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Reflexão para o V Domingo da Quaresma

 

2014-04-05 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano – (RV) - O tema da liturgia deste domingo é o Senhor como fonte da Vida, como a própria Vida.
Este relato é uma catequese sobre a ressurreição. Faz parte do tradicionalmente chamado Livro dos Sinais, do qual é o sétimo e o último sinal realizado por Jesus, segundo o Evangelho de João.
A primeira leitura fala da revivificação de ossos ressequidos e o evangelho nos apresenta a belíssima cena conhecida como ressurreição de Lázaro. O Senhor mostra seu poder não para intimidar o ser humano, mas para salvá-lo, para trazê-lo à vida e devolver a alegria à sua família.
Se prestarmos bastante atenção nos gestos de Jesus, ele não restringe sua ação aos momentos limites como a morte, mas ele age trazendo a saúde, recuperando pessoas envolvidas com situações de morte, enfim perdoando o pecados. Ele, a Vida, recupera o que estava perdido. Por isso, supliquemos ao Senhor da Vida que traga harmonia àquele casal que está com dificuldades no relacionamento conjugal, àquele jovem que perde sua vida nas drogas, àquele pai de família que gasta o dinheiro do sustento familiar nos jogos de azar, àquela moça que destrói sua vida através da prostituição. Apresentemos ao Senhor aquelas mães que pensam em abortar a vida que Deus colaborou para que gerassem, aqueles médicos que desejam aliviar o sofrimento de seus pacientes agindo diretamente contra o dom divino da vida, e tantos outros casos que conhecemos. Só Deus poderá iluminar essas pessoas, mostrando-lhes o verdadeiro sentido da vida e dando-lhes coragem para enfrentar com fé, esperança e caridade essas situações dificílimas.
O Senhor quer nos libertar de todas essas mortes e também daquela que leva nosso corpo para o cemitério, quer sinalizar que pode muito mais, que pode nos libertar da morte definitiva. Ele disse: “ Quem crê em mim, ainda que morra viverá, e quem vive e crê em mim, não morrerá para sempre.”
A segunda leitura da liturgia de hoje nos apresenta Paulo dizendo que não morremos porque, no batismo, assumimos essa vida dada a nós, por Jesus, em sua cruz e ressurreição. A partir do batismo, da profissão de fé em Jesus, viveremos, mesmo que aparentemente estejamos mortos. Aí não será uma reanimação do corpo ou revivificação como em Lázaro, que voltou à vida e depois morreu de novo, mas ressurreição, ou seja, Jesus nos dá a vida sem fim e plena, sem doenças, sem drogas, sem desavenças. Ele nos dará aquilo que desejamos: vida saudável, ao lado das pessoas queridas que amamos, ao lado do Pai, de Maria, de todos os santos, e para sempre. Essa vida já pode começar agora, se colocarmos em prática a renúncia à cultura de morte, renúncia feita no batismo e, simultaneamente, colocarmos também em prática a profissão de fé na cultura de vida trazida por Jesus.
Que a graça de Deus nos conduza à opção pela Vida, em todos os momentos de nossa caminhada. Que nossa religiosidade nos leve a colocar em prática a ordem de Jesus: “Desatai-o e deixai-o ir”. Desatemos os laços de morte que amarram a nós e a nossos irmãos, e caminhemos juntos para a vida, como filhos do mesmo Pai, como destinatários que somos todos nós da salvação trazida por Cristo Jesus, nosso Redentor!Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ

5 de abril de 2014 at 7:03 Deixe um comentário

Volta, meu povo, ao teu Senhor – CF 2014


Favor clicar abaixo e a direita para assistir no Youtbe.

3 de abril de 2014 at 11:41 Deixe um comentário

Quinto Domingo da Quaresma – Eu sou a Ressurreição e a Vida – São João 11, 1- 45 – 06 \ 04 \ 14

Lázaro foi ressuscitado por Jesus.O que é ressurreição dos mortos ou da carne? Lázaro realmente ressuscitou? O Catecismo da Igreja Católica ensina nobre a ressurreição dos mortos.

1. Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta.

2. Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão.

3. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que tu amas está enfermo.

4. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus.

5. Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro.

6. Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar.

7. Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judéia.

8. Mestre, responderam eles, há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá?

9. Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo.

10. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz.

