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Os Fiéis Defuntos – Orientações do Catecismo da Igreja Católica

D.3 DEFUNTOS cf. Exéquias

D.3.1 Celebração das exéquias

§16 A terceira parte do Catecismo apresenta o fim último do homem, criado à imagem de Deus: a bem-aventurança e os caminhos para chegar a ela: mediante um agir reto e livre, com a ajuda da fé e da graça de Deus (Seção I), por meio de um agir que realiza o duplo mandamento da caridade, desdobrado nos dez Mandamentos de Deus (Seção II).

§89 Há uma conexão orgânica entre nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro. Na verdade, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé.

D.3.2 Comunhão com os defuntos

§958 A comunhão com os falecidos. “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (…) e, `já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados’ (2Mc 12,46), também ofereceu sufrágios em favor deles.” Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nos.

D.3.3 Eucaristia e oração de sufrágio pelos defuntos

§1032 1032 Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: “Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos:

Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles.

§1056 Seguindo o exemplo de Cristo, a Igreja adverte os fiéis acerca da “triste e lamentável realidade da morte eterna, denominada também de “inferno”.

§1371 O Sacrifício Eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos “que morreram em Cristo e não estão ainda plenamente purificados”, para que possam entrar na luz e na paz de Cristo:

Enterrai este corpo onde quer que seja! Não tenhais nenhuma preocupação por ele! Tudo o que vos peço é que vos lembreis de mim no altar do Senhor onde quer que estejais.

Em seguida, oramos [na anáfora] pelos santos padres e Bispos que faleceram, e em geral por todos os que adormeceram antes de nós acreditando que haverá muito grande benefício para as almas, em favor das quais a súplica é oferecida, enquanto se encontra presente a santa e tão temível vítima. (…) Ao apresentarmos a Deus nossas súplicas pelos que adormeceram, ainda que fossem pecadores, nós (…) apresentamos o Cristo imolado por nossos pecados, tomando propício, para eles e para nós, o Deus amigo dos homens.

§1414 Enquanto sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais ou temporais.

D.3.4 Indulgências para os defuntos

§1471 A doutrina e a prática das indulgências na Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da Penitência.

QUE É A INDULGÊNCIA?

“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos.”

“A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial totalmente da pena devida pelos pecados.” Todos os fiéis podem adquirir indulgências (…) para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos.

§1479 Uma vez que os fiéis defuntos em vias de purificação também são membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los entre outros modos, obtendo em favor deles indulgências para libertação das penas temporais devidas por seus pecados.

D.3.5 Respeito aos corpos dos defuntos

§2300 Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e na esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo.

30 de outubro de 2014 at 8:22 Deixe um comentário

Todos os Fiéis Defuntos – Eu o ressuscitarei no último dia – São João 6, 37-40 – Domingo – 02 de Novembro

37. Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora.

38. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

39. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia.

40. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

São João Paulo II ensinou: “Depois de termos celebrado ontem a Solenidade de Todos os Santos, hoje, 2 de Novembro, o nosso olhar orante dirige-se para aqueles que deixaram este mundo e esperam chegar à Pátria celeste. A Igreja exortou sempre a rezar pelos defuntos. Ela convida os fiéis a ver o mistério da morte não como a última palavra do destino humano, mas como a passagem para a vida eterna”.

Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora

Padre Bantu explicou: “De todos os que vieram a Cristo nenhum foi mandado embora. Aliás, desde que o mundo começou, nenhum pecador chegou a Deus, nenhuma alma foi a Cristo sem ser recebida. Jesus disse: “O que vem a mim, jamais lançarei fora”. Jesus Cristo jamais quebrou sua promessa. Desafiamos o céu, a terra e o inferno para levantar uma prova sequer de uma pessoa que tenha vindo a Jesus com seu coração quebrantado e tenha sido rejeitada por Ele”.

