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Reflexão para Segunda-feira Santa

 

2014-04-14 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano – (RV) - Nesta semana, denominada Semana Santa, recordamos e celebramos os últimos dias da vida terrena de Jesus, com os tormentos interiores, os sofrimentos físicos, o processo, a subida para o Calvário, a crucificação, morte e sepultura e enfim a sua ressurreição.
Somos convidados a seguir de modo bastante próximo os últimos dias da vida humana de Jesus. Poderemos responder sim e segui-lo até o fim, a fundo, em nossa vida! Poderemos dizer não e nos distanciarmos definitivamente da Luz do mundo.
Que o nosso coração aqueça e ilumine nossa inteligência para que digamos sim ao Amor, em todos os dias de nossa existência e do modo que ele pedir.
O Amor nos criou, se entregou e morreu por nós e por nós ressuscitou. Que o próprio Amor nos ajude a responder generosamente aos seus apelos, hoje e sempre!
A primeira leitura, extraída do Livro de Isaías, nos fala da aliança de Deus com os povos mediante a missão de Israel.
Podemos ver em Israel a pessoa do Messias, daquele que mediante a realização de sua missão, congrega todos os povos entorno ao Senhor. Essa identificação do Povo de Israel com o Messias nos leva até à Igreja, local onde se vive e onde realiza a aliança do Cristo com a Humanidade.No Evangelho, Maria unge Jesus, preparando seu corpo para o sepultamento, significando que Jesus é o Ungido que morrerá por todos.
Nesta segunda-feira santa, contemplemos o Senhor, nosso Cristo, que se entrega para consumar a aliança do Pai conosco, gerando, assim, um corpo sacerdotal, a Igreja!
Cesar Augusto dos Santos, SJ

14 de abril de 2014 at 9:13 Deixe um comentário

Sexta-Feira Santa – Paixão do Senhor – Jejum e Abstinência – Evangelho de São João 18, 1-40

 

 

 

 

 

 

 

São João 18, 1-40,

1. Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos.

2. Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos.

3. Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas.

4. Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?

5. Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.)

6. Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra.

7. Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré.

8. Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.

9. Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12).

10. Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.)

11. Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?

12. Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram.

13. Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.

14. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.

15. Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote,

16. porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar.

17. A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele.

18. Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se.

19. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.

20. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas.

21. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.

22. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote?

23. Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?

24. (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.)

25. Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não!

26. Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto?

27. Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou.

28. Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa.

29. Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem?

30. Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.

31. Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém.

32. Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19).

33. Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus?

34. Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?

35. Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?

36. Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.

37. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.

38. Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?… Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum.

39. Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?

40. Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.

 

 

“Jesus assumiu a cruz por ser fiel ao Pai e à humanidade até o fim. Nesta tarde, unimo-nos a Ele, servo sofredor, e o acompanhamos em seu julgamento e condenação. Despojamento e silêncio marcam esta celebração, que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração de Cristo na cruz e rito da comunhão”. (Liturgia Diária)

 “Ele carrega em si o nosso sofrimento, a nossa pobreza, e a transforma segundo a vontade de Deus. E assim abre as portas do céu, abre o céu: esta tenda do Santíssimo, que até então o homem havia fechado contra Deus, é aberta por esse seu sofrimento e obediência. Adoraremos Cristo Crucificado, participaremos nos seus sofrimentos com a penitência e o jejum”. (Papa Emérito Bento XVI)

A Palavra: “Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas”. (Is 53,3- 4)

O Papa Emérito Bento XVI resumiu assim o Mistério da Paixão de Cristo: “A noite escura do Monte das Oliveiras, nela Se embrenhando Jesus com os seus discípulos; faz parte dela a solidão e o abandono vivido por Jesus, que, rezando, vai ao encontro da escuridão da morte; faz parte dela a traição de Judas e a prisão de Jesus, bem como a negação de Pedro; e ainda a acusação diante do Sinédrio e a entrega aos pagãos, a Pilatos. Nesta hora, procuremos compreender mais profundamente alguma coisa destes acontecimentos, porque neles se realiza o mistério da nossa Redenção”.

 

 

JESUS COM SEUS DISCÍPULOS NO JARDIM DAS OLIVEIRAS- VERSÍCULO 1…

“JESUS ESTAVA COM SEUS DISCÍPULOS EM AGONIA NO JARDIM DAS OLIVEIRAS. O JARDIM COM AS SUAS OLIVEIRAS NÃO DÁ ALÍVIO, NESTA NOITE. METE PENA O ROSTO MACERADO CONTRA A TERRA, DILACERA A DÚVIDA QUE FORTEMENTE PREME SOBRE O CORAÇÃO. DORMEM OS AMIGOS ESCOLHIDOS COMO COMPANHEIROS, OS MESMOS QUE PROMETERAM: ESTAREMOS SEMPRE CONVOSCO, JESUS. UMA SOLIDÃO IMENSA, QUE METE MEDO. FACE POR TERRA: NADA HÁ DE MAJESTOSO NESTA CENA SENÃO A SINCERIDADE DUM HOMEM QUE CONFESSA: «A MINHA ALMA ESTÁ NUMA TRISTEZA DE MORTE». ELE QUE ACALMAVA AS ÁGUAS AGITADAS PELO VENTO, AGORA NÃO PODE DAR A PAZ A SI MESMO”. (LITURGIA DO VATICANO- 2002)

