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O amor de Cristo – das Obras de Santo Afonso Maria de Ligório, bispo

 

(Tratado sobre a Prática do amor a Jesus Cristo,
edição latina, Roma, 1909, pp. 9-14) (Sec. XVIII)

Toda
a santidade e perfeição da alma consiste em amar a Jesus Cristo, nosso
Deus, nosso sumo bem e nosso redentor. É a caridade que une e conserva
todas as virtudes que tornam o homem perfeito.
Não merece Deus,
porventura, todo o nosso amor? Ele amou-nos desde a eternidade.
«Lembra-te, ó homem – diz o Senhor – que fui Eu o primeiro a amar-te.
Ainda tu não tinhas sido dado à luz, nem o próprio mundo existia, e já
Eu te amava. Amo-te desde que existo».
Sabendo Deus que o homem
se deixa cativar com os benefícios, quis atraí-lo ao seu amor por meio
dos seus dons. Por isso disse: «Quero atrair os homens ao meu amor com
aqueles laços com que eles se deixam prender, isto é, com os laços do
amor». Tais precisamente têm sido todos os dons feitos por Deus ao
homem. Deu-lhe uma alma, dotada, à sua imagem, de memória, inteligência e
vontade; deu-lhe um corpo com os seus sentidos; para ele também criou o
céu e a terra e toda a multidão dos seres; por amor do homem criou tudo
isto, para que todas aquelas criaturas estejam ao serviço do homem e o
homem O ame a Ele em agradecimento por tantos benefícios.
Mas não
Se contentou Deus com dar-nos todas estas formosas criaturas. Para
conquistar todo o nosso amor, foi muito mais além e deu-Se a Si mesmo
totalmente a nós. O Pai Eterno chegou ao extremo de nos dar o seu único
Filho. Quando viu que estávamos todos mortos pelo pecado e privados da
sua graça, que fez Ele? Pelo amor imenso, melhor – como diz o Apóstolo –
pelo seu excessivo amor por nós, enviou o seu amado Filho, para
satisfazer por nós e para nos restituir à vida que perdêramos pelo
pecado.
E dando-nos o seu Filho (a quem não perdoou para nos
perdoar a nós), deu-nos com Ele todos os bens: a graça, a caridade e o
paraíso; porque todos estes bens são certamente menores que o seu Filho:
Ele que não poupou o seu próprio Filho, mas O entregou à morte por
todos nós, como não haveria de dar-nos com Ele todas as coisas?

1 de agosto de 2014 at 9:13 Deixe um comentário

Santo Afonso Maria de Ligório – 01 de Agosto

 

 
 


Santo Afonso Maria de Ligório
1696-1787

Fundou a Congregação do
Santíssimo Redentor
“Padres Redentoristas”

 

 

Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico.

Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão.

Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.

O pai, a princípio, não concordou, mas, vendo o filho renunciar à herança e aos títulos de nobreza, com alegria no coração, aceitou sua decisão. Afonso concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726. Escolheu o nome de Maria para homenagear o Nosso Redentor por meio da Santíssima Mãe, aos quais dedicava toda a sua devoção, e agora também a vida.

Desde então, colocou seus muitos talentos a serviço do Povo de Deus, evidenciando ainda mais os da bondade, da caridade, da fé em Cristo e do conforto espiritual que passava a seus semelhantes. Em suas pregações, Afonso Maria usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam reconciliação e orientação, por meio do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era o seu lema, dizia: “Deus me enviou para evangelizar os pobres”.

Para viver plenamente o seu lema, em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Ele mesmo viajou por quase todo o sul da Itália pregando a Palavra de Deus e a devoção a Maria, entremeando sua atividade pastoral com a de escritor de livros ascéticos e teológicos. Com tudo isso, conseguiu a conversão de muitas pessoas.

Em 1762, obedecendo à indicação do papa, aceitou ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, diante da qual permaneceu durante treze anos. Portador de artrite degenerativa deformante, já paralítico e quase cego, retirou-se ao seu convento, onde completou sua extensa e importantíssima obra literária, composta de cento e vinte livros e tratados. Entre os mais célebres estão: “Teologia moral”; “Glórias de Maria”, “Visitas ao SS. Sacramento”; além do “Tratado sobre a oração”.

Depois de doze anos de muito sofrimento físico, Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália. Canonizado em 1839, foi declarado doutor da Igreja em 1871. O papa Pio XII proclamou santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.

