Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Homilia do Papa na Missa, na Terra Santa (Amã)

 

2014-05-24 Rádio Vaticana

Ouvimos, no Evangelho, a promessa de Jesus aos discípulos: «Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco» (Jo 14, 16). O primeiro Paráclito é o próprio Jesus; o «outro» é o Espírito Santo.
Aqui não estamos muito longe do lugar onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Jesus de Nazaré, depois de João O ter baptizado no rio Jordão (cf. Mt 3, 16). Por isso, o Evangelho deste domingo e também este lugar, onde, graças a Deus, me encontro como peregrino, convidam-nos a meditar sobre o Espírito Santo, sobre aquilo que Ele realiza em Cristo e em nós e que podemos resumir da seguinte maneira: o Espírito realiza três acções, ou seja, prepara, unge e envia.
No momento do baptismo, o Espírito pousa sobre Jesus a fim de O preparar para a sua missão de salvação; missão caracterizada pelo estilo do Servo humilde e manso, pronto à partilha e ao dom total de Si mesmo. Mas o Espírito Santo, presente desde o início da história da salvação, já tinha agido em Jesus no momento da sua concepção no ventre virginal de Maria de Nazaré, realizando o evento maravilhoso da encarnação: «O Espírito Santo virá sobre ti – diz o Anjo a Maria – e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra, e tu darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus» (cf. Lc 1, 35.31). Depois, o Espírito Santo tinha actuado sobre Simeão e Ana, no dia da apresentação de Jesus no Templo (cf. Lc 2, 22). Ambos à espera do Messias, ambos inspirados pelo Espírito Santo, Simeão e Ana, à vista do Menino, intuem que Ele é mesmo o Esperado por todo o povo. Na atitude profética dos dois anciãos, exprime-se a alegria do encontro com o Redentor e, de certo modo, actua-se uma preparação do encontro entre o Messias e o povo. As diferentes intervenções do Espírito Santo fazem parte de uma acção harmónica, de um único projecto divino de amor. Com efeito, a missão do Espírito Santo é gerar harmonia – Ele mesmo é harmonia – e realizar a paz nos vários contextos e entre diferentes sujeitos. A diferença de pessoas e a divergência de pensamento não devem provocar rejeição nem criar obstáculo, porque a variedade é sempre enriquecedora. Por isso hoje, com coração ardente, invoquemos o Espírito Santo, pedindo-Lhe que prepare o caminho da paz e da unidade.
Em segundo lugar, o Espírito Santo unge. Ungiu interiormente Jesus, e unge os discípulos para que tenham os mesmos sentimentos de Jesus e possam, assim, assumir na sua vida atitudes que favoreçam a paz e a comunhão. Com a unção do Espírito, a nossa humanidade é marcada pela santidade de Jesus Cristo e tornamo-nos capazes de amar os irmãos com o mesmo amor com que Deus nos ama. Portanto, é necessário praticar gestos de humildade, fraternidade, perdão e reconciliação. Estes gestos são pressuposto e condição para uma paz verdadeira, sólida e duradoura. Peçamos ao Pai que nos unja para nos tornarmos plenamente seus filhos, configurados cada vez mais a Cristo, a fim de nos sentirmos todos irmãos e, assim, afastar de nós rancores e divisões e amar-nos fraternalmente. Isto mesmo nos pediu Jesus no Evangelho: «Se me tendes amor, cumprireis os meus mandamentos, e Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco» (Jo 14, 15-16).
E, por último, o Espírito Santo envia. Jesus é o Enviado, cheio do Espírito do Pai. Ungidos pelo mesmo Espírito, também nós somos enviados como mensageiros e testemunhas de paz.
A paz não se pode comprar: é um dom que se deve buscar pacientemente e construir «artesanalmente» através dos pequenos e grandes gestos que formam a nossa vida diária. Consolida-se o caminho da paz, se reconhecermos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte do género humano; se não nos esquecermos que temos um único Pai celeste e que todos nós somos seus filhos, feitos à sua imagem e semelhança.
Neste espírito, vos abraço a todos: o Patriarca, os irmãos Bispos, os sacerdotes, as pessoas consagradas, os fiéis leigos, a multidão de crianças que hoje fazem a Primeira Comunhão e os seus familiares. Com todo o meu coração saúdo também os numerosos refugiados cristãos que vieram da Palestina, da Síria e do Iraque: levai às vossas famílias e comunidades a minha saudação e a minha solidariedade.
Queridos amigos! O Espírito Santo desceu sobre Jesus no Jordão e deu início à sua obra de redenção para libertar o mundo do pecado e da morte. A Ele pedimos que prepare os nossos corações para o encontro com os irmãos independentemente das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; que unja todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; que nos envie, com humildade e mansidão, pelas sendas desafiadoras mas fecundas da busca da paz. Amen

