Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Dos Sermões de Santo Efrém, diácono (Sec. IV)

 

Nosso Senhor foi calcado pela morte, mas Ele, por sua vez, esmagou a morte como quem pisa aos pés o pó do caminho. [...] E porque a morte não O podia devorar se Ele não tivesse corpo, nem o inferno O podia tragar se não tivesse carne, desceu ao seio de uma Virgem para tomar um corpo que O conduzisse à região dos mortos. Mas, com esse corpo que assumira, penetrou na região dos mortos, para destruir todas as suas riquezas e arruinar os seus tesouros. [...]

O mesmo admirável Filho do carpinteiro, que conduziu a sua cruz até aos abismos da morte, que tudo devoravam, levou também o género humano para a morada da vida. E uma vez que o género humano, por causa de uma árvore, se tinha precipitado no reino das sombras, sobre outra árvore passou para o reino da vida. [...]

Glória a Vós, que lançastes a cruz, como uma ponte sobre a morte, para que através dela passem as almas da região da morte para a vida! Glória a Vós, que assumistes um corpo de homem mortal, para o transformardes num manancial de vida em favor de todos os mortais!… Aqueles que Vos mataram, procederam para com a vossa vida como os agricultores: lançaram-na à terra como um grão de trigo; mas ela ressuscitou e fez ressurgir consigo a multidão dos homens.

Vinde, ofereçamos o sacrifício grande e universal do nosso amor e entoemos, com grande alegria, cânticos e orações Àquele que Se ofereceu a Deus no sacrifício da cruz.

Fonte: Site do Vaticano

9 de maio de 2014 at 10:04 Deixe um comentário

Conselho: dom do Espírito Santo para fazer escolhas em comunhão com Deus – o Papa na audiência geral

2014-05-07 Rádio Vaticana

Largas dezenas de milhares de peregrinos e muito entusiasmo acolheram o Papa Francisco na Praça de S. Pedro para a audiência geral desta quarta-feira com uma catequese sobre um mais um dom do Espírito Santo – o conselho:
“Como age este dom em nós?”
Entre os sete dons do Espírito Santo, aquele que nos torna capazes de fazer a escolha certa no nosso dia-a-dia, seguindo a lógica de Jesus e do seu Evangelho, é o dom do conselho – afirmou o Papa Francisco. Trata-se da ação do Espírito Santo que nos torna sensíveis à sua voz e orienta os nossos pensamentos, fazendo-nos assim crescer na virtude da prudência:
“O conselho é o dom com que o Espírito Santo torna capaz a nossa consciência de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus, segundo a lógica de Jesus e do seu Evangelho.”
Para fazer esta escolha concreta de comunhão com Deus – continuou o Santo Padre – é essencial na nossa vida a oração, pois ela nos torna dóceis a esta voz, fazendo com que deixemos de lado a nossa lógica pessoal, cheia de limitações, permitindo que mature em nós uma sintonia profunda com o Espírito.
“A condição essencial para conservar este dom é a oração…”
Por outro lado – sublinhou ainda o Papa – muitas vezes, podemos escutar a voz do Senhor que nos fala através dos nossos irmãos: é um grande dom poder contar com homens e mulheres que nos ajudam a reconhecer a vontade de Deus na nossa vida! De facto, é justamente isto o que deve acontecer numa comunidade cristã: devemo-nos apoiar mutuamente na fé, iluminando-nos uns aos outros no Espírito Santo – concluiu o Papa Francisco.
No final da catequese o Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:
“Saúdo com carinho todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis de Leiria-Fátima e os diversos grupos do Brasil. Queridos amigos, peçamos ao Senhor o dom do conselho, para que, nas diversas circunstâncias da vida, saibamos encontrar o modo certo de falar e de nos comportarmos, de tal modo que o nosso testemunho favoreça a difusão do Evangelho. Que Deus vos abençoe!”
O Papa Francisco a todos deu a sua benção! (RS)

7 de maio de 2014 at 8:43 Deixe um comentário

Quarto Domingo da Páscoa – Domingo do Bom Pastor – São João 10, 1-10 – 11 \ 05 \ 14

 

 

 

1. Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.

2. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas.

3. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem.

4. Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz.

5. Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.

6. Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar.

7. Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.

8. Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.

9. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem.

10. O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.

 

“Estamos reunidos em torno de Jesus, nosso pastor por excelência, que nos conduz no caminho da felicidade. Ele nos conhece, doa sua vida por nós e nos liberta, para que tenhamos vida em plenitude. Rezamos hoje pelas vocações sacerdotais e religiosas e queremos demonstrar um carinho todo especial pelas mães, geradoras e defensoras da vida”. (Liturgia Diária)

“O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe hoje à nossa reflexão”. (dehonianos.pt)

Jesus é a porta por onde entra as ovelhas- “A Palavra de Deus nos convida à conversão e nos faz reconhecer que o verdadeiro pastor de nossa vida é Jesus Cristo. Ele é a porta que dá acesso à plena vida”. (Liturgia Diária)

As ovelhas ouvem a voz do pastor – “O Divino Pastor é quem pode, realmente, ajudar, salvar e conservar a vida. Ele afirmou: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10). Para distinguir a Voz do Pastor é preciso três coisas: – Uma vida de oração intensa; um confronto permanente com a Palavra de Deus e uma participação ativa nos sacramentos, onde recebemos a vida, que o Pastor nos oferece”. (Mons. José Maria Pereira)

As ovelhas tem confiança no Pastor – Padre Bantu disse: “O pastor e seu rebanho era uma realidade muito comum na vida do povo, no tempo de Jesus. O que esse relato nos mostra é a intimidade, o afeto entre o pastor e as ovelhas. Percebemos que existe entre eles um amor e uma confiança muito grande. Jesus vai dizer que as ovelhas não seguem a um estranho. O pastor autêntico deve ter os mesmos sentimentos e atitudes em relação às ovelhas. Deve amá-las e estar disposto a dar sua própria vida para salvá-las, assim como Ele fez”.

O Bom pastor liberta as ovelhas dos ladrões de ovelhas – “O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor”, cuja missão é libertar o rebanho de Deus do domínio da escravidão e levá-lo ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude, ao contrário dos falsos pastores, cujo objetivo é só aproveitar-se do rebanho em benefício próprio”.(dehonianos.pt)

A Palavra diz:

1.salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará.

2.Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,

3.restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.

4.Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

5.Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.

6.A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias. (Sl 22, 1-6)

 

A Missão dos pastores da Igreja:

O Catecismo (§862) ensina: “Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitido a seus sucessores, da mesma forma permanece todos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispos.” Eis por que a Igreja ensina que “os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de sorte quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os despreza, despreza a (aquele por quem Cristo foi enviado”.

O Catecismo (§939) ensina também: “Ajudados pelos presbíteros, seus cooperadores, e pelos diáconos, os Bispos têm o oficio de ensinar autenticamente a fé, de celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia, e de dirigir suas Igrejas como verdadeiros pastores. A seu oficio pertence também a solicitude por todas as Igrejas, com o Papa e sob a direção dele”.

São João Paulo II falando aos presbíteros recém-ordenados: “Com o sacramento do Batismo, introduzireis os homens no povo de Deus; com o da Penitência, reconciliareis os pecadores com Deus e com a Igreja; mediante a Unção dos enfermos, aliviareis os sofrimentos dos doentes. Sereis, sobretudo, ministros da Eucaristia: recebereis como herança inestimável este sacramento, no qual se renova cada dia o mistério do sacrifício de Cristo e perdura nos séculos o evento decisivo da Sua morte e ressurreição para a salvação do mundo. Celebrareis o sacrifício do Corpo e do Sangue de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, como Ele mesmo o ofereceu pela primeira vez no Cenáculo, na vigília da sua Paixão. Sereis, assim, associados pessoalmente de modo sacramental ao mistério do Bom Pastor, que oferece a vida pelas Suas ovelhas”.

 

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com a oração do Papa Emérito Bento XVI dirigindo-se a Virgem Maria: “Acompanhe-vos Maria, Mãe celeste dos Sacerdotes; Ela, que sob a Cruz se uniu ao Sacrifício do seu Filho e, depois da ressurreição, no Cenáculo recebeu juntamente com os Apóstolos e com os outros discípulos o dom do Espírito, ajude vós e cada um de nós, queridos irmãos no Sacerdócio, a deixar-nos transformar interiormente pela graça de Deus. Só assim é possível ser imagens fiéis do Bom Pastor; só assim se pode desempenhar com alegria a missão de conhecer, guiar e amar o rebanho que Jesus adquiriu com o preço do seu sangue”.

