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Solenidade do Natal de Jesus – Missa do dia 24 à noite – Hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor – São Lucas 2, 1-14 -

  1. Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra.
  2. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria.
  3. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.
  4. Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,
  5. para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida.
  6. Estando eles ali, completaram-se os dias dela.
  7. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.
  8. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.
  9. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor.
  10. O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo:
  11. hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.
  12. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.
  13. E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia:
  14. Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).

“Exultemos no Senhor, pois nasceu o Salvador do mundo, verdadeira luz, paz e felicidade para a humanidade. Na fragilidade da criança, Deus vem a nós para que subamos a Ele e, fazendo-se humano, quer nos tornar divinos. Celebremos, nesta noite santa, sua graça e salvação”. (Liturgia Diária)

São João Paulo II explicou: “Nesta tradicional representação da Natividade, “o Criador eterno e onipotente” fala-nos por meio do Filho, Senhor do universo que se fez menino para se encontrar com o homem. A Virgem Maria é a primeira que O acolhe e apresenta ao mundo. Ao seu lado encontra-se José, chamado a ser, como Pai, o guardião do Redentor”.

Não havia lugar para eles na hospedaria

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Inevitavelmente se põe a questão de saber como reagiria eu, se Maria e José batessem à minha porta. Haveria lugar para eles? E recordamos então que esta notícia, aparentemente casual, da falta de lugar na hospedaria que obriga a Sagrada Família a ir para o estábulo, foi aprofundada e referida na sua essência pelo evangelista João nestes termos: «Veio para o que era Seu, e os Seus não O acolheram» (Jo 1, 11)”.

O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Queremos deixar-nos tocar por esta alegria: existe a verdade; existe a pura bondade; existe a luz pura. Deus é bom; Ele é o poder supremo que está acima de todos os poderes. Nesta noite, deveremos simplesmente alegrar-nos por este fato, juntamente com os anjos e os pastores”.

São João Paulo II explicou: “Completam o cenário os anjos, que proclamam alegremente a “glória de Deus” e anunciam a “paz aos homens” (Lc 2, 14), e os pastores, representantes das pessoas humildes e pobres da terra. Daqui a alguns dias acrescentar-se-ão os Magos, vindos de longe para adorar o Rei do universo. A liturgia do tempo de Natal convida-nos a acorrer com alegria até à gruta de Belém, para nos encontrarmos com Jesus Cristo, nosso Salvador: “Vinde, fiéis! Vinde, adoremos o Senhor Jesus!”.

O Papa Francisco disse assim: “Faço meu o cântico dos anjos que apareceram aos pastores de Belém, na noite em que nasceu Jesus. Um cântico que une céu e terra, dirigindo ao céu o louvor e a glória e, à terra dos homens, votos de paz. Convido todos a unirem-se a este cântico: este cântico é para todo o homem e mulher que vela na noite, que tem esperança num mundo melhor, que cuida dos outros procurando humildemente cumprir o seu dever”.

Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura

“Acorrei, potestades dos anjos! Vós que habitais Belém, preparai o presépio, porque Cristo está a caminho, a Sabedoria está a chegar. Fiéis, recebei os nossos votos; povos, digamos para júbilo da Mãe de Deus: «Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!» (Mt 21,9). Cristo, nosso Deus, vai aparecer à plena luz do dia; Ele já não demora. Nascerá de uma Virgem imaculada; depois, há-de descansar na gruta. […] Dirige o coro, Isaías, anuncia o Verbo de Deus, profetiza-nos que a sarça da Virgem é uma chama de fogo que não se consome (Ex 3,2). […] O astro misterioso que para sobre o estábulo designa o Autor da vida, o Senhor que vem salvar todos os homens”. (Liturgia Bizantina)

O Papa Francisco disse assim: “Isto vos servirá de sinal»: encontrareis um menino. O Menino Jesus nasceu em Belém, cada criança que nasce e cresce em qualquer parte do mundo é sinal de diagnóstico, que nos permite verificar o estado de saúde da nossa família, da nossa comunidade, da nossa nação. Deste diagnóstico franco e honesto, pode brotar um novo estilo de vida, onde as relações deixem de ser de conflito, de opressão, de consumismo, para serem relações de fraternidade, de perdão e reconciliação, de partilha e de amor”.