11. Depois destas palavras, ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo.

12. Disseram-lhe os seus discípulos: Senhor, se ele dorme, há de sarar.

13. Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal.

14. Então Jesus lhes declarou abertamente: Lázaro morreu.

15. Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele.

16. A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele.

17. À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro.

18. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios.

19. Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão.

20. Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa.

21. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!

22. Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá.

23. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá.

24. Respondeu-lhe Marta: Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia.

25. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.

26. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?

27. Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo.

28. A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixinho: O Mestre está aí e te chama.

29. Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele.

30. (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.)

31. Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar.

32. Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!

33. Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção,

34. perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver.

35. Jesus pôs-se a chorar.

36. Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava!

37. Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse?

38. Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra.

39. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí…

40. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra.

41. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste.

42. Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste.

43. Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!

44. E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

45. Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

 

O Papa Emérito Bento XVI explicou que “no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida… Crês tu isto?”

 

Versículos 1 a 5: “Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que tu amas está enfermo. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus. Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro”.

Santo Agostinho disse assim: “É certo que a missão das duas irmãs tinha por fim obter da sua compaixão a cura do enfermo, mas notai como elas não apelam para a hospitalidade que, por vezes, lhe tinham oferecido, não recorrem ao sentimento da gratidão que, naturalmente, tinha por elas o Divino Mestre. Na sua confiança e abandono à Providência, dizem apenas: ‘Aquele a quem amais está enfermo!’ O amor de Deus às suas pobres criaturas é motivo bastante para socorrê-las em suas necessidades”.

 

Versículos 6 a 16: “Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar. Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judéia. Mestre, responderam eles, há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá?  Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz. Depois destas palavras, ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo. Disseram-lhe os seus discípulos: Senhor, se ele dorme, há de sarar. Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal. Então Jesus lhes declarou abertamente: Lázaro morreu. Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele. A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele”.

“Sobre a morte física: Deus vê-a precisamente como um sono, do qual nos pode despertar. Jesus demonstrou um poder absoluto em relação a esta morte: vê-se isto, quando restitui a vida ao filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17) e à menina de doze anos (Mc 5, 35-43). Precisamente dela, disse: “Não morreu, está a dormir” (Mc 5, 39), atraindo sobre si o escárnio dos presentes. Mas na verdade é exatamente assim: a morte do corpo é um sono do qual Deus pode acordar-nos em qualquer momento”.(Papa Emérito Bento XVI)

“É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa. Não é só a dor e a progressiva dissolução do corpo que atormentam o homem, mas também, e ainda mais, o temor de que tudo acabe para sempre”. (Concílio Ecumênico)

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança”.

A Palavra diz: “Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram! Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos. Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão”.(1 Cor 15, 20-22)

 

Versículos 17 a 28: “À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios. Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão. Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá. Respondeu-lhe Marta: Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto? Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo. A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixinho: O Mestre está aí e te chama”.

Eu sou a Ressurreição e a Vida”

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Jesus responde: «Eu sou a ressurreição e a vida: quem crê em Mim, mesmo se morrer, viverá» (Jo 11, 25-26). Eis a verdadeira novidade, que prorrompe e supera qualquer barreira! Cristo abate o muro da morte, n’Ele habita toda a plenitude de Deus, que é vida, vida eterna. Por isso a morte não teve poder sobre Ele; e a ressurreição de Lázaro é sinal do seu domínio pleno sobre a morte física, que diante de Deus é como um sono (Jo 11, 11)”.

“Nesta Eucaristia, com Marta e Maria, professemos nossa fé em Cristo Jesus, ressurreição e vida plena para todos os que se deixam iluminar por sua palavra e se alimentar com a Eucaristia”. (Liturgia Diária)

 

Versículos 29 a 36: “Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele. (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.) Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar. Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar. Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava!”

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Aqui se entrelaçam, por um lado, o vínculo de Jesus com um amigo e com o seu sofrimento e, por outro, a relação filial que Ele mantém com o Pai. A participação humana de Jesus na vicissitude de Lázaro contém características particulares. Em toda a narração é reiteradamente recordada a amizade com ele, mas também com as irmãs Marta e Maria. O próprio Jesus afirma: «Lázaro, nosso amigo, está a dormir, mas vou despertá-lo» (Jo 11, 11).

Santo Agostinho disse: “Cristo chorou: chore também o homem sobre si mesmo. Por que chorou Cristo senão para ensinar o homem a chorar?”

