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Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – A Parábola do Tesouro Escondido, da Pérola Preciosa e da Rede – São Mateus 13, 44- 52 – 27 de Julho

 

44. O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.

45. O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.

46. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.

47. O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie.

48. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta.

49. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos

50. e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes.

51. Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles.

52. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.

“Na Eucaristia encontramos o alimento da verdadeira sabedoria que nos conduz à salvação. Queremos realizar em nossa vida o projeto que Deus tem para nós e entrar na posse dos seus tesouros. Para isso, somos convidados a nos servir do antigo e do novo de modo que permaneçamos fiéis aos valores do seu Reino”. (Liturgia Diária)

 

Versículo 44: “O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo”.

O Catecismo (§543) ensina: “Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico é destinado a acolher os homens de todas as nações. Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus”.

“Jamais podemos esquecer-nos de que ganhamos mais do que perdemos ao renunciar a tudo para seguir a Deus. O anúncio do Evangelho está oculto neste mundo como um tesouro escondido, um tesouro inestimável”. (São João Crisóstomo)

Monsenhor José Maria disse assim: “Vender significa desfazer-se do que é seu. Para possuir o Reino dos Céus as pessoas deverão desfazer-se de si mesmas, dos valores falsos deste mundo, do apego aos bens materiais. Vale a pena vender tudo para possuir o tesouro do Reino!”

“A Palavra de Deus nos aponta o caminho da sabedoria para andar na justiça. Ela nos convida a participar da família destinada a ser imagem de Jesus, fazendo do tesouro do Reino o bem maior pelo qual procuramos viver”. (Liturgia Diária)

 

Versículos 45 e 46: “O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra”.

Padre Bantu disse que “no Evangelho de hoje somos convidados a contemplar duas realidades. Duas pérolas, uma de mais e outra de menos valor. A de grande valor é escondida com a máxima segurança para não ser descoberta por ninguém. O mais importante nelas é a focalização da opção radical pelo Reino da justiça, diante do qual vale a pena arriscar tudo, alegremente. Ambas mostram a atitude de alguém que vende tudo o que possui para conquistar o novo, algo de valor incalculável, o único valor absoluto”.

 

Do Versículo 47 ao 50: “O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes”.

Padre Bantu disse que “na sociedade convivem lado a lado “peixes bons” e “peixes ruins”. Quem lança a rede é Deus e só a Ele compete ordenar a triagem. O juízo constará de separação”.

O Catecismo (§681) ensina: “No dia do juízo, por ocasião do fim do mundo, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história”.

 

Versículo 51 e 52: “Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas”.

O Padre Bantu explicou: “Este “pai de família” sou eu, é você, quando fazemos uma opção radical por Jesus, a “pérola de grande valor”, o único Caminho, Verdade e Vida de todo e qualquer ser humano”.

Instruir-se nas coisas do Reino dos céus

“Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder de Deus e sua sabedoria, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. (São Jerônimo)

 

 

Conclusão

“Todos buscamos alguma coisa na vida. Não raro, porém, o que almejamos não é o melhor para nossa vida nem para a vida dos outros. À procura da felicidade, “vendemos” algo e apostamos naquilo que realmente parece propiciá-la. O Senhor nos dê muita sabedoria para buscarmos o verdadeiro tesouro que nos realiza como seres humanos”. (Liturgia Diária)

 

Oração

“Ó Deus de bondade, renovados por este encontro que nos ensinou um pouco mais sobre o Reino dos Céus anunciado por Jesus, queremos também com Ele nos comprometer. Fazei que a boa notícia do tesouro do Reino transforme a nossa vida à medida do vosso projeto, certos de que obteremos do vosso amor tudo o mais de que necessitamos. Dai-nos a alegria de ser seguidores de Vosso Filho. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

Dai-nos sabedoria para fazer a escolha certa na nossa vida. Queremos, Senhor, viver com o nosso olhar voltado para as coisas do seu Reino, que são eternas, e não as do mundo, que são passageiras. Ajudai-nos, a desapegar-nos daquilo que está impedido a salvação da nossa alma. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

21 de julho de 2014 at 9:20 Deixe um comentário

O joio e o Trigo

 

A-semente-do-amor-cresce-em-meu-coração!-Face

O mais importante é aprender a permanecer na graça de Deus, permanecer na graça que recebemos. O mundo é mal educado, mas Jesus é muito educado e não arromba a porta do coração de ninguém. Ele pede que aceitemos o seu amor e assim entra no nosso coração na medida em que dizemos sim. Então diga: “Senhor Jesus eu te aceito na minha vida, eu abro a porta aqui do meu coração e ponho a minha mão no meu coração para com este gesto eu também me ajudar, eu abro a porta do meu coração entra Jesus na minha vida, eu te quero e sei que Tu me amas como sou, pode vir, pode entrar na minha vida.

Jesus é muito educado, o mal não, ele invade a vida da gente, se aproveita de nossas quedas e da nossa inclinação ao pecado.

Nós recebemos muitas graças, mas o mais importante que receber as graças é permanecer é ser fiel todos os dias. E não podemos nos enganar, pois estamos em um mundo que não quer Deus, e se você se sente remando contra a maré, se você se sente assim, considere-se o cristão mais normal do mundo e quem não se sente assim é preciso rever-se como cristão.

É como aquela música: “ Procuro abrigo nos corações, de porta em porta desejo entrar, se alguém me acolhe com gratidão faremos juntos a refeição”.

Eu vou lhe indicar sete pontos para permanecer na graça de Deus:

Primeiro ponto: A vida espiritual. Não deixe a oração para depois. Não diga vou rezar depois. Coloque a oração como mais importante. Ficar a sós com Deus que continua cantando que procura abrigo nos corações. A oração tem que estar em primeiro lugar. Orar é parar para estar com Deus, é colocar a oração acima de tudo. Não deixe que paire na sua cabeça de que aquilo que Deus te deu é só isso, não, porque Ele tem muito mais para você.