E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina)

O Catecismo (§333) ensina: “Da Encarnação à Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é rodeada da adoração e serviço dos anjos. Quando Deus «introduziu no mundo o seu Primogênito, disse: Adorem-n’O todos os anjos de Deus» (Heb 1, 6). O seu cântico de louvor, na altura do nascimento de Cristo, nunca deixou de se ouvir no louvor da Igreja: «Glória a Deus […]» (Lc 2, 14)

A Palavra diz: “Celebrarei então vossa fidelidade nas cordas da lira, eu vos cantarei na harpa, ó Santo de Israel. Meus lábios e minha alma que resgatastes exultarão de alegria quando eu cantar a vossa glória”. (Sl 70, 22-23)

Conclusão

“Eterno esplendor da beleza divina, ó Cristo, vós sois luz e vida e perdão. As nossas doenças trazeis o remédio, abris uma porta para a salvação. O coro dos anjos ressoa na terra e um mundo novo seu canto anuncia: a glória a Deus Pai nas alturas celestes, e ao gênero humana a paz e alegria. Embora pequeno, deitado em presépio, em todo Universo, ó Cristo, reinais. Ó fruto bendito da Virgem sem mancha, que todos vos amem num reino de paz. Nasceis para dar-nos o céu como Pátria, vivendo na carne da humanidade. Renovem-se as mentes e os corações, se unam por laços de tal caridade. Às vozes dos anjos as nossas unimos, num coro exultante de glória e louvor, cantando aleluias ao Pai e ao Filho, cantando louvores e graças ao Amor”. (Liturgia das Horas)

Oração

Preces da Assembleia

Pr: Na hora que a boa-nova anunciada pelos anjos leva alegria a todas as comunidades cristãs, rezemos ao Senhor Jesus pela humanidade, dizendo:

As: Vinde, Senhor, com vossa paz.

1-Príncipe da paz, abençoai e protegei a Igreja e todos os seus ministros comprometidos com a vossa paz, vos pedimos.

2-Senhor da luz, cumulai de luz, alegria e otimismo os desanimados e tristes e iluminai as ações de nossos governantes, vos pedimos.

3-Conselheiro admirável, concedei a pais e mães o dom do bom conselho em meio às dúvidas e incertezas dos filhos, vos pedimos.

4-Deus forte, dai-nos defender com vigor os valores da paz e do amor diante da intolerância e do desrespeito, vos pedimos.

5-Nosso Salvador, fazei que as celebrações e festas natalinas tornem as pessoas mais fraternas e solidárias, vos pedimos.

Pr: Senhor Jesus, com a luz do vosso Espírito, ajudai-nos a descobrir vossa face humana e divina. Vós que viveis e reinais para sempre.

As: Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

19 de dezembro de 2014 at 9:31 Deixe um comentário

Solenidade do Natal de Jesus – Missa da Vigília (dia 24 à tarde) – Emanuel – Deus conosco – São Mateus 1, 18-25 -

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  1. Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.
  2. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente.
  3. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.
  4. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.
  5. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta:
  6. Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco.
  7. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.
  8. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.

“Celebramos, nesta vigília, o cumprimento das promessas de Deus, que por amor envia o próprio Filho para resgatar a humanidade. Jesus é o Emanuel, o Deus sempre conosco”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “Cada uma das invocações, que imploram a vinda da Sabedoria, do Sol de justiça, do Deus conosco, contém uma oração dirigida ao Esperado pelos povos, para que apresse a sua vinda. Invocar o dom do nascimento do Salvador prometido significa contudo comprometer-se a aplanar-lhe o caminho, a preparar-lhe uma habitação digna não só no ambiente à nossa volta, mas sobretudo no nosso coração”.

A Virgem Maria

São João Paulo II disse que a “fé foi um elemento essencial da vida de Maria, graças ao qual Ela pôde realizar de maneira esplêndida o importante papel que lhe foi confiado por Deus na história da salvação. Também para a nossa vida espiritual, a fé é um elemento essencial, do qual depende se e em que medida cada um de nós será capaz de realizar a tarefa que nos foi confiada pelo Senhor”.

São José

São João Paulo II explicou: “Ao mesmo tempo, confia Deus a José o mistério, cuja realização tinham esperado por tantas gerações a estirpe de David e toda a «casa de Israel», e ao mesmo tempo confia-Lhe tudo aquilo de que depende a realização de tal mistério na história do Povo de Deus. Desde o momento em que tais palavras chegaram à sua consciência, José torna-se o homem da divina eleição: o homem de particular confiança. E definido o seu lugar na história da salvação. José entra no desempenho deste lugar com a simplicidade e humildade, em que se manifesta a profundidade espiritual do homem; e ele enche-o completamente com a sua vida”.

Pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo

São João Paulo II explicou: “Foi «por obra do Espírito Santo» que se realizou o mistério da união hipostática, ou seja, da união da natureza divina com a natureza humana, da divindade e da humanidade, na única Pessoa do Verbo-Filho”.

O Catecismo (§723) ensina: “Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai.   É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. A sua virgindade torna-se fecundidade única, pelo poder do Espírito e da fé”.

O Beato Paulo VI disse: “Maria é, depois, a Virgem Mãe, isto é, aquela que “pela sua fé e obediência, gerou na terra o próprio Filho de Deus Pai, sem ter conhecido varão, por obra e graça do Espírito Santo” (LG 63).

Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados

O Catecismo (§1846) ensina: “O Evangelho é a revelação, em Jesus Cristo, da misericórdia de Deus para com os pecadores (86). O anjo assim o disse a José: «Pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados» (Mt 1, 21), o mesmo se diga da Eucaristia, sacramento da Redenção: «Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que vai ser derramado por todos para a remissão dos pecados” (Mt 26, 28).

Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Sim, Jesus, o Verbo feito carne, é o Deus-conosco, que veio habitar entre nós e partilhar a nossa própria condição humana”.

A Palavra: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco”. (Is 7, 14)

O Catecismo (§744) ensina: “Na plenitude dos tempos, o Espírito Santo realiza em Maria todas as preparações para a vinda de Cristo ao povo de Deus. Pela ação do Espírito Santo n ‘Ela, o Pai dá ao mundo o Emanuel, «Deus conosco» (Mt 1, 23).

Conclusão

“Quem nos deu todas as coisas que foram, são e hão de ser: no amor do Pai foi gerado, mas quis na terra nascer. Um corpo humano assumido, eis que o Filho é nosso irmão: vem libertar-nos da morte, salvar os filhos de Adão. A luz do Espírito Santo sobre uma virgem desceu: ungido rei e profeta, Jesus menino nasceu. O que os profetas cantaram, o prometido a Israel, vem salvar todos os povos, Deus-conosco, Emanuel. Glória ao Espírito Santo, por quem nos veio Jesus: vida, caminho e verdade, que ao Pai eterno conduz”. (Liturgia das Horas)

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Queridos amigos, nesta já imediata preparação para o Natal a oração da Igreja faz-se mais intensa, para que se realizem as esperanças de paz, de salvação e de justiça de que o mundo hoje tem urgente necessidade. Peçamos a Deus que a violência seja vencida pela força do amor, as contraposições cedam o lugar à reconciliação, a vontade de subjugar se transforme em desejo de perdão, de justiça e de paz. Os votos de bondade e de amor que desejamos uns aos outros nestes dias alcancem todos os âmbitos do nosso viver quotidiano. A paz esteja nos nossos corações, para que se abram à ação da graça de Deus. A paz habite nas famílias e que elas transcorram o Natal unidas diante do presépio e da árvore enfeitada de luzes”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

17 de dezembro de 2014 at 9:13 Deixe um comentário

Quarto Domingo do Advento – Eis que conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus – São Lucas 1, 26-38 – 21 de Dezembro

  1. No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
  2. a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
  3. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
  4. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
  5. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
  6. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
  7. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
  8. e o seu reino não terá fim.
  9. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
  10. Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
  11. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
  12. porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
  13. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “no caminho do Advento, a Virgem Maria ocupa um lugar especial, como Aquela que de maneira singular esperou a realização das promessas de Deus, acolhendo na fé e na carne Jesus, o Filho de Deus, em plena obediência à vontade divina”.

No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria

O Papa Emérito Bento XVI explicou que “na Anunciação, na casa de Nazaré, Maria recebe o Anjo de Deus, está atenta às suas palavras, acolhe-as e responde ao desígnio divino, manifestando a sua plena disponibilidade: «Eis a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua vontade» (Lc 1, 38). Precisamente pela atitude interior de escuta, Maria é capaz de ler a própria história, reconhecendo com humildade que é o Senhor quem age”.

O anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo

O Papa Francisco disse que “na Anunciação, o Mensageiro de Deus chama-lhe «cheia de graça», revelando-se este desígnio. Maria responde «sim» e, a partir daquele momento, a fé de Maria recebe uma luz nova: concentra-se em Jesus, o Filho de Deus que dela recebeu a carne e em quem se realizam as promessas de toda a história da salvação”.

