Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Reflexão para o XXX Domingo do Tempo Comum

2014-10-24 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano – (RV) – A primeira leitura deste domingo, tirada do livro do Êxodo, nos anuncia o relacionamento fraterno que deverá reinar entre os homens, fruto da justiça e do amor.
Nas sociedades vizinhas a Israel e, também nas nossas, o pequeno, o derrotado, o fraco, o empobrecido, os sem oportunidades são embrutecidos pelos poderosos, pelos ricos, pelos vitoriosos, pelos que tiveram tudo isso. Deus diz a Israel e também a nós, que nosso modo de proceder em relação ao pequeno não deverá ser assim, pelo contrário. O empobrecido deverá ser ocasião de nossa demonstração de amor a Deus e de abertura para os ditames de seu coração.
No Evangelho de Mateus, mas em um capítulo anterior ao que a liturgia de hoje nos propõe, Jesus repete de forma positiva o que o rabino Hilel ensinou: “O que não te agrada, não o farás a teu próximo! Esta é toda a lei: o restante é comentário”. Jesus disse: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles: nisto estão toda a Lei e os Profetas”.
A passagem escolhida para hoje fala que o maior mandamento da Lei é amar o Senhor de todo o coração e com toda alma e todo entendimento e o segundo é amar o próximo como a si mesmo. Na verdade esse mandamento é um só. Amar a Deus sobre todas as coisas é mais do que reservar um tempo para atividades piedosas de oração, é amar com toda intensidade seus filhos, é venerá-lo em cada ser humano, especialmente nos mais pequenos. Ele disse que aquilo que fizermos ao menor de seus irmãos, será a Ele que estamos fazendo.
Portanto não existe outra forma para amar e reverenciar o Senhor do que amar e servir seus filhos queridos, criados à sua própria imagem e semelhança.
E aí vem a questão dos desafortunados pela sorte. Jesus se fez homem pobre, sofredor, humilhado e, também em seus discursos, se assemelhou a eles. Na celebração do amor, na última ceia, fez o papel de escravo, lavando os pés de seus discípulos.Morreu em um suplício abominável, humilhado e nu, no meio de dois bandidos, como malfeitor.
O Senhor, quando foi tentado no deserto, rejeitou Satanás com suas pompas e suas obras.
Que nosso batismo seja recordado em cada momento de nossa vida, ao abandonarmos os falsos deuses do egocentrismo, do poder e da soberba, ao assumirmos o serviço de Deus único e verdadeiro no relacionamento fraterno, que nos foi proposto desde o Antigo Testamento.
Adorar e servir o Senhor é amar e servir o próximo!CAS

24 de outubro de 2014 at 9:11 Deixe um comentário

Trigésimo Domingo do Tempo Comum – Toda a lei e os profetas dependem desses dois mandamentos – São Mateus 22, 34 – 40 – 26 de Outubro

34. Sabendo os fariseus que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se

35. e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para pô-lo à prova:

36. Mestre, qual é o maior mandamento da lei?

37. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Dt 6,5).

38. Este é o maior e o primeiro mandamento.

39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).

40. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.

“Dispostos a servir o Deus vivo e verdadeiro, a Ele dedicamos todo nosso amor. Amar a Deus e ao próximo são mandamentos inseparáveis, pois o primeiro – e o maior de todos – implico estabelecer com os irmãos relações de solidariedade, partilha e serviço. A Eucaristia que nos reúne é expressão do amor misericordioso do Pai para conosco. Celebremos em comunhão também com os jovens neste seu dia”. (Liturgia Diária)

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças » (6, 4-5). Jesus uniu — fazendo deles um único preceito — o mandamento do amor a Deus com o do amor ao próximo, contido no Livro do Levítico: « Amarás o teu próximo como a ti mesmo » (19, 18; cf. Mc 12, 29-31). Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um « mandamento », mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro”.