Segundo: Amizades verdadeiras: Escolha bem as suas amizades, não despreze ninguém a sua volta, mas preste atenção com quem você anda, são pessoas que te constroem? Nós precisamos de amizades verdadeiras que nos levem a compreender a ação de Deus na nossa vida.

É preciso andar com quem constrói em você a novidade de Deus. Não ande com quem não lhe constrói. Agora o que vamos fazer com as pessoas que estão ao nosso lado? Partilhar com o outro pedindo que a pessoa te ajude a ser mais de Deus, que ela te ajude a não ter mais os comportamentos que não são coerentes. Se não somos sinceros um com o outro então não é amizade.

Quem tem que fazer a escolha é você que recebeu as graças, porque o mais importante é permanecer na graça.

Terceiro: Tenha metas: Que tipo de pessoa você decide ser? Madre Tereza de Calcutá dizia: “Não importam as circunstancias, nem se ninguém vai me compreender, eu vou seguir em frente, porque eu vou me transformar na pessoa que eu me decidi ser.

Depois das graças recebidas qual é a sua meta. Uma meta que diz respeito a você? Um convite, é um convite de Nosso Senhor, é para que você seja santo, mas que você o seja em todos os aspectos.

Escreva sobre as suas metas, é claro que a nossa meta é o céu, mas qual é a meta na sua família? É perdoar? É sorrir? Porque talvez você já não de nenhum sorriso há muito tempo. Talvez a sua meta seja não reclamar mais, e você terá que reunir todas as forças para não reclamar.

Não brinquemos com a graça que recebemos. Foi Deus que te ama, quem derramou sobre você essas graças e a gente não brinca com quem nos ama.

É preciso se confessar. Não construa coisas novas em cima das máscaras. Deus te ama então não tenha medo de tirar as máscaras. Deus vê o coração sonda com compaixão, pois Deus só sabe amar você.

Quarto ponto: Você tem que ter quem te conhece de verdade. Estamos em um mundo de muitas mentiras, um mundo de aparências. É preciso ter alguém com quem você se encontre, e que você pode falar tudo. Pode ser um diretor espiritual ou um amigo. .

Nosso Senhor não constrói nada sobre os escombros, Ele quer fazer tudo novo. É preciso eleger uma pessoa e dizer a ela(e): meu amigo eu quero contar tudo para você o que está se passando comigo, coisas da minha alma.

Você precisa ser quem você é, por causa da graça que você recebeu, e porque você não quer entrar nessa onda de viver de aparências e por isso você precisa ter alguém que te conhece mesmo, de verdade.

Quinto ponto: Viver em atitude de vigilância. O que precisamos vigiar? O que você quer de fato? Eu quero ser de Deus. Então vigie naquilo que te rouba de Deus, aquilo que te leva ao pecado.

Vigiar para que o mal não se aproxime. Você tem todo o direito de pedir a Nosso Senhor, então peça agora: “Meu Deus me livra da tentação que me derruba, me livra da tentação que me faz cair, porque eu não tenho forças. Livra me Senhor do mal que domina o meu jeito de falar.

Viver assim é muito duro, mas é assim que um cristão vive. É assim mesmo, nós ainda não estamos no céu, mas nós vamos para lá em uma atitude de vigilância, e por isso recebemos tanta graça de Deus. É por causa da vontade de Deus, por causa dos seus desígnios, que eu aqui estou, mas eu sou igualzinho a você, então por isso preciso vigiar sempre.

Santo Agostinho diz que o cristão que não controla a boca, não consegue controlar mais nada. Jesus não está brincando conosco e o tempo está passando rápido.

Sexto ponto: Colocar-se a serviço do próximo. Você precisa ter um apostolado, este é o remédio contra todo o egoismo. Porque a graça que Deus deu, ela não é só para você, ela é tão grande que deve crescer em você e transbordar para o outro. Já não perguntamos mais como o outro está com medo que ele diga que não está bem e aí você ter que ouvir, e você está sem tempo. Isso não é ser cristão.

Quem não sabe fazer coisas ao outro, nunca vai saber se dar ao outro, porque ficamos com medo de entregar o nosso olhar ao outro. Quando é que vamos ser capazes de fazer da nossa vida um serviço?, De dar o nosso rosto e poder chegarmos a ser como Jesus? Você precisa servir alguém. Mate de amor aquele que está ao seu lado! Quem sabe dando um copo d’água.

Sétimo ponto: Tenha paciência consigo mesmo e com os outros. È isso mesmo. Sabe porque? Nem tudo acontece de uma só vez. A vida do cristão é um cai e levanta, então tenha paciência com você e com os outros.

Jesus está dizendo aqui nesta parábola (ver: São Mateus 13,24)como o reino de Deus se estabelece aqui dentro de mim e de você e São Paulo nos explica, sobre as lutas que vivemos dentro de nós. Por isso monsenhor Jonas nos fala tanto: Aguenta firme meu filho!

Porque temos tanta coisa boa mas dentro de nós cresce trigo e também o joio, então tenha paciência, porque muitas vezes temos vontade de arrancar tudo, não faça isso. Tenha paciência, porque nosso Senhor vai voltar e os anjos vão separar o joio do trigo de dentro de nós.

O trigo quanto mais cresce, mais ele floresce, e ele se dobra, agora o joio não se dobra. Esta luta dentro de nós deve nos levar a adoração ao Santíssimo Sacramento para nos dobrar diante de nosso Senhor Jesus Cristo.

Se vivermos um desses sete pontos buscando a perfeição, com certeza nós vamos nos santificar. Abra-se pois Jesus quer se revelar a você!

