santo foi enviado sobre os Apóstolos e Cristo está presente na Igreja, que é continuadora da Sua missão.
A origem da festa de Pentecostes vem do Antigo Testamento: uma celebração da colheita (Ex 23, 14), dia de alegria e ação de graças, inicialmente uma festa agrária. Nela, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se a festa da renovação da Aliança no Sinai (Ex 19, 1-16). No Novo Testamento, Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os Apóstolos, juntamente com Maria, Mãe de Jesus, estavam reunidos nessa época quando se ouviu um ruído, “como se soprasse um vento impetuoso”. “Línguas de fogo” pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.
Pentecostes é a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos. Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): “Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos”. O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão.
“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava”. Que Espírito é este que encheu hoje os Apóstolos e a inteira Igreja de Cristo? Ele é o Espírito do Ressuscitado, soprado pelo Cristo Senhor. “Jesus disse: ‘Como o Pai me enviou, eu também vos envio’. Depois soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo’”!
Nele, tudo fora criado desde o princípio: “O Espírito do Senhor encheu o universo; ele mantém unidas todas as coisas e conhece todas as línguas” (Sb 1,7). Somente no Santo Espírito podemos compreender que toda a criação e toda a história são penetradas pela vida de Deus que nos vem pelo Cristo; somente no Santo Espírito podemos perceber a unidade e bondade radicais da criação que nos cerca, mesmo com tantas trevas e contradições. É o Santo Espírito, doce Consolador, que nos livra do desespero e da falta de sentido!
Nele, tudo se mantém, tudo tem consistência, tudo é precioso: “Encheu-se a Terra com as vossas criaturas: se tirais o seu respiro, elas perecem e voltam para o pó de onde vieram. Enviais o vosso Espírito e renascem, e da Terra toda a face renovais”. É por sua ação constante que tudo existe e persiste no ser. Sem ele, tudo voltaria ao nada e nada teria consistência real. Nele, tudo tem valor, até a mais simples das criaturas.
Sem ele, nada, absolutamente, podemos nós: “Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele!” Por isso, Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer (Jo 15,5)”, porque sem o seu Espírito Santo, que nos sustenta e age no mais íntimo de nós, tudo quanto fizéssemos não teria valor para o Reino dos Céus. Jesus é a videira, nós, os ramos; o Espírito é a seiva que, vinda do tronco, nos faz frutificar…
Ele é a nova Lei – não aquela inscrita sobre tábuas de pedra, mas inscrita no nosso coração (cf. Ez 11,19; Jr 31,31-34), pois “o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito que nos foi dado” (Rm 5,5). A lei de Moisés, em tábuas de pedra, fora dada no Sinai em meio a relâmpagos, trovões, fogo, vento e terremotos (cf. Ex 19); agora, a Nova Lei, o Santo Espírito, nos vem em línguas de fogo e vento barulhento e impetuoso, para marcar o início da Nova Aliança, do Amor derramado no íntimo de nós!
Ele tudo perdoa e renova em Cristo, pois é Espírito para a remissão dos pecados: “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados”! É, pois, no Espírito que a Santa Igreja anuncia a paz do Evangelho do perdão de Deus para a humanidade em Cristo Jesus.Ele nos une no Corpo de Cristo, que é a Igreja, pois “fomos batizados num único Espírito para formarmos um só corpo…” – Neste Corpo, ele nos enche de dons, carismas e ministérios, pois “a cada um é dada a manifestação do Espírito para o bem comum”. É no Espírito que a Igreja é una na diversidade de tantos dons e carismas; una nas diferenças de seus membros…
Ele faz a Igreja falar todas as línguas, fá-la abrir-se ao mundo, procurar o mundo com “santa inquietude”, não para render-se ao mundo ou imitá-lo ou perder-se nele, mas para “anunciar as maravilhas de Deus” em Cristo Jesus, chamando o mundo à conversão e à vida nova em Cristo!
Enfim, Ele torna Jesus sempre presente no nosso coração e no coração da Igreja e no-Lo testemunha incessantemente, sempre e em tudo que Jesus é o Senhor, pois “ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo”! – para a glória de Deus Pai.
“No Espírito Santo o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o Cristo Ressuscitado está presente, o evangelho se faz força do Reino, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade se transforma em serviço, a liturgia é memorial e antecipação, a ação humana se deifica” (Atenágoras).
Temos visto a ação do Espírito Santo na vida e a ação da Igreja, através da história, em nossas comunidades, em tantos irmãos e irmãs! Que a ação desse mesmo Espírito nos faça sempre olhar o mundo com os olhos de “discípulos missionários”.
Não tenhamos medo! Acolhamos hoje esse “dom de Deus”, o Espírito Santo, em nossa vida e deixemo-nos conduzir por Ele no seguimento de Cristo a caminho para o Pai! A vida transformada nos fará sinais da presença do Ressuscitado na história.
Vinde, Espírito Santo, renovai a face da Terra!
Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

7 de junho de 2014 at 9:53 Deixe um comentário

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