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Evangelho da Missa do dia 24 de dezembro à noite – São Lucas 2, 1-14

1. Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra.

2. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria.

3. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.

4. Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,

5. para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida.

6. Estando eles ali, completaram-se os dias dela.

7. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.

8. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.

9. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor.

10. O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo:

11. hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.

12. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.

13. E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia:

14. Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).

 

 “Exultemos todos no Senhor, pois nasceu o Salvador do mundo, a verdadeira paz e felicidade para a humanidade. Na fragilidade da criança, Deus vem a nós para que possamos subir a Ele e, fazendo-se humano, quer nos tornar divinos. Celebremos, nesta noite santa, sua graça e sua salvação” (Liturgia Diária).

 

Versículos de 1 a 5: “Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida”.

A Palavra diz: “Dias virão – oráculo do Senhor – em que farei brotar de Davi um rebento justo que será rei e governará com sabedoria e exercerá na terra o direito e a eqüidade. Sob seu reinado será salvo Judá, e viverá Israel em segurança. E eis o nome com que será chamado: Javé-nossa-justiça!” (Jr 23, 5-6)

O Catecismo (§422-§424) ensina: “No tempo do rei Herodes e do imperador César Augusto, Deus cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência enviando «o Seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei, e nos tornar seus filhos adotivos” (Gal 4, 4-5).

“À Cidade de Davi, chamada Belém” – Na sua peregrinação a Belém o Papa Emérito Bento XVI disse: “O Senhor dos exércitos, “cujas origens são antigas e mais remotas” (Mq 5, 2), quis inaugurar o seu reino nascendo nesta pequena cidade, entrando no nosso mundo no silêncio e na humildade numa gruta e deitando numa manjedoura, como uma criança inerme”.

O Beato João Paulo II explicou: “Naquele Menino, humilde e indefeso,  que chora numa gruta fria e nua,  Deus destruiu o pecado,  e colocou o rebento duma humanidade nova,  chamada a levar a cumprimento  o projeto primordial da criação  e a sublimá-lo com a graça da redenção”.

A Palavra diz: “Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. Portanto, as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações”. (Mt 1, 16-17)

 

Versículos 6 e 7: “Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

O Beato João Paulo II disse: “Desceu do céu o Salvador do mundo. Alegremo-nos!  Este anúncio, cheio de profunda alegria,  ecoou na noite de Belém.  Hoje, a Igreja torna a renová-lo com a mesma alegria:  nasceu para nós o Salvador!  Uma onda de ternura e de esperança nos enche o coração,  junto a uma necessidade imperiosa de intimidade e de paz”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Podemos imaginar com quanto cuidado interior, com quanto amor Se preparou Maria para aquela hora. A breve anotação «envolveu-O em panos» deixa-nos intuir algo da santa alegria e do zelo silencioso de tal preparação. Estavam prontos os panos, para que o Menino pudesse ser bem acolhido”.

“Porque não havia lugar para eles na hospedaria” – O Papa Emérito Bento XVI disse: “Na hospedaria, porém, não havia lugar. De algum modo a humanidade espera Deus, a sua proximidade. Mas quando chega o momento, não tem lugar para Ele. Está tão ocupada consigo mesma, sente necessidade tão imperiosa de todo o espaço e de todo o tempo para as próprias coisas, que não resta nada para o outro: para o próximo, para o pobre, para Deus”.

 

Versículos de 8 a 14:  “Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo:  hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura. E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina)”.

O Beato João Paulo II disse: “Ouçamos de novo as palavras do anjo: «Anuncio-vos uma grande alegria,  que o será para todo o povo:  Hoje, na cidade de David, nasceu-vos  um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lc 2, 10-11).  No dia de hoje, a Igreja dá voz aos anjos  repetindo a sua mensagem extraordinária,  que teve como primeiros ouvintes os pastores  nas colinas de Belém”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “E os pastores? Que motivo teriam para se alegrar? Aquele recém-nascido não mudará certamente a sua condição de pobreza nem de marginalização. Mas a fé ajuda-os a reconhecer no “menino envolvido em panos, e colocado numa manjedoura” o “sinal” do cumprir-se das promessas de Deus para todos os homens “que Ele ama” (Lc 2, 12-14), também para eles!”

O Beato João Paulo II ensinou: “Um inerme Recém-nascido na humildade duma gruta  devolve a dignidade a toda a vida que nasce,  dá esperança a quem jaz na dúvida e na desolação.  Ele veio para curar as feridas da vida  e, inclusive, dar sentido à morte”. 

Os anjos louvam a Deus, porque o Seu Filho Unigênito veio até nós! -“Somos convidados a formar coro com os anjos: glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra às pessoas de boa vontade. Jesus, o príncipe da paz, chegou até nós, trazendo-nos a salvação”. (Comentário litúrgico)

Santo Atanásio de Alexandria afirma: “O Filho de Deus fez-se homem para nos fazer Deus”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “No silêncio da noite de Belém, Jesus nasceu e foi acolhido por mãos carinhosas. E agora, neste nosso Natal em que continua a ressoar o feliz anúncio do seu nascimento redentor, quem está preparado para Lhe abrir a porta do coração? Homens e mulheres deste nosso tempo, Cristo vem trazer a luz também a nós, vem dar-nos a paz também a nós!”

Oração

Do Papa Francisco: “Confiemo-nos à materna intercessão de Maria para que nos ajude, nesse Natal, a reconhecer na face do nosso próximo, especialmente dos mais frágeis, a imagem do Filho de Deus feito homem”.

Do Beato João Paulo II: “E tu, Maria, Virgem da espera e do cumprimento,  que guardas o  segredo do Natal, faz-nos capazes de reconhecer no Menino, que apertas entre os braços, o Salvador anunciado,  trazendo para todos a esperança e a paz.  Juntos contigo O adoramos e Lhe dizemos confiadamente:  Te necessitamos, Redentor do homem,  que conheces as expectativas e as ansiedades do nosso coração.  Vem e fica conosco, Senhor!  A alegria do Teu Natal chegue  a alcançar os extremos confins do universo!”

Do Papa Emérito Bento XVI: “Para rejubilar precisamos não só de coisas, mas de amor e de verdade: precisamos de um Deus próximo, que conforta o nosso coração, e responde às nossas profundas expectativas. Este Deus manifestou-se em Jesus, nascido da Virgem Maria. Por isso aquele Menino, que colocamos na cabana ou na gruta, é o centro de tudo, é o coração do mundo. Rezemos para que cada pessoa, como a Virgem Maria, possa acolher como centro da própria vida o Deus que se fez Menino, fonte da verdadeira alegria”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

Há uma reflexão no Blog do Evangelho de São Lucas 2, 11-14 em 18 \ 12 \ 2012.