Prefácio: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar. Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Verdadeiro homem, Jesus chorou o amigo Lázaro. Deus vivo e eterno,  ele o ressuscitou, tirando-o do túmulo. Compadecendo-se da humanidade, que jaz na morte do pecado, por seus sagrados mistérios Ele nos eleva ao reino da vida nova. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e com todos os santos, nós vos aclamamos…”

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “O afeto sincero pelo amigo é evidenciado inclusive pelas irmãs de Lázaro, assim como pelos judeus ( Jo 11, 3; 11, 36), manifesta-se na comoção profunda de Jesus à vista da dor de Marta e Maria e de todos os amigos de Lázaro, e desabrocha no desatar em lágrimas — tão profundamente humano — no aproximar-se do túmulo: «Então… ao vê-la [Marta] chorar, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: “Onde o pusestes?”. Responderam-lhe: “Senhor, vinde ver!”. Jesus pôs-se a chorar» (Jo 11, 33-35).

 

Versículo 37 a 45: “Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse? Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí…  Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste.  Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste. Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir. Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele”. 

“Se creres, verás a glória de Deus” – O Papa Francisco disse assim: “A Marta, em lágrimas pela morte do irmão Lázaro, Jesus diz-lhe: « Eu não te disse que, se acreditares, verás a glória de Deus? » (Jo 11, 40). Quem acredita, vê; vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque nos vem de Cristo ressuscitado, estrela da manhã que não tem ocaso”.

“Pai, rendo-te graças, porque me ouviste” –  O Beato João Paulo II disse: “A relação de Jesus com o Pai é única. Ele sabe que é atendido sempre, sabe que o Pai manifesta através d’Ele a sua glória, mesmo quando os homens podem duvidar d’Ele e têm necessidade de ser convencidos por Ele mesmo… Em virtude deste singular entendimento, Jesus pode apresentar-Se como o revelador do Pai, com um conhecimento que é fruto de uma íntima e misteriosa reciprocidade”.

Monsenhor Jonas Abib disse: ”Que beleza a ressurreição de Lázaro! Jesus mandou tirar a pedra do seu sepulcro. Ele não tem medo de nada, nem do cheiro da morte e do pecado. O que andava o matando e o fazendo cheirar mal? A morte traz mau cheiro e Cristo, sem dó e sem se preocupar com nada, manda tirar a pedra. Você não precisa esconder aquilo que fazia você cheirar mal porque Jesus não tem medo, muito pelo contrário, Ele o manda vir para fora”.

“Jesus ama seu povo e, por isso, ordena que desatemos as amarras que mantem as pessoas presas”. (Liturgia Diária)

“Até se arrastar e sair do sepulcro Lázaro conseguiu, mas quando chegou do lado de fora precisou de outros para tirarem as faixas. Até ali precisou do próprio esforço, mas chegou a hora em que precisou dos outros. Talvez você tenha alguém na sua casa que também precisa de você. Corra para o “Lázaro” que está perto de você e retire as faixas dele. Se você não fizer isso ele não irá conseguir, pois Jesus precisa de você como auxiliar na Misericórdia d’Ele”. (Monsenhor Jonas Abib)

Como fizeste com Lázaro, liberta-nos Senhor, de todas as amarras, dos vícios e do pecado, pois só nos trazem a morte. Liberta-nos, Senhor, para a vida em plenitude! Amém.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Bantu: “A ressurreição de Lázaro é um dos maiores sinais de Jesus. Jesus, assim, vai manifestando a sua filiação divina, seu poder messiânico, sua missão salvadora, e provoca, cada vez mais, a admiração, a fé, o testemunho daqueles que são beneficiados pela sua ação evangelizadora. O próprio evangelista João anuncia que Jesus fez muitos outros sinais, e que estes sinais “foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, em crendo, tenhais a vida” (Jo 20,30-31).

 

Oração

“Ó Deus da vida, vosso Filho, ao ressuscitar Lázaro, nos ensinou que vós não quereis a morte, mas a vida para vossos filhos e filhas. A morte não é o fim da estrada nem tem a última palavra, porque Jesus é ressurreição e vida para quem nele crê. Fazei que nossos encontros fraternos de oração e partilha de vossa palavra nos fortaleçam na fraternidade e na defesa da vida, principalmente daqueles que a tem ameaçada. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Da Campanha da Fraternidade: “Ó Deus, sempre ouvis o clamor do vosso povo e vos compadeceis dos oprimidos e escravizados. Fazei que experimentem a libertação da cruz e a ressurreição de Jesus. Nós vos pedimos pelos que sofrem o flagelo do tráfico humano. Convertei-nos pela força do vosso Espírito,  e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.  Comprometidos na superação deste mal,   vivamos como vossos filhos e filhas,  na liberdade e na paz.  Por Cristo nosso Senhor.Amém!”