Que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu

Padre Bantu disse: ”A nossa salvação é o maior desejo do coração de Deus. Foi o próprio Jesus que nos revelou isto, ao dizer: “É esta a vontade daquele que me enviou: ‘Que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas os ressuscite no último dia’”! Jesus Cristo veio fazer a vontade do Pai e é muito bom saber que a nossa vida está entregue nas mãos Dele e que o nosso futuro é promissor, pois está assegurado nas Suas Palavras”.

Todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna

O Papa Francisco disse: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (3, 16). O Pai «deu» o Filho para nos salvar, e isto significou a morte de Jesus, e morte de cruz. Porquê? Por que foi necessária a Cruz? Por causa da gravidade do mal que nos mantinha escravos. A Cruz de Jesus exprime as duas coisas: toda a força negativa do mal, e toda a mansidão onipotente da misericórdia de Deus”.

Oração do dia: “Ó Deus, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos remistes pela morte e ressurreição do vosso Filho, concedei aos nossos irmãos e irmãs que , tendo professado o mistério da nossa ressurreição, mereçam alegrar-se na eterna felicidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

São João Paulo II explicou: “Crer no Filho crucificado significa «ver o Pai» significa crer que o amor está presente no mundo e que o amor é mais forte do que toda a espécie de mal em que o homem, a humanidade e o mundo estão envolvidos. Crer neste amor significa acreditar na misericórdia”.

Eu o ressuscitarei no último dia

Prefácio: Na verdade é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a salvação do mundo. Ele é a vida dos homens e das mulheres. Ele é a ressurreição dos mortos. Enquanto esperamos a glória celeste, com os anjos e todos os santos, em eterna alegria, nós vos aclamamos, dizendo a uma só voz…

A Palavra diz: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. (Jo 11, 25)

“A esperança da ressurreição nos anime, pois os que perdemos neste mundo tornaremos a vê-los no outro; basta para isso crermos no Senhor com verdadeira fé. Ó morte, que separas os casados e, tão dura e cruelmente, separas também os amigos! Mas teu poder já está esmagado. Teu domínio impiedoso foi aniquilado por aquele que te ameaçou com o brado de Oséias: ó morte, eu serei a tua morte”. (São Bráulio de Saragoça – Fonte: Liturgia Diária)

Eucaristia – Penhor da Ressurreição

“Recebendo a palavra de Deus, tornam-se a eucaristia, isto é, o corpo e o sangue de Cristo. Assim também os nossos corpos, alimentados pela eucaristia, depositados na terra e nela desintegrados, ressuscitarão a seu tempo, quando o Verbo de Deus lhes conceder a ressurreição para a glória do Pai. É ele que reveste com sua imortalidade o corpo mortal e dá gratuitamente a incorruptibilidade à carne corruptível. Porque é na fraqueza que se manifesta o poder de Deus”. (Santo Irineu)

A Palavra diz: “Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente”. (Jo 6, 57-58)

Padre Bantu disse: “Pois a vontade do meu Pai é que todos os que vêem o Filho e crêem nele tenham a vida eterna; e no último dia eu os ressuscitarei. Portanto, acredite e tenha fé no Pão da vida. Você e os seus viverão eternamente. Pai, transforma-me em discípulo autêntico de teu Filho Jesus, de modo que a tua vontade seja o centro de minha existência, e eu experimente, já na Terra, a vida eterna”.

A Oração pelos Fiéis Defuntos

Documento Lumen Gentium: “Reconhecendo claramente esta comunicação de todo o Corpo místico de Cristo, a Igreja dos que ainda peregrinam, cultivou com muita piedade desde os primeiros tempos do Cristianismo a memória dos defuntos e, «porque é coisa santa e salutar rezar pelos mortos, para que sejam absolvidos de seus pecados» (2 Mac. 12,46),

São João Paulo II disse que “é importante e necessário rezar pelos defuntos, pois, mesmo se mortos na graça e na amizade de Deus, talvez eles precisem ainda de uma última purificação para entrar na alegria do Céu (Catecismo da Igreja Católica, 1030). O sufrágio por eles expressa-se de vários modos, entre os quais também a visita aos cemitérios. Estar nesses lugares sagrados constitui uma ocasião propícia para refletir sobre o sentido da vida eterna e para alimentar, ao mesmo tempo, a esperança na felicidade eterna do Paraíso”.