18 de dezembro de 2013 at 17:43 Deixe um comentário

Quarto Domingo do Advento – Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho e porás o nome de Jesus – São Mateus 1, 18-24 – 22 \ 12 \ 13

 

18. Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.

19. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente.

20. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.

21. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.

22. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta:

23. Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco.

24. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.

 

“Discípulos de Jesus Cristo, somos convidados por esta liturgia a abrir as portas do coração para celebrar sua vinda entre nós, cada vez mais próxima. Bendigamos o Pai pela manifestação do seu Filho no seio de Maria e nos deixemos engravidar da Palavra de Deus, para, assim, podermos gerar o mundo novo”. (Comentário litúrgico)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “nestes últimos dias do Advento, a liturgia convida-nos a contemplar de modo especial a Virgem Maria e São José, que viveram com intensidade singular o período da expectativa e da preparação do nascimento de Jesus”.

Reflexão dos Versículos: 

Versículos 18 e 19: “Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente”.

Maria Santíssima

O Papa Emérito Bento XVI disse também: “É precisamente o mistério grandioso e fascinante do Deus-conosco, aliás do Deus que se faz um de nós, que celebraremos nas próximas semanas, caminhando rumo ao Santo Natal. Durante o tempo de Advento, sentiremos a Igreja que nos toma pela mão e, à imagem de Maria Santíssima, exprime a sua maternidade levando-nos a experimentar a expectativa jubilosa da vinda do Senhor, que a todos nos abraça no seu amor que salva e consola. [...]”

 “Chamada a ser a Mãe de Deus, Maria viveu plenamente a sua maternidade, desde o dia da concepção virginal até achar o seu coroamento no Calvário aos pés da cruz. Lá, por dom admirável de Cristo, Ela tornou-Se também Mãe da Igreja, a todos indicando a estrada que conduz ao Filho” (Documento – Vaticano).

São José

 “Sabemos bem pouco sobre José. Os relatos, ainda breves, comentam pouco sobre este homem que assumiu a paternidade de Jesus. Mas o que temos sobre ele é tão intenso que nos faz compreender a grandeza daquele que teve um olhar singelo e de cumplicidade para com Maria e seu Filho. No silêncio buscou dar palavras aos sentimentos e com gestos simples acolheu, educou e, foi para Jesus, a referência que também é para nós hoje”. (Revista Brasil Cristão)

O Papa Emérito Bento XVI disse que São José “é modelo do homem “justo” (Mt 1, 19), que em perfeita sintonia com a sua esposa acolhe o Filho de Deus que se fez homem e vela sobre o seu crescimento humano. Chamado a proteger o Redentor, «José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa”. (Mt 1, 24).

O Beato João Paulo II explicou: “Inspirando-se no Evangelho, os Padres da Igreja, desde os primeiros séculos, puseram em relevo que São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo”.

 

Versículos 20 e 21: “Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados”.

O Beato João Paulo II disse que “Maria, embora fosse já «desposada» com José, permanecerá virgem, pois o menino, nela concebido desde o momento da Anunciação, era concebido por obra do Espírito Santo”.

O Catecismo (§ 497) ensina: “As narrativas evangélicas  entendem a conceição virginal como uma obra divina que ultrapassa toda a compreensão e possibilidade humanas: «O que foi gerado nela vem do Espírito Santo», diz o anjo a José, a respeito de Maria, sua esposa (Mt 1, 20). A Igreja vê nisto o cumprimento da promessa divina feita através do profeta Isaías: «Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho” (Is 7, 14).

O Beato João Paulo II disse que “quando o Filho que Maria traz no seio vier ao mundo há-de receber o nome de Jesus. Este nome era bem conhecido entre os Israelitas; e, por vezes, era por eles posto aos filhos. Neste caso, porém, trata-se de um Filho que – segundo a promessa divina – realizará plenamente o que este nome significa: Jesus – Yehosua, que quer dizer  “Deus salva”.

 

Versículo 22: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta”.

 “As promessas divinas reveladas pelos profetas se cumprem pela ação do Espírito Santo. A nós, vocacionados, como José, à obediência da fé, o Senhor garante a continuação da dinastia de Davi com o envio do Emanuel: Deus sempre conosco”. (Comentário litúrgico)

 

Versículos 23 e 24: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa”.

O Beato João Paulo II explicou:  “O mensageiro divino (o anjo) introduz José no mistério da maternidade de Maria. Aquela que, segundo a lei, é a sua «esposa», permanecendo virgem, tornou-se mãe pela virtude do Espírito Santo”.

“No Quarto Domingo do Advento, tudo respira alegria! O Senhor está para chegar! É forte o anúncio da chegada de Deus entre nós, Deus conosco, Emanuel, concebido no seio de Maria pelo Espírito Santo, acolhido por José na fidelidade e no amor. O eixo central desta Liturgia é a comunicação, a revelação total do grande mistério da salvação que Deus preparou para toda a humanidade”. (Deus Conosco)

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Papa Emérito Bento XVI : “Se o desânimo vos invadir, pensai na fé de José; se a inquietação se apoderar de vós, pensai na esperança de José, descendente de Abraão que esperava contra toda a esperança; se a aversão ou o ódio vos penetrar, pensai no amor de José, que foi o primeiro homem a descobrir o rosto humano de Deus na pessoa do menino concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria”.

 

Oração:

Preces da Assembleia 

PR: Jesus, nascido de Maria, é o grande sinal da fidelidade de Deus para conosco. Com alegria, apresentemos a Ele nossas preces, dizendo:

AS: Vinde, Senhor Jesus.

1-      Senhor, enviado ao mundo por amor a nós, convidai pessoas generosas para o serviço do vosso reino, vos pedimos.

2-      Vós que quisestes nascer no seio de Maria, abençoai e protegei as mulheres grávidas e todos os casais, vos pedimos.

3-      Vós que viestes salvar os pecadores, defendei-nos de toda tentação e de todo mal, vos pedimos.

4-      Vós que assumistes a fragilidade humana, concedei-nos vosso amor e vossa misericórdia, vos pedimos.

5-      Ensinai-nos a viver com dignidade e a obedecer, na fé, aos desígnios  do Pai, vos pedimos.

PR: Senhor Jesus, escutai nossa súplicas e, por intercessão de Maria e José, dai-nos a graça de seguir-vos fielmente. Vós que viveis e reinais para sempre.