 

Há uma reflexão nesse Blog desse mesmo Evangelho de São João 11, 1-45, cujo nome é:  A Ressurreição de Lázaro , postada em 8 de abril de 2011. É o post mais acessado do Blog (35.000 visualizações).

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

31 de março de 2014 at 17:06 Deixe um comentário

Reflexão para o IV Domingo da Quaresma – A

 

2014-03-29 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano – (RV) - A primeira leitura nos diz que Deus não se impressiona com a aparência, seus critérios são outros. Enquanto o homem “vê a aparência, Deus olha o coração”,(I Sam 16, 7). E o coração que agrada a Deus é o dos pequenos, dos humildes. Também nós deveríamos não nos impressionar com a beleza externa das pessoas, mas deixar o Espírito falar e observar a beleza interna.
No Evangelho, o cego é o único dentre a multidão, a reconhecer Jesus como o Messias, como o Redentor, como o Senhor. Sua profissão de fé é feita aos poucos. Primeiro ele pede a cura para sua deficiência visual. Após a cura física, ele vai proclamando que foi Jesus quem o curou. Isso causa problemas com os sacerdotes e ministros religiosos. O cego não tem dúvidas e dasfia os poderosos que o expulsam da comunidade.
Ao encontrar Jesus, aquele que fora cego faz sua profissão de fé, ajoelhando-se e proclamando Jesus como Senhor.A reação do Cristo, diante do confronto do ex-cego com a liderança religiosa e a multidão, faz o registro das duas cegueiras, a física e a espiritual. “Se vocês fossem cegos não teriam pecado. Mas como dizem que enxergam, o seu pecado permanece”, diz para as lideranças. Pecado é permanecer na escravidão de convicções antigas que não libertam, é não procurar a verdade e não se abrir a ela, é não reconhecer em Jesus de Nazaré, a luz que veio ao mundo.
É sobre a luz de Jesus, o texto da Carta de Paulo aos Efésios. Pelo batismo fomos iluminados pela luz de Cristo. Deixemo-nos iluminar por ela. O fruto dessa luz chama-se bondade, justiça, verdade.
A fé é a iluminação que faz ver.
O ser humano corre o risco de fazer escolhas segundo as aparências. O episódio do cego nos confirmou esse risco, quando os mestres da Lei rejeitaram o testemunho dele e o expulsaram. São Paulo falou-nos que Cristo é Luz e ilumina nós, os batizados.
Um antigo hino cristão, usado pelo Apóstolo, encerra nossa reflexão: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá.”
Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ

29 de março de 2014 at 8:07 Deixe um comentário

Anunciação de Nossa Senhora – 25 de Março


 

A festa da Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Por este acontecimento, que fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, Ela recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.

A visita do Anjo à Virgem Maria, sinaliza o início do cumprimento do Velho Testamento com a abertura do caminho para o Reino de Deus à luz a Boa Nova, para toda a Humanidade. São Gabriel Arcanjo proferiu a oração que esta sempre na boca e no coração de todos os fiéis: a Ave Maria.

Maria era uma jovem adolescente, simples e virgem, prometida ao já idoso José, um carpinteiro descendente direto da casa de Davi. Ficou perturbada ao receber do Arcanjo o aviso que era a escolhida para conceber o Filho de Deus, o qual devia ser chamado Jesus, pois era o enviado para salvar a Humanidade, e cujo Reino era eterno. Assim, o Pai Criador dependeu do consentimento de uma frágil criatura humana para realizar o Mistério para a nossa Redenção. 

A Virgem Maria aceitou sua parte na missão, demonstrando toda confiança no Senhor Deus e se fez Instrumento Divino nos acontecimentos proféticos. Mas teve de perguntar como seria possível, se não conhecia homem algum. Gabriel lhe explicou o Espírito Santo a fecundaria, pela graça do Criador. Então respondeu com a mesma simplicidade de sua vida e fé: “Sou a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Sua vontade”.

Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Por este motivo dos devotos de Nossa Senhora da Anunciação pedem sua proteção e intercessão junto a Deus, nas suas aflições. Por sua disposição Maria se tornou a mais perfeita das criaturas humanas, a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. Porque a Mãe de Deus, que acolheu a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos tempos.

A data de hoje marca e festeja um dos mistérios mais sublimes e importantes para a Humanidade, citado em várias passagens importantes do Novo Testamento. Maria foi poderosamente levada à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Motivo mais que suficiente para ser invocada como Nossa Senhora da Anunciação.

Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós!

Fonte: Site Paulinas

25 de março de 2014 at 10:03 Deixe um comentário

Quarto Domingo da Quaresma – A Cura do Cego de Nascença – São João 9, 1-41 – 30 \ 03 \ 14

 

 

 

1. Caminhando, viu Jesus um cego de nascença.

2. Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?

3. Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus.

4. Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar.

5. Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.

6. Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego.

7. Depois lhe disse: Vai, lava-te na piscina de Siloé (esta palavra significa emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo.

8. Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: Não é este aquele que, sentado, mendigava?

9. Respondiam alguns: É ele. Outros contestavam: De nenhum modo, é um parecido com ele. Ele, porém, dizia: Sou eu mesmo.

10. Perguntaram-lhe, então: Como te foram abertos os olhos?

11. Respondeu ele: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo.

12. Interrogaram-no: Onde está esse homem? Respondeu: Não o sei.

13. Levaram então o que fora cego aos fariseus.

14. Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.

15. Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo.

16. Diziam alguns dos fariseus: Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado. Outros replicavam: Como pode um pecador fazer tais prodígios? E havia desacordo entre eles.

17. Perguntaram ainda ao cego: Que dizes tu daquele que te abriu os olhos? É um profeta, respondeu ele.

18. Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais.

19. E os interrogaram: É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê?

20. Seus pais responderam: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego.

21. Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique.

22. Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo.

23. Por isso é que seus pais responderam: Ele tem idade, perguntai-lho.

24. Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador.

25. Disse-lhes ele: Se esse homem é pecador, não o sei… Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo.

26. Perguntaram-lhe ainda uma vez: Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos?

27. Respondeu-lhes: Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?…

28. Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés.

29. Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é.

30. Respondeu aquele homem: O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos.

31. Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade.

32. Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.

33. Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada.

34. Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?… E expulsaram-no.

35. Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem?

36. Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele?

37. Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo!

38. Creio, Senhor, disse ele. E, prostrando-se, o adorou.

39. Jesus então disse: Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.

40. Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: Também nós somos, acaso, cegos?…

41. Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste.

 

O Papa Emérito Bento XVI disse que “o domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes”.

 

Versículos 1 a 5: “Caminhando, viu Jesus um cego de nascença. Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus. Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar. Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”.

Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?”

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Os discípulos, segundo a mentalidade comum do tempo, dão por certo que a sua cegueira seja consequência de um pecado seu e dos seus pais. Ao contrário, Jesus rejeita este preconceito e afirma: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim, para se manifestarem as obras de Deus” (Jo 9, 3). Que conforto nos oferecem estas palavras! Elas fazem-nos ouvir a voz viva de Deus, que é Amor providente e sábio! Perante o homem marcado pelo limite do sofrimento, Jesus não pensa em eventuais culpas, mas na vontade de Deus que criou o homem para a vida”.

D. Henrique Soares da Costa disse que para a pergunta dos discípulos “não há resposta, não há explicação! Os segredos da vida pertencem a Deus! Se crermos no seu amor, se nos abandonarmos nas suas mãos, a maior dor, o mais inexplicável sofrimento pode ser confortado pela certeza de que Deus está conosco e nos fortalece”.

Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”.

“Filhos da luz, reunimo-nos para adorar o Senhor e celebrar a Eucaristia, que ilumina nossa vida e afasta as trevas que querem nos envolver. Somos hoje convidados a viver a alegria de deixar-nos conduzir por Jesus, que cura nossa cegueira e nos dá condições de ver e julgar as realidades do mundo com os olhos da fé”. (Liturgia Diária)

A Palavra diz: “O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo?” (Sl 26, 1)

D. Henrique Soares da Costa disse também: “Iluminados por Cristo não podemos pensar como o mundo, sentir como o mundo, agir como o mundo! Devemos viver na luz e ser luz para o mundo! Mas, não é fácil; não basta querer! Sem a graça do Senhor, nada conseguiremos, a não ser sermos infiéis!”

