Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Sobre os Diáconos

 
Santo Estêvão – Mártir 
Diácono = Servo
 
O Diácono é o primeiro grau do sacramento da Ordem da Igreja Católica. Como o próprio nome indica, o Diácono ocupa-se sobretudo do âmbito caritativo (diaconia), embora possa também ensinar, fazer catequese, anunciar o Evangelho, pregar na Missa e assistir às celebrações litúrgicas.
 
O arquétipo do Diácono é o mártir Santo Estevão. Quando os Apóstolos, na primeira comunidade de Jerusalém, se viram sobrecarregados com muitas tarefas caritativas, encarregaram sete pessoas “para o serviço das mesas”, que viriam a ser consagrados por eles. Santo Estêvão, o primeiro a ser nomeado, agia “cheio de graça e de força” pela nova fé e pelos pobres da comunidade. Depois de o diaconado se ter convertido, ao longo dos séculos, num mero grau da Ordem, como passagem para o ministério presbiteral, tornou-se hoje novamente uma vocação independente para celibatários e casados. Assim, por um lado, o caráter serviçal da Igreja fica de novo acentuado; por outro, pretende-se, tal como na Igreja primitiva, que haja, ao lado dos Presbíteros, pessoas que assumam sobretudo tarefas eclesiais de teor sociopastoral. A ordenação diaconal também marca o ordenado irrevogavelmente para toda a vida. (Youcat)
 

Santo Estêvão – o Primeiro Diácono da Igreja – A Palavra diz: “Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária. Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar. Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício. Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra. Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos. Divulgou-se sempre mais a palavra de Deus. Multiplicava-se consideravelmente o número dos discípulos em Jerusalém. Também grande número de sacerdotes aderia à fé. Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes milagres e prodígios entre o povo. Mas alguns da sinagoga, chamada dos Libertos, dos cirenenses, dos alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, levantaram-se para disputar com ele. Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava. Então subornaram alguns indivíduos para que dissessem que o tinham ouvido proferir palavras de blasfêmia contra Moisés e contra Deus. Amotinaram assim o povo, os anciãos e os escribas e, investindo contra ele, agarraram-no e o levaram ao Grande Conselho. Apresentaram falsas testemunhas que diziam: Esse homem não cessa de proferir palavras contra o lugar santo e contra a lei. Nós o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré há de destruir este lugar e há de mudar as tradições que Moisés nos legou. Fixando nele os olhos, todos os membros do Grande Conselho viram o seu rosto semelhante ao de um anjo”.(Atos 6, 1-15)
 
 
“Do ponto de vista da sua significação teológica e função eclesial, o ministério do diaconado constitui um desafio à consciência e à prática da Igreja, nomeadamente para as questões que levanta ainda nos dias de hoje. A propósito dos diáconos, muitas testemunhas da Tradição lembraram que o Senhor escolheu gestos de humilde serviço para exprimir e tornar presente a realidade da “forma de servo” (Fl 2,7: morphe doulou) que assumiu com vista à missão de salvação. Concretamente, o diaconado nasceu como ajuda aos Apóstolos e seus sucessores, sendo estes mesmos entendidos servidores no seguimento de Cristo. Se o concílio Vaticano II reconstituiu o diaconado como ministério permanente, foi particularmente para responder a necessidades concretas (LG 29b) ou para conceder a graça sacramental àqueles que já realizavam funções diaconais (AG 16f). Mas a tarefa de identificar mais claramente tais necessidades e funções nas comunidades cristãs está ainda por cumprir, embora se disponha já da rica experiência das Igrejas particulares que, após o concílio, acolheram na sua pastoral o ministério permanente do diaconado”.(Comissão Teológica Internacional – Vaticano 2002)
 
A Palavra diz:Do mesmo modo, os diáconos sejam honestos, não de duas atitudes nem propensos ao excesso da bebida e ao espírito de lucro; que guardem o mistério da fé numa consciência pura. Antes de poderem exercer o seu ministério, sejam provados para que se tenha certeza de que são irrepreensíveis. As mulheres também sejam honestas, não difamadoras, mas sóbrias e fiéis em tudo. Os diáconos não sejam casados senão uma vez, e saibam governar os filhos e a casa”.(1 Tm 3, 8-10.12)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

29 de outubro de 2013 at 10:26 Deixe um comentário

Solenidade de Todos os Santos e Santas – As Bem-Aventuranças – São Mateus 5, 1-12 – 03 \ 11 \ 13

 

1. Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.

2. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:

3. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!

4. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!

5. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!

6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!

7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!

8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!

9. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!

10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!

11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.

12. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Deus quer que, pessoalmente e como povo, sejamos santos. A santidade é uma graça, pois somente Deus pode salvar-nos e, por meio de seu Espírito, nos santificar. Vivendo neste mundo cheio de hostilidades e rebeldias,  ser santo significa ir contra a corrente. A nova evangelização, tarefa da Igreja de hoje, será feita a partir do testemunho. Precisamos ser “assinalados” como discípulos e missionários de Jesus”. ((Deus Conosco- Ed. Santuário) 

Sobre as Bem-Aventuranças – O Catecismo (1717) da Igreja ensina: “As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da sua paixão e ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã; são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos”.

Versículos 1 e 2: “Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo”:

 

Jesus Cristo subiu a montanha para pregar – “A Igreja não se cansa de anunciar a bem-aventurança da reconciliação, da justiça e da paz através das vias tantas vezes incertas do mundo e as estradas tortuosas da história. Assim permanece fiel ao seu Senhor Jesus que «percorria todas as cidades e povoados ensinando em suas sinagogas e pregando o Evangelho do reino, enquanto curava toda sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9,35). (Doc. A Igreja em África ao Serviço da Reconciliação, da Justiça e da Paz)

A Palavra diz: “Foi-lhe (a Jesus) dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito (61,1s.): O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”.(Lc 4, 17-19)

Versículo 3: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!”

Ter coração de pobre para acolher a todos como irmãos, em Cristo Jesus – O Beato João Paulo II disse que é preciso que todos sejam “mobilizados para a grande tarefa de promoção de maior justiça, a construção de uma sociedade sempre mais justa, por isso mesmo mais humana. A justiça, porém, novo nome do bem comum, como já tive ocasião de dizer, só se consolidará sobre a base da conversão das mentes e das vontades: fazer que cada homem tenha coração de pobre: “Bem-aventurados os pobres de espírito”(Mt 5,3).

Os pobres, os doentes, os desamparados – Jesus Cristo “no início do Seu ministério, proclama: fui enviado a anunciar a Boa Nova aos pobres. Às vítimas da rejeição e do desprezo, declara: “bem-aventurados vós, os pobres”, fazendo-lhes, inclusive, sentir e viver já uma experiência de libertação, estando com eles, partilhando a mesma mesa, tratando-os como iguais e amigos, procurando que se sentissem amados por Deus, e revelando deste modo imensa ternura pelos necessitados e pecadores”. (Redemptoris Missio)

 

 

Versículo 4: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!”