Conclusão

Liturgia das Horas: “Fonte única da vida, que nos séculos viveis, aos mortais e réus da culpa vosso olhar, ó Deus, volvei. Pai, ao homem pecador dais a morte em punição, para o pó voltar ao pó, submetendo-o à expiação. Mas a vida, que inspirastes por um sopro, permanece como germe imperecível dum viver que não fenece. A esperança nos consola: nossa vida brotará. O primeiro a ressurgir, Cristo, a vós nos levará. Tenham vida em vosso Reino vossos servos, que Jesus consagrou no Santo Espírito e os guiou da fé à luz. Ó Princípio e Fim de tudo, ao chegar a nossa hora, conduzi-nos para o Reino onde brilha a eterna aurora”.

Oração

De São João Paulo II: “Maria, Porta do céu, nos ajude a não nos esquecermos nem perdermos de vista a Pátria celeste, meta última da nossa peregrinação aqui na Terra”.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

28 de outubro de 2014 at 10:36 Deixe um comentário

Solenidade de Todos os Santos e Santas – As Bem-Aventuranças – São Mateus 5, 1-12 – Sábado – 1º de Novembro

1. Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.

2. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:

3. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!

4. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!

5. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!

6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!

7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!

8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!

9. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!

10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!

11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.

12. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

“Alegremo-nos no Senhor, celebrando a festa de Todos os Santos e Santas, reunidos de todos os povos e nações. Filhas e filhos de Deus, vocacionados à santidade, somos convidados a procurar o Senhor e buscar a sua face. Vivendo em plenitude as bem-aventuranças, formamos comunhão com a multidão dos que já foram glorificados com Cristo”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco disse que “é-nos sempre muito útil ler e meditar as bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do Lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «Sermão da Montanha”. (Maio de 2014)

As Bem-aventuranças Retratam o Rosto de Jesus Cristo

O Catecismo (§1717) ensina: “As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: Exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da sua paixão e ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã…Já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos”.

O Papa Francisco explicou: “Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que ele mesmo percorre, ou melhor, que é ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças”. (Abril de 2014)

Sede santos, assim como vosso Pai Celeste é Santo

São João Paulo II disse: “A santidade não é um privilégio reservado exclusivamente a poucas pessoas. Os caminhos da santidade são múltiplos e podem ser percorridos através dos pequenos acontecimentos concretos de todos os dias, procurando em cada situação um ato de amor”. (Março de 2001)

A Palavra diz: “Portanto, sede santos, assim como vosso Pai Celeste é santo”. (Mt 5, 48))

Oração de Depois da Comunhão: “Ao celebrarmos, ó Deus, todos os santos, nós vos adoramos e admiramos porque só vós sois o Santo e imploramos que a vossa graça nos santifique na plenitude do vosso amor, para que, desta mesa de peregrinos, passemos ao banquete do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor”.

O Papa Francisco disse: “O nosso objetivo como cristãos: Configurar-nos cada vez mais a Jesus tomando-o como modelo do nosso comportamento”. (Maio de 2014)

O Catecismo (§1721) ensina: “De fato, Deus colocou-nos no mundo para o conhecermos, servirmos e amarmos, e assim chegarmos ao paraíso. A Bem-aventurança faz-nos participantes da natureza divina (1 Pr 1, 4) e da vida eterna. Com ela, o homem entra na glória de Cristo e no gozo da vida Trinitária”.

O Espírito Santo nos Santifica

O Catecismo (§2813) ensina que “na água do Batismo fomos “lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus” (1 Cor 6,11). Durante toda nossa vida, nosso Pai “nos chama à santidade” (I Ts 4,7).