O Papa Francisco orou: “Jesus, ajudai-nos a amar a Deus como Pai, e ao nosso próximo como um irmão”. (Junho de 2014)

A Palavra diz: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. (1 Jo 4, 7-8)

“Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. E para onde caminhas senão para o Senhor Deus..? É certo que ainda não chegamos até junto do Senhor; mas já temos conosco o próximo. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado, enquanto caminhas neste mundo, e chegarás até junto daquele com quem desejas permanecer para sempre”. (Santo Agostinho)

O Padre Air José de Mendonça disse também: “Ao tentar colocar Jesus à prova, os fariseus se esqueceram de que Ele era o Filho de Deus. Jesus não apresenta outro mandamento senão o maior de todos: amar a Deus acima de tudo. Só que esse mandamento tem semelhança com o fato de que amar o próximo também é necessário. Como é difícil amar a Deus, sabendo que este amor deve passar até mesmo por aquele que não amamos tanto. Mas aí, entra a graça de Deus. Ele se faz presente em nossa limitação. Se você tem dificuldade de se dar bem com alguém, peça a Deus esta graça”.

O Papa Francisco disse assim: “Cristo, na cruz, ensina-nos a amar até mesmo aqueles que não nos amam”.

A Palavra diz: “Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam.” (Lc 23, 33-34)

Conclusão

Palavras do Papa Francisco: “Os Dez Mandamentos são uma lei de amor. Moisés subiu ao monte para receber de Deus as tábuas da Lei. Jesus realiza o percurso oposto: o Filho de Deus humilha-se, desce até à nossa humanidade para nos indicar o sentido profundo destas Dez Palavras: amarás o Senhor com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças, e o teu próximo como a ti mesmo (Lc 10, 27). Este é o sentido mais profundo dos Dez Mandamentos: o mandamento de Jesus que contém em si mesmo todos os mandamentos, o Mandamento do Amor”.

Oração

“Deus de Ternura, este encontro alimente e fortaleça nosso amor para convosco e para com nossos irmãos e irmãs. Agradecemos-vos porque vosso Filho resumiu vossa lei num só mandamento: o amor. Nós vos reconhecemos, Senhor, como nosso único Deus a quem queremos amar e servir com todas as nossas energias. Ajudai-nos a abandonar os ídolos de nosso egoísmo para concentrar nossa atenção em vós. Por Cristo, nosso Senhor”. (liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

20 de outubro de 2014 at 8:36 Deixe um comentário

Reflexão para o XXIX Domingo do Tempo Comum

2014-10-18 Rádio Vaticana

   Cidade do Vaticano (RV) – A primeira leitura nos fala de como um rei estrangeiro, não pertencente ao povo judeu, recebe de Deus a missão de salvá-lo.
Ciro, o rei persa, sente-se imbuido de justiça e realiza a missão messiânica de libertar os judeus. Isso, à luz do Evangelho que veremos em seguida, significou dar a Deus o que é de Deus, ou seja a seu Povo. Os judeus, sendo libertados, poderão voltar para casa, para o Templo e, com mais facilidade prestarão culto a Javé.
Deus é o Senhor da História, por isso pode tocar no coração de quem não O conhece, para que exerça a missão confiada por Ele, na História da Salvação.
No Evangelho, os judeus para apanharem Jesus em algum erro desastroso, preparam-lhe uma armadilha. Seja qual for a resposta do Senhor, ele se dará mal. Mas Jesus, conhecendo os corações das pessoas, intuiu a malícia e devolveu a pergunta com outra, altamente inteligente, que eles respoderão caindo na própria armadilha, e só o perceberão depois.
Para os judeus, por causa da proibição de fazer imagem de qualquer criatura, a moeda com o retrato do imperador era uma transgressão, no entanto, certamente por causa das necessidades econômicas, se esqueciam disso e a utilizavam normalmente.
Jesus lhes pergunta de quem é a efígie, ou seja, quem está retratado na moeda. Ingenuamente colocam a mão no bolso, tiram uma moeda e dizem que o retrato é de César, do imperador. Ora, só o fato de trazerem consigo um objeto, no caso a moeda, com o retrato de alguém, demonstra a conivência deles em relação ao não cumprimento do preceito de não fazer imagens ou outros objetos que retratem criaturas. Jesus nada fala a esse respeito, pois o constrangimento é geral.
O Senhor apenas manda devolverem a César, aquilo que possui seu retrato, aquilo que não é dos judeus, que não é do Povo de Deus, mas dos romanos opressores. Rejeitar todo poder que gera escravização, dominação.
O ser humano foi feito para ser livre e servir apenas ao Senhor. Dominação e morte não são cristãs. Deus é vida! Deus rejeita César quando o imperador impede ao homem uma vida digna a que tem direito por te sido criado à imagem de Cristo.
Jesus não proibiu o pagamento de impostos, não é isso que ele quis dizer. Jesus coloca o pingo no “i” ao rejeitar a opressão e mandar restituir a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.
Como em Ciro, Deus pode suscitar em pessoas não cristãs e nem conhecedoras do Deus único e verdadeiro, atitudes justas e perfeitas. Ele é o Senhor de todos e da História.
Dar a César significa devolver ao poder temporal o que ele necessita para exercer dignamente o seu papel, seguindo a lei humana de fazer o bem seguindo os ditames da consciência sadia e denunciá-lo quando estiver absolutizando seu poder.
Dar a Deus significa restituir ao Criador e Redentor todo seu senhorio sobre os corações e sobre toda a vida humana.
Poderíamos nos perguntar, como se estivéssemos fazendo um exame de consciência:
Sou um cidadão em que o Brasil pode confiar? Partilho o que tenho e o que sou para o crescimento da nação e para a vivência da fraternidade?
Porto-me como filho de Deus e luto para instaurar neste mundo o Reino de Jusiça, Amor e Paz que Jesus veio trazer?
Tenho consciência de que meu amor pelo Brasil estará plenificado à medida que procuro ser um cidadão praticante dos valores cristãos?
Ciro fez o papel que depois seria vivenciado por César, o papel de líder internacional e sem consciência da ação do Transcendente agiu como um messias.
Pertencemos a Deus, nossa vida é dEle. Que Ele tenha o senhorio de nosso coração e a precedência em tudo aquilo que fizermos. Que nosso pensar, nosso agir sejam reflexos do amor de Deus em nossos corações. Ele nos criou por amor e por amor nos redimiu. Somos de Deus.
CAS

