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Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo – Vinde benditos de meu Pai! – São Mateus 25, 31-46 – Dia 23 de Novembro

  1. Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso.
  2. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
  3. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
  4. Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo,
  5. porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes;
  6. nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.
  7. Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber?
  8. Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos?
  9. Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?
  10. Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.
  11. Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos.
  12. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber;
  13. era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes.
  14. Também estes lhe perguntarão: – Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos?
  15. E ele responderá: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.
  16. E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna.

 Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes…

O Papa Francisco ensinou: “Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos mais pequeninos, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá no Céu, na Pátria Bem-aventurada, para a qual nos encaminhamos, Aspirando a permanecer para sempre com o nosso Pai, Deus, com Jesus, com nossa Senhora e com os santos”. (Novembro de 2013)

A Palavra diz: “Mas, quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos. A estas palavras, disse a Jesus um dos convidados: Feliz daquele que se sentar à mesa no Reino de Deus!” (Lc 14, 13-15)

São João Paulo II disse assim: “O próprio Cristo no-lo recorda ao pedir para ser amado e servido nos irmãos que padecem todo o tipo de sofrimento: famintos, sedentos, peregrinos, nus, doentes, encarcerados… Aquilo que for feito a cada um deles é feito ao próprio Cristo (Mt 25, 31-46)”. (1995)

O Papa Francisco explicou: “O Natal ensina-nos também que se Deus, por meio de Jesus Cristo, se envolveu com o homem até Se tornar um de nós, então tudo o que fizermos a um irmão, é a Ele que o fazemos, como o próprio Jesus nos ensinou: «Sempre que alimentastes, acolhestes, visitastes um destes meus irmãos mais pequeninos a Mim mesmo o fizestes». Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, nos alcance a graça de fazermos chegar a todos a nossa bondade e generosidade. Assim seremos um reflexo da luz de Jesus, que continua a irradiar, da gruta de Belém, para o coração das pessoas, oferecendo alegria e paz”.

Jesus é Rei de glória e poder infinitos

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “O próprio Deus entroniza o Rei na glória, fazendo-o sentar à sua direita, um sinal de grandíssima honra e de absoluto privilégio. O Rei é admitido desta forma a participar do senhorio divino, do qual é mediador junto do povo. Este senhorio do Rei concretiza-se também na vitória sobre os adversários, que são colocados aos Seus pés pelo próprio Deus”.

A Palavra diz: “Salmo de Davi. Eis o oráculo do Senhor que se dirige a meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu faça de teus inimigos o escabelo de teus pés. O Senhor estenderá desde Sião teu cetro poderoso: Dominarás, disse ele, até no meio de teus inimigos. No dia de teu nascimento, já possuis a realeza no esplendor da santidade; semelhante ao orvalho, eu te gerei antes da aurora”. (Sl 109, 1-3)

O Seu trono real é o madeiro da Cruz

O Papa Francisco disse: “Jesus entra em Jerusalém para morrer na cruz, e é precisamente aqui que brilha o seu ser rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz!”. (Março de 2013).

“É pela Vossa morte dolorosa, Rei de eterna glória, que obtivestes para os povos a vida eterna, por isso o mundo inteiro Vos chama Rei dos homens. Reinai sobre nós, Cristo Senhor!” (Oração antiga)

São João Paulo II ensinou: “Jesus Cristo é um Rei que ama. Porque nos amou a nós homens a ponto de derramar o sangue. Porque ama, livrou-nos dos pecados, pois somente o amor é capaz de nos livrar do pecado. Ao libertar-nos do pecado, fez de nós reino de Deus. Porque nos amou até ao sacrifício da vida”.

A Palavra diz: “E da parte de Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém”. (Ap 1, 5 – 6)

São João Paulo II disse assim: “A realeza de Cristo, nasce da morte no Calvário e culmina no acontecimento dela inseparável, a Ressurreição”.

Venha a nós o vosso Reino

O Catecismo (668-674-680) ensina: “Senhor do cosmos e da história, Cabeça da sua Igreja, Cristo glorificado permanece misteriosamente sobre a terra, onde o Seu Reino já está presente como germe e início na Igreja. Ele um dia voltará em glória, mas não sabemos quando. Por isso, vivemos vigilantes, rezando: «Vem, Senhor” (Ap 22,20).