 

Oração:

“Ó Pai celeste, vosso Filho se apresentou como a porta que dá acesso ao rebanho do qual Ele é o pastor. Jesus é o pastor que nos encaminha para as águas repousantes. Fazei que nunca nos desviemos do seu pastoreio, mas sigamos sempre os seus passos, que nos conduzem à vida plena.  Felicidade e bem haverão de encontrar todos os que se deixam guiar por Ele. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Preces da Assembleia:

“PR: Irmãos e irmãs, neste domingo de oração pelas vocações, rezemos a Jesus, bom pastor, pedindo-lhe bons e santos pastores que conduzam o povo de Deus. Digamos:

AS: Protegei e guiai vosso povo, Senhor.

1-Jesus, bom pastor, protegei os que estão à frente da Igreja, vos pedimos.

2-Cumulai de alegria os que têm a missão de ensinar, vos pedimos.

3-Dai perseverança aos vocacionados e vocacionadas, vos pedimos.

4-Concedei sabedoria aos nossos governantes no exercício da missão, vos pedimos.

5-Hoje e sempre abençoai e alegrai as mães, pastoras no seu lar, vos pedimos.

6-Suplicamos-vos bênçãos para os religiosos e religiosas do Brasil. Enviai vocações à vida religiosa consagrada, que está a serviço do vosso reino, vos pedimos.

AS: Jesus, divino mestre, que chamastes os apóstolos para caminhar convosco, continuai a passar pelas nossas famílias e comunidades e despertai corações generosos para vos seguir como apóstolos leigos, como sacerdotes e como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade. Vós, que viveis e reinais para sempre. Amém”. (Liturgia Diária)

 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

6 de maio de 2014 at 9:30 Deixe um comentário

Santo Atanásio, bispo – Reflexão

  • A encarnação do Verbo

    O Verbo de Deus, incorpóreo, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, se bem que antes não estava ausente. De facto, nenhuma região do universo esteve alguma vez privada da sua presença, porque pela união com seu Pai estava em todas as coisas e em toda a parte. Por amor de nós veio a este mundo, isto é, manifes tou-Se- -nos de modo sensível. [...] Não quis simplesmente habitar num corpo, nem apenas tornar-Se visível. Se de facto quisesse apenas tornar-Se visível, teria podido escolher um corpo mais excelente; mas Ele tomou o nosso corpo.

    No seio da Virgem construiu para Si um templo, isto é, um corpo, e, habitando nele, fê-lo instrumento da sua manifestação. Tomou um corpo semelhante ao nosso, e, porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, Ele, no seu imenso amor, ofereceu-o ao Pai, aceitando a morte por todos os homens. Deste modo, a lei da morte, promulgada contra todos os homens, fi cou anulada para aqueles que morrem em comunhão com Ele, pois que, tendo ferido o corpo do Senhor, a morte perdeu a possibilidade de fazer mal aos outros homens, seus semelhantes. Além disso, reconduziu os homens da corrupção à incorruptibilidade, da morte à vida, consumindo neles totalmente a morte – como a palha é consumada pelo fogo – por meio do corpo que assumira e pelo poder da ressurreição. […]

    A corrupção da morte já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que por meio do seu corpo habita neles.