25 de maio de 2014 at 5:11 Deixe um comentário

Sexto Domingo da Páscoa – O Paráclito, o Espírito da Verdade – São João 14, 15-21 – 25 de Maio de 2014

 

15. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

16. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco.

17. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.

18. Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós.

19. Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis.

20. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós.

21. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.

“Jesus nos garante sua presença por meio do Espírito Santo, nosso defensor e revelador da verdade do Pai. A Páscoa de Cristo se manifesta nas pessoas e comunidades que demonstram seu amor por Ele guardando seus mandamentos e se abrindo ao dom do Espírito”. (Liturgia Diária)

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” – O Padre Bantu disse: “Para seguir esse “caminho” é preciso amar Jesus e guardar a sua Palavra (Jo 14,23). Quem ama Jesus e O escuta, identifica-se com Ele, isto é, vive como Ele, na entrega da própria vida em favor do homem… Ora, viver nesta dinâmica é estar continuamente em comunhão com Jesus e com o Pai. O Pai e Jesus, que são um, estabelecerão a sua morada no discípulo; viverão juntos, na intimidade de uma nova família”.

A Palavra diz: “Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos. Impusestes vossos preceitos, para serem observados fielmente; oxalá se firmem os meus passos na observância de vossas leis. Não serei então confundido, se fixar os olhos nos vossos mandamentos. Louvar-vos-ei com reto coração, uma vez instruído em vossos justos decretos. Guardarei as vossas leis; não me abandoneis jamais”.(Salmo 118, 1-8)

“Eu rogarei ao Pai” – O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “AQUI REVELA-SE-NOS O CORAÇÃO ORANTE DE JESUS, O SEU CORAÇÃO FILIAL E FRATERNO. ESTA ORAÇÃO ALCANÇA O SEU ÁPICE E O SEU CUMPRIMENTO NA CRUZ, ONDE A INVOCAÇÃO DE CRISTO SE IDENTIFICA COM O DOM TOTAL QUE ELE FAZ DE SI MESMO, E DESTE MODO O SEU REZAR TORNA-SE POR ASSIM DIZER O PRÓPRIO SELO DO SEU DOAR-SE EM PLENITUDE POR AMOR AO PAI E À HUMANIDADE: INVOCAÇÃO E DOAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO ENCONTRAM-SE, COMPENETRAM-SE E TORNAM-SE UMA ÚNICA REALIDADE”.

O Espírito da Verdade – São João Paulo II explicou: Jesus apresenta o Consolador, o Espírito da verdade, como Aquele que «ensinará e recordará», como Aquele que «dará testemunho» dele; agora diz: «Ele vos guiará para toda a verdade». Este «guiar para toda a verdade», em relação com aquilo que «os Apóstolos por agora não estão em condições de compreender», está necessariamente em ligação com o despojamento de Cristo, por meio da sua paixão e morte de Cruz, que então, quando ele pronunciava estas palavras, já estava iminente. Mas, em seguida, torna-se bem claro que aquele «guiar para a toda a verdade» está em ligação não apenas com o o escândalo da cruz, mas também com tudo o que Cristo «fez e ensinou”.