O Beato João Paulo II explicou que “Jesus Cristo olhou sempre com predileção para os enfermos, os aflitos, as pobres, os deficientes e os que sofrem, reservando-lhes os impulsos mais ternos do seu Coração, os milagres maiores do seu poder e a certeza de um lugar especial no seu reino: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!”

A Palavra diz: “Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia! Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações”.(II Cor 1, 3-5)

 

Versículo 5: “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!”

É em Jesus Cristo que devemos buscar o modelo de mansidão citado nas bem-aventuranças – O Papa Emérito Bento XVI disse que “Jesus diz de si: «Eu sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29). Portanto, também esta palavra, «manso», «humilde», é uma palavra cristológica e exige de novo este imitar Cristo. Porque no Batismo somos conformados com Cristo, portanto devemos conformar-nos com Cristo, encontrar este espírito do ser mansos, sem violência, de convencer com o amor e com a bondade”.

A Palavra diz: “Não falem mal dos outros, sejam pacíficos, afáveis e saibam dar provas de toda mansidão para com todos os homens. Porque também nós outrora éramos insensatos, rebeldes, transviados, escravos de paixões de toda espécie, vivendo na malícia e na inveja, detestáveis, odiando-nos uns aos outros. Mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens. E, não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo”. (Tt 3, 2-5)

 

Versículo 6: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!”

Somente em Deus, podemos saciar a nossa fome e sede de justiça – O Beato João Paulo II disse que “cada homem vive e morre com certa sensação de a justiça não estar completa, porque o mundo não é capaz de satisfazer completamente um ser criado à imagem de Deus, de o satisfazer nem na profundidade da sua pessoa nem nos vários aspectos da sua vida humana. E assim, por meio desta fome de justiça, o homem abre-se a Deus que “é a justiça mesma”.

“O ser humano é tão grande que nada sobre a Terra o pode contentar. Só quando se volta para Deus ele fica satisfeito. Tira um peixe da água, que ele não conseguirá viver. Isso é o ser humano sem Deus”. (São João Maria Vianney)

 

 

Versículo 7: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!”

Jesus é a personificação da misericórdia, pois deu sua vida por nós – O Beato João Paulo II ensinou que “de certa maneira, sentimo-nos impelidos a oferecer a vida no dia-a-dia, manifestando a nossa misericórdia para com os irmãos, valendo-nos do dom do amor misericordioso de Deus. Damo-nos conta de que Deus, concedendo-nos a misericórdia, espera que sejamos testemunhas da misericórdia no mundo contemporâneo”.

Deixando de lado a ira e a arrogância exerceremos a misericórdia com nossos irmãos – A Palavra diz: “Também todos nós éramos deste número quando outrora vivíamos nos desejos carnais, fazendo a vontade da carne e da concupiscência. Éramos como os outros, por natureza, verdadeiros objetos da ira (divina). Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos!” (Ef 2, 3-5)

 

Versículo 8: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!”

Ter coração puro é ter um coração de criança – “Senhor, dai-nos a inquietação do coração que procura o vosso rosto. Protegei-nos do obscurecimento do coração que vê apenas a superfície das coisas. Concedei-nos aquela generosidade e pureza de coração que nos tornam capazes de ver a vossa presença no mundo. Quando não formos capazes de realizar grandes coisas, dai-nos a coragem de uma bondade humilde. Imprimi o vosso rosto nos nossos corações, para Vos podermos encontrar e mostrar ao mundo a vossa imagem”. (Oração da Via-Sacra do Vaticano)

O Catecismo Jovem (Youcat) §282 ensina: “O Evangelho é uma promessa de felicidade para todas as pessoas que desejam percorrer os caminhos de Deus. Jesus disse concretamente, sobretudo nas bem-aventuranças, que a bênção infinita se baseia em seguirmos o Seu estilo de vida e procurarmos a paz com o coração puro”.

 

Versículo 9: “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!”

Devemos sempre cultivar em nossas relações humanas a concórdia e a paz – O Beato João Paulo II disse: “Sim, caros irmãos e irmãs, deve haver paz nas nossas famílias, entre esposos e esposas, entre pais e filhos; paz nas nossas comunidades; paz nas nossas paróquias e nas nossas igrejas locais; paz na sociedade e em toda a terra; paz nos corações dos ministros de Cristo, nos corações dos religiosos e dos leigos, nos corações de todos os que abraçam o seu Evangelho de amor”.

A Palavra diz: “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos”.(Cl 3. 12-15)

 

 

Versículo 10: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!”

Somos perseguidos por sermos de Cristo, que foi perseguido até à morte. O Beato João Paulo II ensinou: “Cristo é o grande profeta. N’Ele cumprem-se as profecias, porque todas indicavam a Ele. Ao mesmo tempo, é n’Ele que se manifesta a profecia definitiva. É Ele que padece a perseguição por causa da justiça, plenamente consciente de que precisamente esta perseguição abre à humanidade as portas da vida eterna. Doravante, àqueles que acreditarem n’Ele deverá pertencer o reino dos céus”.

Os santos mártires foram perseguidos até à morte por professar a fé  em Cristo Jesus- O Papa Emérito Bento XVI disse que “em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas”.

 

 

Versículos 11 e 12: “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições”.

O Catecismo (1967) ensina: “A Lei evangélica «cumpre», apura, ultrapassa e leva à perfeição a Lei antiga. Nas «bem-aventuranças», ela cumpre as promessas divinas, elevando-as e ordenando-as para o «Reino dos céus». Dirige-se àqueles que estão dispostos a acolher com fé esta esperança nova: os pobres, os humildes, os aflitos, os corações puros, os perseguidos por causa de Cristo, traçando assim os surpreendentes caminhos do Reino”.

 

O meu lugar é o Céu. É lá que eu quero morar

A Palavra diz: “Então um dos Anciãos falou comigo e  perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde  vêm? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele  me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas  vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, estão diante do trono de Deus e o  servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará  em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os  abrasará, porque o Cordeiro, que está no meio do  trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará  toda lágrima de seus olhos”. ( Ap 7, 13- 16)

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Beato João Paulo II: “Acabamos de ouvir as palavras pronunciadas por Cristo no sermão da montanha. A quem se referem elas? Em primeiro lugar a Cristo mesmo. Ele é pobre, manso, pacificador, misericordioso e também perseguido por causa da justiça. Esta bem-aventurança põe-nos de maneira particular diante dos eventos da Sexta-Feira Santa. Cristo que é condenado à morte como um malfeitor, e sucessivamente crucificado”.