 

Versículos 6 a 14: “Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego. Depois lhe disse: Vai, lava-te na piscina de Siloé (esta palavra significa emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo. Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: Não é este aquele que, sentado, mendigava? Respondiam alguns: É ele. Outros contestavam: De nenhum modo, é um parecido com ele. Ele, porém, dizia: Sou eu mesmo. Perguntaram-lhe, então: Como te foram abertos os olhos? Respondeu ele: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo. Interrogaram-no: Onde está esse homem? Respondeu: Não o sei. Levaram então o que fora cego aos fariseus. Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos”.

Jesus cura a cegueira física

O Beato João Paulo II disse que “primeiramente, dá Jesus resposta à pergunta dos discípulos sobre a origem da cegueira daquele infeliz: resposta que diz muito. Em seguida, Jesus faz lodo com a saliva, unta com ele os olhos do cego e manda que se vá lavar à piscina de Siloé: Cumprida a ordem, o cego recebe a vista”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou que Jesus “imediatamente passa à ação: com um pouco de terra e de saliva faz lama e com ela unge os olhos do cego. Este gesto alui a criação do homem, que a Bíblia narra com o símbolo da terra plasmada e animada pelo sopro de Deus (Gn 2, 7). “Adão”, de fato, significa “barro”, e o corpo humano é composto de elementos da terra. Curando o homem, Jesus realiza uma nova criação”.

O Catecismo (§1504) ensina: “Frequentemente, Jesus pede aos doentes que acreditem. Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das mãos, lodo e lavagem . Por seu lado, os doentes procuram tocar-Lhe , «porque saía d’Ele uma força que a todos curava» (Lc 6, 19). Por isso, nos sacramentos, Cristo continua a «tocar-nos» para nos curar”.

Jesus cura a cegueira espiritual

O Papa Emérito Bento XVI disse que “o milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como “filho da luz”.

O Beato João Paulo II disse que “o cego de nascença representa o homem assinalado pelo pecado, que deseja conhecer a verdade sobre si mesmo e sobre o próprio destino, mas é impedido disso por um mal congênito. Só Jesus pode curá-lo: Ele é “a luz do mundo” (Jo 9, 5). Confiando-se a Ele, todo o ser humano espiritualmente cego de nascença tem a possibilidade de novamente “chegar à luz”, isto é, de nascer para a vida sobrenatural”.

Escribas e Fariseus

O Beato João Paulo II disse: “Olhemos com atenção para o comportamento deste homem (o cego de nascença). Logo depois de receber a vista, torna-se objeto de interrogações e investigações. Primeiro, são-lhe feitas perguntas pelos conhecidos e vizinhos. Estes, em seguida, levam-no aos escribas e fariseus”.

 

Versículos de 15 a 17: “Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo. Diziam alguns dos fariseus: Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado. Outros replicavam: Como pode um pecador fazer tais prodígios? E havia desacordo entre eles. Perguntaram ainda ao cego: Que dizes tu daquele que te abriu os olhos? É um profeta, respondeu ele”.

O Beato João Paulo II explicou: Estes (escribas e fariseus) não se limitam ao pasmo diante do fato de um cego de nascença ter adquirido a vista…Mais, procuram enfraquecer nele a certeza e levá-lo a negar precisamente esta verdade. Mas não podendo negar o fato, que é evidente era incontestável que o cego de nascença agora via procuram negar as circunstâncias e o significado do acontecimento”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “aquela cura suscita um debate animado, porque Jesus o realiza no sábado, transgredindo, segundo os fariseus, o preceito festivo. Assim, no final da narração, Jesus e o cego são “expulsos” pelos fariseus: um porque violou a lei e o outro porque, apesar da cura, permanece marcado como pecador desde o nascimento”.

 

Versículos de 18 a 23: “Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais. E os interrogaram: É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê? Seus pais responderam: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique. Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo. Por isso é que seus pais responderam: Ele tem idade, perguntai-lho”.