O Catecismo (§243) ensina: “Antes de sua Páscoa, Jesus anuncia o envio de “outro Paráclito” (Defensor), o Espírito Santo Em ação desde a criação, depois de ter outrora “falado pelos profetas ele estar agora junto dos discípulos e neles, a fim de ensiná-1os e conduzi-los “a verdade inteira” (Jo 16,13). O Espírito Santo é assim revelado como outra pessoa divina em relação a Jesus e ao Pai”.

“Voltarei a vós” – São João Paulo II disse que “Jesus Cristo tem consciência de se aproximar o termo da Sua missão terrestre: de se aproximar o momento de deixar o mundo. Disso fala claramente aos que estão mais perto d’Ele, aos Apóstolos reunidos no cenáculo: “Convém-vos que Eu vá…” (Jo 16, 7). E ao mesmo tempo diz: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós” (Jo 14, 18), “e o vosso coração alegrar-se-á” (Jo 16, 22).

O Paráclito – São João Paulo II disse assim: “É precisamente a este Espírito da verdade que Jesus chama o Paráclito — e Parákletos quer dizer «consolador», e também «intercessor», ou «advogado». E diz que é «um outro» Consolador, o segundo, porque ele mesmo, Jesus Cristo, é o primeiro Consolador, sendo o primeiro portador e doador da Boa Nova. O Espírito Santo vem depois dele e graças a ele, para continuar no mundo, mediante a Igreja, a obra da Boa Nova da salvação”.

O Papa Francisco disse que “o Espírito Santo é a presença viva de Deus na Igreja. É o que faz a Igreja avançar, caminhar. Cada vez mais, indo além dos limites, indo mais adiante. O Espírito Santo, com os seus dons guia a Igreja. Não podemos entender a Igreja de Jesus sem o Paráclito, que nosso Senhor nos envia para isso. E Ele toma essas decisões impensáveis, impensáveis!”

“Pelo poder do Espírito, Jesus Cristo nos fará conhecer, sempre mais profundamente, a vontade de renovação que é a vontade do Pai”.(Vaticano – 2006)

“Estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós” – “Assim procedeu para acreditarmos que ele está no Pai pela natureza divina, e que nós estamos nele pelo seu nascimento corporal; além disso, ele também está em nós pelo mistério dos sacramentos. Ensina-nos desta forma a perfeita unidade estabelecida por meio do único Mediador. Nós estamos unidos a Cristo, que é inseparável do Pai, e Cristo, sendo inseparável do Pai, permanece unido a nós. Deste modo, temos acesso à unidade com o Pai. Porque se Cristo está por natureza no Pai, por ter sido gerado por ele, e se nós por natureza estamos em Cristo, então de certa maneira, também nós estamos por natureza no Pai através de Cristo”. (Santo Hilário)

 

Conclusão

O Espírito Santo “habita em todo o Corpo da Igreja com Seu infalível magistério com o Seu fulgor e com os Seus Dons que distribui incessantemente. Ele reside na Igreja para governa-la, conserva-la e defende-la”. (Beata Elena Guerra)

 

Oração

Oremos com a Liturgia das Horas: “Desdobra-se no céu / a rutilante aurora. / Alegre, exulta o mundo; / gemendo, o inferno chora. Pois eis que o Rei, descido / à região da morte, / àqueles que o esperavam / conduz à nova sorte. Por sob a pedra posto, / por guardas vigiado, / sepulta a própria morte / Jesus ressuscitado. Da região da morte / cesse o clamor ingente: / “Ressuscitou!” exclama / o Anjo refulgente. Jesus, perene Páscoa, / a todos alegrai-nos. / Nascidos para a vida, / da morte libertai-nos. Louvor ao que da morte / ressuscitado vem, / ao Pai e ao Paráclito / eternamente. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

19 de maio de 2014 at 17:57 Deixe um comentário

Reflexão para o V Domingo de Páscoa

 