Ricardo Sá
http://www.cancaonova.com

 

19 de julho de 2014 at 8:53 Deixe um comentário

Reflexão para o XVI Domingo do Tempo Comum

 

2014-07-19 Rádio Vaticana

 
Cidade do Vaticano (RV) – A demora na realização das promessas de Deus possibilita aos discípulos e a nós, entrarmos em crise. Percebendo essa situação, Jesus conta para eles e para nós, a parábola das sementes.
A Palavra de Deus é, em si mesma, boa e, se bem apresentada, produzirá muitos frutos; mas isso não depende só da Palavra; depende também das diversas situações em que se encontra o terreno onde ela é depositada, isto é, das diversas respostas.A Palavra é oferecida e exatamente por ser oferecida, conserva em si todo o risco da negligência, do descaso, da não aceitação, da oposição.
De acordo com a parábola, ela poderá ser comida pelos pássaros, poderá cair entre as pedras e não criar raízes e, finalmente, poderá cair entre os espinhos e morrer sufocada.Vamos refletir sobre cada um desses alertas feitos por Jesus. O primeiro se refere à semente que pode ser ciscada pelos pássaros. É o nosso medo do sofrimento, em relação ao caminho da cruz, tantas vezes abordado por Jesus e a busca incessante de realizações, de êxito. É como aquela pessoa que vê na possibilidade de exercer um serviço eclesial, como uma ocasião de prestígio, de ter status.
A semente que caiu entre as pedras e não criou raízes, representa aqueles que só externamente aceitaram a Palavra. Ela não foi aceita com profundidade. Teme-se que a adesão a Cristo seja ocasião de constrangimento, de envergonhar-se.A que caiu entre os espinhos é a semente sufocada, imagem de muitíssimos cristãos. As preocupações da vida presente, a atração exercida pelo ter, pelo poder, pelo possuir, pelo ganhar se impõem, são obstáculos para o acolhimento da Palavra.
A Palavra não é ineficaz, mas falta o acolhimento. A Palavra se adapta às condições do terreno, ou melhor, aceita as respostas que o terreno dá e que com freqüência são negativas. É necessário preparar o terreno, os corações, para que percam o endurecimento causado pelos ídolos das ideologias, do consumismo, do dinheiro, do prazer, das demais riquezas.Se o terreno, se os corações forem trabalhados pela simplicidade, pela autenticidade, pela educação libertadora daqueles ídolos, a Palavra descerá qual chuva fina, penetrando a terra e fazendo a semente frutificar.
(CAS)

19 de julho de 2014 at 8:37 Deixe um comentário

A confissão comunitária

 

 

confissaoO catecismo ensina que: “Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação com Confissão e absolvição gerais.” Esta necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de morte sem que o ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir a Confissão de cada penitente. A necessidade grave pode também se apresentar quando, tendo-se em vista o número dos penitentes, não havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso os fiéis devem ter, para a validade da absolvição, o propósito de confessar individualmente seus pecados no devido tempo (CDC, cân. 962,1).

Cabe ao Bispo diocesano julgar se os requisitos para a absolvição geral existem (CDC, cân. 961). Um grande concurso de fiéis por ocasião das grandes festas ou de peregrinação não constitui caso de tal necessidade grave (CDC, cân. 961,1) (S1483).

Portanto, a Confissão comunitária só deve ser realizada em casos extraordinários, e assim mesmo, os que receberam esta absolvição ficam obrigados a uma Confissão auricular (com o sacerdote) tão logo seja possível. O Vaticano tem chamado a atenção para os abusos que tem se realizado sobre isto.

No dia 07 de novembro de 2006, o Papa falou da Confissão Comunitária e pediu aos sacerdotes para observar rigorosamente as normas da Igreja sobre o Sacramento da Penitência, em particular as que afetam à absolvição coletiva.

Ao constatar “a crise do Sacramento da Reconciliação” o Papa convidou os Bispos da Suíça, em visita ad limina apostolorum “a relançar em vossas dioceses uma pastoral penitencial que estimule a Confissão individual”.

O Papa disse “Pedi a vossos sacerdotes que sejam confessores assíduos, oferecendo generosamente aos fiéis horários apropriados para a Confissão pessoal; estimulai-os para que eles mesmos se aproximem com frequência deste Sacramento”.

cpa_como_confessar“Exortai os fiéis a aproximar-se regularmente do Sacramento da Penitência, que permite descobrir o dom da misericórdia de Deus e que leva a ser misericordioso com os outros, como Ele”.

A Confissão “ajuda a formar a consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixar-se curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito”. O Papa convidou os sacerdotes “a observar rigorosamente as normas da Igreja sobre a absolvição coletiva”, “que exigem situações verdadeiramente excepcionais para recorrer a esta forma extraordinária do Sacramento da Penitência”.

Estas normas, recordou, são apresentadas pelo “Motu próprio” “Misericórdia Dei”, Publicado por João Paulo II em 7 de abril de 2002.

Segundo este documento, a “absolvição geral” ou “coletiva” tem um caráter de “excepcionalidade” e  não pode enviar-se com caráter geral, a não ser que se deem duas condições.

Retirado do livro “Penitência”- Coleção Sacramentos- Ed. Canção Nova

Fonte: Site Cleofas

18 de julho de 2014 at 8:47 Deixe um comentário

Cardeal Parolin: “os imigrantes são muitas vezes o rosto sofredor de Cristo”

 