Oração

Oremos com a letra da música “Bem Aventurados”, do Padre Zezinho

Bem aventurados são os pobres
bem aventurado é quem chorou
bem aventurado é quem constrói
e faz permanecer
a paz do amanhecer
bem aventurados

o pobre porque um dia ainda reinará
quem chora que um dia se consolará
quem vive pela paz porque ela vai chegar
bem aventurados para sempre

bem aventurado é quem procura
o reino da justiça e do amor
quem conheça a força do perdão e sabe conservar sem mancha o coração
Bem aventurados

o justo porque um dia ainda governará
o homem que perdoa porque vencerá
o puro por ser filho mais ligado ao pai
bem aventurados para sempre

bem aventurado é quem padece
por causa da justiça e do perdão
bem aventurado é quem sofreu
por causa do seu Deus
por causa dos irmãos
Bem aventurados

feliz é todo aquele que se faz irmão
que faz da sua vida uma libertação
que tomba enfim ferido sem compatuar
bem aventurados para sempre(3x).

Há também uma reflexão sobre As Bem-Aventuranças postada em 19 \ 09 \ 10.
Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28 de outubro de 2013 at 11:55 Deixe um comentário

A oração, a justiça e a missão

 

Neste Domingo nos deparamos com o ensinamento que o Mestre Divino ministra no Evangelho de São Lucas. Na parábola do juiz iníquo são nos apresentadas no exemplo da viúva injustiçada as características da oração que chega ao Pai: perseverante, confiante, grito de justiça, humilde e voltada para o Reino. Neste ano da fé é importante salientar que a oração é a respiração da alma, nossa energia espiritual, fonte de inspirações, e comunhão com Deus.

Por isso Jesus levanta a pergunta: “e o Filho do Homem encontrará fé, quando Ele voltar?” A fé não é um pressuposto precisa ser irrigada diariamente com oração e entrega, oração que leve a conversão e mudanças de vida, pois se ela não transforma as grandes decisões e rumos do nosso projeto ela é mais um desabafo sentimental ou subjetivo que verdadeiro encontro com Deus. Por outra parte a oração autenticamente cristã nos conduz a pratica da justiça e a missão. A Bíblia que é um genuíno manual de espiritualidade e oração, não apresenta nenhum caso de pessoa que Deus tenha chamado e comunicado sua santa vontade que não tenha se tornado instrumento e mediador de uma missão em relação ao seu povo.

A oração muda o nosso olhar, amplia a nossa visão, nos faz enxergar a miséria, o sofrimento, a injustiça em rostos bem concretos e próximos, e nos faz agir com o coração, a mente e as mãos, iluminando nossos pés na caminhada. A experiência orante vai até as raízes mais profundas do ser alcançando e tocando a nossa interioridade, curando e libertando de feridas, mágoas, ressentimentos e machucados, que nos tiram a alegria e paixão de viver, roubando-nos a esperança, a paz e a serenidade que brota da certeza da fé na nossa filiação divina.
Finalmente, lembrando o tema deste mês missionário: juventude e missão, nossa oração deve ser tornar jovial, isto é, sincera, espontânea, filial, consciente e amorosa. O que agrada a Deus é a ternura, inocência e transparência dos pequeninos que dialogam com Ele a partir da vida, das fragilidades e das limitações próprias da nossa condição humana. Que sejamos missionários da oração, e orantes na missão como Maria Santíssima. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreira Paz- Bispo de Campos (RJ)

Fonte: CNBB

24 de outubro de 2013 at 4:59 Deixe um comentário

Trigésimo Domingo do Tempo Comum – A Parábola do Fariseu e do Publicano – São Lucas 18, 9-14 – 27 \ 10 \ 13

 

 

9.Jesus lhes disse ainda esta parábola a respeito de alguns que se vangloriavam como se fossem justos, e desprezavam os outros:

10.Subiram dois homens ao templo para orar. Um era fariseu; o outro, publicano.

11.O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali.

12.Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus lucros.

13.O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!

14.Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.

 

Sobre a parábola contada por Jesus Cristo

O Papa Emérito Bento XVI disse:  A “célebre parábola do fariseu e do publicano que foram ao Templo para rezar, Jesus indica inclusivamente um anônimo publicano como exemplo apreciável de confiança humilde na misericórdia divina: enquanto o fariseu se vangloria da própria perfeição moral, “o cobrador de impostos… nem sequer ousava levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador””. E Jesus comenta: “Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.

O Padre Bantu Mendonça: “Nesta parábola, temos a oposição radical entre dois orantes e dois tipos de oração: a oração arrogante e autossuficiente do fariseu e a oração confiante e humilde do publicano”.

 

O Contraste entre a oração do Publicano e do Fariseu

Na oração que dirigimos a Deus, devemos ter consciência do nosso “nada” diante do “Tudo” de Deus – “Talvez o publicano pudesse ter alguma justificação para os pecados cometidos, de modo a diminuir a sua responsabilidade. Porém, não é sobre estas justificações que se detém a sua oração, mas sobre a própria indignidade face à infinita santidade de Deus: «Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador» (Lc 18, 13). O fariseu, pelo contrário, justifica-se por si só, encontrando talvez uma desculpa para cada uma das suas faltas. Defrontamo-nos, assim, com dois comportamentos diversos da consciência moral do homem de todos os tempos”. (Doc.Veritatis Splendor – do  Beato João Paulo II)

Santo Agostinho disse que se procurarmos achar na oração do Fariseu  “o que ele pediu. Não encontra-se nada! Foi para rezar, mas não rezou a Deus; só louvou a si próprio! Mais ainda: não lhe bastou não rezar, não lhe bastou louvar a si próprio e ainda insultou aquele que rezava de verdade!”

Ao contrário da atitude do fariseu, orar é sair de nós mesmos e voltar o nosso olhar em direção a Deus, para adorá-lo como único Senhor e Salvador – O Catecismo (§2097) ensina que “adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer “o nada da criatura”, que não existe a não ser por Deus… A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo”.

S. Ambrósio de Milão orou assim: “De fato, o que é o homem se Vós não o visitais? Não esqueçais, portanto, o débil. Lembrai-Vos, ó Senhor, que me fizestes débil, e que do pó me plasmastes. Como poderei permanecer de pé, se Vós não me olhais continuamente para consolidar este barro, já que a minha consistência provém da Vossa face? “Se escondeis o Vosso rosto, tudo desfalece” (Sal 103, 29).

Embora sejamos pecadores e fracos, Deus vem sempre em nosso auxílio e nos sustenta pela força da oração – A Palavra diz: “Pois eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: Nada temas, eu venho em teu auxílio. Portanto, nada de medo, Jacó, pobre vermezinho, Israel, mísero inseto. Sou eu quem venho em teu auxílio, diz o Senhor, teu Redentor é o Santo de Israel”. (Is 41, 13-14)

 

“Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”

Santo Agostinho disse assim: “Escutaste o contraste entre o fariseu e o publicano; escuta agora a sentença. Escutaste o soberbo acusador e o réu humilde. Escuta, agora, o Juiz: ‘Em verdade eu vos digo: aquele publicano saiu do templo justificado, não o fariseu’. Senhor, dize-nos o motivo! Perguntas o por quê? Eis: ‘ Porque quem se exalta, será humilhado, e quem se humilha, será exaltado’. Ouviste a sentença; guarda-te bem de caíres no motivo; ouviste a sentença; preserva-te da soberba!”