2014-05-16 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) –   O caminho se faz caminhando, essa idéia nos é passada pela liturgia de hoje, especialmente pela primeira leitura.
Jesus jamais falou em sacerdotes e diáconos, mas em seguidores de sua Palavra, em seus seguidores.
Na leitura dos Atos dos Apóstolos aparece uma situação que exige uma estruturação no serviço aos carentes, concretamente um socorro às viúvas. Para ajudar na solução dessa questão, em clima de oração, é criada a função dos diáconos. Todos têm o dever do anúncio da Palavra e devem estar plenos do Espírito Santo. Anúncio e ação deverão caminhar juntos. A ação é consequência do anúncio e sua expressão concreta.
Seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida é a mensagem central do Evangelho e nos leva a vivenciar a novidade do Amor de Deus por nós, sempre original, descoberto aos poucos e nos plenificando.
Jesus é o Caminho para o Pai. Ele veio do Pai, com o Pai é um e volta para o Pai. Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, nos diz o Senhor (cfr Mt 11,27).
Jesus é a Verdade, a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível e encarnada do amor do Pai. A verdade vos libertará (cfr. Jo 8, 32). Em Jesus nos sentimos plenamente livres e amados.
Jesus é a Vida (cfr. Jo 1,4), é a própria ressurreição, a vida eterna, a Vida!
Muitas vezes em nossa vida surge uma novidade, algo com que não contávamos e que precisamos acolher, dar espaço e lugar. Precisamos saber inserir esse inesperado que parece ter vindo para ficar e modificar nosso dia a dia e até nossa própria vida.
De acordo com as leituras de hoje é necessário que sejamos movidos pelo amor, pelo desejo de servir, que recorramos a Deus na oração e que coloquemos em prática aquilo que o Espírito Santo nos orientar. Quando Jesus fla que vai nos preparar um lugar no Céu, ele nos está prestando um serviço.
Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.
É necessário seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que se retirava em oração, ouvia o Pai e agia.
Assim, do mesmo modo como fizeram o Senhor e a primeira comunidade, estaremos anunciando que Deus nos ama e está conosco e, através de nossas ações, de nossos serviços, continua criando o mundo.
Pe. César Augusto dos Santos SJ

17 de maio de 2014 at 7:05 Deixe um comentário

Quinto Domingo da Páscoa – Eu sou o caminho, a verdade e a vida – São João 14, 1-12 – 18 de Maio de 2014

 

 

1. Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim.

2. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar.

3. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais.

4. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou.

5. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?

6. Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

7. Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto.

8. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.

9. Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai…

10. Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras.

11. Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras.

12. Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.

 

“É bom estarmos reunidos, como comunidade de fé e servidora, para celebrar a Páscoa de Jesus. O Ressuscitado apresenta-se como o caminho para chegar ao Pai, a verdade que liberta e a vida que se doa plena a toda a humanidade. Esta Eucaristia nos mostre o caminho a seguir, a verdade a buscar e a vida a defender”. (Liturgia Diária)

“Não se perturbe o vosso coração” – “Quem segue Cristo não se amedronta face às dificuldades; quem confia n’Ele prossegue com segurança. Sede construtores de paz na legalidade e no amor, oferecendo luz aos homens do nosso tempo, os quais mesmo se absorvidos pelos afãs da vida quotidiana, sentem a chamada das realidades externas”. (Papa Emérito Bento XVI)

“Depois de ir e vos preparar um lugar”- O Papa Leão XII disse assim: “Brilha na mente dos cristãos uma luz tão viva, que nos faz descobrir aqueles bens que o nosso olho humano nunca poderia perceber, mas que Deus – assim o cremos com fé inabalável – preparou “para aqueles que o amam. Deles aprendemos, além disto, que a morte não é um esfacelamento que tudo perde e destrói, mas sim uma simples passagem e uma mudança de vida. Aprendemos que o caminho do céu está aberto a todos; e, quando observamos Cristo que volta ao Céu, recordamos a sua bela promessa: “Vou preparar-vos o lugar”. (Papa Leão XII)

 

Eu sou o caminho, a verdade e a vida

D. Henrique Soares da Costa disse: “É precisamente neste mundo de tantos desafios e de tantos caminhos, que o Senhor Jesus nos diz: Eu sou o Caminho! Nestes tempos de tantas verdades, ele nos proclama: Eu sou a Verdade! Neste mundo que nos tenta, oferecendo vida onde não há vida verdadeira, Jesus anuncia: Eu sou a Vida!”