2014-07-16 Rádio Vaticana

Cidade do México (RV) – “Os imigrantes são muitas vezes o rosto sofredor de Cristo” em nossos dias. Foi o que afirmou o Secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin na sua homilia durante a Santa Missa celebrada nesta terça-feira no Santuário de Guadalupe. O purpurado viajou ao México para discutir questões relacionadas com a emigração e nesta terça-feira participou de um Seminário sobre estas realidades.
“Aprendamos com a Virgem a seguir Jesus, seja nos momentos de tranquilidade, seja durante as provações”. Foi o convite que o Cardeal Parolin dirigiu no Santuário de Guadalupe. No centro da sua homilia a figura de Maria que vai visitar Isabel, assim como o índio Juan Diego que correu até o bispo com o seu manto cheio de flores de Castilla e sobre o qual apareceu milagrosamente impressa a imagem da Virgem de Guadalupe. Peçamos a Maria, “para nos dar Cristo” e “aceitemos em nossos corações a vontade de Deus”, exortou o cardeal.
“A Igreja aprendeu com Maria que a verdadeira evangelização consiste em proclamar a grandeza do Senhor”. “N’Ela – prosseguiu -, podemos ver a maneira com a qual a Igreja está presente, com a luz do Evangelho, na vida dos povos, nas transformações sociais, econômicas e políticas”. “Nossa Senhora de Guadalupe é o modelo de uma Igreja peregrina”, que não busca a si mesma, que caminha com o seu povo e não quer ficar de fora de seus desafios, de seus projetos, de seus sofrimentos e esperanças.
Em seguida o purpurado recordou aos bispos que o compromisso assumido para regenerar a convivência nacional e o diálogo com diferentes agentes sociais é uma oportunidade propícia para promover os valores e as raízes cristãs, a fim de construir uma sociedade mais solidária, baseada na cultura do encontro, do respeito absoluto pela vida humana, e promover a compreensão mútua. O cardeal pediu em seguida para que todos fizessem uma intenção particular, na oração, a Maria, pelos imigrantes.
Disse ainda que participou do Seminário que se realizou sobre este aspecto da mobilidade humana para avançar na defesa de pessoas que, à procura de trabalho ou de melhores condições de vida, são forçadas a abandonar suas casas e não raro são vítimas de um modelo econômico excludente, que não coloca ao centro a pessoa humana. Enfim afirmou, “se por um lado cada vez mais se abrem as fronteiras para o comércio, para o dinheiro, para as novas tecnologias, por outro lado, as pessoas sofrem várias restrições, violações e abusos, permanecendo em situações de vulnerabilidade”. “Os imigrantes – concluiu -, são muitas vezes o rosto sofredor de Cristo” em nossos dias, que comovem o coração de sua Mãe.
O Secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, chegou domingo à tarde ao México para discutir os temas relacionados ao fenômeno da emigração. A finalidade, segundo uma nota oficial do governo mexicano, é buscar coordenar um programa comum, entre governo e Santa Sé, sobre esta realidade dramática.
O Card. Parolin foi convidado pelo Presidente Peña Nieto durante a visita oficial ao Vaticano em junho passado. A visita é especialmente importante porque coincide com a crise humanitária em andamento, que envolve milhares de crianças emigrantes sós em viagem rumo aos Estados Unidos. Todos os países da América Central estão envolvidos neste êxodo forçado, e também a Igreja Católica está na linha de frente porque quase todos os albergues para os migrantes no México são administrados pelos católicos. O México e a Santa Sé estabeleceram relações diplomáticas em 1992 e trabalham em parceria sobre várias questões de interesse comum, com base no respeito recíproco. (SP)

16 de julho de 2014 at 9:12 Deixe um comentário

Início do Tratado de Santo Ambrósio, bispo, «Sobre os Mistérios» – Catequese sobre os ritos pré-batismais

Todos os dias vos temos dado instruções morais, quando líamos a história dos Patriarcas ou os ensinamentos dos Provérbios, a fim de que, formados e instruídos por eles, vos habituásseis a seguir o caminho dos antepassados e a obedecer aos oráculos divinos, de modo que, renovados pelo Baptismo, vos comporteis na vida como convém à nova condição de baptizados.

Agora chegou o tempo de vos falar sobre os mistérios e explicar o sentido dos sacramentos. Se fizéssemos esta explicação antes do Baptismo, quando não tínheis sido ainda iniciados, seria certamente uma exposição prematura e não benéfica. Além disso, a luz dos mistérios penetra mais profundamente os que a recebem de surpresa, do que se a tivesse precedido uma sumária explicação.
Abri, portanto, os ouvidos e aspirai o bom odor da vida eterna, derramado sobre vós pelo dom dos sacramentos. Já vo-lo demos a entender quando celebrámos o mistério da abertura dos ouvidos, dizendo: «Effetha», que quer dizer: «Abre-te», para que cada um de vós, ao aproximar-se da graça do Baptismo, entendesse o que se lhe perguntava e recordasse o que devia responder. Este mesmo mistério foi celebrado por Cristo, como lemos no Evangelho, ao curar o surdo-mudo.

Depois disto abriram-se para ti as portas do Santo dos Santos e entraste no santuário da regeneração. Recorda o que te foi perguntado, reflecte sobre aquilo que respondeste. Renunciaste ao demónio e às suas obras, ao mundo e aos seus prazeres pecaminosos. […] Tendo entrado para ver o teu adversário, a quem decidiste renunciar com a tua boca, voltaste-te para o Oriente, pois quem renuncia ao demónio volta-se para Cristo e fixa n’Ele o seu olhar.

15 de julho de 2014 at 8:07 Deixe um comentário

Décimo Sexto Domingo do Tempo Comum – A Parábola do Joio e do Trigo – São Mateus 13, 24-43 – Dia 20 de Julho

 

24. Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.

25. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.

26. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.

27. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: – Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?

28. Disse-lhes ele: – Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: – Queres que vamos e o arranquemos?

29. – Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.

30. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.

31. Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.

32. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.

33. Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.

34. Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava,

35. para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2).

36. Então despediu a multidão. Em seguida, entrou de novo na casa e seus discípulos agruparam-se ao redor dele para perguntar-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo.

37. Jesus respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem.

38. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno.

39. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos.

40. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo.

41. O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal 

42. e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.

43. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça.

 

 

Dos versículos 24 a 30: “Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: – Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio? Disse-lhes ele: – Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: – Queres que vamos e o arranquemos? Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro”.