O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus

O Papa Emérito Bento XVI ensinou que “o Arcanjo Gabriel apresenta à Virgem Maria o plano de salvação de Deus, segundo o qual Ela deveria tornar-se a Mãe do Redentor. Maria fica perturbada. Mas o Anjo do Senhor diz-Lhe uma palavra de consolação: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus». Deste modo, Maria pode dizer o seu grande «sim». Este «sim» a ser serva do Senhor é a adesão confiante ao plano de Deus e à nossa salvação”.

Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus

“A Virgem Maria, que na anunciação do Anjo recebeu o Verbo no coração e no seio, e deu ao mundo a Vida, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus Redentor. Remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho, e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel, foi enriquecida com a excelsa missão e dignidade de Mãe de Deus Filho; é, por isso, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo, e, por este insigne dom da graça, leva vantagem á todas as demais criaturas do céu e da terra”.(Lumen Gentium)

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Se por um lado o Natal nos faz comemorar o prodígio incrível do nascimento do Filho Unigênito de Deus da Virgem Maria na gruta de Belém, por outro exorta-nos também a aguardar, vigiando e rezando, o nosso próprio Redentor, que no último dia “virá julgar os vivos e os mortos”.

O Papa Francisco disse que “Maria ofereceu a própria existência, colocando-se inteiramente à disposição da vontade de Deus, tornando-se «lugar» da sua presença, «lugar» onde habita o Filho de Deus”.

O Espírito Santo descerá sobre ti

São João Paulo II explicou: “O Verbo da mesma substância do Pai torna-se carne no seio da Virgem. E a própria Virgem não pode compreender como se irá realizar tudo isso. Portanto antes de responder: “Faça-se em mim”, pergunta: Como será isso, se eu não conheço homem?. (Lc 1, 34). E recebe a resposta determinante: O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a Sua sombra. Por isso mesmo é que o Santo que vai nascer há-de chamar-Se Filho de Deus.., nada é impossível a Deus (Lc 1, 35-37)”.

“Ó Deus, que o mesmo Espírito Santo que trouxe a vida ao seio de Maria santifique estas oferendas colocadas sobre o vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor”. (Oração sobre as oferendas)

Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice

São João Paulo II disse assim: “Assim como a Abraão, também foi pedido a Maria que respondesse “sim” a algo que jamais acontecera antes. Sara é a primeira mulher estéril da Bíblia que vai conceber através do poder de Deus, precisamente como Isabel será a última. Gabriel fala de Isabel para tranquilizar Maria: “Também a tua parenta Isabel, apesar da sua velhice, concebeu um filho” (Lc 1, 36).

Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra

São João Paulo II ensinou: “A missão deste filho, Verbo eterno, começa então, quando Maria de Nazaré, Virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David (Lc 1, 27), escutando aquelas palavras de Gabriel, responde: Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38). Neste momento tem início a missão do Filho sobre a terra”.

“É certo, queria ela (a Virgem Maria) dizer, que não sou de modo nenhum capaz desta graça, tendo em consideração o que eu própria sou; mas na medida em que aquilo que é bom em mim pertence a Deus e em que aquilo que me dizes é a Sua santa vontade, creio que isso pode fazer-se e se fará; e, sem a mínima hesitação, diz: «Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (São Francisco de Sales)

Conclusão

Do Papa Emérito Bento XVI: “A solenidade do Natal do Senhor, que daqui a pouco celebraremos, convida-nos a viver esta mesma humildade e obediência de fé. A glória de Deus não se manifesta no triunfo e no poder de um rei, não resplandece numa cidade famosa, num palácio luxuoso, mas faz a sua morada no ventre de uma virgem, revela-se na pobreza de um menino. A onipotência de Deus, também na nossa vida, age com a força, muitas vezes silenciosa, da verdade e do amor. Então, a fé diz-nos que no final o poder indefeso daquele Menino vence o ruído das potências do mundo”.

Oração

De São João Paulo II: “Peço à Sagrada Família que inspire todos os cristãos a defender a família, a defender a família contra as numerosas ameaças que actualmente pesam sobre a sua natureza, a sua estabilidade e missão. Confio à Sagrada Família os esforços dos cristãos e de todas as pessoas de boa vontade a fim de defender a vida e promover o respeito pela dignidade de cada ser humano. Consagro a Maria, a Theotókos, a grande Mãe de Deus, as famílias da Terra Santa, as famílias do mundo”.