O Papa Francisco disse assim: “Nesta Igreja santa, o Senhor escolhe algumas pessoas para que a santidade fique mais evidente, para mostrar que Ele é quem santifica, que ninguém santifica si mesmo, que não existe um curso para se tornar santo, que ser santo não é ser faquir ou algo desse estilo…A santidade é um dom de Jesus à sua Igreja”. (Maio de 2014)

“Vosso poder se manifesta nas vidas santas, ó Senhor. Tudo o que pode e faz o justo, traz o sinal do vosso amor”. (Liturgia das Horas)

Conclusão

O Catecismo (§1026) ensina: “Pela sua morte e ressurreição, Jesus Cristo «abriu-nos» o céu. A vida dos bem-aventurados consiste na posse em plenitude dos frutos da redenção operada por Cristo, que associa à sua glorificação celeste aqueles que n’Ele acreditaram e permaneceram fiéis à sua vontade. O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados n’Ele”.

Oração

Ó Jesus amado, louvamos-Te pela nossa vida, pela vida de nossos familiares, pela vida de nossos amigos e principalmente por todos aqueles que não Te louvam, não Te adoram e não creem em Ti. Queremos Senhor, viver uma vida de santidade, tendo a Ti como modelo das bem-aventuranças. Ó Jesus, fonte inesgotável da misericórdia divina, olha por todos nós. Amém!  

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

27 de outubro de 2014 at 12:29 Deixe um comentário

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25 de outubro de 2014 at 16:46 Deixe um comentário

Reflexão para o XXX Domingo do Tempo Comum

2014-10-24 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano – (RV) – A primeira leitura deste domingo, tirada do livro do Êxodo, nos anuncia o relacionamento fraterno que deverá reinar entre os homens, fruto da justiça e do amor.
Nas sociedades vizinhas a Israel e, também nas nossas, o pequeno, o derrotado, o fraco, o empobrecido, os sem oportunidades são embrutecidos pelos poderosos, pelos ricos, pelos vitoriosos, pelos que tiveram tudo isso. Deus diz a Israel e também a nós, que nosso modo de proceder em relação ao pequeno não deverá ser assim, pelo contrário. O empobrecido deverá ser ocasião de nossa demonstração de amor a Deus e de abertura para os ditames de seu coração.
No Evangelho de Mateus, mas em um capítulo anterior ao que a liturgia de hoje nos propõe, Jesus repete de forma positiva o que o rabino Hilel ensinou: “O que não te agrada, não o farás a teu próximo! Esta é toda a lei: o restante é comentário”. Jesus disse: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles: nisto estão toda a Lei e os Profetas”.
A passagem escolhida para hoje fala que o maior mandamento da Lei é amar o Senhor de todo o coração e com toda alma e todo entendimento e o segundo é amar o próximo como a si mesmo. Na verdade esse mandamento é um só. Amar a Deus sobre todas as coisas é mais do que reservar um tempo para atividades piedosas de oração, é amar com toda intensidade seus filhos, é venerá-lo em cada ser humano, especialmente nos mais pequenos. Ele disse que aquilo que fizermos ao menor de seus irmãos, será a Ele que estamos fazendo.
Portanto não existe outra forma para amar e reverenciar o Senhor do que amar e servir seus filhos queridos, criados à sua própria imagem e semelhança.
E aí vem a questão dos desafortunados pela sorte. Jesus se fez homem pobre, sofredor, humilhado e, também em seus discursos, se assemelhou a eles. Na celebração do amor, na última ceia, fez o papel de escravo, lavando os pés de seus discípulos.Morreu em um suplício abominável, humilhado e nu, no meio de dois bandidos, como malfeitor.
O Senhor, quando foi tentado no deserto, rejeitou Satanás com suas pompas e suas obras.
Que nosso batismo seja recordado em cada momento de nossa vida, ao abandonarmos os falsos deuses do egocentrismo, do poder e da soberba, ao assumirmos o serviço de Deus único e verdadeiro no relacionamento fraterno, que nos foi proposto desde o Antigo Testamento.
Adorar e servir o Senhor é amar e servir o próximo!CAS

24 de outubro de 2014 at 9:11 Deixe um comentário

Trigésimo Domingo do Tempo Comum – Toda a lei e os profetas dependem desses dois mandamentos – São Mateus 22, 34 – 40 – 26 de Outubro

34. Sabendo os fariseus que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se

35. e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para pô-lo à prova:

36. Mestre, qual é o maior mandamento da lei?

37. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Dt 6,5).