A Parábola do Joio e do Trigo

“Ó Deus de paciência, vós sois justos e julgais com justiça nossos atos. Hoje refletimos sobre as palavras de Jesus que nos ensinam a ser pacientes e perseverantes no bem e na construção do vosso reino. Ajudai-nos a ser tolerantes com nossos irmãos e, assim, ver antes o bem em cada um. Fazei que saibamos aceitar nossos limites e os de nossos irmãos, assim como vosso Filho soube reconhecer o valor de cada pessoa. Por Cristo, nosso Senhor”. (Liturgia Diária)

O Padre Bantu explicou: “O Evangelho nos apresenta uma situação conhecida por todos os agricultores, isso é, joio e trigo crescem juntos. É claro que a meta de todo agricultor é que em sua plantação só existam pés de trigo, contudo, isso não elimina as plantas nativas e consideradas sem interesse produtivo. Ao mencionar esse fato Jesus retoma o cotidiano e as pessoas já começavam a se perguntar o que ou quem seria semelhante ao trigo ou ao joio. A mistura entre joio e trigo não é ‘natural’, pois o agricultor não plantou joio”.

O Papa Francisco disse: “O grão crescia, mas crescia também o joio semeado pelo inimigo. E assim também a tentação, cresce, cresce, cresce. E se não a bloqueamos, invade tudo». Depois vem o contágio. A tentação «cresce mas não gosta da solidão»; portanto «procura companhia, contagia outro e assim acumula pessoas».

“Fonte e Ápice da vida cristã, a Eucaristia nos proporciona a experiência da benevolência e fidelidade de Deus. Nesta celebração, o Senhor paciente e misericordioso vem em nosso auxílio com seu Espírito, para que o joio em nosso meio não nos desanime da construção do seu reino”. (Liturgia Diária)

São João Crisóstomo ensinou: “Consideremos agora o zelo dos servos. Eles querem retirar o joio imediatamente, sem refletir, o que nos mostra a sua preocupação com a sementeira. Eles só querem uma coisa: não desejam vingar-se de quem semeou o joio, mas salvar a colheita, razão pela qual pensam como arrancar todo o mal… Quem sabe se uma parte desse joio não se transforma em trigo? Então, se o arrancarem agora, a próxima colheita será afetada, pois arrancarão aqueles que poderiam transformar-se e tornar-se melhores.”.

Não Julgar e condenar de forma precipitada

“Aprendamos de Deus a ter paciência e compreensão e não julgar e condenar de forma precipitada”. (Liturgia Diária)

O Catecismo (§827) ensina que “todos os membros da Igreja, inclusive seus ministros, devem reconhecer-se pecadores. Em todos eles o joio do pecado continua ainda mesclado ao trigo do Evangelho até o fim dos tempos. A Igreja reúne, portanto, pecadores alcançados pela salvação de Cristo, mas ainda em via de santificação”.

São João Paulo II explicou: “Inspirando-vos na parábola do trigo e do joio (Mt 13, 24-30), auxiliai-os a fazer com que o diálogo construtivo e a caridade que edifica prevaleçam continuamente sobre a crítica destruidora. É necessário sempre e em toda a parte um compromisso coerente, para que a fé atue por meio da caridade (Gl 5, 6) e os seus benefícios tenham em vista o bem de todos, de modo particular dos pobres e dos marginalizados”.

 

Dos Versículos 31 a 32: “Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos”.

A Parábola do Grão de Mostarda

São Pedro Crisólogo disse: “Cristo semeou, pois, o grão de mostarda no seu jardim. A semente criou raízes quando Ele prometeu o seu Reino aos patriarcas, germinou com os profetas, cresceu com os Apóstolos e tornou-se a árvore imensa que estende os seus longos ramos sobre a Igreja, e lhe prodiga os seus dons”.

Padre Bantu disse assim: “O grão de mostarda que Jesus tinha em mente era, provavelmente, a mostarda preta, uma árvore que cresce até uma altura de aproximadamente cinco metros. Entre os rabinos, um “grão de mostarda” era uma expressão comum para qualquer coisa muito pequena. Era uma verdadeira maravilha que uma árvore bastante grande – para que as aves repousassem em seus ramos – pudesse sair de uma semente tão pequena”.

São Cirilo de Jerusalém: “Como o grão de mostarda, tão pequenino, possui uma força de fogo, e semeado em estreito pedaço de terra produz grandes ramos, que depois de crescidos podem dar sombra às aves do céu, assim também, num abrir e fechar de olhos, a fé realiza as maiores coisas na pessoa”.

O Catecismo (§543) ensina: “Todos os homens são chamados a entrar no Reino… a palavra do Senhor é comparada à semente semeada no campo: os que a ouvem com fé e são contados no número da pequena grei de Cristo receberam o próprio Reino; depois, por sua própria força, a semente germina e cresce até o tempo da messe”.

 

Dos versículos 33 a 35: “Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa. Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava, para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2)”.

A Parábola do Fermento

São João Crisóstomo explicou: “É Cristo que dá ao fermento o poder que ele tem: Ele misturou na multidão aqueles que tinham fé n’Ele, para que comuniquemos os nossos conhecimentos uns aos outros. Não Lhe censuremos, pois, o pequeno número dos Seus discípulos, pois o poder da mensagem é enorme; e, quando a massa tiver fermentado, tornar-se-á fermento para o resto”.

O Papa Francisco disse que nós temos “a missão de levar ao mundo a esperança e a salvação de Deus: ser sinal do amor de Deus que chama todos à amizade com Ele; ser fermento que faz levedar toda a massa, sal que dá sabor e que preserva da corrupção, ser luz que ilumina. Ao nosso redor, é suficiente ler um jornal — como eu disse — para ver que a presença do mal existe, que o Diabo age. Mas gostaria de dizer em voz alta: Deus é mais forte!”

São Cirilo de Jerusalém: ela se disse: Se tivésseis fé como um grão de mostarda(Mt 17,20). Como o grão de mostarda, tão pequenino, possui uma força de fogo, e semeado em estreito pedaço de terra produz grandes ramos, que depois de crescidos podem dar sombra às aves do céu, assim também, num abrir e fechar de olhos, a fé realiza as maiores coisas na pessoa. Porque lhe dá uma ideia sobre Deus e o vê tanto quanto é capaz, inundada pela luz da fé. Percorre os confins da terra; e antes da consumação do mundo, já prevê o juízo e a entrega das recompensas prometidas”.