Ó Senhor Jesus, fazei-nos dóceis à Tua vontade como a Virgem Maria o fez. Venha realizar uma obra nova em nosso coração nesse Natal, Jesus! Queremos, Senhor Jesus, ser instrumentos da Tua graça para nossos irmãos. Encha-nos, Senhor, com Teu Espírito Santo.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

15 de dezembro de 2014 at 9:23 Deixe um comentário

A Igreja precisa falar a língua dos jovens, diz responsável pela JMJ

2014-12-15 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A mensagem que o Papa mandou à Pastoral da Juventude da Europa, na semana passada, afirmando que o “Continente tem necessidade do Evangelho”, é também um chamado para os jovens do mundo inteiro.

A análise é do responsável da Seção Jovens do Pontifício Conselho para os Leigos, Padre João Chagas, que também é responsável pela organização da próxima Jornada Mundial da Juventude,  em Cracóvia, em 2016.

O jovem quer ser escutado

Padre João utilizou o exemplo dos discípulos de Emaús para interpretar um dos principais pontos da mensagem do Papa, no qual ele fala que os jovens precisam tomar consciência de que a fé não se opõe à razão.

“É muito importante, no trabalho com a juventude, dar voz aos questionamentos que ela tem, ouvir os jovens, porque hoje eles  têm uma linguagem que nem sempre a gente compreende e, nem sempre, a linguagem que a gente fala como Igreja é compreendida pelos jovens”, questionou Padre João.

Derrubando muros

Padre João defende ainda uma abertura maior da amplitude do diálogo com as novas gerações para que se possa entrar na realidade dos jovens. “É preciso ter paciência, como teve Jesus com os discípulos de Emaús, de ir iluminando aos poucos. Não podemos querer dar respostas prontas ou pretender, imediatamente, forçá-los a mudar de caminho”, apontou.

Para que as barreiras caiam, Padre João cita São João Bosco ao dizer que os jovens não precisam somente ser amados, eles precisam saber que são amados. “O jovem, o adolescente, não aceita máscaras. Ou ele vê que você realmente está dando atenção, que você tem consideração e estima por ele, que você reconhece a importância que ele tem, do contrário ele não lhe dará nenhuma atenção”.  (RB)

15 de dezembro de 2014 at 9:12 Deixe um comentário

Reflexão para o III Domingo de Advento

2014-12-13 Rádio Vaticana

Reflexão para o 3º Domingo do Advento – A

Diante de um mundo arrasado, de um ambiente de profunda desolação, de corações sofridos e enlutados, Isaías clama Vida, Alegria, Ressurreição! O texto da primeira leitura de hoje, extraído do livro de Isaías, nos leva à Esperança. O Profeta quebra a rotina desoladora e nos aponta a ação de Deus, a regeneração do mundo, a redenção do ser humano. Mas o Senhor que pode fazer tudo sozinho, quer nossa colaboração, quer fazer-nos partícipes de sua obra salvífica. Nesse próprio ato de pedir nossa colaboração já está a redenção.

O Senhor nos trata como pessoas maduras, capazes, pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Por isso não é próprio do fiel ficar de braços cruzados, desanimado e acomodado. Aquele que crê levanta a cabeça, solta os braços e busca dentro de si a força do Senhor, e imediatamente começa a colaborar com o Criador. O fiel reage contra qualquer ação oriunda da cultura de morte. Ele crê na Vida! Assim aconteceu com a escravidão no Egito, em outras situações onde os protagonistas foram os pobres, os marginalizados, os portadores de deficiência, os pequenos segundo o mundo. Assim fez Jesus Cristo, colocando-se como servo de todos, à disposição do Pai para assegurar a felicidade eterna ao Homem.

No Evangelho de hoje, temos em primeiro lugar a dificuldade de João Batista em reconhecer em Jesus o Messias prometido. Na pregação de João Batista, como vimos no domingo passado, Jesus deveria tratar os pecadores com bastante dureza, destruí-los até.  Mas ele não o faz, ao contrário, provoca mudanças em seus corações,  possibilitando a salvação, faz refeições com eles e até se torna amigo deles. Isso desorienta o Batista.

Quando interrogado pelos discípulos de João, Jesus responde citando Isaías, ou seja, dizendo que sua missão é de redenção, por isso os sinais que faz são de salvação. Deus ama a todos, bons e maus. Todos são seus filhos, foram criados por amor.

Em segundo lugar, Jesus elogia a pessoa do Batista dizendo que ele é mais que um Profeta, o maior entre os nascidos de mulher – dirá o Mestre. Ao dizer que “O menor no Reino dos céus é maior do que o Batista”, Jesus afirma que esse menor entendeu que Deus vem ao encontro do Homem para perdoá-lo, acolhê-lo e amá-lo. Menor e maior. Sem depreciar em nada a figura de João Batista Batista, já que os tempos do Reino transcendem inteiramente aqueles que os precederam e prepararam, essas duas palavras opõem duas épocas da obra divina, duas “economias”, conforme nos esclarece a Bíblia de Jerusalém.