São João Paulo II explicou: “Enquanto pedimos que o Vosso reino venha a nós, damo-nos conta de que a Vossa promessa se torna realidade: Depois de Vos termos seguido, chegaremos a Vós, no Vosso reino, atraídos por Vós elevado na cruz; a Vós, elevado sobre a história e no centro dela, Alfa e Ômega, o Primeiro e o Último, Senhor do tempo e dos séculos!”

Nossa Senhora Rainha à direita do Rei Jesus

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “No seu reino eterno, Deus acolhe quantos se esforçam todos os dias para pôr em prática a sua Palavra. Por isso a Virgem Maria, a mais humilde de todas as criaturas, é a maior aos seus olhos e está sentada como Rainha à direita de Cristo-Rei. Queremos recomendar-nos à sua celeste intercessão mais uma vez com confiança filial, para poder realizar a nossa missão cristã no mundo”.

Conclusão

O Catecismo (§543) ensina que “todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico está destinado a acolher os homens de todas as nações. Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus”.

Oração

Jesus amado, Tu és Rei e Senhor de nossas vidas. Nós vos adoramos e nos prostramos diante de Ti. Pela Tua morte de Cruz fomos redimidos. O nosso coração se derrama para Ti. Tu és um Rei cheio de poder e majestade. Tudo foi feito por Ti e para Ti. Tu estás à direita do Pai e as Tuas chagas mostram o tamanho do Teu amor por nós. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

17 de novembro de 2014 at 8:54 Deixe um comentário

Sobre a Família de Nazaré – Beato Paulo VI

Das Alocuções de Paulo VI, papa (Alocução em Nazaré, a 5 de Janeiro de 1964)
“O exemplo de Nazaré”
Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. [...] Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh se renascesse em nós o amor do silêncio, esse indispensável hábito do espírito…! Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento…para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.
Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu carácter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.
Uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro! Aqui desejaríamos…recordar…que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos económicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.

16 de novembro de 2014 at 9:00 Deixe um comentário

Texto das Cartas de Santo Atanásio, bispo

O Verbo tomou de Maria a nossa condição humana
O Verbo de Deus veio para socorrer a descendência de Abraão, como afirma o Apóstolo, e por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos e assumir um corpo semelhante ao nosso. É para isso que Maria está verdadeiramente presente neste mistério; foi d’Ela que o Verbo assumiu como próprio aquele corpo que havia de oferecer por nós. A Sagrada Escritura recorda este nascimento e diz: Envolveu-O em panos; além disso, proclama ditosos os peitos que amamentaram o Senhor e fala também do sacrifício oferecido pelo nascimento deste Primogénito.
O anjo Gabriel tinha anunciado esta concepção com toda a precisão e prudência; não lhe disse: «O que há-de nascer em ti», como se tratasse de algo extrínseco, mas de ti, para indicar que o fruto deste nascimento procedia realmente de Maria. [...]
Por outro lado, a Trindade, mesmo depois da encarnação do Verbo em Maria, continua a ser a mesma Trindade, sem aumento nem diminuição, permanecendo sempre na sua perfeição absoluta. E assim se proclama na Igreja: a Trindade numa única divindade; um só Deus, no Pai e no Verbo.

15 de novembro de 2014 at 9:13 Deixe um comentário

Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – Parábola dos Talentos – São Mateus 25, 14-30 – Dia 16 de Novembro

14. Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens.

15. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu.

16. Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco.

17. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois.

18. Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor.

19. Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas.

20. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: – Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.’

21. Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.

22. O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: – Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei.

23. Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.

24. Veio, por fim, o que recebeu só um talento: – Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste.

25. Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence.

26. Respondeu-lhe seu senhor: – Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei.

27. Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu.

28. Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez.

29. Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter.