Fonte: Site das Paulinas

31 de julho de 2014 at 19:23 Deixe um comentário

Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – O Milagre da Multiplicação dos Pães – São Mateus 14, 13 – 21 – 03 de Agosto

 

13. A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.

14. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.

15. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia.

16. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer.

17. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. _

18. Trazei-mos, disse-lhes ele.

19. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

20. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.

21. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.

 

“Jesus nos convoca ao banquete em sua casa para ouvirmos sua Palavra, fonte de vida e nos alimentarmos com a Eucaristia. Celebramos o amor de Cristo por nós, que se manifesta nas pessoas e grupos que têm compaixão e sabem partilhar com os pobres e famintos. Neste primeiro domingo do mês vocacional, recordamos os vocacionados para o ministério ordenado – diáconos, padres e bispos – e saudamos de modo especial o nosso pároco”. (Liturgia Diária)

 

Resumo do Evangelho

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “Vós sabeis que o povo tinha ouvido o Senhor durante horas. No fim, Jesus diz: estão cansados, têm fome, devemos dar de comer a este povo. Os Apóstolos perguntam: Mas como? E André, irmão de Pedro, chama a atenção de Jesus para um jovem que levava consigo cinco pães e dois peixes. Mas o que são para tantas pessoas, interrogam-se os Apóstolos. Mas o Senhor faz sentar as pessoas e distribuir estes cinco pães e os dois peixes e todos se saciam”.

 

Dos versículos 13 a 16: “A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer.”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “O Evangelho deste domingo descreve o milagre da multiplicação dos pães, que Jesus realiza para uma multidão de pessoas que O seguiram com a intenção de O ouvir e ser curados de várias enfermidades (Mt 14, 14). Ao cair da noite, os discípulos sugerem a Jesus que mande embora a multidão, para que possa ir alimentar-se. Mas o Senhor tem outra coisa em mente: «Dai-lhe vós mesmos de comer» (Mt 14, 16)”.

O Padre Bantu explicou: “Assim como Jesus se compadeceu da multidão, também na nossa vocação cristã somos chamados a ter compaixão do povo, sobretudo, o sofredor. Nossa vida cristã deve conduzir-nos à prática da misericórdia para com os irmãos. Esse é o grande testemunho de que o mundo precisa, e é uma exigência que brota das palavras de Cristo no seu Evangelho: “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor”.

 

Dos versículos 17 a 21: “Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. Trazei-mos, disse-lhes ele. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças”.

O Papa Francisco disse: “Mas como é possível dar de comer a uma multidão? «Só temos cinco pães e dois peixes, a não ser que nós mesmos vamos e compremos alimentos para todo este povo» (Lc 9, 13). Mas Jesus não desanima: pede aos discípulos que mandem as pessoas sentar-se em grupos de cinquenta pessoas, eleva o olhar para o céu, recita a bênção, parte os pães, dando-os aos discípulos para que os distribuíssem (Lc 9, 16)”.

O Papa Emérito Bento XVI ensinou “que ali só tinha “cinco pães e dois peixes». Então, Jesus realiza um gesto que faz pensar no sacramento da Eucaristia: «Elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo» (Mt 14, 19). O milagre consiste na partilha fraterna de poucos pães que, confiados ao poder de Deus, não só são suficientes para todos, mas chegam a sobejar, a ponto de encher doze cestos”.

 

O constante multiplicar-se na Igreja do Pão da vida nova

São João Paulo II disse: “Trata-se dum prodígio surpreendente, que constitui como que o início de um longo processo histórico: o constante multiplicar-se na Igreja do Pão da vida nova para os homens de toda a raça e cultura. Este ministério sacramental foi confiado aos Apóstolos e aos seus sucessores. E eles, fiéis à recomendação do divino Mestre, não cessam de partir e de distribuir o Pão eucarístico de geração em geração”. (Junho de 2000)

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “O Senhor pede aos discípulos que distribuam o pão à multidão; deste modo, orienta-os e prepara-os para a futura missão apostólica: com efeito, deverão levar a todos a alimentação da Palavra de vida e do Sacramento”.

O Papa Francisco ensinou: “Trata-se de um momento de profunda comunhão: agora a multidão, saciada pela palavra do Senhor, é alimentada pelo seu pão de vida. E todos ficaram fartos, observa o Evangelista” (Lc 9, 17).

 

A Sagrada Eucaristia

O Catecismo (§1335) ensina: “O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, prefigura a superabundância deste único pão de sua Eucaristia. O sinal da água transformada em vinho em Caná já anuncia a hora da glorificação de Jesus. Manifesta a realização da ceia das bodas no Reino do Pai, onde os fiéis beberão o vinho novo, transformado no Sangue de Cristo”.