18 de outubro de 2014 at 10:10 Deixe um comentário

Vigésimo Nono Domingo do Tempo Comum – Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus – São Mateus 22, 15-21 – 19 de Outubro

15. Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras.

16. Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre, sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens.

17. Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César?

18. Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas?

19. Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário.

20. Perguntou Jesus: De quem é esta imagem e esta inscrição?

21. De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Demos glória ao Senhor da história, que nos concede seu Espírito para podermos vencer os planos e armadilhas das forças contrárias ao Reino. A Ele pertence a vida do povo, e não aos poderes do mundo. Celebramos hoje o dia mundial das missões , com o tema “missão para libertar” e o lema: “Enviou-me a proclamar a libertação. Sejamos missionários da esperança e da alegria”. (Liturgia Diária)

Resumo do Evangelho:

De São João Paulo II: “Na hodierna página do Evangelho sobressai a resposta dada por Jesus a alguns hebreus que procuravam, como noutras circunstâncias, colocá-lo à prova. Jesus evita a armadilha, revelando-se como um Mestre de grande sabedoria, que ensina fielmente a via de Deus sem ceder a compromissos”.

Do Papa Emérito Bento XVI: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” foi a resposta de Jesus quando lhe perguntaram o que pensava sobre o pagamento dos impostos. Obviamente, os que o interrogavam desejavam preparar-lhe uma armadilha. Queriam obrigá-lo a tomar uma posição no debate político inflamado sobre a dominação romana na terra de Israel”.

Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre, sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “é precisamente esta afirmação, embora suscitada pela hipocrisia, que deve chamar a nossa atenção. Os discípulos dos fariseus e os herodianos não acreditam naquilo que dizem… Para nós, ao contrário, aquela expressão é preciosa e verdadeira: com efeito, Jesus é sincero e ensina o caminho de Deus segundo a verdade, sem se preocupar com ninguém. Ele mesmo é aquele «caminho de Deus», que nós somos chamados a percorrer. Aqui podemos evocar as palavras do próprio Jesus, no Evangelho de João: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (14, 6).

Santo Agostinho disse assim: “Era necessário que Jesus dissesse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” porque, uma vez que se conhecia o caminho, ainda era preciso conhecer a meta. O caminho conduzia para a verdade, levava para a vida… E nós, para onde vamos, senão para Ele, e por que via caminhamos, senão através dele?”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou que “os novos evangelizadores são os primeiros que são chamados a percorrer este Caminho, que é Cristo, para fazer conhecer aos outros a beleza do Evangelho que dá a vida. E por esta senda nunca caminhamos sozinhos, mas em companhia: uma experiência de comunhão e de fraternidade é oferecida a quantos encontramos, para lhes comunicar a nossa experiência de Cristo e da sua Igreja”.