30. E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.

“Filhos e filhas da luz, nós nos reunimos para celebrar a páscoa de Jesus. Esta liturgia nos convida a ser comunidade disposta a bem administrar os dons e talentos que Deus nos concede e confia. Somos chamados a participar da alegria do Senhor, que espera sempre nos poder dizer: “Servo bom e fiel, eu lhe confiarei muito mais”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco resumiu assim a parábola dos talentos: “Antes de partir, o senhor confia a cada servo alguns talentos, a fim de que sejam usados bem durante a sua ausência. Ao primeiro dá cinco, ao segundo dois e ao terceiro um. No período de ausência, os primeiros dois servos multiplicam os seus talentos — trata-se de moedas antigas — enquanto o terceiro prefere enterrar o seu talento e restituí-lo intacto ao senhor. Quando regressa, o senhor julga a ação deles: elogia os primeiros dois, enquanto o terceiro é expulso para as trevas, porque teve medo e manteve escondido o talento, fechando-se em si mesmo”.

Sobre o servo que não utiliza os talentos

O Papa Emérito Bento XVI disse que “a atitude errada é a do receio: o servo que tem medo do seu senhor e teme o seu retorno, esconde a moeda debaixo da terra e ela não produz qualquer fruto. Isto acontece, por exemplo, com quem, tendo recebido o Batismo, a Comunhão e a Crisma, depois enterra tais dons debaixo de uma camada de preconceitos, sob uma falsa imagem de Deus que paralisa a fé e as obras, a ponto de atraiçoar as expectativas do Senhor”.

O Padre Raniero Cantalamessa explicou: “Os talentos são, para nós, cristãos de hoje, a fé e os sacramentos que recebemos. A palavra nos obriga a fazer um exame de consciência: que uso estamos fazendo destes talentos? Nós nos parecemos com o servo que os faz frutificar ou com o que os enterra? Para muitos, o próprio batismo é verdadeiramente um talento enterrado. Eu o comparo a um presente que se recebeu de Natal e que foi esquecido num lugar, sem nunca tê-lo aberto ou jogado fora”.

Sobre os frutos produzidos pelos servos que utilizam os talentos recebidos

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “A parábola põe em maior evidência os bons frutos produzidos pelos discípulos que, felizes pelo dom recebido, não o conservaram escondido, com receio e inveja, mas fizeram-no frutificar, compartilhando-o, comunicando-o. Sim, o que Cristo nos concedeu multiplica-se quando é doado! É um tesouro feito para ser despendido, investido, compartilhado com todos, como nos ensina aquele grande administrador dos talentos de Jesus, que é o Apóstolo Paulo”.

O Padre Bantu disse também: “Eu, no meu lar, no lugar de trabalho, nas minhas relações sociais, na minha paróquia, faço frutificar os talentos de inteligência, saúde, simpatia, de possibilidades econômicas? Ou enterro tudo isso no “despejo” da preguiça? Procuro trabalhar na defesa dos valores da vida, verdade, honra, pudor e dos outros que precisam da minha ajuda? Mãos à obra! Você tem tudo para ser feliz e repousar na alegria do seu Senhor. Basta que ponha a render os seus talentos”.

À minha volta, eu receberia com os juros o que é meu

O Papa Francisco disse assim: “Isto diz-nos que a espera da volta do Senhor é o tempo da ação — nós vivemos no tempo da ação — o tempo no qual frutificar os dons de Deus, não para nós mesmos mas para Ele, para a Igreja, para os outros, o tempo no qual procurar fazer crescer sempre o bem no mundo. E em particular, nesta época de crise, hoje é importante não nos fecharmos em nós mesmos, enterrando o nosso talento, as nossas riquezas espirituais, intelectuais e materiais, tudo o que o Senhor nos concedeu, mas abrir-nos, ser solidários e atentos ao próximo”.

O Padre Raniero Cantalamessa disse também: “Os frutos dos talentos naturais acabam conosco ou, quando muito, passam aos herdeiros; os frutos dos talentos espirituais nos seguem à vida eterna e um dia nos valerão a aprovação do Juiz divino: «Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel no pouco, e por isso eu te darei autoridade sobre o muito: toma parte no gozo de teu senhor». Nosso dever humano e cristão não é só desenvolver nossos talentos naturais e espirituais, mas também de ajudar os demais a desenvolverem os seus”.

Conclusão

O Papa Emérito Bento XVI ensinou: “O homem da parábola representa o próprio Cristo, os servos são os discípulos e os talentos são os dons que Jesus lhes confia. Por isso tais dons, além das qualidades naturais, representam as riquezas que o Senhor Jesus nos deixou em herança, para que as fecundemos: a sua Palavra, despositada no Santo Evangelho; o Batismo, que nos renova no Espírito Santo; a oração o “Pai-Nosso” que elevamos a Deus como filhos unidos no Filho; o seu perdão, que Ele ordenou de levar a todos; o sacramento do seu Corpo imolado e do seu Sangue derramado”.