AS: Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

16 de dezembro de 2013 at 11:52 Deixe um comentário

O Que São Os Anjos?

“Os anjos são criaturas de Deus, puramente espirituais, que têm inteligência e vontade. Não são corporais nem mortais e normalmente não são visíveis. Vivem constantemente na presença de Deus e transmitem aos seres humanos a vontade de Deus e a Sua proteção”. (Catecismo 328-333, 350-351)

Um anjo, escrevia o Cardeal Joseph Ratzinger, “é, por assim dizer, o pensamento pessoal com que Deus Se dedica a mim”. Ao mesmo tempo, os anjos dedicam-se totalmente ao seu Criador. Eles ardem de amor por Ele e servem-n’O dia e noite. Nunca cessa o seu canto de louvor. Na Sagrada Escritura, designam-se por  “diabos” ou “demônios” os anjos que renegaram a Deus.

Fonte: Youcat

10 de dezembro de 2013 at 18:00 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam – São Mateus 11, 2-11) – 15 \ 12 \ 13

2. Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos:

3. Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?

4. Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes:

5. os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres…

6. Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!

7. Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

8. Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis.

9. Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta.

10. É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

11. Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Alegremo-nos todos no Senhor, pois ele está próximo. Reconhecendo seus imensos benefícios, deixemo-nos contagiar pelo alegre anúncio desta liturgia. A chegada do Deus salvador vai renovar a esperança do povo desanimado e firmar os passos das pessoas abatidas. O terceiro domingo do Advento é marcado também pela coleta da Campanha para a Evangelização, que este ano nos apresenta o tema: “Eu vos anuncio uma grande alegria”. (Liturgia Diária)

 

Dos versículos 2 ao 6: “Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro? Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!”

“Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?” – Padre Eduardo Dougherty disse: “Eu imagino que João Batista mandou seus discípulos fazerem essa pergunta a Jesus, simplesmente para que eles começassem a seguir o verdadeiro Mestre. João sabia que Jesus era o Messias esperado. Pense na experiência que Jesus e João batista tiveram quando suas mães, Maria e Isabel, se encontraram ainda grávidas. Depois, já adultos, João Batista com certeza ouviu histórias sobre Jesus e tudo o que Ele fazia”.

O Beato João Paulo II disse que “o homem pergunta: És Tu, Cristo, Aquele que esta para vir? És Tu Aquele que me explicará o sentido definitivo da minha humanidade? o sentido da minha existência? Serás Tu Aquele que me ajudará a dispor e construir a minha vida de homem, desde os fundamentos? Assim perguntam os homens, e Cristo constantemente responde. Responde do mesmo modo que respondeu já aos discípulos de João Batista”.

Jesus veio para os doentes, pobres, fracos, pecadores… – O Beato João Paulo II explicou: “Jesus revelou, sobretudo com o seu estilo de vida e com as suas ações, como está presente o amor no mundo em que vivemos, amor operante, amor que se dirige ao homem e abraça tudo quanto constitui a sua humanidade. Tal amor transparece especialmente no contato com o sofrimento, injustiça e pobreza; no contato com toda a «condição humana» histórica, que de vários modos manifesta as limitações e a fragilidade, tanto físicas como morais, do homem”.

“Os cegos vêem,…”  – A Palavra diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”. (Lc  4, 18-19)

Papa Francisco: “Jesus, o evangelizador por excelência e o Evangelho em pessoa, identificou-Se especialmente com os mais pequeninos ( Mt 25, 40). Isto recorda-nos, a todos os cristãos, que somos chamados a cuidar dos mais frágeis da Terra”.

A Palavra diz: “Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali.  Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou, de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel” (Mt 15, 29-31).

 

Dos versículos 7 ao 11: “Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1). Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele”.

 “Que fostes ver no deserto?” –  Padre Antonio Queiroz  disse: “Logo que cresceu, João Batista dedicou-se à penitência, à oração e à leitura da Palavra de Deus. Vivia nos lugares desertos. O deserto é um lugar árido, monótono e sem vegetação. Quem está no deserto não tem distrações, por isso olha para o céu e se lembra de Deus. O deserto é o lugar ideal para se fazer retiro”.

São João Batista – O Beato João Paulo II explicou: “Quem é João Batista? Em primeiro lugar, é um crente empenhado em primeira pessoa num exigente caminho espiritual, feito de escuta atenta e constante da Palavra de salvação. Além disso, ele testemunha um estilo de vida desapegado e pobre; demonstra grande coragem ao proclamar a todos a vontade de Deus, até às extremas consequências. Não cede à fácil tentação de assumir um papel fundamental, mas com submissão humilha-se a si próprio para exaltar Jesus”.   

Preparar o Caminho do Senhor

O Catecismo (§524) ensina:  “Ao celebrar em cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta expectativa do Messias. Comungando na longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua segunda vinda (218). Pela celebração do nascimento e martírio do Precursor, a Igreja une-se ao seu desejo: «Ele deve crescer e eu diminuir” (Jo 3, 30).

 O Beato João Paulo II disse que “o homem prepara o caminho do Senhor, e endireita as Suas veredas, quando examina a própria consciência, quando perscruta as suas obras, as suas palavras, os seus pensamentos, quando chama o bem e o mal com os próprios nomes, quando não hesita em confessar os seus pecados no sacramento da penitência, arrependendo-se deles e fazendo o propósito de nunca mais pecar”.

Advento é tempo de preparar o coração para o Natal do Senhor Jesus, especialmente, através dos Sacramentos da Confissão e da Eucaristia:

Confissão

O Beato João Paulo II disse que João Batista professou, na região do Jordão, “ser Cristo o “Cordeiro de Deus”, Aquele que tira os pecados do mundo (Jo 1, 29)…Vede, cada um de nós pronuncia tais palavras quando, no sacramento da penitência, confessa os seus pecados, para que o Cordeiro de Deus tire aqueles pecados. E de quem quer de nós que, humildemente e contrito, confessar esta palavra de verdade — a verdade sobre si mesmo — Cristo quer dar um testemunho idêntico (de nós), como deu de João da região do Jordão”.

O Papa Francisco pediu aos confessores: “Aos sacerdotes, lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor que nos incentiva a praticar o bem possível. Um pequeno passo, no meio de grandes limitações humanas”.