A PALAVRA DIZ: “FORAM EM SEGUIDA PARA O LUGAR CHAMADO GETSÊMANI, E JESUS DISSE A SEUS DISCÍPULOS: SENTAI-VOS AQUI, ENQUANTO VOU ORAR. LEVOU CONSIGO PEDRO, TIAGO E JOÃO; E COMEÇOU A TER PAVOR E A ANGUSTIAR-SE. DISSE-LHES: A MINHA ALMA ESTÁ NUMA TRISTEZA MORTAL; FICAI AQUI E VIGIAI.  ADIANTANDO-SE ALGUNS PASSOS, PROSTROU-SE COM A FACE POR TERRA E ORAVA QUE, SE FOSSE POSSÍVEL, PASSASSE DELE AQUELA HORA. ABA! (PAI!), SUPLICAVA ELE. TUDO TE É POSSÍVEL; AFASTA DE MIM ESTE CÁLICE! CONTUDO, NÃO SE FAÇA O QUE EU QUERO, SENÃO O QUE TU QUERES. EM SEGUIDA, FOI TER COM SEUS DISCÍPULOS E ACHOU-OS DORMINDO. (MC 14, 33-37)

 

JESUS FOI TRAÍDO POR JUDAS –  VERSÍCULOS  1 A 9:

 “Entre as oliveiras do Getsêmani, imerso nas trevas, aproxima-se agora uma pequena multidão: a guiá-la, Judas «um dos Doze», um discípulo de Jesus. Na narrativa de Lucas, ele não pronuncia sequer uma palavra, é apenas uma gélida presença. Parece até que não consegue aproximar-se completamente do rosto de Jesus para beijá-lo, interrompido pela única voz que ressoa, a de Cristo: «Judas, com um beijo entregas o Filho do homem?». São palavras dolentes, mas firmes que revelam o emaranhado maligno que se aninha no coração agitado e endurecido do discípulo, talvez iludido e desiludido e, depois, desesperado”. (liturgia do Vaticano)

“NAQUELA TRÁGICA NOITE ESCURA DO GETSêMANI, «A NOITE EM QUE FOI ENTREGUE» (1 COR 11, 23)… JESUS, SÁBIO E ONISCIENTE, OBEDECENDO AO DESÍGNIO SALVÍFICO DO PAI, VAI PARA O SACRIFÍCIO PELA LIBERTAÇÃO DO GêNERO HUMANO. AO TRAIDOR-DISCÍPULO, RESTA O DESPREZO UNIVERSAL DOS SÉCULOS, A «MALDIÇÃO DE JUDAS”. ((LITURGIA  DO VATICANO-2002)

 

PEDRO QUIS DEFENDER JESUS COM A ESPADA – VERSÍCULOS 10 A 11

Jesus “predisse aos Seus discípulos que era necessário ir a Jerusalém Se submeter a muitos sofrimentos e depois ser morto, Pedro protestou e quis dissuadir Jesus deste projeto, mas o Mestre repreendeu-o severamente (Mt 16, 21-23), e repreendeu-o novamente, quando Pedro, no Jardim das Oliveiras, O quis defender com a espada: « Mete a espada na bainha. Não hei-de beber o cálice que o Pai Me deu? » (Jo 18, 11). Recordemos ainda o que diz o Evangelista Marcos: «o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos » (Mc 10, 45;  Is 53, 10 ss.).

 

JESUS É PRESO E CONDUZIDO AO SUMO SACERDOTE ANÁS E DEPOIS AO SUMO SACERDOTE CAIFÁS QUE LHE INTERROGA – VERSÍCULOS 12 A 14. 19-24 

RESUMO: “CAIFÁS, JUNTAMENTE COM OUTROS SUMOS SACERDOTES E O SINÉDRIO DA ÉPOCA SÃO RETRATADOS INTERROGANDO JESUS, PROCURANDO POR “FALSAS EVIDÊNCIAS” COM AS QUAIS POSSAM INCRIMINAR JESUS, PORÉM NÃO CONSEGUEM DESCOBRI-LAS. JESUS PERMANECE EM SILÊNCIO DURANTE O PROCESSO, ATÉ QUE CAIFÁS LHE EXIGE QUE DIGA SE ELE É O CRISTO. JESUS DECLARA IMPLICITAMENTE QUE O É. CAIFÁS E OS OUTROS HOMENS O ACUSAM DE BLASFÊMIA, E ORDENAM QUE SEJA ESPANCADO”. (WIKIPÉDIA)

O BEATO JOÃO PAULO II DISSE: “RECORDEMO-NOS DAQUELE GESTO: QUANDO, NA NOITE ENTRE QUINTA E SEXTA-FEIRA, JESUS SE ENCONTROU DIANTE DO TRIBUNAL DO SINÉDRIO, O SUMO SACERDOTE FEZ-LHE A PERGUNTA: INTIMO-TE PELO DEUS VIVO QUE NOS DIGAS SE ÉS O CRISTO, O FILHO DE DEUS; E QUANDO JESUS DEU RESPOSTA AFIRMATIVA, CAIFÁS RASGOU AS VESTES ( MT 26, 59-68)”.