Finalmente, na 2ª leitura, São Tiago nos exorta a que fiquemos firmes até e chegada do Senhor. Firme para Tiago significa manter a fé, a esperança e a caridade. Por isso, ele toma como exemplo o agricultor que trabalha e depois fica à espera do fruto prometido e nos aconselha a não nos queixarmos dos irmãos.

13 de dezembro de 2014 at 11:08 Deixe um comentário

Terceiro Domingo do Advento – Eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado – São João 1, 6-8. 19-28 – 14 de Dezembro

  1. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
  2. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.
  3. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
  1. Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu?
  2. Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo.
  3. Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não.
  4. Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?
  5. Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3).
  6. Alguns dos emissários eram fariseus.
  7. Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
  8. João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis.
  9. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado.
  10. Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

O Papa Emérito Bento XVI explicou que o Advento “recorda que Deus vem! Não ontem, não amanhã, mas hoje, agora! O único Deus verdadeiro, “o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob”, não é um Deus que está no céu, desinteressando-se por nós e pela nossa história, mas é o Deus-que-vem. É um Pai que nunca cessa de pensar em nós e, no respeito extremo pela nossa liberdade, deseja encontrar-nos e visitar-nos; quer vir, habitar no meio de nós, permanecer conosco”.

O Terceiro Domingo de Advento é conhecido como o Domingo da Alegria

São João Paulo II disse: “O Advento é tempo de alegria, porque faz reviver a expectativa do acontecimento mais jubiloso na história: o nascimento do Filho de Deus da Virgem Maria. Saber que Deus não está longe, mas perto, que não é indiferente, mas compassivo, que não é alheio, mas Pai misericordioso que nos segue amorosamente no respeito da nossa liberdade: tudo isto é motivo de uma alegria profunda que as vicissitudes alternas do dia-a-dia não podem cancelar. Uma característica inconfundível da alegria cristã é que ela pode conviver com o sofrimento, porque se baseia totalmente no amor”.

“Domingo da Alegria’ ou ‘Domingo Gaudete’, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima, referindo-se à segunda leitura que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto”. (Fl 4, 4) (Site de Felipe Aquino)

Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João

O Padre Bantu disse assim: “João Batista é o profeta do Advento e, à semelhança de Isaías, faz ressoar o anúncio de um tempo decisivo que se aproxima. A presença dele é destacada com características semelhantes ao profeta Elias, razão pela qual foi interrogado se era Elias. Depois de um longo silêncio profético em Israel, desponta o Batista anunciando por primeiro a irrupção do Reino de Deus e preparando uma nova aliança: “Eu sou aquele que grita assim no deserto: preparem o caminho para o Senhor passar”.

João Erígena (beneditino irlandês) disse: “Um homem foi enviado». Por quem? Pelo Deus Verbo que o precedeu. A sua missão era ser precursor. É num grito que ele envia a palavra à sua frente: «no deserto, uma voz grita» (Mt 3, 3). O mensageiro prepara a vinda do Senhor. «O seu nome era João» (Jo 1, 6): foi-lhe dada a graça de ser o precursor do Rei dos reis, o revelador do Verbo desconhecido, o que batiza em ordem ao nascimento espiritual, a testemunha da luz eterna, pela sua palavra e pelo seu martírio”.

Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz

O Padre Bantu disse que João Batista “ressaltou que ele não se considerava digno nem mesmo de desatar as correias das sandálias d’Aquele que estava por vir. Apesar de desconhecido, este será a luz que iluminará e libertará o povo da cegueira, da escravidão, da mentira e instaurará um novo tempo”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Queridos amigos, diz o Senhor: «Eu sou a luz do mundo; vós sois a luz do mundo». É uma coisa misteriosa e magnífica que Jesus tenha dito de Si próprio e de todos nós juntos a mesma coisa, ou seja, que «somos luz». Se acreditarmos que Ele é o Filho de Deus que curou os doentes e ressuscitou os mortos, antes, que Ele mesmo ressuscitou do sepulcro e está verdadeiramente vivo, então compreenderemos que Ele é a luz, a fonte de todas as luzes deste mundo”.