38. Este é o maior e o primeiro mandamento.

39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).

40. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.

“Dispostos a servir o Deus vivo e verdadeiro, a Ele dedicamos todo nosso amor. Amar a Deus e ao próximo são mandamentos inseparáveis, pois o primeiro – e o maior de todos – implico estabelecer com os irmãos relações de solidariedade, partilha e serviço. A Eucaristia que nos reúne é expressão do amor misericordioso do Pai para conosco. Celebremos em comunhão também com os jovens neste seu dia”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças » (6, 4-5). Jesus uniu — fazendo deles um único preceito — o mandamento do amor a Deus com o do amor ao próximo, contido no Livro do Levítico: « Amarás o teu próximo como a ti mesmo » (19, 18; cf. Mc 12, 29-31). Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um « mandamento », mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro”.

O Papa Francisco orou: “Jesus, ajudai-nos a amar a Deus como Pai, e ao nosso próximo como um irmão”. (Junho de 2014)

A Palavra diz: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. (1 Jo 4, 7-8)

“Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. E para onde caminhas senão para o Senhor Deus..? É certo que ainda não chegamos até junto do Senhor; mas já temos conosco o próximo. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado, enquanto caminhas neste mundo, e chegarás até junto daquele com quem desejas permanecer para sempre”. (Santo Agostinho)

O Padre Air José de Mendonça disse também: “Ao tentar colocar Jesus à prova, os fariseus se esqueceram de que Ele era o Filho de Deus. Jesus não apresenta outro mandamento senão o maior de todos: amar a Deus acima de tudo. Só que esse mandamento tem semelhança com o fato de que amar o próximo também é necessário. Como é difícil amar a Deus, sabendo que este amor deve passar até mesmo por aquele que não amamos tanto. Mas aí, entra a graça de Deus. Ele se faz presente em nossa limitação. Se você tem dificuldade de se dar bem com alguém, peça a Deus esta graça”.

O Papa Francisco disse assim: “Cristo, na cruz, ensina-nos a amar até mesmo aqueles que não nos amam”.

A Palavra diz: “Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam.” (Lc 23, 33-34)

Conclusão

Palavras do Papa Francisco: “Os Dez Mandamentos são uma lei de amor. Moisés subiu ao monte para receber de Deus as tábuas da Lei. Jesus realiza o percurso oposto: o Filho de Deus humilha-se, desce até à nossa humanidade para nos indicar o sentido profundo destas Dez Palavras: amarás o Senhor com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças, e o teu próximo como a ti mesmo (Lc 10, 27). Este é o sentido mais profundo dos Dez Mandamentos: o mandamento de Jesus que contém em si mesmo todos os mandamentos, o Mandamento do Amor”.

Oração

“Deus de Ternura, este encontro alimente e fortaleça nosso amor para convosco e para com nossos irmãos e irmãs. Agradecemos-vos porque vosso Filho resumiu vossa lei num só mandamento: o amor. Nós vos reconhecemos, Senhor, como nosso único Deus a quem queremos amar e servir com todas as nossas energias. Ajudai-nos a abandonar os ídolos de nosso egoísmo para concentrar nossa atenção em vós. Por Cristo, nosso Senhor”. (liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