A PALAVRA DIZ: “LEVANTOU-SE O SUMO SACERDOTE E LHE PERGUNTOU: NADA TENS A RESPONDER AO QUE ESSA GENTE DEPÕE CONTRA TI? JESUS, NO ENTANTO, PERMANECIA CALADO. DISSE-LHE O SUMO SACERDOTE: POR DEUS VIVO, CONJURO-TE QUE NOS DIGAS SE ÉS O CRISTO, O FILHO DE DEUS? JESUS RESPONDEU: SIM. ALÉM DISSO, EU VOS DECLARO QUE VEREIS DORAVANTE O FILHO DO HOMEM SENTAR-SE À DIREITA DO TODO-PODEROSO, E VOLTAR SOBRE AS NUVENS DO CÉU. A ESTAS PALAVRAS, O SUMO SACERDOTE RASGOU SUAS VESTES, EXCLAMANDO: QUE NECESSIDADE TEMOS AINDA DE TESTEMUNHAS? ACABASTES DE OUVIR A BLASFÊMIA!” (MT 26, 62-65)

O CATECISMO (§596) ENSINA:  “O SUMO SACERDOTE CAIFÁS PROPÔS, PROFETIZANDO: «E DO VOSSO INTERESSE QUE MORRA UM SÓ HOMEM PELO POVO E NÃO PEREÇA A NAÇÃO INTEIRA» (JO 11, 50). O SINÉDRIO, TENDO DECLARADO JESUS «RÉU DE MORTE» COMO BLASFEMO, MAS TENDO PERDIDO O DIREITO DE CONDENAR À MORTE FOSSE QUEM FOSSE, ENTREGOU JESUS AOS ROMANOS, ACUSANDO-O DE REVOLTA POLÍTICA”.

“O ROSTO TRANSFIGURADO NO TABOR É DESFIGURADO NO PRETÓRIO: ROSTO DE QUEM, INSULTADO, NÃO RESPONDE DE QUEM, FLAGELADO, PERDOA DE QUEM, TORNADO ESCRAVO SEM NOME, LIBERTA A QUANTOS JAZEM NA ESCRAVIDÃO. JESUS AVANÇA DECIDIDAMENTE PELO CAMINHO DA DOR”. (VIA-SACRA- VATICANO)

 

A NEGAÇÃO DE PEDRO – VERSÍCULOS 15 A 18. 25-27

“O GALO CANTA PELA SEGUNDA VEZ, E AS LÁGRIMAS DE PEDRO ROLAM ATÉ AO CHÃO. QUE ACONTECEU A CEFAS, A ROCHA? RENEGOU O SEU REDENTOR,NÃO UMA NEM DUAS, MAS TRÊS VEZES.TAL COMO A SUA FÉ VACILARA QUANDO PROCUROU CAMINHAR SOBRE A ÁGUA, DO MESMO MODO, UMA VEZ MAIS, PEDRO REVELA A SUA FRAQUEZA… MAS LOGO QUE O OLHAR DE JESUS SE CRUZA COM O DE PEDRO, O APÓSTOLO RECONHECE O SEU TRISTE ERRO.HUMILHADO, CHORA E PEDE PERDÃO A DEUS”.(VATICANO- VIA-SACRA)

O CATECISMO (§1429) ENSINA: “COMPROVA-O A CONVERSÃO DE 5. PEDRO APÓS A TRÍPLICE NEGAÇÃO DE SEU MESTRE. O OLHAR DE INFINITA MISERICÓRDIA DE JESUS PROVOCA LÁGRIMAS DE ARREPENDIMENTO E, DEPOIS DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR, A AFIRMAÇÃO, TRÊS VEZES REITERADA, DE SEU AMOR POR E1E. A SEGUNDA CONVERSÃO TAMBÉM POSSUI UMA DIMENSÃO COMUNITÁRIA. ISTO APARECE NO APELO DO SENHOR  A TODA UMA IGREJA: “CONVERTE-TE!” (AP 2,5.16).

 

JESUS NO TRIBUNAL DE PILATOS – VERSÍCULOS 28-40

O Beato João Paulo II disse: “Não é suficiente a pena cruel da flagelação, infligida ao Acusado. Quando o Procurador apresenta à multidão Jesus flagelado e coroado de espinhos, usa uma frase que, no seu modo de ver, deveria quebrar a intransigência da praça. Apontando para Jesus, diz: “Ecce homo! Eis o homem!” Mas, a resposta foi: “Crucifica-O, crucifica-O!” Pilatos procura então fazê-los raciocinar: “Tomai-O vós e crucificai-O; eu não encontro n’Ele culpa alguma” ( Jo 19, 5-7).

Padre Bantu disse que “a atitude de Pilatos revela a nossa omissão diante das coisas erradas que presenciamos e, lavamos as mãos porque achamos que não compete a nós e não temos “nada a ver com isto”. Diante de Pilatos Jesus não se justificou nem tampouco se acovardou, mas somente esclareceu: O meu reino não é deste mundo”.