  • Fonte: Site do Vaticano

5 de maio de 2014 at 8:17 Deixe um comentário

Reflexão para o III Domingo de Páscoa

2014-05-03 Rádio Vaticana

  Cidade do Vaticano (RV) – Jesus, o Mestre por excelência, passa três anos preparando os apóstolos e discípulos para os acontecimentos de sua Paixão. Fala de seus sentimentos, de sua morte e de sua Ressureição.
Quando tudo isso acontece, o peso do sofrimento e da morte é tão grande que todos se esquecem do que Jesus os advertira em relação à Ressurreição. Todos ficam desapontados, tristes e reagindo como se a morte fosse a última palavra na vida de Jesus.
O Evangelho nos relata a repercusssão desses fatos na vida de dois deles, os chamados discípulos de Emaús, Cléofas e seu companheiro.
Eles estão voltando para casa. O Mestre, aquele em que colocavam toda a esperança, está morto. Pelo caminho eles andam de modo acabrunhado. Contudo, Jesus, o Consolador, se dirige a eles com o propósito de acabar com essa tristeza. Jesus usa uma tática de não se revelar logo, mas de ir fazendo perguntas, recordando o que estava nas Escrituras a respeito d’Ele, de tal modo que a esperança fosse recuperada.
Ao passar pela entrada de Emaús, Jesus se despede. Eles ficam desapontados com tal atitude. Aquele caminheiro que, com sua conversa, estava resgatando a esperança, vai embora e vai deixá-los sozinhos. Não, não pode ser. Eles pedem ao desconhecido que entre com eles no povoado, depois em sua casa e ceiem juntos.
Podemos ver nesse gesto de Jesus, ao deixar espaço para ser convidado, que o Senhor não se impõe a nós. Ele vem até nós e nos consola, mas não impõe sua presença permanente. Ele quer nossa solicitação, Ele se oferece como hóspede – Eis que estou à porta e bato – , ele espera um ato livre de nossa vontade. Ao ser convidado, Jesus aceita e vai cear com eles.
Na hora da bênção do pão, Jesus se revela e, como no Tabor, aparece sua glória de Filho amado pelo Pai. Jesus se revela e desaparece.
Não é mais necessária sua presença após a manifestação de sua glória, após a experiência e anunciar a ressurreição.
Assim somos nós. Nos momentos difíceis da vida recordamos as palavras do Senhor?
Damos espaço para que Ele nos fale? Recorremos às Escrituras, ao Evangelho e meditamos suas palavras?
A experiência que temos de Deus, a compartilhamos com os demais?
Pe. César Augusto dos Santos SJ

3 de maio de 2014 at 6:54 Deixe um comentário

Terceiro Domingo da Páscoa – Os Discípulos de Emaús – São Lucas 24, 13-35 – 04 \ 05 \ 14

 

13. Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.

14. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.

15. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.

16. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.

17. Perguntou-lhes, então: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?

18. Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?

19. Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito de Jesus de Nazaré… Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.

20. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.

21. Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.

22. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;

23. e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.

24. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram.

25. Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!

26. Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?

27. E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.

28. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.

29. Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é tarde e já declina o dia. Entrou então com eles.

30. Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.

31. Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram… mas ele desapareceu.

32. Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?

33. Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.

34. Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão.

35. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

“O Senhor ressuscitado caminha conosco e nos convida a formar comunhão com Ele ao redor de sua Palavra e do Pão da Vida. A Páscoa de Jesus se realiza nos corações e comunidades que depositam sua fé e esperança em Deus, promovem a partilha e criam laços de comunhão e solidariedade”. (Liturgia Diária)

Jesus caminha com os discípulos de Emaús – O Papa Emérito Bento XVI disse que o Evangelho de hoje “nos deixa pensar que Emaús representa na realidade todos os lugares: a estrada que nos conduz é o caminho de todos os cristãos, aliás, de todos os homens. Nas nossas estradas Jesus ressuscitado faz-se companheiro de viagem, para reavivar nos nossos corações o calor da fé e da esperança e partir o pão da vida eterna”.

As dúvidas dos dois discípulos – O Papa Emérito Bento XVI explicou que “este drama dos discípulos de Emaús surge como um espelho da situação de muitos cristãos do nosso tempo: parece que a esperança da fé tenha falhado. A própria fé entra em crise, por causa de experiências negativas que nos fazem sentir abandonados pelo Senhor. Contudo, esta estrada para Emaús, na qual caminhamos, pode tornar-se uma via de purificação e maturação do nosso crer em Deus”.

“Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?” – O Catecismo (§601) ensina: “Este projeto divino de salvação mediante a morte do “Servo, o Justo” havia sido anunciado antecipadamente na Escritura como um mistério de redenção universal, isto é, de resgate que liberta os homens da escravidão do pecado… A morte redentora de Jesus cumpre em particular a profecia do Servo Sofredor. Jesus mesmo apresentou o sentido de sua vida e de sua morte à luz do Servo Sofredor. Após a sua Ressurreição, ele deu esta interpretação das Escrituras aos discípulos de Emaús, e depois aos próprios apóstolos”.