Liturgia das Horas: “Em meio à treva escura, ressoa clara voz. Os sonhos maus se afastem, refulja o Cristo em nós. Despertem os que dormem feridos de pecado. Um novo sol já brilha, o mal vai ser tirado. Do céu desce o Cordeiro Que traz a salvação. Choremos e imploremos Das culpas o perdão. E ao vir julgar o mundo No dia do terror, Não puna tantas culpas, Mas venha com amor”.

Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3)

“Abatei as montanhas e as colinas»: e quais, senão a presunção, o orgulho e o amor-próprio, que são grandes empecilhos para a vinda de Nosso Senhor, que tem o costume de humilhar e abater os soberbos, pois penetra até ao fundo do coração, para descobrir o orgulho que lá se esconde. «Aplanai os caminhos, endireitai as veredas tortuosas, para as nivelar. “É como se dissesse: «Endireitai tudo o que são intenções oblíquas, para ficar somente com a que agrada a Deus, fazendo penitência, que deve ser o objetivo visado por todos nós”. (São Francisco de Sales)

João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Aqui observamos a grande humildade de João, ao reconhecer que a sua missão consiste em preparar o caminho para Jesus. Afirmando «Eu batizo-vos com a água», quer dar a entender que a sua unção é simbólica. Com efeito, ele não pode eliminar nem perdoar os pecados: batizando com a água, ele só pode indicar que é necessário mudar de vida. Ao mesmo tempo, João anuncia a vinda do «mais poderoso», que «vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.

São João Paulo II explicou: “João distingue claramente o “advento de preparação” do “advento de encontro”. O advento de encontro é obra do Espírito Santo, é o batismo com o Espírito Santo. E Deus mesmo que vai ao encontro do homem; quer encontrá-lo no coração mesmo da sua humanidade, confirmando assim esta humanidade como eterna imagem de Deus e ao mesmo tempo tornando-a “nova”.

O Papa Emérito Bento XVI disse também: “Jesus abandona a casa e as ocupações habituais para alcançar o Jordão. Chega ao meio da multidão que está a ouvir o Batista e põe-se na fila como todos, à espera de ser batizado. João, logo que o vê aproximar-se, intui que naquele Homem há algo único, que é o misterioso Outro que esperava e para o qual estava orientada toda a sua vida. Compreende que se encontra diante de Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias”.

Advento – Tempo de preparar o coração para a vinda do Salvador

O Sacramento da Confissão (Reconciliação)

São João Paulo II disse assim: “João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; Preparai o caminho ao Senhor! Endireitai as suas veredas! Realize-se isto no Sacramento da Reconciliação, na humilde e confiada Confissão do Advento, para que — diante da recordação da primeira Vinda de Cristo, que é o Natal, e ao mesmo tempo na perspectiva escatológica do Seu Advento definitivo — o pecado seja eliminado e expiado, a fim de a Igreja poder proclamar a cada um de Vós que está acabada a escravidão, que o Senhor Deus vem com poder”.

O Catecismo (§1424) ensina: “É chamado sacramento da confissão, porque o reconhecimento, a confissão dos pecados perante o sacerdote é um elemento essencial deste sacramento. Num sentido profundo, este sacramento é também uma «confissão», reconhecimento e louvor da santidade de Deus e da sua misericórdia para com o homem pecador. E chamado sacramento da Reconciliação, porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (2 Cor 5, 20). Aquele que vive do amor misericordioso de Deus está pronto para responder ao apelo do Senhor: «Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão» (Mt 5, 24).

Conclusão

Do Padre Bantu: “João tinha consciência de que o batismo com água era apenas sinal de conversão e acolhida diante d’Aquele que já estava no meio do povo. Infelizmente, a Boa Nova trazida por Cristo e os novos céus e a nova terra podem passar despercebidos aos olhos dos acomodados e instalados numa vida de privilégios à custa do sofrimento do povo. Mas ontem como hoje, a missão de João Batista é minha e sua. Somos nós que devemos abrir as portas de par em par ao Redentor, Luz das nações e glória de Israel, Seu povo, para que todos possam ver a manifestação da glória de Deus”.

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “A Virgem Maria encarna perfeitamente o espírito do Advento, feito de escuta de Deus, de desejo profundo de fazer a sua vontade, de serviço jubiloso ao próximo. Deixemo-nos guiar por ela, para que o Deus que vem não nos encontre fechados ou distraídos, mas possa, em cada um de nós, expandir um pouco o seu reino de amor, de justiça e de paz”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

8 de dezembro de 2014 at 18:06 Deixe um comentário

Reflexão para o 2º Domingo do Advento

2014-12-06 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A liturgia deste II Domingo do Advento, de modo especial, nos propõe uma mudança radical que nos torne pessoas de acordo com o coração de Deus. A primeira leitura tirada do livro do Profeta Isaías nos dá uma visão do mundo querido por Deus e pelo qual deveríamos trabalhar para que se tornasse realidade: a harmonia reinando entre as criaturas, sejam animais racionais ou irracionais. O Evangelho nos leva à radicalidade ao apresentar a pessoa de João Batista: ele prega a metanoia, a mudança de mentalidade.