A Palavra diz: “E Jesus dizia aos judeus que nele creram: Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos livrará”. (Jo 8, 31-32)

Santo Agostinho disse assim: “Como que a dizer: Por onde queres ir? Eu sou o caminho. Para onde queres ir? Eu sou a Verdade. Onde queres permanecer? Eu sou a Vida. Todo o homem consegue compreender a Verdade e a Vida; mas nem todos encontram o Caminho. Os sábios do mundo compreendem que Deus é vida eterna e verdade cognoscível; mas o Verbo de Deus, que é Verdade e Vida junto ao Pai, fez-Se caminho ao assumir a natureza humana. Caminha contemplando a Sua humildade e chegarás até Deus”.

São João Paulo II explicou: “Muitos, sobretudo jovens, interrogam-se acerca do caminho que devem percorrer. Na tempestade de palavras com que hoje em dia são assaltados, perguntam qual é a verdade, a direção justa, como se pode vencer com a vida o poder da morte… A estas perguntas Jesus já respondeu quando afirmou: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Hoje a tarefa dos cristãos é propor de novo, com a força do seu testemunho, este anúncio decisivo. Só desta forma a humanidade contemporânea poderá descobrir que Cristo é o poder e a sabedoria de Deus (1 Cor 1, 24), que unicamente n’Ele se pode encontrar a plenitude de qualquer aspiração humana”.

Padre Antônio Queiroz: “Sabemos que o caminho de Jesus é um caminho de cruz. Ninguém consegue segui-lo, vivendo em sombra e água fresca. Quanta gente busca Jesus fora da sua Igreja, porque quer entrar no céu pela “porta larga”! Quando Adão e Eva pecaram e foram expulsos do paraíso, a porta do paraíso foi fechada, e ninguém mais conseguiu entrar. Jesus veio, tornou-se um de nós, pagou por nós o pecado e entrou no paraíso. Por isso ele é o nosso único caminho”.

A Eucaristia é a presença de Jesus, o Pão da vida – São João Paulo II ensinou: “Também nós, como o povo de Israel, vivemos sobre a terra a experiência do Êxodo: a “terra prometida” é o Céu. Deus, que não abandonou o seu povo no deserto, não abandona tão-pouco o homem na sua peregrinação terrena. Deu-lhe um “pão”, capaz de o sustentar ao longo da estrada: o “pão” é Cristo. Ele é antes de tudo o alimento da alma com a verdade revelada e depois com a sua própria Pessoa presente no Sacramento da Eucaristia”.

A Palavra diz: “Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos”. (Jo 6, 53)

“Ninguém vem ao Pai senão por mim” – Padre Bantu explicou: “Com Jesus e por Jesus nós somos mais que vencedores. Ele é a única solução da nossa vida. Ele é o caminho que nos conduz à casa do seu e nosso Pai. Quero relembrar a figura da porta. Jesus é a porta de entrada para a casa do Pai”.

 

Crer no Pai é crer no Filho Jesus

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O Evangelho deste domingo, o Quinto de Páscoa, propõe um dúplice mandamento sobre a fé: crer em Deus e crer em Jesus. De fato, o Senhor diz aos seus discípulos: «Credes em Deus, crede também em Mim» (Jo 14, 1). Não são dois atos separados, mas um único ato de fé, a plena adesão à salvação realizada por Deus Pai mediante o seu Filho Unigênito”.