O Beato João Paulo II disse: “Ao lado da cura do cego, o Evangelho dá grande realce à incredulidade dos fariseus, que se recusam a reconhecer o milagre, a partir do momento em que Jesus o tinha feito no sábado, violando, a seu juízo, a lei mosaica. Aparece, assim, um eloquente paradoxo, que o próprio Cristo retoma com estas palavras: “Eu vim a este mundo para julgar, a fim de que os que não vêem, vejam, e os que vêem, sejam cegos” (Jo 9, 39)”.

“O evangelho nos mostra que o cego de nascença não pede a Jesus que lhe conceda a visão, nem Jesus lhe pergunta se quer ver. Ele apenas evidencia como a ação de Deus se deve manifestar. E, a partir da sua cura, um processo lento e progressivo se desencadeia até que reconheça Aquele que o libertou das trevas. Todos os demais, fariseus, pais e mestres da Lei, permanecem nas trevas e o expulsam da sinagoga”. (Pe. Paulo Botas, mts)

 

Versículos de 24 a 27: “Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador. Disse-lhes ele: Se esse homem é pecador, não o sei… Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo. Perguntaram-lhe ainda uma vez: Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos? Respondeu-lhes: Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?…”

O Padre Bantu disse: “O tema da cegueira é bastante central na missão de Jesus. Não há dúvida que, entre as curas de Jesus, as mais relevantes devolveram a visão aos cegos. Na tradição judaica, abrir os olhos era a cura messiânica por excelência, o sinal para a identificação do verdadeiro messias, segundo a tradição profética. Ao apresentar-se na sinagoga de Nazaré, Jesus declara-se ungido – precisamente – para abrir os olhos aos cegos. Cristo vem abrir os olhos de todos para enxergarem o Invisível”.

 

Versículos 28 a 34: “Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é. Respondeu aquele homem: O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos. Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade. Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada. Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?… E expulsaram-no”.

O Papa Emérito Bento XVI pediu: “Queridos irmãos, deixemo-nos curar por Jesus, que pode doar-nos a luz de Deus! Confessemos as nossas cegueiras, as nossas miopias, e sobretudo as que a Bíblia chama a “grande falta” (Sl 18, 14): o orgulho. Ajude-nos nisto Maria Santíssima, que gerando Cristo na carne deu ao mundo a verdadeira luz”.

A Palavra diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”. (Lc 4, 18-19)

“Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada”

O Beato João Paulo II disse assim: “Os fariseus procuram influir nele por meio dos pais. Em vão. Todos os esforços destinados a desacreditar o Taumaturgo aos olhos do curado, acabam por gorar-se. Apertado por tais perguntas, ele mantém grande prontidão de espírito. Faz um raciocínio lógico e incontestável, e termina com as palavras: «Se Ele não fosse de Deus, nada poderia fazer». Os fariseus só podem mostrar desprezo e raiva: «Tu nasceste inteiramente em pecado e ensinas-nos a nós?». «E expulsaram-no».

A Palavra diz: “Então os escribas e os fariseus começaram a pensar e a dizer consigo mesmos: Quem é este homem que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados senão unicamente Deus? Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, replicou-lhes: Que pensais nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: Perdoados te são os pecados; ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder de perdoar pecados (disse ele ao paralítico), eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa”.(Lc 5, 21-24)

 

Versículos 35 a 41: “Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem? Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele? Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo! Creio, Senhor, disse ele. E, prostrando-se, o adorou. Jesus então disse: Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que veem se tornem cegos. Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: Também nós somos, acaso, cegos?… Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste”.

Creio, Senhor, disse ele”

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “A pergunta que o Senhor Jesus dirige àquele que tinha sido cego constitui o ápice da narração: «Tu crês no Filho do Homem?» (Jo 9, 35). Aquele homem reconhece o sinal realizado por Jesus e passa da luz dos olhos para a luz da fé: «Creio, Senhor» (Jo 9, 38). Deve ser evidenciado como uma pessoa simples e sincera, de modo gradual, realiza um caminho de fé: num primeiro momento encontra Jesus como um «homem» entre os outros, depois considera-o um «profeta», por fim os seus olhos abrem-se e proclam-n’O “Senhor”.

A Palavra diz: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados”. (Mc 16, 17-18)

O Beato João Paulo II disse: “O cego, já curado, não sabe ainda quem é Jesus, mas intui-o e, contra a incredulidade dos Judeus e o temor dos seus próprios pais, afirma: “Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se ele não viesse de Deus, nada poderia fazer”. Quando, mais tarde, Jesus lhe diz claramente que é o “Filho do Homem” quer dizer, o Messias, o Filho de Deus o cego curado não tem qualquer dúvida e logo faz a sua profissão de fé: “Eu creio, Senhor”.