20 de outubro de 2014 at 8:36 Deixe um comentário

Reflexão para o XXIX Domingo do Tempo Comum

2014-10-18 Rádio Vaticana

   Cidade do Vaticano (RV) – A primeira leitura nos fala de como um rei estrangeiro, não pertencente ao povo judeu, recebe de Deus a missão de salvá-lo.
Ciro, o rei persa, sente-se imbuido de justiça e realiza a missão messiânica de libertar os judeus. Isso, à luz do Evangelho que veremos em seguida, significou dar a Deus o que é de Deus, ou seja a seu Povo. Os judeus, sendo libertados, poderão voltar para casa, para o Templo e, com mais facilidade prestarão culto a Javé.
Deus é o Senhor da História, por isso pode tocar no coração de quem não O conhece, para que exerça a missão confiada por Ele, na História da Salvação.
No Evangelho, os judeus para apanharem Jesus em algum erro desastroso, preparam-lhe uma armadilha. Seja qual for a resposta do Senhor, ele se dará mal. Mas Jesus, conhecendo os corações das pessoas, intuiu a malícia e devolveu a pergunta com outra, altamente inteligente, que eles respoderão caindo na própria armadilha, e só o perceberão depois.
Para os judeus, por causa da proibição de fazer imagem de qualquer criatura, a moeda com o retrato do imperador era uma transgressão, no entanto, certamente por causa das necessidades econômicas, se esqueciam disso e a utilizavam normalmente.
Jesus lhes pergunta de quem é a efígie, ou seja, quem está retratado na moeda. Ingenuamente colocam a mão no bolso, tiram uma moeda e dizem que o retrato é de César, do imperador. Ora, só o fato de trazerem consigo um objeto, no caso a moeda, com o retrato de alguém, demonstra a conivência deles em relação ao não cumprimento do preceito de não fazer imagens ou outros objetos que retratem criaturas. Jesus nada fala a esse respeito, pois o constrangimento é geral.
O Senhor apenas manda devolverem a César, aquilo que possui seu retrato, aquilo que não é dos judeus, que não é do Povo de Deus, mas dos romanos opressores. Rejeitar todo poder que gera escravização, dominação.
O ser humano foi feito para ser livre e servir apenas ao Senhor. Dominação e morte não são cristãs. Deus é vida! Deus rejeita César quando o imperador impede ao homem uma vida digna a que tem direito por te sido criado à imagem de Cristo.
Jesus não proibiu o pagamento de impostos, não é isso que ele quis dizer. Jesus coloca o pingo no “i” ao rejeitar a opressão e mandar restituir a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.
Como em Ciro, Deus pode suscitar em pessoas não cristãs e nem conhecedoras do Deus único e verdadeiro, atitudes justas e perfeitas. Ele é o Senhor de todos e da História.
Dar a César significa devolver ao poder temporal o que ele necessita para exercer dignamente o seu papel, seguindo a lei humana de fazer o bem seguindo os ditames da consciência sadia e denunciá-lo quando estiver absolutizando seu poder.
Dar a Deus significa restituir ao Criador e Redentor todo seu senhorio sobre os corações e sobre toda a vida humana.
Poderíamos nos perguntar, como se estivéssemos fazendo um exame de consciência:
Sou um cidadão em que o Brasil pode confiar? Partilho o que tenho e o que sou para o crescimento da nação e para a vivência da fraternidade?
Porto-me como filho de Deus e luto para instaurar neste mundo o Reino de Jusiça, Amor e Paz que Jesus veio trazer?
Tenho consciência de que meu amor pelo Brasil estará plenificado à medida que procuro ser um cidadão praticante dos valores cristãos?
Ciro fez o papel que depois seria vivenciado por César, o papel de líder internacional e sem consciência da ação do Transcendente agiu como um messias.
Pertencemos a Deus, nossa vida é dEle. Que Ele tenha o senhorio de nosso coração e a precedência em tudo aquilo que fizermos. Que nosso pensar, nosso agir sejam reflexos do amor de Deus em nossos corações. Ele nos criou por amor e por amor nos redimiu. Somos de Deus.
CAS

18 de outubro de 2014 at 10:10 Deixe um comentário

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