Padre Bantu ensinou: “A parábola do fermento mostra o modo penetrante pelo qual o Reino influencia tudo o que toca. Quando o fermento do Reino está em nossos corações, colegas de trabalho ou da escola perceberão a influência transformadora proveniente desse fermento em nossa vida”.

O Catecismo (§2832) ensina: “Como o fermento na massa, a novidade do Reino deve elevar o mundo pelo Espírito de Cristo. Deve manifestar-se pela instauração da justiça nas relações pessoais e sociais, econômicas e internacionais, sem jamais esquecer que não existe estrutura justa sem seres humanos que queiram ser justos”.

 

Dos versículo 36 a 43: “Então despediu a multidão. Em seguida, entrou de novo na casa e seus discípulos agruparam-se ao redor dele para perguntar-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo. Jesus respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo. O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça”.

A colheita é o fim do mundo

São João Paulo II disse que a parábola evangélica da boa semente e do joio (Mt 13, 24-30. 36-43) ensina que apenas a Deus compete separar os filhos do Reino e os filhos do Maligno, e que o julgamento terá lugar no fim dos tempos. Pretendendo antecipar o juízo para agora, o homem substitui-se a Deus e opõe-se à sua paciência”.

O Catecismo (§681) ensina: “No dia do juízo, por ocasião do fim do mundo, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história”.

 

Conclusão

A Palavra diz: “Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”. (Mt 25, 31-34)

Oração

 Dai-nos, Senhor, misericórdia e paciência para aguardar o tempo da mudança das pessoas que nos são próximas, como vós mesmos aguardastes pelo nosso retorno aos vossos braços. Obrigada, Senhor, porque esperastes tanto tempo por nós! Mas o vosso olhar nunca se afastou de nós. E aguardastes carinhosamente, perdoando infinitas vezes as nossas atitudes más! Vós sois Deus bom e amoroso! 

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14 de julho de 2014 at 9:53 Deixe um comentário

Sobre as Eleições – os Bispos do Brasil

 

2014-07-11 Rádio Vaticana

Porto Alegre (RV) – “Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014”. Este é o título da nota emitida pelos bispos do Brasil para o processo eleitoral deste ano. Até o momento, a mensagem não recebeu destaque na imprensa. No entanto, o conteúdo da mesma oferece orientações e indicações para o necessário discernimento neste momento importante de nossa vida nacional.

A nota quer recordar que é responsabilidade de todo cidadão participar conscientemente da escolha de seus representantes. O envolvimento e a participação consciente neste processo de escolha de homens e mulheres para os cargos eletivos é o caminho para o autêntico serviço de cidadania, expressão privilegiada de civilidade e de envolvimento direto na tarefa de construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
No Brasil, há um certo ar de desencanto com a atividade política. Isso preocupa. A coisa pública não pode servir de “balcão” de negócios ou para interesses particulares. Os níveis de corrupção no Brasil têm o “privilégio” de estarem entre os mais altos do mundo. Os bens da coletividade, fruto da colaboração dos que realmente trabalham e anseiam pela construção de um país onde a renda seja honestamente distribuída, não podem ser barganhados como se fossem particulares. Por isso, os cidadãos que possuem pendências com a Justiça não podem ter a pretensão de ser representantes do povo, não têm o direito de serem alçados aos altos postos da república. A atividade política é uma das mais altas expressões do ser humano, enquanto destinado a viver em comunidade. Pressupõe o envolvimento direto de pessoas distintas e verdadeiramente orientadas pelo bem da coletividade. A atividade política não pode estar orientada por conchavos e negociações espúrias.

Há o desejo de que as políticas públicas estejam realmente comprometidas com os interesses da população. Não basta somente o voto. Sente-se a urgência de um acompanhamento sério da atividade política. Os eleitores devem cultivar a atitude de fiscalização e vigilância em relação aos mesmos. Urge o cultivo do diálogo entre candidatos e votantes, eleitos e eleitores; diálogo capaz de encontrar indicações para a consolidação de uma cidadania inclusiva, a fim de que todos possam verdadeiramente participar e exercer democraticamente o poder político. O poder político não é algo próprio de uma “casta”; é algo que pertence ao povo.
A ética deve pautar a ação política. A preocupação primeira dos que assumem cargos públicos deve ser a defesa, conservação e promoção da vida. Por isso, o eleitor consciente deve conhecer o passado de seu candidato e averiguar se o discurso e a prática por ele apresentados se conformam aos valores da ética e do bem comum. Trata-se de um grande desafio, pois não estamos habituados a acompanhar de perto a atividade da classe política. Embora haja setores, grupos que promovam a ideia de que a atividade política seja coisa suja, indigna, própria de alguns poucos “privilegiados”, não se pode permanecer em silêncio diante de irregularidades de qualquer ordem. O silêncio e a omissão também são responsáveis pela deterioração da democracia!
Para os cristãos, a atividade política está orientada pela fé e pelo amor cristão. Afinal, já disse o Papa Francisco: “Ninguém pode exigir que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocuparmos com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciarmos sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos. Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a Terra um pouco melhor depois de nossa passagem por ela”.
+ Dom Jaime Spengler
Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre

11 de julho de 2014 at 8:32 Deixe um comentário

Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum – Parábola do Semeador – São Mateus 13, 1-23 – 13 de Julho

Bíblia_4

1. Naquele dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago.

2. Acercou-se dele, porém, uma tal multidão, que precisou entrar numa barca. Nela se assentou, enquanto a multidão ficava à margem.

3. E seus discursos foram uma série de parábolas.

4. Disse ele: Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram.

5. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda.

6. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes.

7. Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram.

8. Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um.

9. Aquele que tem ouvidos, ouça.

10. Os discípulos aproximaram-se dele, então, para dizer-lhe: Por que lhes falas em parábolas?

11. Respondeu Jesus: Porque a vós é dado compreender os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não.

12. Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem.

13. Eis por que lhes falo em parábolas: para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não ouçam nem compreendam.