Eucaristia

O Beato João Paulo II ensinou: “Recordemo-nos ainda que este amor salvífico, que vem ao homem na noite de Belém, e se revela na cruz e na Ressurreição, permanece incessantemente inscrito na vida da Igreja como Sacramento do Corpo e do Sangue, como Alimento das almas. Todas as vezes que recebemos este sacramento, todas as vezes que aceitamos este Alimento — preparamos o caminho do Senhor, endireitamos as suas veredas. Oxalá, e sobretudo no período do Advento, tenhamos fome e sede deste Alimento!”

O Papa Francisco ensinou que “a Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos”.

 

Conclusão

“Estamos nos aproximando do Natal; com alegria aguardamos a grande festa da vida, o nascimento de Jesus. O Natal de Jesus nos recorda o grande amor de Deus pela humanidade, manifestado na vilazinha de Nazaré na pessoa de Maria que acolheu no ventre o Emanuel, Deus conosco. Jesus afirma que João Batista é o precursor e que ele próprio é o Messias vindo ao mundo para realizar a boa-nova do reino: dar vista aos cegos, curar os enfermos, ressuscitar os mortos. Com o mesmo compromisso missionário com que João Batista preparou as estradas do Senhor, possamos neste tempo dispor a nossa vida e missão para a chegada de Jesus”. (Liturgia Diária)

Oração

Do círculo bíblico: “Ó Pai, queremos vos agradecer pelo Natal do vosso Filho que se aproxima. Este é um tempo iluminado pelo vosso Espírito, pois a luz da esperança nasce de novo e renova mais uma vez nossa vida e nosso compromisso de sermos sinais de unidade e fraternidade com os irmãos e irmãs. Dai-nos força, ânimo e coragem para participarmos ativamente do vosso reino e de vossa bondade. Pai celestial, inundai nosso ser com vosso Santo Espírito e fazei-nos amigos e amigas uns dos outros. Por Cristo, nosso Senhor.”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

9 de dezembro de 2013 at 11:01 Deixe um comentário

Orientações para buscar o Sacramento da Confissão


É o sacramento da misericórdia de Deus, é a festa do pecador arrependido.
“Aqueles que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando e ao qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações.” (Conc.Vat. II, LG 11)
Cristo confiou o exercício do poder de absolver os pecados ao ministério apostólico. A este é confiado o “ministério da reconciliação” (2Cor 5,18). O apóstolo é enviado “no nome de Cristo”, e é Deus mesmo que, por meio dele, exorta e suplica.“Deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20)

Para uma confissão frutuosa1 – Para confessar bem é necessária uma preparação imediata com a oração. Em seguida, faz-se um atento exame de consciência a partir da última confissão bem feita.Isto significa confrontar-se com a palavra de Deus para distinguir as próprias incoerências, defeitos e fraquezas em pensamentos, palavras, atos e omissões frente às exigências do Evangelho.
 
2 – Sentir dor e aversão dos pecados cometidos com o propósito de não mais incorrer nos mesmos erros.
 
3 – Confessar ao sacerdote, “embaixador de Deus”, todos os pecados graves ou mortais segundo a espécie e o número; é muito útil confessar-se com frequência, mesmo os pecados vêniais, porque se recebe um dom da graça que dá força no caminho de imitação de Cristo.
 
4 – Fazer todo possível para reparar o mal. A absolvição apaga o pecado, mas não corrige todas as desordens que ele causou. Por isso perdoado do pecado, o pecador deve ainda recuperar a plena saúde espiritual. O exercício penitencial que o confessor sugere não é dado só para expiação dos pecados cometidos e para reparar eventuais danos causados, mas também como ajuda para iniciar uma vida nova e favorecer a plena reparação da enfermidade do pecado. Esta reparação é a expressão de uma revisão autêntica da vida, na qual o penitente procura suportar e reparar os efeitos maléficos de suas ações ou omissões, no seguimento de Cristo e em solidariedade com seus irmãos, sobretudo com aqueles diretamente atingidos pelos seus pecados. Ela pode consistir em orações, mortificações, e em obras de misericórdia.
 Como confessar-seDepois que alguém se preparou para a confissão com a oração e o exame de consciência, aguarda pacientemente sua vez invocando para si e para o próximo a luz do Espírito Santo e graça de uma conversão radical.
Aproximando-se do sacerdote, faz o sinal da cruz. O penitente pode escolher confessar-se com ou sem confessionário, ficar de joelhos ou sentado (onde houver possibilidade).
Então, o penitente,  pode iniciar a confissão dizendo: “Abençoa-me Padre, eu pequei”. Em seguida diz com a maior precisão possível o tempo transcorrido desde a última confissão, seu estado de vida (celibatário, casado, viúvo, estudante, consagrado, noivo ou namorado…) e se cumpriu a penitência recebida da última confissão.
Pode ainda levar ao conhecimento do confessor os acontecimentos nos quais se sentiu particularmente perto de Deus, os progressos feitos na vida espiritual… Segue-se a confissão dos pecados, com simplicidade e humildade, expondo os fatos que são transgressões da lei de Deus e que mais intensamente pesam na consciência.
São confessados primeiro os pecados graves ou mortais, segundo sua espécie e número sem perder-se em detalhes e sem diminuir a própria responsabilidade. Para se obter um aumento da graça e força no caminho de imitação de Cristo, confessam-se também os pecados veniais.
Agora dispõe-se a acolher os conselhos e advertências do confessor aceitando a penitência proposta. O penitente reza o ato de contrição e o sacerdote pronuncia a fórmula da absolvição.
O penitente despede-se do sacerdote respondendo à sua saudação: “Demos graças a Deus” e então permanece um pouco na Igreja agradecendo ao Senhor.Ato de contriçãoMeu Jesus, crucificado por minha culpa, estou arrependido(a) de ter pecado pois ofendi a vós que sois tão bom e merecí ser castigado(a) neste mundo e no outro. Perdoai-me, Senhor! Não quero mais pecar!
Fonte: Canção Nova

4 de dezembro de 2013 at 10:20 1 comentário

OFÍCIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO

MATINAS E LAUDES

Deus vos salve Virgem, Filha de Deus Pai!
Deus vos salve Virgem, Mãe de Deus Filho!
Deus vos salve Virgem, Esposa do Divino Espírito Santo!
Deus vos salve Virgem, Templo e Sacrário da Santíssima Trindade!

Agora, lábios meus,
dizei e anunciai
os grandes louvores
da Virgem Mãe de Deus.

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com o vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus em Pessoas três,
agora e sempre, e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, Virgem,
Senhora do mundo,
Rainha dos céus
e das virgens, Virgem.

Estrela da manhã,
Deus vos salve, cheia
de graça divina,
formosa e louçã.

Dai pressa Senhora
em favor do mundo,
pois vos reconhece
como defensora.