O Catecismo (§2097) ensina que “Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que seu nome é santo”.

 

Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração

O Papa Bento XVI disse: “Humildade não é uma palavra qualquer, uma simples modéstia, uma coisa qualquer… mas é palavra cristológica. Imitar Deus que vem até mim, que é tão grande que se faz meu amigo, sofre por mim, morreu por mim. Esta é a humildade que se deve aprender, a humildade de Deus”.

A Palavra diz: “Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes”. (Fl 2, 5-9)

 

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “Também nós poderíamos ser tentados, como o fariseu, a recordar a Deus os nossos méritos… Mas, para subir ao Céu, a oração deve partir de um coração humilde, pobre… Reconheçamo-nos pequenos e necessitados de salvação e de misericórdia; reconheçamos que tudo provém dele e que só com a sua Graça se realizará aquilo que o Espírito Santo nos disse”.

 

 

Oração:

Oremos com o Magnificat:

46.E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,

47.meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

48.porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,

49.porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

50.Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.

51.Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.

52.Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.

53.Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.

54.Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,

55.conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

21 de outubro de 2013 at 11:14 Deixe um comentário

Vigésimo Nono Domingo do Tempo Comum – A Parábola da Viúva insistente e do Juiz injusto – São Lucas 18, 1-8 – 20 \ 10 \13 – Dia Mundial das Missões-

 

 

1.Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo.

2.Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava pessoa alguma.

3.Na mesma cidade vivia também uma viúva que vinha com freqüência à sua presença para dizer-lhe: Faze-me justiça contra o meu adversário.

4.Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, refletiu consigo: Eu não temo a Deus nem respeito os homens;

5.todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, senão ela não cessará de me molestar.

6.Prosseguiu o Senhor: Ouvis o que diz este juiz injusto?

7.Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los?

8.Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?

 

Nosso Senhor Jesus Cristo ensina, através da parábola da viúva insistente e do juiz injusto, a necessidade de perseverarmos na oração – O Papa Emérito Bento XVI disse que essa parábola “fala acerca de um juiz que não tem medo de Deus e não tem consideração por ninguém, um juiz que não tem uma atitude positiva, mas procura unicamente o próprio interesse. Não teme o juízo de Deus e não tem respeito pelo próximo. A outra personagem é uma viúva, uma pessoa que vive em situação de debilidade. Na Bíblia, a viúva e o órfão são as categorias mais necessitadas, porque indefesas e desprovidas de meios”.

A Palavra diz: “O Senhor não faz acepção de pessoa em detrimento do pobre, e ouve a oração do ofendido. Não despreza a oração do órfão, nem os gemidos da viúva. As lágrimas da viúva não correm pela sua face, e seu grito não atinge aquele que as faz derramar? Pois da sua face sobem até o céu; o Senhor que a ouve, não se compraz em vê-la chorar”.(Eclo 35, 16-19)

Se o juiz injusto ouviu os pedidos insistentes da viúva, quanto mais o Pai, que é misericórdia e amor, ouvirá a oração de seus filhos necessitados – O Papa Emérito Bento XVI explicou: “A viúva do Evangelho faz pensar nos “pequeninos”, nos últimos, mas também em numerosas pessoas simples e justas, que sofrem devido às prepotências, se sentem impotentes diante do perdurar do mal-estar social e são tentadas pelo desânimo. Jesus reitera-lhes: observai com que tenacidade esta pobre viúva insiste e, no final, é ouvida por um juiz desonesto! Como poderíeis pensar que o vosso Pai celestial, bom, fiel e poderoso, que deseja somente o bem dos seus filhos, não vos haverá de render justiça no tempo devido?”

Precisamos crer que a nossa oração será ouvida pelo Pai. Confiando em sua misericórdia, devemos insistir até receber a graça. O Papa Emérito Bento XVI disse que “esta viúva parece desprovida de qualquer possibilidade. Mas ela insiste, pede sem se cansar, é inoportuna, e assim finalmente consegue obter um resultado do juiz. Nesta altura, Jesus faz uma reflexão, recorrendo a um argumento a fortiori: se um juiz desonesto, no final, se deixa convencer pela oração de uma viúva, quanto mais Deus, que é bom, atenderá quem a Ele recorre. Com efeito, Deus é a generosidade em Pessoa, é misericordioso e portanto sempre disposto a acolher as orações. Por conseguinte, nunca devemos desesperar, mas insistir sempre na oração”.

A Palavra que: “Naquele dia não me perguntareis mais coisa alguma. Em verdade, em verdade vos digo: o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará. Até agora não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja perfeita”.(Jo 16, 23-24)

Rezar é pedir a Deus com garrra, sem esmorecer – O Papa Francisco explicou: “Como nós rezamos? Rezamos assim, por hábito, piedosamente mas tranquilos, ou nos colocamos com coragem diante do Senhor para pedir a graça, para pedir aquilo pelo qual rezamos? (É preciso, pedir) a coragem na oração: uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração. A coragem de ter confiança de que o Senhor nos ouça, a coragem de bater à porta … O Senhor diz: “Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e quem bate, a porta se abre”. É preciso pedir, procurar e bater”.

O fruto maior da oração é: receber o próprio Deus, o Espírito Santo – O Papa Francisco disse: “Quando nós rezamos corajosamente, o Senhor nos concede a graça, mas também Ele se dá a si mesmo na graça: o Espírito Santo, ou seja, si mesmo!Não façamos a desfeita de receber a graça e não reconhecer Quem a dá: o Senhor”.

A Palavra diz: “Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem”.(Lc 11, 11-13)

A fé na oração – O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “A conclusão do trecho evangélico fala da fé: «Quando o Filho do Homem vier, acaso encontrará a fé sobre a terra?» (Lc 18, 8). Trata-se de uma interrogação que quer suscitar um aumento de fé da nossa parte. Com efeito, é claro que a oração deve ser expressão de fé, pois caso contrário não é verdadeira oração. Quem não crê na bondade de Deus não pode rezar de modo verdadeiramente adequado. A fé é essencial como base da atitude da oração”.

A Palavra diz: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos declaro que, se tiverdes fé e não hesitardes, não só fareis o que foi feito a esta figueira, mas ainda se disserdes a esta montanha: Levanta-te daí e atira-te ao mar, isso se fará…Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis”.(Mt 21, 21-22)

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu: “Se o injusto juiz, por fim, reagiu ao lamento da viúva simplesmente para se ver livre dela, não responderá Deus, que é completamente justo, às orações dos que lhe pertencem, que trabalham debaixo da injustiça e opressão? Se um simples sentimento egoísta prevaleceu sobre o homem perverso, muito mais ainda os santos podem esperar de Deus. Se a importunação e a perseverança da viúva finalmente prevaleceram, muito mais ainda essas virtudes prevalecerão com relação a Deus”.