14. Assim se cumpre para eles o que foi dito pelo profeta Isaías: Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não vereis,

15. porque o coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare (Is 6,9s).

16. Mas, quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem!

17. Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram.

18. Ouvi, pois, o sentido da parábola do semeador:

19. quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho.

20. O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida,

21. mas não tem raízes, é inconstante: sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda.

22. O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa.

23. A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um.

 

E seus discursos foram uma série de Parábolas

O Catecismo (§546) ensina: “ Jesus convida a entrar no Reino por meio das parábolas, traço típico de seu ensinamento. Por elas, convida ao festim do Reino, mas exige também uma opção radical: para adquirir o Reino é preciso dar tudo; as palavras não bastam, são necessários atos As parábolas são como espelhos para o homem: este acolhe a palavra como um solo duro ou como uma terra boa? Que faz ele dos talentos recebidos? Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no coração das parábolas”.

Eis outras PARÁBOLAS ENSINADAS POR JESUS: A DO GRÃO DE MOSTARDA (MC 4,30-32); A PARÁBOLA DOS TALENTOS (MT 25, 14-30); A PARÁBOLA DOS OPERÁRIOS DA VINHA ( MT 20, 1-16)…

 

SAIU O SEMEADOR A SEMEAR

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY  DISSE ASSIM: “O SEMEADOR É O PRÓPRIO DEUS, QUE COMEÇOU A TRABALHAR PELA NOSSA SALVAÇÃO DESDE O INÍCIO DO MUNDO, ENVIANDO-NOS OS SEUS PROFETAS ANTES DA VINDA DO MESSIAS, PARA NOS ENSINAR O QUE ERA NECESSÁRIO PARA SERMOS SALVOS; E NÃO SE CONTENTOU EM ENVIAR OS SEUS SERVOS, VEIO ELE MESMO TRAÇAR-NOS O CAMINHO QUE DEVEMOS TOMAR, VEIO ANUNCIAR-NOS A PALAVRA SANTA”.

O PAPA EMÉRITO BENTO XVI DISSE: “COM ABUNDÂNCIA E GRATUIDADE, O SENHOR LANÇA A SEMENTE DA PALAVRA DE DEUS, MESMO CONSCIENTE DE QUE ELA PODERÁ ENCONTRAR UM TERRENO INADEQUADO, QUE NÃO LHE PERMITIRÁ AMADURECER POR CAUSA DA ARIDEZ, OU QUE APAGARÁ A SUA FORÇA VITAL, SUFOCANDO-A NO MEIO DOS ARBUSTOS ESPINHOSOS. NO ENTANTO, O SEMEADOR NÃO DESANIMA, PORQUE SABE QUE UMA PARTE DESTA SEMENTE ESTÁ DESTINADA A ENCONTRAR O “TERRENO BOM”.

SÃO JOÃO PAULO II DISSE: “A SEMENTE É O GERME DE VIDA. ELA ENCERRA EM SI TODA A PLANTA. ESCONDE A ESPIGA PARA A MESSE E PARA O FUTURO PÃO. O VERBO DE DEUS É ESSA SEMENTE PARA AS ALMAS HUMANAS. O SEMEADOR DELA É CRISTO. PEÇAMOS QUE DA SEMENTE DA PALAVRA DE CRISTO NASÇA EM NÓS DE NOVO ESTA VIDA, À QUAL O HOMEM É CHAMADO EM CRISTO. CHAMADO “LÁ DE CIMA”.

 

UMA PARTE CAIU À BEIRA DO CAMINHO, E VIERAM AS AVES E A COMERAM

SÃO JOÃO PAULO II EXPLICOU: “O MALIGNO CAMINHA COM FREQUÊNCIA AO LONGO DESTE PERCURSO, EMPENHANDO-SE EM IMPEDIR QUE A SEMENTE GERMINE NO CORAÇÃO DOS HOMENS”.

PAPA FRANCISCO DISSE: “QUE TIPO DE TERRENO SOMOS, QUE TIPO DE TERRENO QUEREMOS SER? QUEM SABE SE, ÀS VEZES, SOMOS COMO O CAMINHO: ESCUTAMOS O SENHOR, MAS NA NOSSA VIDA NÃO MUDA NADA, POIS NOS DEIXAMOS ATURDIR POR TANTOS APELOS SUPERFICIAIS QUE ESCUTAMOS”. (JULHO DE 2013)

 

OUTRA PARTE CAIU NO PEDREGULHO, ONDE NÃO HAVIA MUITA TERRA

SÃO JOÃO PAULO II DISSE QUE “A SEMENTE SEM RAÍZES DESCREVE A SITUAÇÃO NA QUAL A PALAVRA É ACEITA APENAS EXTERIORMENTE, SEM AQUELA PROFUNDIDADE DE ADESÃO A CRISTO E SEM AQUELE AMOR PESSOAL POR ELE ( CL 2, 7) QUE SÃO OS ÚNICOS QUE PERMITEM CONSERVÁ-LO”.

PAPA FRANCISCO DISSE QUE QUANDO “O TERRENO PEDREGOSO: ACOLHEMOS JESUS COM ENTUSIASMO, MAS SOMOS INCONSTANTES; DIANTE DAS DIFICULDADES, NÃO TEMOS A CORAGEM DE IR CONTRA A CORRENTE”. (JULHO DE 2014)

SÃO JOÃO PAULO II DISSE QUE “SÓ O ESPÍRITO SANTO, QUE REGA O QUE É ÁRIDO E ABRANDA O QUE ESTÁ ENDURECIDO, PODE ARROTEAR SEMELHANTE TERRENO E TORNÁ-LO FECUNDO, PARA QUE O VERBO DE DEUS POSSA LANÇAR NELE AS SUAS RAÍZES”.