Deus vos nomeou
desde a eternidade
para a Mãe do Verbo,
com o qual criou:

Terra, mar e céus,
e vos escolheu,
quando Adão pecou,
por esposa de Deus.

Deus vos escolheu,
e já muito dantes
em seu tabernáculo
morada Lhe deu.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem vosso peito
os clamores meus.

Oração
Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.

PRIMA

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com o vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus em Pessoas três,
agora e sempre, e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, mesa
para Deus ornada,
coluna sagrada,
de grande firmeza.

Casa dedicada
a Deus sempiterno,
sempre preservada
virgem do pecado.

Antes que nascida,
fostes, Virgem santa,
no ventre ditoso
de Ana concebida.

Sois Mãe criadora
dos mortais viventes.
Sois dos Santos porta,
dos Anjos Senhora

Sois forte esquadrão
contra o inimigo,
Estrela de Jacó,
Refúgio do cristão.

A Virgem, a criou
Deus no Espírito Santo,
e todas as suas obras,
com elas as ornou.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toque Vosso peito
os clamores meus.

Oração
Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.

TERÇA

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com o vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus em Pessoas três,
agora e sempre, e sem fim. Amém.

Hino

Deus Vos salve, trono
do grão Salomão,
Arca do Concerto,
Velo de Gedeão.

Íris do céu clara,
Sarça da visão,
Favo de Sansão,
Florescente vara,

A qual escolheu
para ser Mãe sua,
e de Vós nasceu

o Filho de Deus.

Assim Vos livrou
da culpa original,
de nenhum pecado
há em Vós sinal.

Vós, que habitais
lá nessas alturas,
e tendes Vosso Trono
sobre as nuvens puras.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem Vosso peito
os clamores meus.

Oração
Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.

SEXTA

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com o vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus em Pessoas três,
agora e sempre, e sem fim. Amém.

Hino

Deus Vos salve, Virgem,
da Trindade templo,
alegria dos anjos,
da pureza exemplo,

Que alegrais os tristes,
com vossa clemência,
Horto de deleite,
Palma da paciência.

Sois Terra bendita
e sacerdotal.

Sois de castidade
símbolo real.

Cidade do Altíssimo,
Porta oriental,
sois a mesma Graça,
Virgem singular.

Qual lírio cheiroso,
entre espinhas duras,
tal sois Vós, Senhora,
entre as criaturas.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toque Vosso peito
os clamores meus.

Oração
Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.

NOA

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com o vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus em Pessoas três,
agora e sempre, e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, Cidade,
de torres guarnecida,
de Davi, com armas
bem fortalecida.

De suma caridade
sempre abrasada,
do dragão a força
foi por Vós prostrada.

Ó mulher tão forte!

Ó invicta Judite!
Vós que alentastes
o Sumo Davi.

Do Egito o curador,
de Raquel nasceu,
Do mundo o Salvador
Maria no-Lo deu.

Toda é formosa
minha companheira,
nela não há mácula
da culpa primeira.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração,
toquem Vosso peito
os clamores meus.

Oração
Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.

VÉSPERAS

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com o vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus em Pessoas três,
agora e sempre, e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, relógio
que, andando atrasado,
serviu de sinal
ao Verbo Encarnado.

Para que o homem suba
às sumas alturas,
desce Deus dos céus
para as criaturas.

Com os raios claros
do Sol da Justiça,
resplandece a Virgem,
dando ao sol cobiça.

Sois lírio formoso
que cheiro respira,
entre os espinhos.
Da serpente, a ira

Vós a quebrantais
com o vosso poder.
Os cegos errados
Vós alumiais.

Fizestes nascer
Sol tão fecundo,
e como com nuvens
cobristes o mundo.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem Vosso peito
os clamores meus.

Oração
Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.

COMPLETAS

Rogai a Deus, Vós,
Virgem, nos converta,
que a sua ira
se aparte de nós.

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com o vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus em Pessoas três,
agora e sempre, e sem fim. Amém.

Hino

Deus Vos salve,
Virgem Imaculada,
Rainha de clemência,
de estrelas coroada.

Vós sobre os Anjos
sois purificada.
De Deus, à mão direita,
estais de ouro ornada.

Por Vós, Mãe da Graça,
mereçamos ver
a Deus nas alturas,
com todo prazer.

Pois sois Esperança
dos pobres errantes
e seguro Porto
dos navegantes.

Estrela do mar
e saúde certa,
e Porta que estais
para o céu aberta.

É óleo derramado,
Virgem, Vosso nome,
e os vossos servos
vos hão sempre amado.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem Vosso peito
os clamores meus.

Oração
Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.

OFERECIMENTO

Humildes oferecemos
a Vós, Virgem pia,
estas orações,
porque, em Vossa guia,
Vades Vós adiante,
e na agonia
Vós nos animeis,
ó doce Virgem Maria.
Amém.

Infinitas graças vos damos Senhora Rainha pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos sempre atender-nos e para mais vos louvarmos saudamos com uma Salve Rainha:

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura e esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa:
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre,
ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

Fonte: Canção Nova

2 de dezembro de 2013 at 10:55 Deixe um comentário

Reflexão para o 1º Domingo do Advento

 