Oração

Do Papa Emérito Bento XVI: “Encarna perfeitamente esta atitude do coração a Virgem Maria que, recebendo o mais precioso dos dons, o próprio Jesus, ofereceu-O ao mundo com imenso amor. A Ela peçamos-lhe que nos ajude a ser “servos bons e fiéis”, para que possamos um dia participar “na alegria do nosso Senhor”.

“Ó Deus, Senhor da vinha e da messe, obrigado\a por este encontro fraterno e de oração e pelos talentos que concedeis a cada um de nós. Ajudai-nos a trabalhá-los, para que se multipliquem em favor da construção da sociedade justa, fraterna e feliz. Acompanhai-nos com o vosso Espírito de fecunda criatividade, para que, fazendo render os dons que nos concedestes para o serviço do reino e para o bem da comunidade, tenhamos a alegria de ouvir vossas palavras: Vem participar da minha alegria. Por Cristo, nosso Senhor. Amém”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

10 de novembro de 2014 at 11:44 Deixe um comentário

Reflexão XXXII Domingo do Tempo Comum – dedicação da Basílica de S. João de Latrão

2014-11-08 Rádio Vaticana

 
Cidade do Vaticano (RV) – Festejamos neste domingo a dedicação – consagração – da Basílica do SS. Salvador ou de São João de Latrão. Construída por volta de 314 pelo Papa Melquíades, foi definida Mãe de todas as igrejas da Cidade e do Mundo (Urbe et Orbe). Sendo o Papa o Bispo de Roma, São João de Latrão é sua Igreja Catedral, onde está sua cátedra, sua cadeira de pastor e de mestre.
Inicialmente os cristãos não possuíam lugares fixos para a celebração da Eucaristia, mas a realizavam em suas casas. Com o passar de algum tempo, mesmo na era dos Apóstolos, se tornou imperioso o encontro de algum local comum para as celebrações litúrgicas.
É o símbolo da fé dos cristãos nos primeiros séculos, onde se reuniam para celebrar a Palavra de Deus e os Sagrados Mistérios.
Liturgicamente, qual o significado pode ter para nós esta celebração?Celebrar a festa da dedicação da Basílica de São João de Latão também nos possibilita refletir sobre o sentido do templo como organismo vivo do qual os cristãos são pedras vivas.
Quando alguém é batizado, ele é convocado a compor o corpo místico de Cristo e a ser membro de Sua Igreja, cuja cabeça é o próprio Senhor.Somos o corpo vivo, o templo vivo e é o Espírito Santo quem nos dá a vida, quem nos une. A Igreja, templo e corpo, formada por todos os batizados é a manifestação visível da presença do Senhor Ressuscitado. Por isso ela celebra os sacramentos, todos decorrentes da Eucaristia, com a qual somos alimentados e nutridos.
É ela, a Igreja, aquela que louva o Senhor com sua liturgia, a esposa sem ruga e sem mancha, que foi purificada pelo próprio esposo, o Cordeiro Imolado.Portanto, celebrar a dedicação de um templo é celebrar aquilo que, na verdade ele representa, o Corpo Místico de Cristo.
Se respeitamos o Templo construído de pedras, de tijolos, deveremos respeitar mais ainda o Templo Vivo, representado por cada ser humano que foi batizado. Nele, criado á imagem de Deus, redimido pelo sangue de Jesus, habita o Espírito Santo. Se nos desdobramos para que o Templo esteja limpo e bem adornado, como então não deveríamos lutar para que todo e qualquer ser humano tivesse a dignidade que atribuímos a um templo de pedra!
Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.