“Seja crucificado”, este grito ressoa com força sempre que um ser humano é maltratado. Todos os dias, cada um de nós transforma-se num juiz. Pensamos que temos o direito de julgar e condenar o comportamento dos outros, mas recusamos ser objeto de censura ou de juízo alheio. Sempre encontramos uma justificação para as nossas culpas e os nossos erros. Jesus responde com o silêncio ao ver a hipocrisia e a soberba do poder, a indiferença daqueles que se subtraem às suas responsabilidades. Confirma assim o ensinamento dado aos discípulos: «Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados» (Lc 6, 37) (Via-sacra de Sexta-feira- Vaticano)

 

Conclusão

O Catecismo (§1851) ensina: “É justamente na paixão, em que a misericórdia de Cristo vai vencê-lo, que o pecado manifesta o grau mais alto de sua violência e de sua multiplicidade: incredulidade, ódio assassino, rejeição e zombarias da parte dos chefes e do povo, covardia de Pilatos e crueldade dos soldados, traição de Judas, tão dura para Jesus, negação de Pedro e abandono da parte dos discípulos. Mas, na própria hora das trevas e do príncipe deste mundo, o sacrifício de Cristo se toma secretamente a fonte de onde brotará inesgotavelmente o perdão de nossos pecados”.

 

Oração

 “Jesus, Vós fizestes-vos o menor de todos os homens, deixastes-Vos cair na terra como um grão de trigo. Agora, deste grão brotou a árvore da Vida, que abraça o universo. Fazei Senhor que, como as piedosas mulheres foram de manhãzinha ao vosso túmulo com bálsamo e unguentos, venhamos também nós ao vosso encontro com os aromas e perfumes do nosso pobre amor. Jesus, Vós estais à espera nas nossas igrejas: esperais ansioso alguém que saiba fazer-se pequeno e humilde, como Vós, na Eucaristia, adorar-Vos e testemunhar o vosso amor diante dos homens, reconhecer-Vos no pobre e no sofredor. Fazei que cada um de nós se torne vosso adorador e vossa testemunha no mistério do sacrário eucarístico e no sacramento do homem faminto, sedento, enfermo. A Vós, Jesus, de face serena na rígida solenidade da morte, o nosso amor e a nossa adoração, neste entardecer e no dia que não conhece ocaso. Amém”. (Via-Sacra- Vaticano).

 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12 de abril de 2014 at 20:35 Deixe um comentário

Reflexão para o Domingo de Ramos

 

2014-04-12 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) –   O Senhor é aclamado como se faz a um general romano ou a um heroi egípcio quando de sua chegada à sua cidade, à sua terra, após uma gloriosa vitória.
Apenas algumas diferenças: o Senhor ainda vai consumar sua luta e, enquanto os vencedores trazem consigo o espólio dos vencidos e os próprios vencidos como troféus, será o Senhor o próprio espólio, o grande serviçal, o escravo de todos nós.
Esse gesto nos recorda um trecho da segunda leitura de hoje, da Carta de São Paulo aos Filipenses, que diz: “Não deveis fazer nada por egoísmo, ou para sentir-vos superiores aos outros, mas cada um de vós, com toda a humildade, considere os outros superiores a si mesmo, ninguém procure o próprio interesse, mas antes o dos outros.” O Senhor buscou apenas o nosso interesse, ou melhor, o interesse do Senhor é a nossa salvação.
Jesus entra em Jerusalém, montado em um jumentinho. Isso significa que entra na cidade que é sua para fazer com toda a Humanidade, uma missão de paz, ainda que essa paz tenha como preço sua própria vida. Cristo entra em Jerusalém para entregar-se como oferta ao Pai, em nome de cada um de nós. Ele se coloca em nosso lugar e sofre as consequências que nosso egoísmo, nossa falta de amor e de perdão ocasionaram. Ele é o verdadeiro cordeiro pascal, a verdadeira vítima. Seu corpo é o pão e seu sangue é o vinho. Somos redimidos, para sempre, por seu sangue derramado. De fato, Jesus Cristo é o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.
Outro ensinamento, agora colhido da leitura da Paixão, este ano, a de São Mateus, é sobre a retaliação e a paz . Jesus impede que Pedro continue sua ação de punir o soldado que o ofendera e diz a ele: “Guarde a espada na bainha!” e cura Malcolm. Somos filhos da paz! Nosso Rei é o Principe da Paz, o Pacificador.
Que este início da Semana Santa nos comprometa com o projeto de Jesus para nós. Sejamos irmãos, sejamos filhos do mesmo Pai de nosso Senhor.
Que a humildade e a paz sejam nossos tesouros, recebidos através do sacrifício redentor do Filho de Deus! Nossa libertação do egoísmo e da ira, da raiva, custou o sangue inocente de Jesus.
Valorizemos, com gratidão e amor, o sacrifíco do Senhor por nós.
Cesar Augusto dos Santos, SJ

12 de abril de 2014 at 12:30 Deixe um comentário

Quinta-Feira Santa – Ceia do Senhor e Lava-Pés – Segunda Leitura: 1 Coríntios 11, 23-26 e Evangelho Segundo São João 13, 1-15- 17 de Abril de 2014.