2013-12-01 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) –     Iniciamos um novo ano litúrgico e, com ele, nova oportunidade para colocarmos nossa vida de acordo com a mensagem cristã extraída da Sagrada Escritura. O Evangelho de hoje nos fala da segunda vinda de Jesus. O tempo do Advento, que ora iniciamos, tem o objetivo de nos preparar para essa segunda vinda. É verdade que tudo nos leva a nos preparamos para o Natal, mas a liturgia deseja, de modo especial, nos preparar para o encontro definitivo com Cristo, cuja celebração natalina também tem idêntico objetivo.No Evangelho, Jesus nos diz que é no dia a dia que Deus vem ao nosso encontro, como aconteceu na época de Noé. Apesar de se comentar que aquele tempo chegava ao seu fim, nem todos acreditavam e até zombavam dos que levaram a notícia a sério. Também nós estamos em um mundo onde as coisas terminam, até o ser humano se extingue! Portanto estamos em um mundo que tem seu fim e para tal deveremos nos preparar.  Se meus antepassados já não mais existem, se pessoas que eu conheci já não mais estão sobre a terra, devo me preparar porque minha hora, meu momento vai chegar. Essa preparação não deve ser de modo estático ou trágico como algumas pessoas pensam, mas de modo dinâmico, dentro da vida diária, sem se fazer nada de especial, apenas praticando os ensinamentos do Senhor, amando a Deus e ao próximo. Nosso fim, nossa morte é certa e inevitável. Da morte ninguém escapa, é uma certeza! Apenas não sabemos quando e nem como. Por isso é importante que estejamos preparados para esse momento que eternizará nossa existência.Lembro-me de uma brincadeira de criança chamada “brincar de estátua”. As crianças estão pulando, dançando, fazendo qualquer coisa e aí o coleguinha grita “estátua” e todos deverão permanecer paralizados, como estavam quando ouviram o grito “estátua”. Também assim será o momento do encontro com Deus. Quando o Senhor nos chamar, quando disser “estátua”, não haverá possibilidade alguma de mudança, mas nos apresentaremos a Ele como fomos encontrados. Portanto aquele ditado que diz “Para onde a árvore pende, para lá cairá”, é uma grande verdade. Aquele será o dia da nossa realidade, quando não mais poderemos mudar de coisas. Ao preencher a última página no livro de nossa existência, tudo estará consumado. Tudo estará nas mãos de Deus.Portanto, vivamos de modo feliz, alegre, fazendo o que o Senhor nos pediu, sem outra preocupação a não ser amar e servir. Nossa vida, nossa saúde, nossos dons e bens, intelectuais, espirituais e materiais deverão ser colocados à disposição de Deus, ou seja, das pessoas que Ele colocou em nossa vida, para que sejam felizes, para que O conheçam e O amem. Isso será eternizado quando chegar ao fim nossa participação neste mundo. Não sirvamos de nossa vida e dos bens que possuímos para nossa própria ruína. Deus nos criou livres e assim nos deixa viver. Sejamos responsáveis! Poderíamos nos perguntar: Meu marido, minha mulher, meu filho, minha filha, meu pai, minha mãe, meu irmão, minha irmã, meu amigo, minha amiga, meu companheiro, minha companheira, enfim essas pessoas que Deus colocou por um tempo em minha vida, se tornaram mais felizes porque conviveram comigo ou minha presença foi ocasião de desilusão e fracasso? Aí já está o nosso juízo. Minha vida valeu? Ainda há tempo! Estamos vivos! Poderemos mudar! Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ

 

1 de dezembro de 2013 at 11:41 Deixe um comentário

Primeiro Domingo do Advento – Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor – São Mateus 24, 37-44 – 01 \ 12 \ 13

 

37. Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem.

38. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca.

39. E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem.

40. Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado.

41. Duas mulheres estarão moendo no mesmo moinho: uma será tomada a outra será deixada.

42. Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor.

43. Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa.

44. Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes.

 

Iniciemos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “No amor e na fé, iniciamos o novo ano litúrgico. Advento é tempo de preparação para o Natal, no qual vamos festejar a vinda de Jesus ao mundo. Portanto, somos chamados a viver um tempo de vigilante expectativa para identificar e acolher os sinais de Deus entre nós. Atendamos ao convite do salmista e celebremos, com alegria, na casa do Senhor”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que  “o tempo do Advento nos primeiros dias, dá-se relevo à última vinda do Senhor. Depois, aproximando-se o Natal, prevalecerá ao contrário a memória do acontecimento de Belém, para reconhecer nele a “plenitude do tempo”.

 

Dos versículos 37 a 39: “Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem”.

Padre Bantu disse: “É fundamental que sejamos já aqui e agora homens novos, virgens prudentes, de lâmpada acesa, de modo a evitar portas fechadas no momento da entrada para o banquete. Saiba que vivemos em um mundo que oferece sérios riscos e quedas, que se repetem ao lado da evolução tecnológica ou simplesmente da hipermodernidade”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Como a Virgem Maria conservou no seu coração o Verbo que se fez carne, assim cada alma e toda a Igreja são chamadas, na sua peregrinação terrena, a esperar Cristo que vem e a acolhê-lo com fé e amor sempre renovados”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “De uma forma que somente Ele (Deus) conhece, a comunidade cristã pode apressar a sua vinda final, ajudando a humanidade a ir ao encontro do Senhor que vem. E fá-lo antes de tudo, mas não só, mediante a oração. Além disso, as “boas obras” são essenciais e inseparáveis da oração, como recorda a prece deste primeiro Domingo do Advento, com que pedimos ao Pai celeste que suscite em nós “a vontade de ir com boas obras ao encontro” de Jesus que vem”.

Viver segundo as obras da luz para estar preparado para a vinda do Senhor –  A Palavra diz: “… sabeis em que tempo vivemos. Já é hora de despertardes do sono. A salvação está mais perto do que quando abraçamos a fé. A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz”. (Rm 13, 11b-12)

 

Dos versículos 40 a 42: “Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no mesmo moinho: uma será tomada a outra será deixada. Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor”.

O Padre Bantu explicou que “ao dizer que um será tomado e outro será deixado, o Senhor nos faz refletir que mesmo a intimidade com uma pessoa divina não nos dá a garantia de entrarmos no céu no dia do julgamento. Cada qual é julgado individualmente conforme o modo como viveu e como correspondeu à graça divina. A Boa Nova é que Deus confere Sua graça e traz confiança a todos os que O buscam com fé e com o coração contrito”.

Vem, Senhor Jesus!  – Santo Afonso de Ligório ensinou: “Ora, aos filhos compete habitar a casa do pai. Aos herdeiros pertence a herança, e por isso a caridade faz crescer a esperança do paraíso. Dessa forma, quem  ama a Deus não cessa de continuamente exclamar: Venha a nós o vosso reino!”

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O Senhor que quer entrar também no nosso tempo, quer entrar através de nós. Ele procura também uma morada viva, a nossa vida pessoal. Eis a vinda do Senhor. Queremos novamente aprender isto no tempo do Advento: o Senhor possa vir também através de nós”.

Dos versículo 43 a 44: “Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes”.

O Padre Bantu disse que  “as ocupações e cuidados da vida presente podem não deixar tempo para viver na expectativa dessa vinda do Senhor, mas ela é certa e será para todos os homens. A vinda do Reino de Deus é a vinda do Filho do Homem, que o instaura. O retorno do Senhor é certo, mas o tempo é desconhecido. A vinda do Senhor acontecerá de modo rápido e inesperado”.

Vigiar é preparar-se continuamente para o encontro com Cristo – O Beato João Paulo II disse que “a vigilância não é nada senão o esforço sistemático para nos mantermos perto de Deus e não permitirmos o afastamento quanto a Ele. Significa estarmos constantemente prontos para o encontro”.