São João Paulo II disse assim: “Mistério da nossa salvação! Cristo único Senhor ontem, hoje e sempre quis unir a sua presença salvífica no mundo e na história ao sacramento da Eucaristia. Quis fazer-Se pão partido, para que todo o homem pudesse nutrir-se da sua própria vida, mediante a participação no Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue”.

A Palavra diz: “Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede”. (Jo 6, 35)

 

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras de São João Paulo II: “Eu sou o pão vivo, que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente” (Jo 6, 51). É assim que Jesus fala à multidão, depois do milagre da multiplicação dos pães. Ele apresenta-se a si mesmo como o verdadeiro maná, oferecido pelo Pai celestial, para que os homens tenham a vida eterna (Jo 6, 26-58). Estas suas palavras antecipam, de certa maneira, a grandiosa dádiva da Eucaristia, sacramento este que Ele instituirá no Cenáculo, durante a última Ceia”.

 

Oração

“Senhor Deus, acompanhai a cada um de nós que nos reunimos e nos alimentamos de vossa Palavra. Nós vos louvamos porque Jesus teve misericórdia do povo cansado e faminto e distribuiu em abundância o pão do reino aos pobres. Ajudai-nos a superar o egoísmo e ser solidários com os que passam fome e necessidade. Jesus convida à mesma mesa todos os vossos filhos, como irmãos e irmãs que partilham do mesmo pão. Dai-nos, Senhor, fome do pão da vida, fome que será saciada definitivamente no banquete do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

28 de julho de 2014 at 8:53 Deixe um comentário

Reflexão para o XVII Domingo do Tempo Comum

 

2014-07-26 Rádio Vaticana

  Cidade do Vaticano (RV) – Na primeira leitura extraída do Primeiro Livro dos Reis, fica muito claro a sabedoria de Salomão não apenas pelo conteúdo de sua oração, mas pelo modo como se dirige a Deus. No seu modo de falar com o Senhor, fica explícita sua humildade e a consciência de seu lugar: apesar de rei, diante de Deus ele é servo.
Ele também demonstra sabedoria ao não se sentir proprietário do povo, mas condutor do rebanho que pertence a Deus.
Finalmente ele pede sabedoria para praticar a justiça. Deus não só aceita a oração de Salomão, mas o abençoa com o dom do discernimento em um coração sábio e inteligente.
A parábola de Mateus apresentada hoje pela liturgia termina com o relato do discernimento feito pelos pescadores que “recolhem os peixes bons nos cestos e jogam fora os que não prestam.”
Jesus, ao falar do Reino dos Céus o comparou a “uma rede lançada ao mar e que apanha todo tipo de peixe”. Nossa atitude em relação ao Reino, aos seus valores, nos identificará como bons ou não. Até onde somos capazes de renúncias, mudanças de vida, despojamento por causa do Reino, por causa de justiça?
A segunda leitura nos fala de nossa predestinação à felicidade plena. Deus nos criou para sermos salvos, para agirmos neste mundo em favor da justiça e da paz, como cidadãos do Reino que virá, ou melhor, que já está instaurado neste mundo através da ação dos homens de boa vontade, daqueles que são imagem de Cristo.
Concluindo, podemos tirar para nossa vida que a sabedoria, o discernimento estão presentes no coração daqueles que se sentem servos diante de Deus e dos irmãos, daqueles que possuem e lutam pelos valores do Reino, daqueles que lutam pela justiça e pela paz. Esses confirmam a predestinação para o Céu, pois são no mundo imagem e semelhança de Cristo.
Pe. César Augusto dos Santos SJ

 

26 de julho de 2014 at 9:50 Deixe um comentário

Jesus, tesouro escondido e pérola preciosa

 

 

O pregador da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa, destaca na liturgia deste domingo, 27, Jesus como pérola preciosa e tesouro escondido. (1 Reis 3,5.7-12; Romanos 8,28-30; Mateus13, 44-52)

O tesouro escondido

“O que Jesus queria dizer com as duas parábolas do tesouro escondido e da pérola preciosa?” Com essa pergunta padre Raniero começa seu discurso, e responde: “Mais ou menos isso: chegou a hora decisiva da história. O Reino de Deus chegou à terra! Concretamente, trata-se d’Ele, de sua vinda à terra. O tesouro escondido, a pérola preciosa não é outra coisa senão o próprio Jesus. É como se Jesus quisesse dizer isso com suas parábolas: a salvação chegou a vós gratuitamente, por iniciativa de Deus; tomai a decisão, aproveitai a oportunidade, não a deixeis passar. Chegou a hora da decisão”.