Oração:

Senhor Jesus, fortaleça a nossa fé!

Pra que a dúvida não nos impeça de continuar clamando a Ti;

Para que a desesperança  não nos impeça de alcançar a vitória.

Senhor Jesus, fortaleça a nossa fé!

Para perseverarmos na oração até o cumprimento das Tuas promessas;

Para crermos sempre que tens poder para realizar o que quiseres.

Obrigado Senhor Jesus, porque nos ama e quer sempre o melhor para nós!

Obrigado Senhor Jesus, porque nos dá o Espírito Santo de amor!

Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

15 de outubro de 2013 at 10:33 Deixe um comentário

Vigésimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – A Cura dos Dez Leprosos – São Lucas 17, 11-19 – 13 \ 10 \ 13

A cura do leproso por Jesus
           

 

11. Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galileia.

12. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando:

13. Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!

14. Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados.

15. Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz.

16. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano.

17. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove?

18. Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?!

19. E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou.

 

O Beato João Paulo II resumiu assim o Evangelho de hoje: “No Evangelho de São Lucas, os dez leprosos vieram ao encontro de Jesus suplicando-Lhe que os curasse. O Senhor recomenda-lhes que se mostrem aos sacerdotes, e ao longo do caminho sentiram-se curados. Um deles volta para agradecer. No seu agradecimento, mostra uma fé que é forte, alegre e cheia de louvor pela maravilha dos dons de Deus. Evidentemente Jesus tocou com o Seu amor a intimidade profunda da existência desse homem”.

 

Versículos 11 a 14: “Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galileia. Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que o “Segundo Livro dos Reis”, narra o episódio da cura de Naamã, chefe do exército arameu, também ele leproso, que é curado mergulhando sete vezes nas águas do rio Jordão, segundo a ordem do profeta Eliseu. Também Naamã volta a procurar o profeta e, reconhecendo nele o mediador de Deus, professa a fé do único Senhor. Portanto, dois doentes de lepra, dois não-judeus, que são curados porque acreditam na palavra do enviado de Deus. Eles são curados no corpo, mas abrem-se à fé, que os cura na alma, ou seja, que os salva”.

Padre Jhon Baptist disse: “Deus nos ama pessoalmente, sua palavra transmite em nós vida, por isso o Senhor nos diz: “Ide”. Saiba que é na medida do caminho, na resposta a ordem de Jesus que aqueles homens (10 leprosos) foram curados, da mesma forma, pelo seu amor, vamos nos colocando a caminho, e assim, somos curados. Deus nos ama tanto que restaura nossas forças, como aconteceu com aqueles leprosos, somos chamados a saímos do pecado, da doença, de tudo o que hoje é barreira, empecilho, e irmos ao encontro Dele na Igreja, junto aos sacerdotes”.(Pregador – Canção Nova)

A Palavra diz: “Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres” (Mt 11, 4-5).

Versículos de 15 a 19: “Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano. Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?! E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou”.

Padre Bantu explicou: “Não eram dez os curados? Onde estão pois, os outros nove?” Sua obediência à palavra de Jesus consegue a cura mas aparentemente sua falta de agradecimento os desvia de quem foi seu salvador. Em Jesus, o samaritano, infiel e herege segundo os judeus encontrou o Deus verdadeiro e o seu representante na terra. Por isso dirá Jesus ao samaritano: “…tua fé te salvou”.

Padre Marcelo Rossi disse assim: “Ao lermos essa passagem, percebemos que Jesus sente compaixão por todos os homens, não importa quais sejam as suas dores. Mas notamos também que a humanidade não mudou muito desde o tempo de Jesus. Quantas pessoas ainda hoje são incapazes de agradecer, quantos se esquecem de dizer um simples obrigado ao receber um favor, uma ajuda ou uma gentileza.”

A Palavra diz: “Irmãos, sede agradecidos. Cantai a Deus, em vossos corações, com Salmos, hinos e cânticos inspirados pelo Espírito. E tudo o que disserdes ou fizerdes, que seja sempre no nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai” (Cl 3,16-17).

Padre Queiroz disse que “quem é grato a Deus, é também grato às pessoas pelos benefícios que recebe. Por outro lado, quem é ingrato a Deus, é ingrato também ao próximo”.

A Oração Eucarística II diz assim sobre a necessidade de agradecer a Deus, sempre e em todo lugar – “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso Salvador e Redentor, verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cumprir a vossa vontade, e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por ele, os anjos celebram vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, dizendo (cantando) a uma só voz:  Santo, Santo, Santo…”

 

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras do Cardeal Javier L. Barragán: “Desde sempre a Igreja, fiel à sua missão, repete o ato misericordioso do Mestre Divino que, no gesto de cura dos leprosos, indica que a Redenção está em ato ( Lc 7, 22). E é neste caminho aberto por Cristo Jesus que tantos se envolveram pessoalmente. Ao lado de São Francisco de Assis, do Beato Damião de Veuster, do Beato Pedro Donders, ainda hoje no nosso mundo continua o empenho de um vasto número de anônimas “testemunhas do amor misericordioso de Deus”, que escolheram viver livremente “com e para” os irmãos e as irmãs doentes de hanseníase”.

Oração

Do Padre Marcelo Rossi (Do livro Kairós):

“Jesus, peço a graça da transformação, um verdadeiro Kairós em minha vida. Sei que posso recorrer a Ti porque o Senhor me escuta. Mas quero ir além e sentir a felicidade de um coração agradecido. Quero ser uma pessoa grata, que reconhece o quanto Tu queres o nosso bem. Perdão pelas vezes que me esqueci de agradecer à Tua infinita bondade e fiquei preso ao meu egoísmo. Alivia-me com Teu perdão, Jesus. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 de outubro de 2013 at 12:12 Deixe um comentário

Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – Fé como um grão de mostarda – São Lucas 17, 5-10 – 06 \ 10 \ 13

 

5.Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé!

6.Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.

7.Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa?

8.E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu?

9.E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação?

10.Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Reunimo-nos para reavivar em nós a chama do amor e da fé operante e transformadora, que nos compromete com o projeto de Jesus. O olhar da fé nos mostra o rosto sofrido de homens e mulheres desorientados pelas injustiças e necessitados do serviço e da missão da Igreja. O mês missionário nos apresenta o tema: “Juventude em missão” e o lema: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1, 7b).

 

Versículos 5 e 6: “Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé! Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá”.

O Papa Emérito Bento XVI explica sobre o grão de mostarda: “O grão de mostarda, considerada a menor de todas as sementes. Porém, embora seja tão pequenina, ela está cheia de vida, e do seu partir-se nasce um rebento capaz de romper o terreno, de sair à luz do sol e de crescer até se tornar «maior que todas as hortaliças» (cf. Mc 4, 32): a debilidade é a força da semente, o romper-se é o seu poder.”