A PALAVRA DIZ: “DAR-VOS-EI UM CORAÇÃO NOVO E EM VÓS POREI UM ESPÍRITO NOVO; TIRAR-VOS-EI DO PEITO O CORAÇÃO DE PEDRA E DAR-VOS-EI UM CORAÇÃO DE CARNE. DENTRO DE VÓS METEREI MEU ESPÍRITO, FAZENDO COM QUE OBEDEÇAIS ÀS MINHAS LEIS E SIGAIS E OBSERVEIS OS MEUS PRECEITOS”. (EZ 36, 26-27)

 

OUTRA PARTE CAIU ENTRE OS ESPINHOS

PAPA FRANCISCO PERGUNTOU: SERÁ QUE “SOMOS COMO O TERRENO COM OS ESPINHOS: AS COISAS, AS PAIXÕES NEGATIVAS SUFOCAM EM NÓS AS PALAVRAS DO SENHOR (CF. MT 13, 18-22). EM MEU CORAÇÃO, TENHO O HÁBITO DE JOGAR EM DOIS PAPÉIS: FAZER BELA FIGURA COM DEUS E FAZER BELA FIGURA COM O DIABO? O HÁBITO DE QUERER RECEBER A SEMENTE DE JESUS E, AO MESMO TEMPO, IRRIGAR OS ESPINHOS E AS ERVAS DANINHAS QUE NASCEM NO MEU CORAÇÃO?” (JULHO DE 2013)

SANTO AGOSTINHO: “ARRANQUEMOS OS ESPINHOS, PREPAREMOS O TERRENO, RECEBAMOS A SEMENTE, AGUENTEMOS ATÉ A COLHEITA, ASPIREMOS A SER ARRECADADOS NOS CELEIROS”.

 

OUTRA CAIU EM TERRA BOA E DEU FRUTO

“JESUS, NA PARÁBOLA, COMUNICA A BOA NOTÍCIA DE QUE O REINO DE DEUS CHEGA, NÃO OBSTANTE AS DIFICULDADES DO TERRENO, AS TENSÕES, OS CONFLITOS E OS PROBLEMAS DO MUNDO. A SEMENTE DO EVANGELHO FECUNDA A HISTÓRIA DOS HOMENS E PREANUNCIA UMA COLHEITA ABUNDANTE”. (CONGREGAÇÃO PARA O CLERO DIRETÓRIO GERAL PARA A CATEQUESE– AGOSTO DE 1997)

A SEMENTE QUE CAI NO CORAÇÃO DE “HOMENS E MULHERES ABERTOS À RELAÇÃO PESSOAL COM DEUS E SOLIDÁRIOS COM O PRÓXIMO, PRODUZ FRUTOS ABUNDANTES”. (CONGREGAÇÃO PARA O CLERO DIRETÓRIO GERAL PARA A CATEQUESE – AGOSTO DE 1997)

O PAPA FRANCISCO DISSE: «NÃO, PADRE, EU NÃO SOU TERRA BOA! SOU UMA CALAMIDADE, ESTOU CHEIO DE PEDRAS, DE ESPINHOS, DE TUDO». SIM, PODE SUCEDER QUE À SUPERFÍCIE SEJA ASSIM, MAS VOCÊ LIBERTE UM PEDACINHO, UM BOCADO DE TERRA BOA E DEIXE QUE CAIA LÁ A SEMENTE E VERÁ COMO VAI GERMINAR”. (JULHO DE 2013)

O Catecismo (§2707) ensina: “… Um cristão deve querer meditar regularmente. Caso contrario, assemelha-se aos três primeiros terrenos da parábola do semeador. Mas um método é apenas um guia; o importante é avançar, com o Espírito Santo, pelo único caminho da oração: Jesus Cristo”.

 

CONCLUSÃO

O PAPA EMÉRITO BENTO XVI DISSE ASSIM: “A VIRGEM MARIA É O SINAL VIVO DESTA VERDADE. O SEU CORAÇÃO FOI “TERRA BOA” QUE ACOLHEU COM PLENA DISPONIBILIDADE A PALAVRA DE DEUS, DE MODO QUE TODA A SUA EXISTÊNCIA, TRANSFORMADA SEGUNDO A IMAGEM DO FILHO, FOI INTRODUZIDA NA ETERNIDADE, ALMA E CORPO, ANTECIPANDO A VOCAÇÃO ETERNA DE CADA SER HUMANO”.

 

ORAÇÃO

SENHOR, QUERO QUE MEU CORAÇÃO SEJA UMA TERRA BOA PARA RECEBER A SUA PALAVRA. QUERO, SENHOR, QUE A TUA PALAVRA TRANSFORME A MINHA VIDA. QUERO, SENHOR, CUIDAR DA TERRA DO MEU CORAÇÃO PARA QUE ESTEJA SEMPRE PREPARADA PARA GEMINAR A SEMENTE E DAR FRUTOS EM ABUNDÂNCIA. AMÉM.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 de julho de 2014 at 10:39 Deixe um comentário

Texto das obras de São Tomás de Aquino, presbítero

«Oh precioso e admirável banquete!»

O Unigênito Filho de Deus assumiu a nossa carne para nos tornar participantes da divindade, fez-Se homem para fazer dos homens deuses.

Tudo quanto assumiu da nossa condição humana, tudo contribuiu para nossa salvação: ofereceu em sacrifício a Deus Pai o seu Corpo no altar da cruz para nossa reconciliação, e derramou o seu Sangue como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados. Mas para que em nós se conservasse perenemente a memória de tão grande benefício, deixou aos seus fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o seu Corpo como alimento e o seu Sangue como bebida.

Oh precioso e admirável banquete, salutar e cheio de toda a suavidade! …Nele se purificam os nossos pecados, aumentam as virtudes e se nutre a alma com a abundância dos dons espirituais. É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos para que a todos aproveite, já que para todos foi instituído como remédio de salvação. [...]

Cristo, na sua última Ceia, celebrada a Páscoa com os seus discípulos, instituiu este sacramento como memorial perene da sua paixão, como o cumprimento perfeito das antigas figuras e a mais admirável das suas obras.

6 de julho de 2014 at 9:11 Deixe um comentário

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