O que me vem à mente é o que aconteceu no dia em que a 2ª Guerra Mundial terminou. Na cidade, os partisanos e os aliados abriram os armazéns de provisões que o exército alemão tinha deixado ao retirar-se. Em pouco tempo, a notícia chegou aos povoados do campo e todos correram velozmente para pegar todas essas maravilhas: uns voltaram para casa com cobertores, outros com cestas de alimentos.

Correr atrás do tesouro

Acho que Jesus, com essas duas parábolas, queria criar um clima assim. Ele queria dizer: Correi enquanto estais a tempo! Existe um tesouro escondido que vos espera gratuitamente, uma pérola preciosa. Não percais essa oportunidade. Só que, no caso de Jesus, o que está em jogo é infinitamente mais sério. Trata-se de arriscar tudo para receber tudo. O Reino é a única realidade que pode salvar do risco supremo da vida, que é o de perder o motivo pelo qual estamos neste mundo.

Vivemos em uma sociedade baseada em seguranças. As pessoas se asseguram contra tudo. Em certas nações, isso se transformou em uma espécie de mania. Fazem seguros inclusive contra o risco de mau tempo durante as férias. Entre todos, o seguro mais importante e freqüente é o da vida. Mas reflitamos por um instante: de que adianta esse seguro e o que ele nos garante? Contra a morte? Claro que não! Ele garante que, em caso de morte, alguém receberá uma indenização. O reino dos céus também é um seguro de vida e contra a morte, mas um seguro real, que beneficia não somente aquele que fica, mas também aquele que vai embora, aquele que morre. “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”, diz Jesus. Dessa forma, entende-se também a exigência radical que um “negócio” como esse oferece: vender tudo, deixar tudo. Em outras palavras, estar disposto, se for necessário, a qualquer sacrifício. Mas não para pagar o preço do tesouro e da pérola, que por definição não têm preço, mas para ser dignos deles.

Em cada uma das duas parábolas, existem na verdade 2 atores: um evidente, que vai, vende, compra; e outro escondido, dado por descontado. Este último é o velho proprietário que não percebe que em seu campo existe um tesouro e o vende ao primeiro que lhe pede; é o homem ou a mulher que possuía a pérola preciosa, mas que não percebia seu valor; acaba cedendo-a ao primeiro comprador que passa, talvez trocando-a por uma coleção de pérolas falsas. Como não ver nisso uma advertência para nós, que acabamos vendendo nossa fé e nossa herança cristã?

É necessario, antes de tudo, encontrar o tesouro Pois bem, na parábola não se diz que “um homem vendeu tudo o que tinha e foi procurar um tesouro escondido”. Sabemos como terminam as histórias que começam assim: a pessoa perde o que tinha e não acha tesouro algum. Histórias de sonhadores, visionários. Não, um homem encontrou um tesouro e por isso vendeu tudo o que tinha para comprá-lo. É necessário, em poucas palavras, ter encontrado o tesouro para ter a força e a alegria de vender tudo.

Deixando a parábola de lado: é preciso encontrar Jesus antes; encontrá-lo de uma maneira pessoal, nova, convencida; descobri-lo como amigo e salvador. Depois será simples vender tudo; isso é algo que a pessoa fará cheia de alegria, como o camponês do qual o Evangelho fala.

Fonte: Canção Nova

 

25 de julho de 2014 at 8:35 Deixe um comentário

CNBB promoverá debate com candidatos à presidência

 

2014-07-25 Rádio Vaticana

Brasília (RV) – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizará no dia 16 de setembro um debate com os candidatos à presidência da República.
O encontro, das 21h30 às 23h30, será realizado na sede da Rede Aparecida de Comunicação e é a primeira vez que um debate com os candidatos à presidência da República acontece em Aparecida/SP.
As regras e a participação dos candidatos foram acertadas com os representantes dos partidos políticos com representação na câmara dos deputados, conforme determina a lei eleitoral.
A reunião foi realizada nesta terça-feira (22), em São Paulo. Na oportunidade, foi assinada a ata com o formato do debate e as regras. O documento será encaminhado agora ao Tribunal Superior Eleitoral.
Foram convidados e confirmaram presença no encontro os candidatos Aécio Neves, do PSDB, Dilma Roussef, do PT, Eduardo Campos, do PSB, Eduardo Jorge, do PV, Eymael, do PSDC, Luciana Genro, do PSOL, e pastor Everaldo, do PSC.
O evento terá como mediador o diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá Moraes e será dividido em cinco blocos. No primeiro, haverá uma mensagem de abertura do presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, será feita uma pergunta única aos candidatos, elaborada pela CNBB.
No segundo bloco, os candidatos vão responder as perguntas dos bispos indicados pela CNBB, e que deverão abordar diversos temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política, lei do aborto, entre outros.
No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por jornalistas que irão representar as emissoras de TV e Rádio de inspiração católica que transmitirão o evento.