Padre Bantu disse: “A imagem utilizada por Jesus mostra que, com a “fé” tudo é possível: quando se adere a Jesus e ao “Reino” com coragem e determinação, isso implica uma transformação completa da pessoa do discípulo e, em consequência, uma transformação do mundo que o rodeia. Aderir ao “Reino” com radicalidade é ter na mão a chave para mudar o rumo, mesmo que essa transformação pareça impossível… O discípulo que adere ao “Reino” com coragem e determinação é capaz de autênticos “milagres”…

A luz da fé – O Papa Emérito Bento XVI ensinou que a luz da fé ilumina nossa escuridão,”nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova”.

Santo Agostinho: “Se não podes entender, crê para que entendas. A fé precede, o intelecto segue”.

Papa Francisco explicou que “a fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a vida. Transformados por este amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há nele uma grande promessa de plenitude e se nos abre a visão do futuro”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O que significa crer hoje? Com efeito, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua sem dúvida um conhecimento das suas verdades e dos acontecimentos da salvação, mas sobretudo que nasça de um encontro verdadeiro com Deus em Jesus Cristo, do amá-lo, do ter confiança nele, de modo que a vida inteira seja envolvida por Ele”.

A fé é dom de Deus, mas é também um ato livre e humano – O Catecismo (154) ensina: “O ato de fé só é possível pela graça e pelos auxílios interiores do Espírito Santo. Mas não é menos verdade que crer é um acto autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade nem à inteligência do homem confiar em Deus e aderir às verdades por Ele reveladas”.

 

Versículos 7 a 10: “Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa? E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu? E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação? Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”.

Padre Bantu explicou: “Temos só um dever na terra: cumprir bem nossa obrigação. Apesar de ser uma simplificação muito fácil, esse modo de dizer ensina que temos de ser responsáveis por aquilo que fazemos. E aquilo que fazemos dirá aos outros quem somos.Assim como o empregado que sabe o que tem de fazer e faz. Faz porque tem de fazer e pronto. A cozinheira responsável faz bem a comida e não precisa ficar esperando elogios. Se os elogios vierem, graça a Deus! Mas se não vieram ela já cumpriu sua obrigação”.

O dom do serviço vem de Deus e deve ser utilizado para o crescimento do Reino – O Papa Emérito Bento XVI disse: “Quem se acha em condições de ajudar (aos irmãos) há-de reconhecer que, precisamente deste modo, é ajudado ele próprio também; não é mérito seu nem título de glória o fato de poder ajudar. Esta tarefa é graça. Quanto mais alguém trabalhar pelos outros, tanto melhor compreenderá e assumirá como própria esta palavra de Cristo: « Somos servos inúteis » (Lc 17, 10). Na realidade, ele reconhece que age, não em virtude de uma superioridade ou uma maior eficiência pessoal, mas porque o Senhor lhe concedeu este dom”.

“Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer” – Padre Bantu disse: “Temos obrigações de religião; por isso se somos cristãos precisamos respeitar as exigências inerentes à nossa fé. Temos obrigações sociais; por isso se queremos conviver bem com as pessoas, precisamos descobrir quais são nossas obrigações para com elas e tentar uma convivência responsável e amigável. Temos obrigação para com mesmos; por isso precisamos cuidar de nossa saúde, da saúde do corpo e da saúde da alma e assim por diante. Mesmo se estivéssemos sozinhos no mundo, ainda assim não estaríamos livres de obrigações”.

 

A fé e as obras

O Papa Francisco disse que “a luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para tantos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá. Compreenderam o mistério que há neles; aproximando-se deles, certamente não cancelaram todos os seus sofrimentos, nem puderam explicar todo o mal. A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho”.(Lumen Fidei)

A Palavra diz: “De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma”. (Tg 2, 14-17)

A Fé da Virgem Maria

O Beato João Paulo II disse: “Bem-aventurada aquela que acreditou»: assim foi saudada Maria, pela sua parente Isabel, também ela «cheia do Espírito Santo»…Maria entrou na história da salvação do mundo mediante a obediência da fé”.

O Papa Leão XIII explicou: “Maria, com efeito, é aquela que gerou o “autor da fé”, e que, em razão da sua fé, foi saudada “Bem-aventurada”.

 

O Ano da Fé – de 11 \ 10 \ 12   a    24 \ 11 \ 13

O Papa Emérito Bento XVI proclamou: “À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II, com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé”.

Conclusão:

A fé em Jesus Cristo Nosso Senhor – Concluímos essa reflexão com esses versículos tão significativos e fundamentais para toda a nossa existência aqui na terra e na eternidade – A Palavra diz: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.(Jo3, 16-17)

Oração:

Do Beato João Paulo II: “Comecemos já a rezar uns pelos outros: um momento de oração silenciosa, com Maria Santíssima, Mãe da nossa confiança… para que a nossa fé cresça forte e irradiante, segundo a imagem evangélica do grão de mostarda. Como a fé de Nossa Senhora: ela esteve tão perto de Deus que pôde acolher o Verbo, vindo para que todos os que n’Ele crêem, se tornem filhos de Deus”.

Do Padre Bantu: “Deus, meu Pai, uma coisa que eu gostaria de ouvir de Vós, quando eu chegar ao céu, é este elogio: tu cumpriste a tua obrigação, entre na alegria do Teu Senhor. Mas para eu receber esse elogio preciso muito da vossa ajuda; preciso saber distinguir a vossa vontade, para não cair no engano de só fazer a minha. Jesus de Nazaré tinha um único objetivo: fazer a vossa vontade. Assim Ele disse, e assim Ele cumpriu até ao fim de Sua vida, quando, pregado na cruz e já sem forças reclamou: TUDO ESTÁ CONSUMADO. Depois, porém, num último esforço, entregou Seu espírito em vossas mãos, num gesto de submissão total. Ele fez tudo bem feito. Ele cumpriu Sua obrigação. Pai Santo dê-me a graça de cumprir, como Ele, bem a minha missão para que, alegremente, eu mereça receber o grande elogio: Vinde, bendito do meu Pai, pelo dever cumprido. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30 de setembro de 2013 at 10:51 Deixe um comentário

Vigésimo Sexto Domingo do Tempo Comum – O Rico e o Lázaro – São Lucas 16, 19-31 – 29 \ 09 \ 13

 

19. Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava.

20. Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico.

21. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico… Até os cães iam lamber-lhe as chagas.

22. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.

23. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio.

24. Gritou, então: – Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas.

25. Abraão, porém, replicou: – Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento.

26. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá.

27. O rico disse: – Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos,

28. para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos.