Fica Conosco! – O Padre Bantu disse: “Esta súplica cada vez mais de torna grande no grito ensurdecedor dos sacrificados pelas injustiças e opressões, pelas discriminações raciais e de gênero, pelas expulsões e violências. É o grito de guerra que se converte na última canção esperançosa de nossa juventude sem perspectivas para o futuro e sem sentido da vida no presente, continuamente ameaçada de perder-se nas sarjetas da droga e da delinquência. Por isso, Senhor, Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!”

Os discípulos de Emaús abriram os olhos e entenderam que era Cristo que falava com eles – São João Paulo II ensinou: “Esta situação de cegueira, nos discípulos de Emaús, prolonga-se até ao momento em que – acedendo às suas instantes súplicas para que ficasse com eles – o Senhor entrou, sentou-se à mesa e com eles partiu o pão. “E eis que se lhes abriram os olhos e O reconheceram”! Dão-se conta então que tinham estado a conversar com Jesus Ressuscitado; e disseram um para o outro: “Não estava o nosso coração a arder cá dentro, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras”?

Os Discípulos depois do encontro com Cristo Ressuscitado voltam para Jerusalém para anunciar a boa nova -  São João Paulo II disse: “A narração do episódio de Emaús termina com o regresso dos dois discípulos ao Cenáculo. Eles que, desiludidos, haviam abandonado a comunidade, “partiram imediatamente, voltaram para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros… e eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho…” (Lc 24, 33. 35). Aqueles corações abrasados têm agora tanto para contar, tanto para oferecer!”

 

O Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia

São João Paulo II disse que “no episódio dos discípulos de Emaús manifesta-se a própria essência da vida da Igreja: esta vive da Eucaristia e da Palavra de Deus. A Palavra de Deus é preparação para viver mais profundamente a Eucaristia; a Eucaristia constitui o Sacramento “dos olhos da fé abertos” ao mistério de Deus, revelado em Cristo. Estes “olhos da fé abertos” aos horizontes e planos de Deus vos permitirão compreender e desempenhar cabalmente a vossa vocação e missão ao serviço de Cristo no mundo”.

Papa Emérito Bento XVI explicou: “Este maravilhoso texto evangélico já contém a estrutura da Santa Missa: na primeira parte a escuta da Palavra através das Sagradas Escrituras; na segunda a liturgia eucarística e a comunhão com Cristo presente no Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue. Ao alimentar-se nesta dúplice mesa, a Igreja edifica-se incessantemente e renova-se dia após dia na fé, na esperança e na caridade”.

 

Conclusão

“Para a comunidade cristã as Escrituras e a Eucaristia são as duas fontes maiores de encontro com o Cristo Ressuscitado, que nos coloca em comunhão uns com os outros, como outros “Cristos” e nos envia a evangelizar”. (Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais).

 

Oração

Preces da Assembleia

PR: A Jesus ressuscitado, que caminha conosco, peçamos que ilumine nossa vida cotidiana, dizendo:

AS: Ficai conosco, Senhor.

1-Quando membros da Igreja se fecham em si e não se abrem ao Ressuscitado, digamos.

2-Quando as incertezas e as dúvidas nos atingem, digamos.

3-Quando, no dia a dia, nos deixamos vencer pelo medo e desânimo, digamos.

4-Quando nossas comunidades esmorecem na fé, na esperança e na caridade, digamos.

5-Quando as famílias não reconhecem o valor do diálogo e do respeito, digamos.

PR: Senhor Jesus, fazei que sempre sintamos arder nosso coração quando nos falardes e saibamos reconhecer-vos em cada irmão e irmã que encontrarmos em nosso caminho. Vós, que viveis e reinais para sempre. Amém”. (Liturgia Diária)

 

Oração do Papa Emérito Bento XVI: “Por intercessão de Maria Santíssima, rezemos a fim de que todos os cristãos e comunidades, ao reviver a experiência dos discípulos de Emaús, redescubram a graça do encontro transformador com o Senhor ressuscitado”.

Jane amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

29 de abril de 2014 at 11:20 Deixe um comentário

27 de abril de 2014 at 9:37 Deixe um comentário

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