O quarto bloco será do confronto direto entre os candidatos, onde cada um, por sorteio, poderá fazer perguntas ao outro, com réplica e tréplica. No quinto bloco os candidatos farão suas considerações finais.
O debate será transmitido ao vivo pela TV Aparecida e demais emissoras de TV e Rádio de inspiração católica, além de portais ligados a esses veículos.
(BF/TVAparecida)

25 de julho de 2014 at 8:23 Deixe um comentário

Início da Epístola de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir, aos Magnésios

Não basta ter o nome de cristão, é preciso sê-lo deveras

Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja de Magnésia do Meandro, abençoada pela graça de Deus Pai, em Jesus Cristo nosso Salvador, no qual a saúdo com votos de muita felicidade, em Deus Pai e em Jesus Cristo. Ao saber que a vossa caridade está muito bem orientada, segundo Deus, senti uma grande alegria e resolvi dirigir-vos a palavra na fé de Jesus Cristo. Honrado com um nome de esplendor divino, por causa das cadeias que levo comigo por toda a parte, canto um hino de louvor às Igrejas, a quem desejo a perfeita união com a Carne e o Espírito de Jesus Cristo, nossa eterna vida, a união na fé e na caridade que se deve procurar acima de tudo, e principalmente a união com Jesus e com o Pai, no qual afrontamos e vencemos todos os ataques do príncipe deste mundo e alcançaremos a Deus. Tive a honra de vos ver na pessoa do vosso bispo Damas, homem verdadeiramente digno de Deus, dos santos presbíteros Basso e Apolónio, e do diácono Sozião, meu companheiro no serviço do Senhor. Possa eu continuar a gozar da companhia de Sozião, porque está sujeito ao seu bispo como à graça de Deus e ao colégio presbiteral como à lei de Cristo. Entretanto não deveis abusar da pouca idade do vosso bispo; tratai-o com toda a reverência, considerando a autoridade que lhe vem de Deus Pai. Sei que os vossos santos presbíteros não abusam da sua juventude que é manifesta, mas, como pessoas sensatas em Deus, se lhe submetem, não a ele, mas ao Pai de Jesus Cristo, que é o bispo de todos. Em atenção Àquele que nos ama, devemos obedecer sem sombra de hipocrisia; porque, desobedecendo, não era a este bispo visível que tentaríamos enganar, mas ao bispo invisível; quer dizer, neste caso, não se trata já de ir contra um homem mortal, mas contra Deus que conhece o segredo de todas as coisas. É necessário, portanto, não apenas ter o nome de cristão, mas sê-lo deveras. Alguns, de facto, mencionam continuamente o nome do bispo, mas fazem tudo sem ele. Não me parece que estes procedam em boa consciência, porque as suas assembleias não são legítimas, segundo o preceito do Senhor. Todas as coisas têm fim e os dois termos que se nos apresentam são a vida e a morte. Cada um irá para o seu lugar. É como se houvesse duas moedas, uma de Deus e outra do mundo. Cada uma delas tem gravado o seu próprio cunho. Os infiéis têm a imagem do mundo; os que permanecem fiéis na caridade têm a imagem de Deus Pai, por intermédio de Jesus Cristo. Se não estivermos dispostos a morrer para imitarmos a sua paixão, também não teremos em nós a sua vida.

23 de julho de 2014 at 9:22 Deixe um comentário

Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – A Parábola do Tesouro Escondido, da Pérola Preciosa e da Rede – São Mateus 13, 44- 52 – 27 de Julho

 

44. O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.

45. O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.

46. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.

47. O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie.

48. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta.

49. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos

50. e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes.

51. Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles.

52. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.

“Na Eucaristia encontramos o alimento da verdadeira sabedoria que nos conduz à salvação. Queremos realizar em nossa vida o projeto que Deus tem para nós e entrar na posse dos seus tesouros. Para isso, somos convidados a nos servir do antigo e do novo de modo que permaneçamos fiéis aos valores do seu Reino”. (Liturgia Diária)

 

Versículo 44: “O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo”.