 

 

 

Ceia do Senhor – 1 Coríntios 11, 23-26

23. Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão

24. e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim.

25. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim.

26. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha.

 

“Jesus instituiu a Sagrada Eucaristia na véspera da Sua morte, “na noite em que Ele ia ser entregue”(V.23), quando reuniu os Apóstolos a Sua volta, na sala da ceia, em Jerusalém, e celebrou com eles a Última Ceia”. (Youcat §209)

Papa Francisco explicou que Jesus “na  ÚLTIMA CEIA, COM OS SEUS AMIGOS, PARTILHA O PÃO E DISTRIBUI O CÁLICE «POR NÓS». O FILHO DE DEUS OFERECE-SE A NÓS, ENTREGA NAS NOSSAS MÃOS O SEU CORPO E O SEU SANGUE PARA ESTAR SEMPRE CONNOSCO, PARA HABITAR NO MEIO DE NÓS”.

“Cada Celebração Eucarística continua a ser a única ceia que Jesus celebrou com os Seus Discípulos e simultaneamente a antecipação da ceia que o Senhor celebrará com os redimidos no fim dos dias.  Não somos nós que fazemos a celebração litúrgica: é o Senhor que nos chama a elas, onde está misteriosamente presente”. (Youcat  §212)

“A Igreja foi fundada, como comunidade nova do Povo de Deus, na comunidade apostólica daqueles Doze que, durante a última Ceia, se tornaram participantes do Corpo e do Sangue do Senhor sob as Espécies do pão e do vinho. Cristo tinha-lhes dito: “tomai e comei…”, “tomai e bebei…”. E eles, cumprindo esta Sua ordem, entraram, pela primeira vez, em comunhão sacramental com o Filho de Deus, comunhão que é penhor de vida eterna”. (Documento: Dominicae Cenae)

“Em cada celebração eucarística renova-se o mistério pascal da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo, pão partido para a vida do mundo e sangue derramado para a redenção dos homens e a libertação do cosmos”. (Documento: “A Eucaristia: Fonte e Ápice da Vida e da Missão da Igreja”).

Santo Afonso Maria de Ligório disse assim: “Vós, Jesus, partindo deste mundo, o que nos deixastes em memória de vosso amor? Não uma veste, um anel, mas o vosso corpo, o vosso sangue, a vossa alma, a vossa divindade, vós mesmo, todo, sem reservas”.

O Catecismo (§621) ensina: “Jesus ofereceu-se livremente por nossa salvação. Este, dom, ele o significa e o realiza por antecipação durante a Última Ceia: “Isto é meu corpo, que será dado por vós” (Lc 22,19).

 

Conclusão:

“Na Eucaristia, recebemos o Autor de todos os dons: o próprio Deus. É, portanto, mormente na Comunhão, que aprendemos a conhecer a lei de amor que Nosso Senhor nos veio revelar; ali, que recebemos a graça toda especial do amor; ali, finalmente, que encontramos,  mais que tudo, o exercício, a virtude do amor”. ( São Pedro Julião Eymard)

 

Oração

Oremos com o Prefácio da Santa Missa:

“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele, verdadeiro e eterno sacerdote, oferecendo-se a vós pela nossa salvação, instituiu o sacrifício da nova aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória. Sua carne, imolada por nós, é o alimento que nos fortalece. Seu sangue, por nós derramado, é a bebida que nos purifica. Por essa razão, os anjos do céu, as mulheres e homens da terra, unidos a todas as criaturas, proclamamos jubilosos vossa glória, dizendo a uma só voz: Santo, santo, santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

 

Há também uma reflexão sobre a Ceia do Senhor, na Quinta- Feira Santa, do Evangelho de S. Marcos 14, 12-25, postada em  02 de abril de 2012.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

  

 

 

Lava-Pés – São João 13, 1-15

1. Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.

2. Durante a ceia, – quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -,

3. sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava,

4. levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela.

5. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.

6. Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!…

7. Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve.

8. Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!… Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo.

9. Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.

10. Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!…

11. Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros.

12. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz?

13. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.

14. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros.

15. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.

 

“Na Quinta-Feira Santa, mediante a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, bem como através do lava-pés, Jesus demonstrou claramente aos Apóstolos congregados o sentido da sua Paixão e da sua Morte. Também os introduziu no mistério da nova Páscoa e da Ressurreição. No dia da Sua condenação e da sua Crucifixão por amor dos homens, entregou a própria vida ao Pai, para a salvação do mundo”. (Beato João Paulo II)

Papa Emérito Bento XVI disse: “Jesus depõe as vestes da sua glória, entreita-nos com o “manto” da humanidade e faz-se servo. Lava os pés sujos dos discípulos e torna-os assim capazes de aceder ao banquete divino para o qual Ele os convida”.

“O Beato João Paulo II disse: “Antes de instituir o Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Cristo, inclinado e de joelhos, na atitude do escravo, lava os pés aos discípulos no Cenáculo. Revemo-l’O enquanto realiza este ato, que na cultura hebraica é precisamente dos servos e das pessoas mais humildes da família”.