A Palavra diz: “todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. (Jo 6, 37-38)

 “Aquele que crê em mim” – O Papa Emérito Bento XVI ensinou:  “Só crendo em Cristo, só permanecendo unidos a Ele, os discípulos, entre os quais estamos nós também, podem continuar a sua ação permanente na história: «Em verdade, em verdade vos digo — diz o Senhor —: aquele que acredita em Mim fará também as obras que Eu faço» (Jo 14, 12).

 

Conclusão

“Jesus é o caminho seguro para o Pai, a verdade que não decepciona e a vida plena que brota do amor de Deus. Ele é o rosto humano do Deus divino; quem vê Jesus, vê o Pai”. (Liturgia Diária)

 

Oração

“Jesus se apresenta a nós como o caminho, a verdade e a vida. Ajudai-nos a segui-lo fielmente, alimentar-nos de sua verdade, para defendermos a vida nossa e de nossos irmãos. Não nos permitais cair na comodidade, na apatia e no individualismo. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária) 

Salmo 118, 29-31

29. Afastai-me do caminho da mentira, e fazei-me fiel à vossa lei.

30. Escolhi o caminho da verdade, impus-me os vossos decretos.

31. Apego-me a vossas ordens, Senhor. Não permitais que eu seja confundido. 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

12 de maio de 2014 at 17:15 Deixe um comentário

Dos Sermões de Santo Efrém, diácono (Sec. IV)

 

Nosso Senhor foi calcado pela morte, mas Ele, por sua vez, esmagou a morte como quem pisa aos pés o pó do caminho. […] E porque a morte não O podia devorar se Ele não tivesse corpo, nem o inferno O podia tragar se não tivesse carne, desceu ao seio de uma Virgem para tomar um corpo que O conduzisse à região dos mortos. Mas, com esse corpo que assumira, penetrou na região dos mortos, para destruir todas as suas riquezas e arruinar os seus tesouros. […]

O mesmo admirável Filho do carpinteiro, que conduziu a sua cruz até aos abismos da morte, que tudo devoravam, levou também o género humano para a morada da vida. E uma vez que o género humano, por causa de uma árvore, se tinha precipitado no reino das sombras, sobre outra árvore passou para o reino da vida. […]

Glória a Vós, que lançastes a cruz, como uma ponte sobre a morte, para que através dela passem as almas da região da morte para a vida! Glória a Vós, que assumistes um corpo de homem mortal, para o transformardes num manancial de vida em favor de todos os mortais!… Aqueles que Vos mataram, procederam para com a vossa vida como os agricultores: lançaram-na à terra como um grão de trigo; mas ela ressuscitou e fez ressurgir consigo a multidão dos homens.

Vinde, ofereçamos o sacrifício grande e universal do nosso amor e entoemos, com grande alegria, cânticos e orações Àquele que Se ofereceu a Deus no sacrifício da cruz.

Fonte: Site do Vaticano

9 de maio de 2014 at 10:04 Deixe um comentário

Conselho: dom do Espírito Santo para fazer escolhas em comunhão com Deus – o Papa na audiência geral