O Catecismo (§543) ensina: “Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico é destinado a acolher os homens de todas as nações. Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus”.

“Jamais podemos esquecer-nos de que ganhamos mais do que perdemos ao renunciar a tudo para seguir a Deus. O anúncio do Evangelho está oculto neste mundo como um tesouro escondido, um tesouro inestimável”. (São João Crisóstomo)

Monsenhor José Maria disse assim: “Vender significa desfazer-se do que é seu. Para possuir o Reino dos Céus as pessoas deverão desfazer-se de si mesmas, dos valores falsos deste mundo, do apego aos bens materiais. Vale a pena vender tudo para possuir o tesouro do Reino!”

“A Palavra de Deus nos aponta o caminho da sabedoria para andar na justiça. Ela nos convida a participar da família destinada a ser imagem de Jesus, fazendo do tesouro do Reino o bem maior pelo qual procuramos viver”. (Liturgia Diária)

 

Versículos 45 e 46: “O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra”.

Padre Bantu disse que “no Evangelho de hoje somos convidados a contemplar duas realidades. Duas pérolas, uma de mais e outra de menos valor. A de grande valor é escondida com a máxima segurança para não ser descoberta por ninguém. O mais importante nelas é a focalização da opção radical pelo Reino da justiça, diante do qual vale a pena arriscar tudo, alegremente. Ambas mostram a atitude de alguém que vende tudo o que possui para conquistar o novo, algo de valor incalculável, o único valor absoluto”.

 

Do Versículo 47 ao 50: “O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes”.

Padre Bantu disse que “na sociedade convivem lado a lado “peixes bons” e “peixes ruins”. Quem lança a rede é Deus e só a Ele compete ordenar a triagem. O juízo constará de separação”.

O Catecismo (§681) ensina: “No dia do juízo, por ocasião do fim do mundo, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história”.

 

Versículo 51 e 52: “Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas”.

O Padre Bantu explicou: “Este “pai de família” sou eu, é você, quando fazemos uma opção radical por Jesus, a “pérola de grande valor”, o único Caminho, Verdade e Vida de todo e qualquer ser humano”.

Instruir-se nas coisas do Reino dos céus

“Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder de Deus e sua sabedoria, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. (São Jerônimo)

 

 

Conclusão

“Todos buscamos alguma coisa na vida. Não raro, porém, o que almejamos não é o melhor para nossa vida nem para a vida dos outros. À procura da felicidade, “vendemos” algo e apostamos naquilo que realmente parece propiciá-la. O Senhor nos dê muita sabedoria para buscarmos o verdadeiro tesouro que nos realiza como seres humanos”. (Liturgia Diária)

 

Oração

“Ó Deus de bondade, renovados por este encontro que nos ensinou um pouco mais sobre o Reino dos Céus anunciado por Jesus, queremos também com Ele nos comprometer. Fazei que a boa notícia do tesouro do Reino transforme a nossa vida à medida do vosso projeto, certos de que obteremos do vosso amor tudo o mais de que necessitamos. Dai-nos a alegria de ser seguidores de Vosso Filho. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Dai-nos sabedoria para fazer a escolha certa na nossa vida. Queremos, Senhor, viver com o nosso olhar voltado para as coisas do seu Reino, que são eternas, e não as do mundo, que são passageiras. Ajudai-nos, a desapegar-nos daquilo que está impedido a salvação da nossa alma. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

21 de julho de 2014 at 9:20 Deixe um comentário

O joio e o Trigo

 

A-semente-do-amor-cresce-em-meu-coração!-Face

O mais importante é aprender a permanecer na graça de Deus, permanecer na graça que recebemos. O mundo é mal educado, mas Jesus é muito educado e não arromba a porta do coração de ninguém. Ele pede que aceitemos o seu amor e assim entra no nosso coração na medida em que dizemos sim. Então diga: “Senhor Jesus eu te aceito na minha vida, eu abro a porta aqui do meu coração e ponho a minha mão no meu coração para com este gesto eu também me ajudar, eu abro a porta do meu coração entra Jesus na minha vida, eu te quero e sei que Tu me amas como sou, pode vir, pode entrar na minha vida.

Jesus é muito educado, o mal não, ele invade a vida da gente, se aproveita de nossas quedas e da nossa inclinação ao pecado.

Nós recebemos muitas graças, mas o mais importante que receber as graças é permanecer é ser fiel todos os dias. E não podemos nos enganar, pois estamos em um mundo que não quer Deus, e se você se sente remando contra a maré, se você se sente assim, considere-se o cristão mais normal do mundo e quem não se sente assim é preciso rever-se como cristão.