“Vede Nosso Senhor antes da Ceia. “Estais puros, diz Ele aos Apóstolos, porém vossos  pés estão cobertos de poeira. Vou lavá-los e purificar-vos inteiramente”. E Nosso Senhor lava-lhes os pés. Lição magna de humildade! Lição maior de pureza! “  (São Pedro Julião Eymard)

O Beato João Paulo II disse: “Se eu vos lavei os pés, sendo Senhor e Mestre, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também» (Jo 13, 14-15). O comportamento de Jesus e a Sua palavra, as Suas ações e os Seus preceitos constituem a regra moral da vida cristã. De fato, estas suas ações e, particularmente, a sua paixão e morte na cruz são a revelação viva do Seu amor pelo Pai e pelos homens”.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras de Santo Agostinho: “Ó bem-aventurado São Pedro! Isso é o que ignoravas quando não permitias que te lavasse; isso é o que teu Senhor e Mestre prometeu que haverias de saber depois, quando te assustou para que Lhe permitisses lavar-te. Aprendamos, irmãos, a humildade do Altíssimo; façamos uns aos outros, humildes, o que o Altíssimo fez humildemente. Grande é este sermão sobre a humildade. Alguns irmãos o põem em prática com obras visíveis, quando recebem outros hospitaleiramente, conservando esses costumes humildes (I Tm 5, 10)”.

 

Oração: (Livro de Daniel 3, 82-87)

82. E vós, homens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!

83. Que Israel bendiga o Senhor, e o louve e o exalte eternamente!

84. Sacerdotes, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!

85. Vós que estais a serviço do templo, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!

86. Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!

87. Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!

 

Há também uma reflexão sobre o Lava-Pés, na Quinta-Feira Santa, do Evangelho de S. João 13, 1-15, postada em 01 de Abril de 2012.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9 de abril de 2014 at 22:51 Deixe um comentário

Instituições e Igreja juntas no combate ao tráfico humano

 

2014-04-09 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A segunda conferência internacional “Combate ao Tráfico Humano: Igreja e aplicação da lei” realiza-se a partir desta quarta-feira, no Vaticano, na Academia das Ciências.
O encontro é organizado pela Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales e liderada pelo Arcebispo de Westminster, Cardeal Vincent Nichols.
Participam do evento, de dois dias de duração, especialistas de 24 países. O Brasil será representado pelo superintendente da Polícia Federal, Disney Rosseti.
No final da manhã desta quinta-feira, o Papa Francisco irá até a sede da Academia, para cumprimentar os participantes, entre eles algumas vítimas de tráfico humano.
O objetivo da conferência é que as vítimas possam falar com os representantes da polícia e da Igreja, de forma a unir esforços para que a lei seja aplicada, e ajudar na “construção de uma rede efetiva que entre todos seja capaz de combater o tráfico”.
Uma rede que passa por uma cooperação mais estreita entre Igreja e polícia, de forma a facilitar as investigações conjuntas entre policiais e uma ação mais coordenada internacional.
(BF)

9 de abril de 2014 at 10:13 Deixe um comentário

Humanidade sustentável, natureza sustentável: nossa responsabilidade

 

2014-04-08 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – As Pontifícias Academias das Ciências e das Ciências Sociais promovem, de 2 a 6 de maio, no Vaticano, um seminário sobre o tema “Humanidade sustentável, natureza sustentável: nossa responsabilidade”.
Especialistas de todo o mundo debaterão temas como: qual o estatuto da pessoa humana num mundo onde a ciência predomina? Como entendemos uma boa relação entre homem e natureza? Os recursos naturais estão na base do crescente abismo entre o mundo dos ricos e o mundo dos pobres?
De acordo com os organizadores do evento, os “problemas ambientais” e as “perspectivas” se apresentam de maneira diferente a culturas diferentes.
Alguns identificam os problemas ambientais com o crescimento da população mundial, outros defendem que se trata de modelos errôneos de crescimento econômico. Há quem veja indícios de problemas ambientais na poluição urbana das economias emergentes, e outros que veem esses mesmos indícios diante da pobreza de inúmeros países.
Com este seminário, os organizadores não pretendem catalogar os problemas ambientais: “Nós, ao invés, nos propomos a analisar estes desafios humanos e ambientais a partir de uma tríplice aliança que está na base da sobrevivência humana: alimentação, saúde e energia”, lê-se no comunicado do encontro.
Entre os participantes, estão o Presidente da Pontifícia Academia das Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, e o Presidente da Cáritas Internacional, Card. Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga.
(BF)

8 de abril de 2014 at 9:10 Deixe um comentário

Domingo de Ramos e Paixão do Senhor – Evangelho Segundo São Mateus, 21, 1-11 e Evangelho Segundo São Mateus 27, 11-54 (Breve) – 13 de Abril de 2014

 

 

 

Evangelho Segundo São Mateus 21, 1-11 – Domingo de Ramos

1. Aproximavam-se de Jerusalém. Quando chegaram a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos,

2. dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mos.

3. Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá.

4. Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta:

5. Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9).

6. Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus.

7. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar.

8. Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada.