2014-05-07 Rádio Vaticana

Largas dezenas de milhares de peregrinos e muito entusiasmo acolheram o Papa Francisco na Praça de S. Pedro para a audiência geral desta quarta-feira com uma catequese sobre um mais um dom do Espírito Santo – o conselho:
“Como age este dom em nós?”
Entre os sete dons do Espírito Santo, aquele que nos torna capazes de fazer a escolha certa no nosso dia-a-dia, seguindo a lógica de Jesus e do seu Evangelho, é o dom do conselho – afirmou o Papa Francisco. Trata-se da ação do Espírito Santo que nos torna sensíveis à sua voz e orienta os nossos pensamentos, fazendo-nos assim crescer na virtude da prudência:
“O conselho é o dom com que o Espírito Santo torna capaz a nossa consciência de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus, segundo a lógica de Jesus e do seu Evangelho.”
Para fazer esta escolha concreta de comunhão com Deus – continuou o Santo Padre – é essencial na nossa vida a oração, pois ela nos torna dóceis a esta voz, fazendo com que deixemos de lado a nossa lógica pessoal, cheia de limitações, permitindo que mature em nós uma sintonia profunda com o Espírito.
“A condição essencial para conservar este dom é a oração…”
Por outro lado – sublinhou ainda o Papa – muitas vezes, podemos escutar a voz do Senhor que nos fala através dos nossos irmãos: é um grande dom poder contar com homens e mulheres que nos ajudam a reconhecer a vontade de Deus na nossa vida! De facto, é justamente isto o que deve acontecer numa comunidade cristã: devemo-nos apoiar mutuamente na fé, iluminando-nos uns aos outros no Espírito Santo – concluiu o Papa Francisco.
No final da catequese o Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:
“Saúdo com carinho todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis de Leiria-Fátima e os diversos grupos do Brasil. Queridos amigos, peçamos ao Senhor o dom do conselho, para que, nas diversas circunstâncias da vida, saibamos encontrar o modo certo de falar e de nos comportarmos, de tal modo que o nosso testemunho favoreça a difusão do Evangelho. Que Deus vos abençoe!”
O Papa Francisco a todos deu a sua benção! (RS)

7 de maio de 2014 at 8:43 Deixe um comentário

Quarto Domingo da Páscoa – Domingo do Bom Pastor – São João 10, 1-10 – 11 \ 05 \ 14

 

 

 

1. Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.

2. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas.

3. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem.

4. Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz.

5. Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.

6. Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar.

7. Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.

8. Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.

9. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem.

10. O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.

 

“Estamos reunidos em torno de Jesus, nosso pastor por excelência, que nos conduz no caminho da felicidade. Ele nos conhece, doa sua vida por nós e nos liberta, para que tenhamos vida em plenitude. Rezamos hoje pelas vocações sacerdotais e religiosas e queremos demonstrar um carinho todo especial pelas mães, geradoras e defensoras da vida”. (Liturgia Diária)

“O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe hoje à nossa reflexão”. (dehonianos.pt)

Jesus é a porta por onde entra as ovelhas- “A Palavra de Deus nos convida à conversão e nos faz reconhecer que o verdadeiro pastor de nossa vida é Jesus Cristo. Ele é a porta que dá acesso à plena vida”. (Liturgia Diária)

As ovelhas ouvem a voz do pastor – “O Divino Pastor é quem pode, realmente, ajudar, salvar e conservar a vida. Ele afirmou: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10). Para distinguir a Voz do Pastor é preciso três coisas: – Uma vida de oração intensa; um confronto permanente com a Palavra de Deus e uma participação ativa nos sacramentos, onde recebemos a vida, que o Pastor nos oferece”. (Mons. José Maria Pereira)

As ovelhas tem confiança no Pastor – Padre Bantu disse: “O pastor e seu rebanho era uma realidade muito comum na vida do povo, no tempo de Jesus. O que esse relato nos mostra é a intimidade, o afeto entre o pastor e as ovelhas. Percebemos que existe entre eles um amor e uma confiança muito grande. Jesus vai dizer que as ovelhas não seguem a um estranho. O pastor autêntico deve ter os mesmos sentimentos e atitudes em relação às ovelhas. Deve amá-las e estar disposto a dar sua própria vida para salvá-las, assim como Ele fez”.

O Bom pastor liberta as ovelhas dos ladrões de ovelhas – “O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor”, cuja missão é libertar o rebanho de Deus do domínio da escravidão e levá-lo ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude, ao contrário dos falsos pastores, cujo objetivo é só aproveitar-se do rebanho em benefício próprio”.(dehonianos.pt)

A Palavra diz:

1.salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará.

2.Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,

3.restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.

4.Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

5.Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.