29. Abraão respondeu: – Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos!

30. O rico replicou: – Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão.

31. Abraão respondeu-lhe: – Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.

 

Iniciemos essa reflexão com o comentário litúrgico: “Chamados a participar da Eucaristia, o banquete da vida eterna, acolhamos o apelo que a liturgia de hoje nos faz para passarmos da avareza para a partilha e do egoísmo para a solidariedade. Neste dia da Bíblia, a palavra de Deus abra os nossos olhos e ouvidos para vermos a realidade e escutarmos o clamor dos Lázaros sofredores de nossa sociedade”.

V. 19 – Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava”

Não devemos deixar que os bens materiais nos tornem insensíveis às necessidades do irmão – Padre Bantu disse assim: “Esta parábola não visa tratar sobre caridade e falta de caridade. Não diz que o rico negava esmolas a Lázaro. Talvez até ignorasse a presença dele junto de sua casa, fechado como estava em seu bem-estar, que não lhe permitia perceber problemas alheios como às vezes dizem: “cada um por si e Deus por todos”.

Numa sociedade justa, não deve haver situações como a de Lázaro – O Beato João Paulo II disse que a “riqueza, infelizmente, é de regra ocasião de divisão e incentivo à luta: ela deve tornar-se, pelo contrário, instrumento de comum participação na alegria de uma vida digna de seres humanos”.

 

V.20 e 21-“Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico… Até os cães iam lamber-lhe as chagas”.

O Beato João Paulo II disse que o Evangelho de hoje “proclama com clareza que, no estridente contraste entre ricos insensíveis e os pobres necessitados de tudo, Deus está com estes últimos. Não é lícito resignar-se ao espectáculo imoral de um mundo em que ainda existe quem morre de fome, não tem casa, se encontra privado da instrução mais elementar, não dispõe das curas necessárias em caso de doença e não encontra trabalho. E este elenco de antigas e novas pobrezas poderia prolongar-se sem medida”.

Há várias formas de restituir à dignidade aos nossos irmãos necessitados – O Catecismo (2447) ensina que podemos atender “nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência…dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus”.

 

V. 23- “E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio”

Lázaro foi saciado do verdadeiro bem: o céu – A Palavra diz: “Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. (Lc 1, 53)

O rico foi para os “tormentos do inferno” – Padre Bantu explicou: “O rico morreu sem fome física nem espiritual: nada mais espera na outra vida, satisfeito que estava em seu bem-estar. Lázaro que teve fome física e doenças, tinha fome de uma realidade melhor do que a vida terrestre. No além, a fome material e espiritual de Lázaro era saciada, ao passo que no rico, ela não existia”.

A Palavra diz: “E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!” (Mc 10,23)

 

V. 25- “Abraão, porém, replicou: – Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento”.

A Palavra diz: “Mas ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação!” (Lc 6, 24)

O dinheiro pode corromper o coração humano -Padre Bantu disse que “uma situação de poder e prazeres pode insensibilizar a mente, tornando-a insensível às necessidades dos outros. Pode fechar a porta do céu, tirando a fome da vida eterna, se já se julga satisfeito com seus bens”.

A Palavra diz: “Exorta os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos nem ponham sua esperança nas riquezas volúveis, mas em Deus, que nos dá abundantemente todas as coisas para delas fruirmos”. (1 Tm 6,17)

Deus não quer ninguém no inferno, por isso enviou seu Filho Jesus Cristo para nos salvar. O Catecismo (§ 1037) ensina: “Deus não predestina ninguém para o Inferno; para isso é preciso uma aversão voluntária a Deus (um pecado mortal) e persistir nela até o fim. Na Liturgia Eucarística e nas orações cotidianas de seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, que quer “que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se” (2Pd 3,9).

 

V. 29- “Abraão respondeu-lhe: – Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos”

“Celebrar  este dia da Bíblia é reconhecer a importância da Palavra de Deus em nossa vida”.

O Catecismo ( §543) ensina: “Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico está destinado a acolher os homens de todas as nações. Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus”.

Deus dialoga conosco. A sua Palavra diz quem Ele é e o que devemos ser e fazer para um dia participar do seu reino de amor, como aconteceu com o mendigo Lázaro. Por isso devemos buscar, através da inspiração do Espírito Santo, compreender a Palavra de Deus.  O Papa Francisco disse que é necessário buscar “uma compreensão mais profunda da palavra que Deus nos dirige: palavra que Deus pronuncia sobre Si mesmo, porque é um diálogo eterno de comunhão, no âmbito do qual é admitido o homem. Assim, é própria da teologia a humildade, que se deixa « tocar » por Deus, reconhece os seus limites face ao Mistério e se encoraja a explorar, com a disciplina própria da razão, as riquezas insondáveis deste Mistério”.

Jesus é a Palavra de Deus que se encarnou no meio de nós (Jo 1, 14) – A Palavra diz: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida”. (Jo 5, 24)

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu: “O tempo da conversão é hoje e agora. A morte nos estabelece em nossa condição definitiva: ou o Céu para sempre ou o inferno para sempre. Esta parábola nos leva a concluir que quando eu e tu, deixarmos este mundo, receberemos uma sentença. Veja que Lázaro foi levado ao “seio de Abraão” e o rico aos tormentos do inferno. Isto pressupõe uma sentença de Deus logo após a minha e a tua morte. E ela é definitiva, pois o mau não pode passar para o lugar do justo, e nem vice-versa. Eu já fiz a minha opção: quero ir para o seio de Abraão! E tu para onde queres ir?”

 

Oração

Do Beato João Paulo II: “A Virgem Santíssima ajude todos nós a crescermos na dimensão da fraternidade. Maria, invocada nas Ladainhas lauretanas como Consoladora dos aflitos, serve-se também dos nossos braços e do nosso coração para fazer chegar a quem se encontra em necessidade o seu conforto e a sua solicitude materna”.

Do círculo bíblico: “Ó Deus dos pobres, obrigado por este encontro, no qual refletimos sobre vossa palavra, que nos mostra vossa predileção pelos pobres. Nós vos bendizemos, ó Pai, porque escutais o lamento do pobre, libertais o oprimido e nutris o órfão e a viúva. Abri nossos olhos, para vermos vosso semblante no pobre e no abandonado, e ajudai-nos a romper as malhas do egoísmo e da indiferença. Por Cristo, nosso Senhor”.

Há no Blog uma reflexão desse mesmo Evangelho, postada em 19 de março de 2011.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

23 de setembro de 2013 at 13:31 Deixe um comentário

Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comum – Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro – São Lucas 16, 1-13 – 22 \ 09 \ 13

 

 

1. Jesus disse também a seus discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador. Este lhe foi denunciado de ter dissipado os seus bens.

2. Ele chamou o administrador e lhe disse: Que é que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens.

3. O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha.

4. Já sei o que fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando eu for despedido do emprego.

5. Chamou, pois, separadamente a cada um dos devedores de seu patrão e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu patrão?