9. E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!

10. Quando ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade, perguntando: Quem é este?

11. A multidão respondia: É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.

 

“Com os ramos nas mãos, vamos seguir os passos do Senhor em sua entrada em Jerusalém e em seu percurso rumo à cruz. Esta solene liturgia nos introduz na Semana Santa, centro do grande acontecimento da nossa fé: o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo”. (Liturgia Diária)

O Beato João Paulo II disse que “a liturgia do Domingo de Ramos é como que um Pórtico de ingresso solene na Semana Santa. Associa dois momentos entre si contrastantes:  o acolhimento de Jesus em Jerusalém e o drama da Paixão; o “Hosana!” de festa e o grito repetido várias vezes:  “Crucificai-O”; a entrada triunfal e a derrota aparente da morte na Cruz”. 

A Entrada de Jesus em Jerusalém

O Papa Emérito Bento XVI também disse que “a procissão dos Ramos é também uma procissão de Cristo Rei: nós professamos a realeza de Jesus Cristo, reconhecemos Jesus como o Filho de David, o verdadeiro Salomão o Rei da paz e da justiça. Reconhecê-l’O como Rei significa:  aceitá-l’O como Aquele que nos indica o caminho, no qual temos confiança e que seguimos”.

O Papa Francisco disse assim: “Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: «Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!» (Lc 19, 38). Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo”.

Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!

 O Beato João Paulo II explicou: “Os discípulos, por ordem do Mestre, trouxeram-lhe um jumentinho, depois de pedirem lhes fosse permitido levarem-no algum tempo de empréstimo. E Jesus montou nele, para se cumprir a Seu respeito também esta particularidade dos escritos proféticos”.

A Palavra diz: “Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta”. (Zc 9, 9).

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “A mesma emoção se apodera de nós em cada ano, no Domingo de Ramos, quando subimos na companhia de Jesus o monte para o santuário, quando O acompanhamos pelo caminho que leva para o alto. Neste dia, ao longo dos séculos por toda a face da terra, jovens e pessoas de todas a idades aclamam-n’O gritando: «Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor!”.

A Palavra diz: “Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor dos exércitos! É ele o Rei da glória”. (Sl 23, 7-10)

O Beato João Paulo II disse: “Eis a imagem verdadeira do Messias, do Ungido, do Filho de Deus, do Servo de Iahvé. Jesus sob esta imagem entrava em Jerusalém, quando os peregrinos, que o acompanhavam na caminhada, cantavam Hosana. E estendiam as capas e os ramos das árvores no chão que ele percorria”.

Conclusão:

Vamos concluir essa reflexão com as palavras do Papa Francisco: “VIVER A SEMANA SANTA SEGUINDO JESUS QUER DIZER APRENDER A SAIRMOS DE NÓS MESMOS PARA IR AO ENCONTRO DOS OUTROS, PARA IR ÀS PERIFERIAS DA EXISTÊNCIA, SERMOS OS PRIMEIROS A IR AO ENCONTRO DOS NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS, SOBRETUDO DOS MAIS DISTANTES, DE QUANTOS ESTÃO ESQUECIDOS, DOS QUE TÊM MAIS NECESSIDADE DE COMPREENSÃO, CONFORTO E AJUDA. HÁ MUITA NECESSIDADE DE LEVAR A PRESENÇA VIVA DE JESUS MISERICORDIOSO E RICO DE AMOR!”

Oração

Adoremos a Cristo, que, ao entrar em Jerusalém, foi aclamado pelo povo como rei e Messias. Digamos: Bendito o que vem em nome do Senhor.Hosana a Vós, Filho de Davi e rei eterno, vencedor do pecado e da morte! (Liturgia Diária)

 

Há no Blog uma reflexão do Domingo de Ramos (Procissão dos Ramos), com o nome “Bendito o rei que vem em nome do Senhor!” do Evangelho de São Lucas 19, 28 – 40, postada em 18 de março de 2013.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

Evangelho Segundo São Mateus 27, 11-54 – Paixão do Senhor – 13 de Abril de 2014

11. Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus.

12. Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos.

13. Perguntou-lhe Pilatos: Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti?

14. Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação.

15. Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa.

16. Ora, havia naquela ocasião um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.

17. Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?

18. (Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.)

19. Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito.

20. Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus.

21. O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam: Barrabás!

22. Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado!

23. O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado!

24. Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!

25. E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!

26. Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado.

27. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão.

28. Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate.

29. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus!

30. Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça.

31. Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar.

32. Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus.

33. Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio.

34. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber.

35. Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando a sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram a sorte (Sl 21,19).

36. Sentaram-se e montaram guarda.

37. Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: Este é Jesus, o rei dos judeus.

38. Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.

39. Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam:

40. Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

41. Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele:

42. Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele!

43. Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus!

44. E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam.

45. Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas.

46. Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: Eli, Eli, lammá sabactáni? – o que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

47. A estas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: Ele chama por Elias.

48. Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse.

49. Os outros diziam: Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo.

50. Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma.

51. E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas.

52. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram.

53. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas.

54. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!

 

O Beato João Paulo II ensinou: “A celebração da Semana Santa inicia com o «Hosana!» deste Domingo de Ramos e tem o seu momento culminante no «Seja crucificado!» da Sexta-feira Santa. Mas isto não é um contra-senso; ao contrário, é o centro do mistério que a liturgia quer proclamar: Jesus entregou-Se voluntariamente à Sua paixão, não Se viu esmagado por forças maiores do que Ele ( Jo 10, 18). Ele próprio, perscrutando a vontade do Pai, compreendeu que tinha chegado a Sua hora e aceitou isso com a obediência livre do Filho e com infinito amor pelos homens”.