É como aquela música: “ Procuro abrigo nos corações, de porta em porta desejo entrar, se alguém me acolhe com gratidão faremos juntos a refeição”.

Eu vou lhe indicar sete pontos para permanecer na graça de Deus:

Primeiro ponto: A vida espiritual. Não deixe a oração para depois. Não diga vou rezar depois. Coloque a oração como mais importante. Ficar a sós com Deus que continua cantando que procura abrigo nos corações. A oração tem que estar em primeiro lugar. Orar é parar para estar com Deus, é colocar a oração acima de tudo. Não deixe que paire na sua cabeça de que aquilo que Deus te deu é só isso, não, porque Ele tem muito mais para você.

Segundo: Amizades verdadeiras: Escolha bem as suas amizades, não despreze ninguém a sua volta, mas preste atenção com quem você anda, são pessoas que te constroem? Nós precisamos de amizades verdadeiras que nos levem a compreender a ação de Deus na nossa vida.

É preciso andar com quem constrói em você a novidade de Deus. Não ande com quem não lhe constrói. Agora o que vamos fazer com as pessoas que estão ao nosso lado? Partilhar com o outro pedindo que a pessoa te ajude a ser mais de Deus, que ela te ajude a não ter mais os comportamentos que não são coerentes. Se não somos sinceros um com o outro então não é amizade.

Quem tem que fazer a escolha é você que recebeu as graças, porque o mais importante é permanecer na graça.

Terceiro: Tenha metas: Que tipo de pessoa você decide ser? Madre Tereza de Calcutá dizia: “Não importam as circunstancias, nem se ninguém vai me compreender, eu vou seguir em frente, porque eu vou me transformar na pessoa que eu me decidi ser.

Depois das graças recebidas qual é a sua meta. Uma meta que diz respeito a você? Um convite, é um convite de Nosso Senhor, é para que você seja santo, mas que você o seja em todos os aspectos.

Escreva sobre as suas metas, é claro que a nossa meta é o céu, mas qual é a meta na sua família? É perdoar? É sorrir? Porque talvez você já não de nenhum sorriso há muito tempo. Talvez a sua meta seja não reclamar mais, e você terá que reunir todas as forças para não reclamar.

Não brinquemos com a graça que recebemos. Foi Deus que te ama, quem derramou sobre você essas graças e a gente não brinca com quem nos ama.

É preciso se confessar. Não construa coisas novas em cima das máscaras. Deus te ama então não tenha medo de tirar as máscaras. Deus vê o coração sonda com compaixão, pois Deus só sabe amar você.

Quarto ponto: Você tem que ter quem te conhece de verdade. Estamos em um mundo de muitas mentiras, um mundo de aparências. É preciso ter alguém com quem você se encontre, e que você pode falar tudo. Pode ser um diretor espiritual ou um amigo. .

Nosso Senhor não constrói nada sobre os escombros, Ele quer fazer tudo novo. É preciso eleger uma pessoa e dizer a ela(e): meu amigo eu quero contar tudo para você o que está se passando comigo, coisas da minha alma.

Você precisa ser quem você é, por causa da graça que você recebeu, e porque você não quer entrar nessa onda de viver de aparências e por isso você precisa ter alguém que te conhece mesmo, de verdade.

Quinto ponto: Viver em atitude de vigilância. O que precisamos vigiar? O que você quer de fato? Eu quero ser de Deus. Então vigie naquilo que te rouba de Deus, aquilo que te leva ao pecado.

Vigiar para que o mal não se aproxime. Você tem todo o direito de pedir a Nosso Senhor, então peça agora: “Meu Deus me livra da tentação que me derruba, me livra da tentação que me faz cair, porque eu não tenho forças. Livra me Senhor do mal que domina o meu jeito de falar.

Viver assim é muito duro, mas é assim que um cristão vive. É assim mesmo, nós ainda não estamos no céu, mas nós vamos para lá em uma atitude de vigilância, e por isso recebemos tanta graça de Deus. É por causa da vontade de Deus, por causa dos seus desígnios, que eu aqui estou, mas eu sou igualzinho a você, então por isso preciso vigiar sempre.

Santo Agostinho diz que o cristão que não controla a boca, não consegue controlar mais nada. Jesus não está brincando conosco e o tempo está passando rápido.