6. Ele respondeu: Cem medidas de azeite. Disse-lhe: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve: cinqüenta.

7. Depois perguntou ao outro: Tu, quanto deves? Respondeu: Cem medidas de trigo. Disse-lhe o administrador: Toma os teus papéis e escreve: oitenta.

8. E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes.

9. Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos.

10. Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes.

11. Se, pois, não tiverdes sido fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras?

12. E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?

13. Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.

 

Iniciemos essa reflexão com o comentário da liturgia: “Em espírito de oração e ação de graças, nós nos reunimos para celebrar a Eucaristia, sacramento da alegria e da salvação. Hoje somos convidados a ser criativos e fiéis na administração dos bens que Deus nos confia. Seguir Jesus implica romper com a ganância e pôr os nossos recursos a serviço da construção da fraternidade entre todos”.

Padre Bantu disse assim: “Jesus continua nos ensinando a como usar das coisas do mundo tendo como motivação as coisas do alto. Não podemos separar as duas realidades. Temos que viver aqui com o sentido naquilo que viveremos depois. Uma coisa não dispensa a outra. O verdadeiro bem é a vida eterna, prometida àqueles que viverem bem, isto é, com fidelidade, a vida terrena”.

 

O acordo do administrador com os devedores

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Como sempre o Senhor inspira-se em acontecimentos da vida quotidiana: narra sobre um administrador que está para ser despedido pela desonesta gestão dos negócios do seu patrão e, para garantir o seu futuro, procura com astúcia pôr-se de acordo com os devedores. É sem dúvida um desonesto, mas astuto: o Evangelho não no-lo apresenta como modelo para seguir na sua desonestidade, mas como um exemplo a ser imitado pela sua habilidade previdente”.

Padre Bantu explicou: “É sabido que os administradores não recebiam na Palestina um salário, mas uma comissão que era cobrada, colocando com frequência interesses exorbitantes aos credores. A atuação de administrador deve ser entendida assim: o que devia cem barris de azeite tinha emprestado cinqüenta e nada mais, os outros cinqüenta eram a comissão correspondente que o administrador renunciava com a vantagem de conseguir amigos para o futuro. Renunciando à comissão, o administrador não lesa em nada os interesses do seu patrão. Daí que o patrão o felicite por saber garantir o futuro dando o “dinheiro injusto” a seus credores”.

 

 

“Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes”

O papa Emérito Bento XVI disse assim: “Na realidade, a vida é sempre uma opção: entre honestidade e desonestidade, entre fidelidade e infidelidade, entre egoísmo e altruísmo, entre bem e mal. É incisiva e peremptória a conclusão do trecho evangélico: “Servo algum pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro”. Com efeito, diz Jesus: “É preciso decidir-se”.

“Pequenas coisas são de fato pequenas. Mas ser fiel nas pequenas coisas, é uma grande coisa.” (Madre Teresa de Calcutá)

 

 

“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”

São Paulino de Nola disse: “Tenham os ricos as suas riquezas e os reis os seus reinos; Vós, meu Jesus, sois o meu tesouro e o meu reino”.

Padre Bantu disse: “O afã do dinheiro é a fronteira que divide o mundo em dois; é a barreira que nos separa dos outros e faz com que o mundo esteja organizado em classes antagônicas: ricos e pobres, opressores e oprimidos; a ânsia do dinheiro é o inimigo número um que impossibilita o mundo ser uma família unida onde todos se sentem à mesa da vida. Por isso o discípulo, para garantir o futuro, deve estar disposto no presente a renunciar ao dinheiro que leva à injustiça e torna impossível a fraternidade”.

Santa Teresa D’Ávila disse: “Quem quiser chegar à santidade deve vir sem nenhum outro desejo senão o de agradar a Deus”.

Reflexão da Comunidade Shalon:  “Jesus avisa os discípulos de que a aposta obsessiva no “deus dinheiro” não é o caminho mais seguro para construir valores duradouros, geradores de vida plena e de felicidade. É preciso sugere ele que saibamos aquilo em que devemos apostar O que é, para nós, mais importante: os valores do “Reino” ou o dinheiro? Na nossa atividade profissional, o que é que nos move: o dinheiro, ou o serviço que prestamos e a ajuda que damos aos nossos irmãos? O que é que nos torna mais livres, mais humanos e mais felizes: a escravidão dos bens ou o amor e a partilha?”

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu:  “Você está usando o dinheiro que ganha, com justiça, ou você o tem usado só para comprar as coisas do mundo?- Os bens que você amealha o ajudam a adquirir um tesouro no céu? Em que você tem investido o seu dinheiro injusto? Você o esbanja com coisas supérfluas? Você tem ajudado as pessoas que estão precisando, porque passam necessidade?”

Oração

Do Círculo Bíblico: “Ó Deus de amor, acolhei nosso desejo de vos servir nas mínimas coisas, embora saibamos que esse propósito não é fácil de ser assumido. Reconhecemos que não agimos como discípulos de Cristo quando nos deixamos vencer pela ganância, pela comodidade e pela idolatria do dinheiro. Ajudai-nos no correto uso dos bens, a fim de investi-los generosamente em favor dos outros. Por Cristo, nosso Senhor”.

Do Monsenhor Jonas  Abib: “Senhor, dá-me a graça de ser hoje tudo aquilo que eu devo ser. De fazer hoje tudo que eu devo fazer. Amanhã será outro dia e eu serei aquilo que Tu queres que eu seja hoje. Por hoje serei fiel. Amanhã será amanhã. Cada dia terá as dificuldades próprias. Mas hoje eu me comprometo a ser fiel em tudo o que Senhor me confia. Dá-me a graça da fidelidade nas pequenas coisas, para que diante das grandes dificuldades, eu não esmoreça. Senhor, quero viver no hoje a minha vocação”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

16 de setembro de 2013 at 21:21 Deixe um comentário

Exaltação da Santa Cruz – 14 de Setembro

 

Exaltação da Santa Cruz, verdadeira esperança
Hoje é o dia da solenidade da Exaltação da Santíssima Cruz de Cristo. Cruz que recorda o crucificado, que é sinal de salvação e simbolo da nossa fé.
Rezemos juntos neste dia com toda a Igreja agradecendo a Jesus, pela nossa salvação.
” Salve, salve Cruz santa, salve, glória do mundo, verdadeira esperança, nosso gozo profundo. Salvação nos perigos, és da graça o sinal. Dás a todos a vida, doce lenho vital. Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por ti redimidos, te cantamos louvor. Doce glória do mundo, nos teus braços abertos os escravos do lenho são, no lenho, libertos. Honra e glória a Deus Pai pela Cruz de seu Filho, que, no lenho elevado, a vestiu com seu brilho. Honra e glória ao Espírito, da Trindade na luz. E nos céus e na terra brilhe a glória da Cruz. ” – Hino da Liturgia das horas
Fonte: Canção Nova

14 de setembro de 2013 at 21:14 Deixe um comentário

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