6.A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias. (Sl 22, 1-6)

 

A Missão dos pastores da Igreja:

O Catecismo (§862) ensina: “Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitido a seus sucessores, da mesma forma permanece todos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispos.” Eis por que a Igreja ensina que “os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de sorte quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os despreza, despreza a (aquele por quem Cristo foi enviado”.

O Catecismo (§939) ensina também: “Ajudados pelos presbíteros, seus cooperadores, e pelos diáconos, os Bispos têm o oficio de ensinar autenticamente a fé, de celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia, e de dirigir suas Igrejas como verdadeiros pastores. A seu oficio pertence também a solicitude por todas as Igrejas, com o Papa e sob a direção dele”.

São João Paulo II falando aos presbíteros recém-ordenados: “Com o sacramento do Batismo, introduzireis os homens no povo de Deus; com o da Penitência, reconciliareis os pecadores com Deus e com a Igreja; mediante a Unção dos enfermos, aliviareis os sofrimentos dos doentes. Sereis, sobretudo, ministros da Eucaristia: recebereis como herança inestimável este sacramento, no qual se renova cada dia o mistério do sacrifício de Cristo e perdura nos séculos o evento decisivo da Sua morte e ressurreição para a salvação do mundo. Celebrareis o sacrifício do Corpo e do Sangue de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, como Ele mesmo o ofereceu pela primeira vez no Cenáculo, na vigília da sua Paixão. Sereis, assim, associados pessoalmente de modo sacramental ao mistério do Bom Pastor, que oferece a vida pelas Suas ovelhas”.

 

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com a oração do Papa Emérito Bento XVI dirigindo-se a Virgem Maria: “Acompanhe-vos Maria, Mãe celeste dos Sacerdotes; Ela, que sob a Cruz se uniu ao Sacrifício do seu Filho e, depois da ressurreição, no Cenáculo recebeu juntamente com os Apóstolos e com os outros discípulos o dom do Espírito, ajude vós e cada um de nós, queridos irmãos no Sacerdócio, a deixar-nos transformar interiormente pela graça de Deus. Só assim é possível ser imagens fiéis do Bom Pastor; só assim se pode desempenhar com alegria a missão de conhecer, guiar e amar o rebanho que Jesus adquiriu com o preço do seu sangue”.

 

Oração:

“Ó Pai celeste, vosso Filho se apresentou como a porta que dá acesso ao rebanho do qual Ele é o pastor. Jesus é o pastor que nos encaminha para as águas repousantes. Fazei que nunca nos desviemos do seu pastoreio, mas sigamos sempre os seus passos, que nos conduzem à vida plena.  Felicidade e bem haverão de encontrar todos os que se deixam guiar por Ele. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Preces da Assembleia:

“PR: Irmãos e irmãs, neste domingo de oração pelas vocações, rezemos a Jesus, bom pastor, pedindo-lhe bons e santos pastores que conduzam o povo de Deus. Digamos:

AS: Protegei e guiai vosso povo, Senhor.

1-Jesus, bom pastor, protegei os que estão à frente da Igreja, vos pedimos.

2-Cumulai de alegria os que têm a missão de ensinar, vos pedimos.

3-Dai perseverança aos vocacionados e vocacionadas, vos pedimos.

4-Concedei sabedoria aos nossos governantes no exercício da missão, vos pedimos.

5-Hoje e sempre abençoai e alegrai as mães, pastoras no seu lar, vos pedimos.

6-Suplicamos-vos bênçãos para os religiosos e religiosas do Brasil. Enviai vocações à vida religiosa consagrada, que está a serviço do vosso reino, vos pedimos.

AS: Jesus, divino mestre, que chamastes os apóstolos para caminhar convosco, continuai a passar pelas nossas famílias e comunidades e despertai corações generosos para vos seguir como apóstolos leigos, como sacerdotes e como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade. Vós, que viveis e reinais para sempre. Amém”. (Liturgia Diária)

 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

6 de maio de 2014 at 9:30 Deixe um comentário

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