O Papa Francisco disse assim: “Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura  ( Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objeto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz”.

Sobre a Paixão do Senhor

SÃO JOÃO DE ÁVILA DISSE: “SENHOR, QUANDO VOS VEJO NA CRUZ, TUDO ME CONVIDA A AMAR: O MADEIRO, A VOSSA PESSOA, AS FERIDAS DE VOSSO CORPO E PRINCIPALMENTE O VOSSO AMOR. TUDO ME CONVIDA A VOS AMAR E A NÃO ME ESQUECER MAIS DE VÓS”.

Sobre as vestes de Cristo (V.35)- São Cipriano disse: “O mistério da unidade da Igreja, é expresso no Evangelho quando se diz que a túnica de Cristo não foi dividida nem rasgada”.

A Palavra diz: “Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes”, (Fl 2, 5-9)

O Beato João Paulo II disse: “Olhando para Jesus na Sua paixão, vemos como num espelho os sofrimentos da humanidade e também as nossas vicissitudes pessoais. Cristo, apesar de não ter cometido pecados, assumiu tudo o que o homem não podia suportar: a injustiça, o mal, o pecado, o ódio, o sofrimento e, por fim, a morte. Em Cristo, Filho do homem humilhado e sofredor, Deus ama todos, a todos perdoa…”

“SE QUEREIS PROGREDIR NO AMOR DE DEUS, MEDITAI TODOS OS DIAS A PAIXÃO DO SENHOR. NADA CONTRIBUI TANTO PARA A SANTIDADE DAS PESSOAS COMO A PAIXÃO DE CRISTO”. (SÃO BOAVENTURA)

“VAMOS JUNTOS, PEREGRINOS, EM DIREÇÃO DA CRUZ DO SENHOR, PORQUE ELA INICIA UMA NOVA ERA NA HISTÓRIA DO HOMEM. ATRAVÉS DA CRUZ O HOMEM PÔDE COMPREENDER O SENTIDO DA SUA PRÓPRIA SORTE, DA SUA PRÓPRIA EXISTÊNCIA SOBRE A TERRA. DESCOBRIU QUANTO DEUS O AMOU . DESCOBRIU , E DESCOBRE CONTINUAMENTE , À LUZ DA FÉ, QUANTO É GRANDE O SEU VALOR “. (BEATO JOÃO PAULO II)

Conclusão:

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Francisco: “JESUS ENTRA EM JERUSALÉM PARA DAR O ÚLTIMO PASSO, NO QUAL RESUME TODA A SUA EXISTÊNCIA: ENTREGA-SE TOTALMENTE, NADA CONSERVA PARA SI, NEM SEQUER A VIDA”.

 

Oração: (Salmo 21, 1-31)

1. Ao mestre de canto. Segundo a melodia A corça da aurora. Salmo de Davi.

2. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?

3. Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis; imploro de noite e não me atendeis.

4. Entretanto, vós habitais em vosso santuário, vós que sois a glória de Israel.

5. Nossos pais puseram sua confiança em vós, esperaram em vós e os livrastes.

6. A vós clamaram e foram salvos; confiaram em vós e não foram confundidos.

7. Eu, porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe.

8. Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça:

9. Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama.

10. Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me fizestes repousar em seu seio.

11. Eu vos fui entregue desde o meu nascer, desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus.

12. Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude.

13. Cercam-me touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã;

14. contra mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata.

15. Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; meu coração tornou-se como cera, e derrete-se nas minhas entranhas.

16. Minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua: vós me reduzistes ao pó da morte.

17. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés:

18. poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria,

19. repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica.

20. Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai.

21. Livrai da espada a minha alma, e das garras dos cães a minha vida.

22. Salvai-me a mim, mísero, das fauces do leão e dos chifres dos búfalos.

23. Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembléia.

24. Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de Israel,

25. porque ele não rejeitou nem desprezou a miséria do infeliz, nem dele desviou a sua face, mas o ouviu, quando lhe suplicava.

26. De vós procede o meu louvor na grande assembléia, cumprirei meus votos na presença dos que vos temem.

27. Os pobres comerão e serão saciados; louvarão o Senhor aqueles que o procuram: Vivam para sempre os nossos corações.

28. Hão de se lembrar do Senhor e a ele se converter todos os povos da terra; e diante dele se prostrarão todas as famílias das nações,

29. porque a realeza pertence ao Senhor, e ele impera sobre as nações.

30. Todos os que dormem no seio da terra o adorarão; diante dele se prostrarão os que retornam ao pó.

31. Para ele viverá a minha alma, há de servi-lo minha descendência. Ela falará do Senhor às gerações futuras e proclamará sua justiça ao povo que vai nascer: Eis o que fez o Senhor.

 

Há no Blog uma reflexão com o Evangelho da Paixão do Senhor de  São Lucas 23, 1-49: breve, postada em 18 de Março de 2013. 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

7 de abril de 2014 at 8:46 1 comentário

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