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Jesus, que no Natal veio entre nós e voltará glorioso no fim dos tempos, não se cansa de nos visitar continuamente, nos acontecimentos de cada dia. Pede-nos e admoesta-nos que o esperemos vigilantes, porque a sua vinda não pode ser programada ou prognosticada, mas será improvisa e imprevisível. Só quem vigia não é colhido de surpresa”.

 

Orientações para o Advento (Liturgia Diária):

1-      Não rezar o Glória (exceto nas festas em que é prescrito).

2-      O ambiente litúrgico seja enfeitado com moderação e simplicidade.

3-      Escolher músicas e cantos apropriados.

4-      Durante este tempo, a Igreja no Brasil propõe a Campanha para a Evangelização, que este ano tem como lema: “Eu vos anuncio uma grande alegria” (Lc 2, 10).

5-      Dar destaque à Coroa do Advento: após a saudação do presidente, acender uma vela a cada domingo.

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “A certeza da presença de Deus e de seu amor em nossa vida nos faz viver em constante busca pela conversão. Para os discípulos de Jesus, a vigilância não é motivo de medo ou de repressão, mas sim expressão sincera do empenho cotidiano de fazer a fé coincidir com as práticas vividas. Que seja este tempo de preparação para o Natal uma ocasião especial de aprofundamento da fé e da vigilância para todos nós”. (Deus Conosco)

 

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Maria Santíssima, Virgem fiel, nos ajude a fazer deste tempo do advento e de todo o novo Ano litúrgico um caminho de autêntica santificação, para louvor e glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo”.

“Ó Pai, como é bom louvar e bendizer vosso nome neste tempo favorável, no qual nos preparamos para bem celebrar o Natal de vosso amado Filho. Ajudai-nos, dia a dia, a sermos firmes e vigilantes na fé, a fim de que possais visitar a nossa vida e nos fortalecer na missão que nos foi confiada. Acompanhai-nos e fortalecei-nos com vosso Espírito. Por Cristo, nosso senhor. Amém”. (Liturgia Diária)

Do Papa Emérito Bento XVI: “Deixemo-nos orientar pela Virgem Maria, Mãe de Deus-que-vem, Mãe da Esperança. Ela, que daqui a poucos dias celebraremos como Imaculada, nos conceda que sejamos encontrados santos e puros no amor, quando vier nosso Senhor Jesus Cristo, a quem, com o Pai e com o Espírito Santo, sejam dados louvor e glória por todos os séculos. Amém”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

25 de novembro de 2013 at 10:56 Deixe um comentário

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – São Lucas 23, 35-43 – 24 \ 11 \ 13

 

35. A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus!

36. Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam:

37. Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.

38. Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: Este é o rei dos judeus.

39. Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!

40. Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício?

41. Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum.

42. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!

43. Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.

 

O Beato João Paulo II resumiu assim o Evangelho:  “Quem é, na realidade, aquele que está ali crucificado? Enquanto a gente comum e anônima ficava em geral incerta e se limitava a olhar, «os chefes zombavam, dizendo: ‘salvou os outros: salve-se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito’». Como se vê, a arma deles é a ironia negadora e demolidora. Mas também os soldados — o segundo grupo troçavam d’Ele e, quase em tom de provocação e desafio, diziam-lhe: «Se és o rei dos Judeus, salva-Te a Ti mesmo», inspirando-se talvez nas palavras mesmas da inscrição, que viam colocada por cima da Sua cabeça. Estavam, por fim, os dois malfeitores em contraste um com o outro ao julgarem o Companheiro de suplício: enquanto um O blasfemava, recolhendo e repetindo as expressões depreciativas dos soldados e dos chefes, o outro declarava abertamente que Jesus «nada praticara de condenável» e, dirigindo-se a Ele, assim Lhe pedia: «Jesus, lembra-Te de mim quando estiveres no Teu reino”.

 

Versículos 35 a 38: “A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus! Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: Este é o rei dos judeus”.

 

O Beato João Paulo II disse: “Como Redentor do mundo, Cristo crucificado e ressuscitado é o Rei da humanidade nova”.

A Palavra diz: “Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo”. (Jo 18, 33- 36a)

“Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: Este é o rei dos judeus”  – Santo Ambrósio disse: “Justamente a inscrição está no cimo da cruz, porque mesmo estando o Senhor Jesus na cruz, contudo resplandecia do alto da cruz com uma majestade real”

O Papa Paulo VI ensinou: “O Senhor é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do gênero humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações. Vivificados e reunidos no seu Espírito, caminhamos em direção à perfeição final da história humana, que corresponde plenamente ao seu desígnio de amor: “recapitular todas as coisas em Cristo, tanto as do céu como as da terra” (Ef 1, 10).

A Palavra diz: “Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.  Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele”. (Cl 1, 12-16)

O Beato João Paulo II disse: “Cristo é Rei, antes de tudo, como Primogênito em relação a qualquer outra criatura”. 

“Ó Deus de bondade, nossos encontros nos ajudam a nos tornar mais próximos de vós e dos irmãos e fortalecem nosso empenho pelo reino anunciado por Jesus. Agradecemos-vos e vos louvamos porque constituístes Jesus Cristo Rei e Senhor do Universo. Fazei, Senhor, que venha o vosso reino a este mundo tão conturbado e carente de respeito pelo ser humano e pela natureza, obras de vossas mãos. Assim aguardamos a vida eterna e definitiva junto a vós. Por Cristo, nosso Senhor. Amém”. (Círculo Bíblico)

 

Versículos 39 a 43: “Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!  Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso”.

“O Bom Ladrão” – O Papa Emérito Bento XVI disse que  “diante de Jesus, o bom ladrão toma consciência de si mesmo e arrepende-se, compreende que está diante do Filho de Deus, que torna visível a Face do próprio Deus, e pede-lhe: «Jesus, lembra-te de mim quando estiveres no teu reino» (v. 42). A resposta do Senhor a este pedido vai muito além da súplica; com efeito, Ele diz: «Em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso” (v. 43).

O Beato João Paulo II ensinou: “No Calvário, Jesus teve um companheiro de paixão muito singular, um ladrão. Para este desventurado, o caminho da cruz tornou-se, infalivelmente, o caminho do paraíso (cf. Lc 23, 43), o caminho da verdade e da vida, o caminho do reino. Hoje recordamo-lo como o «bom ladrão”.

Padre Bantu disse: “Ele reconhece que aquele homem crucificado, que não desce da cruz, mas morre nela, é o seu Rei salvador. Ele tem fé em Jesus Cristo. Sua oração testemunha isto: “Jesus, lembra- te de mim quando entrares no teu reinado”; é o que pede a Jesus condenado ao seu lado, que está sofrendo a mesma terrível morte vergonhosa. Ele está convencido de que Jesus não fez nada de mal e por isso, não merece morrer; e, que, por isso, Jesus não acaba com a morte, mas que é através dela que ele entrará no seu reino”.