O termo técnico usado pela espiritualidade ao falar de mudança de pensar e de querer é a palavra grega metanoia. Usamos geralmente a palavra metamorfose para falar de mudança de forma. Metanoia é mudar de cabeça, de maneira de pensar e de agir.

João Batista prega isso ao falar em conversão e a mostra quando se apresenta com um modo de proceder bastante simples e voltado para aquele que virá – Jesus Cristo!

Se vivo voltado para mim mesmo, se sou consumista, se me fecho em meu mundinho formado por minha família e minha roda de amigos, se desconheço a realidade que está à minha volta e se penso apenas nos negócios da família, necessito de conversão. Se continuo assim, nunca será Natal em minha vida, mesmo que minha casa esteja bem iluminada e decorada, mesmo que em cada canto haja um presépio, mas será o famoso Natal consumista, sem a presença do aniversariante porque não existe lugar para ele com seus valores em nossa vida.

O Natal autêntico é a abertura do coração ao Senhor para que venha até nós e se instale como quiser. Certamente os frutos serão a fraternidade, a alegria sincera, o serviço despretencioso, a gratuidade no ser e no agir.

Existe uma fábula de La Fontaine – o Cordeiro e o Lobo –  onde fica claro que o mais forte sempre possui uma razão para devorar o mais fraco, mesmo que seja sem culpa alguma do primeiro. Também nós, fechados em nosso mundo e confiantes em nossa sabedoria e discernimento, sempre encontramos razões para continuar fazendo o que nos agrada e julgar que sempre temos razão e os errados são os outros. Deixemo-nos questionar pela Palavra de Deus! É a nossa salvação, a libertação de nós mesmos! Eis o tempo propício à conversão, à mudança de mentalidade.

Se o coração não estiver mudado, o Senhor não virá até cada um de nós. A imagem usada pelo Batista deixa claro que para o rei poder chegar ao seu povo, necessita de haver caminhos endireitados, caso contrário se torna impossível. Não é que o Senhor exija caminhos, mas como entrar em um coração fechado, em uma mente que não se abre para acolher novas idéias e para sempre deixar outras? Como acolher o outro se temos muros que impedem o acesso a nós?

Na Eucaristia celebramos o mundo da partilha, onde Deus e não o dinheiro é o Pai. O caminho é o da austeridade de vida e o da solidariedade. E isso com todos os bens que possuímos, desde os materiais até os espirituais, passando pelos psicológicos, os afetivos, os intelectuais. O sacrifícar-se pelo outro e até a própria liberdade se for o caso, faz parte dessa dinâmica, pois Eucaristia é o sacrifício da Vida, realizado pelo Amor, partilhada em favor de todos.

A segunda leitura nos ensina que essa acolhida será para todos os homens, sejam fracos ou fortes, sem preconceito algum. Mas ela também nos diz a necessidade de unirmos nossos sentimentos, a exemplo de Jesus Cristo.

Além disso é preciso criar raízes. Nos primeiros tempos da Evangelização do Brasil, os nosssos índios, após um tempo em que os missionários estavam contentes pelos aparentes frutos colhidos, voltavam aos antigos costumes, deixando com isso os missionários muito tristes com a falta de perseverança dos nativos. É necessário mudança radical!

Nesse segundo domingo peçamos ao Senhor que invada nosso coração e aplaine nossa afetividade, corrija nossos valores e derrube nossos muros. Que nossa vida, com toda sua riqueza seja colocada em favor da paz, da harmonia entre os homens. Que a paz e a beleza da noite de Natal, quando veio ao mundo o Príncipe da Paz, não seja impedida pelo nosso egoísmo, mas permitida pelo nosso querer e agir, pelo nosso coração. Advento/Natal é tempo de amar, tempo de mudar de vida para amar mais, em plenitude.

Nossa vocação é o Amor! Vivamos o Amor sem limites, sem empecilhos, sem barreiras, o Amor da Noite de Natal!

(CAS)

6 de dezembro de 2014 at 9:58 Deixe um comentário

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