9 de novembro de 2014 at 9:37 Deixe um comentário

Interior da Basílica de São João de Latrão – Roma

9 de novembro de 2014 at 9:35 2 comentários

Frases sobre a Eucaristia – 03
1-Papa Francisco: “A celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é precisamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério fulcral da salvação”.
2-Santo Afonso de Ligório: “Entendamos, pois, que não existe coisa tão proveitosa a nós como a comunhão (eucarística)”.
3-Livro Imitação de Cristo: “Neste sagrado banquete que conosco partilham os anjos…alegrais a todos os fiéis e os embriagais do cálice da salvação, que contem todas as delícias do paraíso”.
4-São João Paulo II: “Sendo, portanto, fonte de caridade, a Eucaristia esteve sempre no centro da vida dos discípulos de Cristo. Ela tem o aspecto de pão e de vinho, ou seja, de comida e de bebida, e por isso é tão familiar para o homem, conexa de modo tão íntimo com a sua vida, como o são precisamente a comida e a bebida”.
5-São Pio: “Jesus está sempre sozinho no tabernáculo. Faça-lhe um pouco de companhia.”
6-Beato Cláudio Granzotto: “Na eucaristia está a fonte da verdadeira paz. Quanta alegria dariam a Jesus os sacerdotes, os religiosos, os fiéis se ficassem com frequência em adoração diante do tabernáculo? Que felicidade teriam”.
7-Papa Francisco: “Ir à Missa não só para rezar, mas para receber a Comunhão, o pão que é o corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa e nos une ao Pai”.
8-Livro Imitação de Cristo: “Ó dulcíssimo Jesus, que delícias inundam a alma fiel admitida ao Vosso banquete, onde se não lhe apresenta outro alimento senão Vós mesmo, seu único amado, o mais caro objeto de seus desejos!”
9-São Pedro Julião Eymard: “Felizes daqueles que acreditam no amor de Jesus no Santíssimo Sacramento! Amam, pois crer no amor é amar”.
10-A Palavra: “Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…” (Lc 22, 19-20)
11-Santo Afonso de Ligório: “O Pai eterno pôs nas mãos de Jesus Cristo todas as suas riquezas divinas (Jo 13, 3). Por isso, quando Cristo vem até uma pessoa pela comunhão traz consigo imenso tesouro de graças”.
12-São João Paulo II: “Jesus, pão espiritual que alimenta a esperança dos crentes, ampara-nos neste itinerário para o Céu e fortalece a nossa comunhão com a Igreja celeste”.
13-Papa Emérito Bento XVI: “A Eucaristia constitui de fato o “tesouro” da Igreja, a preciosa herança que o seu Senhor lhe deixou. E a Igreja conserva-a com o máximo cuidado, celebrando-a quotidianamente na Santa Missa, adorando-a nas igrejas e nas capelas, distribuindo-a aos doentes e, como viático, a quantos partem para a última viagem”.
14-São Paulo da Cruz: “Ó misericórdia infinita do nosso soberano Bem! Esta maravilha, conforme Deus me faz entender, provém do grande vigor que o Pão dos Anjos comunica à alma, que repercute também no corpo”.
15-Papa Francisco: “Na Missa, Palavra e Pão tornam-se uma coisa só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que Ele tinha realizado, se condensaram no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antecipação do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: «Tomai e comei, isto é o meu corpo… Tomai e bebei, isto é o meu sangue”.
16-Beato Paulo VI: “Nosso Senhor Jesus Cristo, ao instituir o Mistério Eucarístico, sancionou com o seu sangue o Novo Testamento de que é Mediador, do mesmo modo que Moisés sancionara o Velho com o sangue dos vitelos”.
17-Santo Agostinho: “Ninguém se dá a si mesmo aos convivas em alimento; isto fá lo Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é quem convida, Ele é o alimento e a bebida”.
18-São João Crisóstomo: “Respeitai esta mesa santa na qual todos comungamos; respeitai Cristo por nós imolado; respeitai o sacrifício que é oferecido sobre este altar que está no meio de nós”.
19-Papa Emérito Bento XVI: “Imploremos a Virgem para que cada cristão aprofunde a fé no mistério eucarístico, para viver em constante comunhão com Jesus e ser sua válida testemunha”.
20-Beato Paulo VI: “No Mistério Eucarístico é representado de modo admirável o Sacrifício da Cruz, consumado uma vez para sempre no Calvário; e que nele se relembra perenemente a sua eficácia salutar na remissão dos pecados que todos os dias cometemos”.

8 de novembro de 2014 at 18:50 Deixe um comentário

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