Sexto ponto: Colocar-se a serviço do próximo. Você precisa ter um apostolado, este é o remédio contra todo o egoismo. Porque a graça que Deus deu, ela não é só para você, ela é tão grande que deve crescer em você e transbordar para o outro. Já não perguntamos mais como o outro está com medo que ele diga que não está bem e aí você ter que ouvir, e você está sem tempo. Isso não é ser cristão.

Quem não sabe fazer coisas ao outro, nunca vai saber se dar ao outro, porque ficamos com medo de entregar o nosso olhar ao outro. Quando é que vamos ser capazes de fazer da nossa vida um serviço?, De dar o nosso rosto e poder chegarmos a ser como Jesus? Você precisa servir alguém. Mate de amor aquele que está ao seu lado! Quem sabe dando um copo d’água.

Sétimo ponto: Tenha paciência consigo mesmo e com os outros. È isso mesmo. Sabe porque? Nem tudo acontece de uma só vez. A vida do cristão é um cai e levanta, então tenha paciência com você e com os outros.

Jesus está dizendo aqui nesta parábola (ver: São Mateus 13,24)como o reino de Deus se estabelece aqui dentro de mim e de você e São Paulo nos explica, sobre as lutas que vivemos dentro de nós. Por isso monsenhor Jonas nos fala tanto: Aguenta firme meu filho!

Porque temos tanta coisa boa mas dentro de nós cresce trigo e também o joio, então tenha paciência, porque muitas vezes temos vontade de arrancar tudo, não faça isso. Tenha paciência, porque nosso Senhor vai voltar e os anjos vão separar o joio do trigo de dentro de nós.

O trigo quanto mais cresce, mais ele floresce, e ele se dobra, agora o joio não se dobra. Esta luta dentro de nós deve nos levar a adoração ao Santíssimo Sacramento para nos dobrar diante de nosso Senhor Jesus Cristo.

Se vivermos um desses sete pontos buscando a perfeição, com certeza nós vamos nos santificar. Abra-se pois Jesus quer se revelar a você!

Ricardo Sá
http://www.cancaonova.com

 

19 de julho de 2014 at 8:53 Deixe um comentário

Reflexão para o XVI Domingo do Tempo Comum

 

2014-07-19 Rádio Vaticana

 
Cidade do Vaticano (RV) – A demora na realização das promessas de Deus possibilita aos discípulos e a nós, entrarmos em crise. Percebendo essa situação, Jesus conta para eles e para nós, a parábola das sementes.
A Palavra de Deus é, em si mesma, boa e, se bem apresentada, produzirá muitos frutos; mas isso não depende só da Palavra; depende também das diversas situações em que se encontra o terreno onde ela é depositada, isto é, das diversas respostas.A Palavra é oferecida e exatamente por ser oferecida, conserva em si todo o risco da negligência, do descaso, da não aceitação, da oposição.
De acordo com a parábola, ela poderá ser comida pelos pássaros, poderá cair entre as pedras e não criar raízes e, finalmente, poderá cair entre os espinhos e morrer sufocada.Vamos refletir sobre cada um desses alertas feitos por Jesus. O primeiro se refere à semente que pode ser ciscada pelos pássaros. É o nosso medo do sofrimento, em relação ao caminho da cruz, tantas vezes abordado por Jesus e a busca incessante de realizações, de êxito. É como aquela pessoa que vê na possibilidade de exercer um serviço eclesial, como uma ocasião de prestígio, de ter status.
A semente que caiu entre as pedras e não criou raízes, representa aqueles que só externamente aceitaram a Palavra. Ela não foi aceita com profundidade. Teme-se que a adesão a Cristo seja ocasião de constrangimento, de envergonhar-se.A que caiu entre os espinhos é a semente sufocada, imagem de muitíssimos cristãos. As preocupações da vida presente, a atração exercida pelo ter, pelo poder, pelo possuir, pelo ganhar se impõem, são obstáculos para o acolhimento da Palavra.
A Palavra não é ineficaz, mas falta o acolhimento. A Palavra se adapta às condições do terreno, ou melhor, aceita as respostas que o terreno dá e que com freqüência são negativas. É necessário preparar o terreno, os corações, para que percam o endurecimento causado pelos ídolos das ideologias, do consumismo, do dinheiro, do prazer, das demais riquezas.Se o terreno, se os corações forem trabalhados pela simplicidade, pela autenticidade, pela educação libertadora daqueles ídolos, a Palavra descerá qual chuva fina, penetrando a terra e fazendo a semente frutificar.
(CAS)

19 de julho de 2014 at 8:37 Deixe um comentário

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