Conclusão

São José Maria Escrivá de Balaguer disse: “Que belo exemplo de firmeza na fé nos dá este cego! Uma fé viva, operativa. É assim que te comportas com os mandatos de Deus, quando muitas vezes estás cego, quando nas preocupações da tua alma se oculta a luz? Que poder continha a água, para que os olhos ficassem curados ao serem umedecidos? Teria sido mais adequado um colírio desconhecido, um medicamento precioso preparado no laboratório de um sábio alquimista. Mas aquele homem crê, põe em prática o que Deus lhe ordena e volta com os olhos cheios de claridade”.

Oração

“Ó Deus, hoje vos bendizemos pelo vosso Filho, luz da humanidade, e pelo batismo, que nos imerge nessa luz. Se ainda há cegueira em nós, queremos ser curados para ver as maravilhas que realizais em favor do vosso povo e distinguir o caminho que nos chamais a seguir. Livrai-nos do egoísmo tenebroso e dai-nos buscar a luz esplendente do amor, para caminharmos como filhos e filhas da luz, ver os outros como vossos filhos e filhas e nossos irmãos e irmãs. Por Cristo, nosso Senhor”.(Liturgia Diária)

Do Papa Emérito Bento XVI: “A Maria, «fonte viva de esperança», confio o nosso caminho quaresmal, para que nos conduza ao seu Filho. De modo particular confio a Ela as multidões que, provadas ainda hoje pela pobreza, imploram ajuda, apoio, compreensão. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração uma especial Bênção Apostólica”.

 

Há uma reflexão no Blog cujo nome é: “O Cego de Nascença” do Evangelho de São João 9, 1-41, postada em 31 de março de 2011.

Jane Amábile Com. Divino Espírito Santo

 

 

24 de março de 2014 at 14:08 Deixe um comentário

Reflexão para o III Domingo da Quaresma

 

2014-03-22 Rádio Vaticana

   Cidade do Vaticano (RV) - Em nossa vida, quando tudo vai de acordo com os nossos desejos, ficamos alegres, contentes e cordatos. Mas basta acontecer algo que não estava planejado, ou melhor, faltar algo com que contávamos, para que nossa alegria desapareça e comecemos a duvidar de tudo, inclusive daquela pessoa que proporcionou e continua nos proporcionando esses bens. Assim aconteceu com o povo judeu após a libertação do Egito. Enquanto caminhavam rumo à terra prometida, a água veio a faltar. A reação foi tamanha que esqueceram as maravilhas que o Senhor havia operado em favor deles e até chegaram a desconfiar da fidelidade de Deus. Apesar dessa atitude, o Senhor continua fazendo o bem ao povo e providencia a água. Podemos neste momento, fazer um exame de consciência de nossa vida. O Senhor nos deu a vida, nos alimenta, nos deu família, saúde e uma infinidade de bens, sejam espirituais ou materiais. Qual o nosso comportamento quando algo nos falta? Continuamos a nos sentir o centro do amor de Deus, ou nos esquecemos tudo o que Ele nos presenteou e só estamos atentos àquilo que nos falta? No Evangelho, a samaritana vai atrás da água para matar sua sede. Jesus, também. É meio-dia! Lembremo-nos que alguns meses mais adiante, nessa mesma hora, Jesus dirá que tem sede. Será do alto da cruz. A samaritana escutando Jesus, diz desejar da água que ele lhe oferece, para que todas as suas necessidades sejam saciadas e ela não precise mais vir ao poço. Jesus continua a conversa e a samaritana, entendendo sua proposta, dá um salto qualitativo e deseja a água viva, aquela que irá aplacar não seus desejos limitados, mas a que irá saciar seus desejos de eternidade. Ele fala da nova vida que nos dará através de sua morte e ressurreição, assumida por nós nas águas batismais. São Paulo, em sua carta aos Romanos, nos diz que a saciedade que ansiamos é um dom de Deus, já usufuruído aqui nesta vida, é o dom do Espírito Santo, o Amor de Deus derramado em nossos corações. Essa é a água que nos sacia, sem a qual não poderemos viver. Pe. César Augusto dos Santos SJ.

 

22 de março de 2014 at 11:08 Deixe um comentário

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