O Reino dos Céus

O Beato João Paulo II disse que “pouco antes da morte de Cristo, um dos dois condenados, crucificados juntamente com Ele, disse-Lhe: «Lembra-Te de mim quando estiveres no Teu reino». Que reino? O objeto do seu pedido não era, certamente, um reino terreno, mas outro reino”. 

Via-Sacra do Vaticano: “Eis a resposta de Jesus, brevíssima, como um sopro: «Hoje estarás Comigo no paraíso». Esta palavra «paraíso», tão rara na Sagrada Escritura que aparece apenas outras duas vezes no Novo Testamento, no seu significado original evoca um jardim fértil e florido. É uma imagem perfumada daquele Reino de luz e de paz que Jesus tinha anunciado na sua pregação inaugurada com os seus milagres que logo terá uma epifania gloriosa na Páscoa. É a meta do nosso caminho cansativo na história, é a plenitude da vida, é a intimidade do abraço com Deus”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do comentário litúrgico: “Jesus, nosso Rei, imagem do Deus invisível, nesta liturgia nos revela os valores do seu reino: a justiça e a paz, a reconciliação e o serviço de amor às pessoas, até o fim.  Leigos e leigas participantes da função régia de Cristo, recebida no batismo, somos chamados a ser sinais e construtores desse reino. Hoje celebramos o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas e concluímos o Ano da Fé”.

Oração

De São João Crisóstomo:  “Faz-me comungar hoje, ó Filho de Deus, na tua ceia mística. Porque eu não revelarei o segredo aos teus inimigos, nem te darei o beijo de Judas. Mas, como o ladrão, eu te suplico: Lembra-Te de mim, Senhor, no teu Reino”.

Do Beato João Paulo II: “Enquanto pedimos que o Vosso reino venha a nós, damo-nos conta de que a Vossa promessa se torna realidade: depois de Vos termos seguido, chegaremos a Vós, no Vosso reino, atraídos por Vós elevado na cruz; a Vós, elevado sobre a história e no centro dela, Alfa e Ómega, o Primeiro e o Último, Senhor do tempo e dos séculos!  Dirigimo-nos a Vós com as palavras de um hino antigo: «É pela Vossa morte dolorosa, Rei de eterna glória, que obtivestes para os povos a vida eterna, por isso o mundo inteiro Vos chama Rei dos homens. Reinai sobre nós, Cristo Senhor!”

Do Papa Emérito Bento XVI:  “A Virgem Maria, que Deus associou de modo singular à realeza do seu Filho, nos conceda acolhê-lo como Senhor da nossa vida, para cooperar fielmente no advento do seu Reino de amor, de justiça e de paz”.

 

Há no Blog uma reflexão de “Jesus Cristo Rei” sobre o Evangelho de São João 18, 33-37, postado no dia 19 de novembro de 2012. 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

18 de novembro de 2013 at 10:56 Deixe um comentário

São José Pignatelli – 14 de Novembro

 

José Pignatelli nasceu em 1737 em Saragoça, do ramo espanhol de uma nobilíssima família do reino de Nápoles. Perdendo a mãe aos cinco anos, veio para esta cidade onde recebeu, de uma irmã, ótima educação católica. Voltando para Espanha, aos quinze anos entrou na Companhia de Jesus. Feito o Noviciado e emitidos depois os primeiros votos em Tarragona, aplicou-se aos estudos, primeiro em Manresa e depois nos colégios de Bilbau e de Saragoça. Ordenado sacerdote, dedicou-se ao ensino das letras e, com grande fruto, aos ministérios apostólicos. Levantou-se, porém, uma grande perseguição contra a Companhia de Jesus e ele figurou entre os jesuítas que foram expulsos da Espanha para a Córsega. Entre adversidades, mostrou o Padre Pignatelli grande fortaleza e constância; foi por isso nomeado Provincial de todos esses exilados. E recomendaram-lhe especial cuidado pelos mais jovens, o que ele praticou com grande zelo. Da Córsega foi obrigado a transferir-se, com os outros, para várias regiões, vindo finalmente a fixar-se em Ferrara (Itália), onde fez a profissão solene de quatro votos. Pouco depois, sendo a Companhia de Jesus dissolvida por Clemente XIV, em 1773, Padre Pignatelli deu exemplo extraordinário de perfeita obediência à Sé Apostólica como também de intenso amor para com a Companhia de Jesus. Indo para Bolonha e, estando proibido de exercer o ministério apostólico com as almas, durante quase vinte e cinco anos entregou-se totalmente ao estudo, reunindo uma biblioteca de valor, dando-se principalmente a obras de caridade para com os antigos membros da suprimida Companhia. Logo, porém, que lhe foi possível, pediu para ser recebido na Família Inaciana existente na Rússia, onde reinava Catarina, que sendo cismática não aceitara a supressão vinda de Roma.

Os jesuítas da Rússia ligaram-se a bom número de ex-jesuítas italianos, e Padre Pignatelli uniu-se a todos eles, tendo-lhe sido permitido renovar a profissão solene. Com licença do Papa Pio VI, foi construída uma casa para noviços no ducado de Parma, onde o Padre Pignatelli foi reitor. Em 1804, Pio VII restaurou a Companhia de Jesus no reino de Nápoles, e o Padre Pignatelli vem a ser Provincial. Mas o exército francês aparece e dispersa este grupo de jesuítas. Em 1806, transfere-se para Roma onde é muito bem recebido pelo Sumo Pontífice. Os franceses, que estão a ocupar Roma, toleram-no. No silêncio, Padre Pignatelli vai preparando o renascimento da sua Companhia. Este fato ocorre em 1814, com o citado Papa beneditino Pio VII. Mas o Padre Pignatelli já tinha morrido em 1811, com setenta e quatro anos. O funeral decorreu quase secretamente. Foi beatificado por Pio XI em 1933, que chamou o santo de “o principal anel da cadeia entre a Companhia que existira e a Companhia que ia existir,… o restaurador dos Jesuítas”. Profundo devoto do Sagrado Coração de Jesus e da Virgem Santíssima, homem adorador (passava noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento), São José Pignatelli foi canonizado em 1954 pelo Papa Pio XII.

São José Pignatelli, rogai por nós!

13 de novembro de 2013 at 9:00 Deixe um comentário

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