Dai, pois, a César o que é de César

O Papa Paulo VI disse que Jesus “apresentou-se como o perfeito Servo de Deus (19), que «não quebra a cana rachada, nem apaga a mecha fumegante» (Mat. 12, 20). Reconheceu a autoridade civil e seus direitos, mandando dar o tributo a César, mas lembrando claramente que se deviam observar os direitos superiores de Deus: «Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt. 22, 21).

São João Paulo II disse também: “Entre as virtudes que devem brilhar em vós, está, sem dúvida, a lealdade nas confrontações da Instituição, que sois chamados a servir com pleno respeito, com o primado de Deus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mc 12, 17). Este luminoso princípio evangélico orientou a Igreja desde as origens, levando-a a nutrir um grande respeito pelas Instituições civis. Nisso e nos homens que assumem a sua responsabilidade, temos de ver um sinal da presença de Deus que guia os acontecimentos da história. Todo o poder vem de Deus. Funda-se nisto o dever do respeito que se deve à lei e aos que exercem a autoridade”.

E a Deus o que é de Deus

São João Paulo II ensinou que da resposta de Jesus “dai a Deus o que é de Deus!” Emerge claramente que o que mais conta é o Reino de Deus. As palavras de Cristo iluminam a linha de conduta do cristão no mundo. A fé não lhe pede que se marginalize das realidades temporais; pelo contrário, torna-se-lhe um ulterior estímulo para que se comprometa com álacre generosidade na transformação a partir de dentro, contribuindo desta forma para a instauração do Reino dos céus”.

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Se nas moedas romanas estava impressa a efígie de César e por isso lhe deviam ser dadas, contudo no coração do homem está gravada a marca do Senhor, o único Senhor da nossa vida. Portanto, a autêntica laicidade não consiste em prescindir da dimensão espiritual, mas em reconhecer que precisamente ela, de forma radical, é garantia da nossa liberdade e da autonomia das realidades terrenas, graças aos preceitos da Sabedoria criadora que a consciência humana sabe acolher e pôr em prática”.

Conclusão

Palavras de D. Henrique Soares: “A César, o que é de César; a Deus tudo, pois tudo é de Deus! Viver assim é crer de verdade, é levar Deus a sério de verdade! Grande ilusão nossa é pensar que podemos colocar Deus no meio de tantos e tantos amores, de tantas e tantas paixões, fazendo dele apenas mais uma, entre tantas realidades da vida. Não! Ele é tudo, ele é o Tudo, como dizia São Francisco de Assis: “Tu és o Bem, todo o Bem, o Bem universal!”

Oração:

Do Papa Emérito Bento XVI: “A Virgem Maria, que não teve medo de responder «sim» à Palavra do Senhor e, depois de a ter concebido no seu seio, se pôs a caminho cheia de alegria e de esperança, seja sempre o vosso modelo e a vossa guia. Aprendei da Mãe do Senhor e nossa Mãe, a ser humildes e ao mesmo tempo corajosos; simples e prudentes; mansos e fortes, não com o vigor do mundo, mas com a força da verdade. Amém!”

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

13 de outubro de 2014 at 9:28 Deixe um comentário

Rogai pelo Brasil, Mãe!

12 de outubro de 2014 at 5:44 1 comentário

Reflexão para o XXVIII Domingo do Tempo Comum

2014-10-10 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano – (RV) - Deus, o Rei por excelência, organiza a festa de casamento de seu Filho Jesus com a Humanidade, que apesar de ter perdido a beleza original por causa das guerras, das injustiças cometidas, das lágrimas amargas que provocou em tantas pessoas, continua a ser muito amada por seu noivo.
Por ocasião das núpcias, o Pai oferece um grande banquete comemorativo. Ele envia os convites através de pessoas capacitadas para isso: são os Profetas do Antigo Testamento, os Apóstolos do Novo Testamento e aqueles homens e mulheres que recebem essa missão. Os homens do mundo inteiro, sem distinção, são os convidados.
Os ricos e os acomodados na religião dizem não porque possuem outros “compromissos inadiáveis”; os pobres e os pecadores respondem sim, não porque não tenham compromissos, mas porque sabem que esse convite de Deus é gratuito.
Essas respostas deveriam provocar em nós a abertura de nossas comunidades a qualquer tipo de pessoa, especialmente aos que são rejeitados.
Podemos aprender dessa parábola que o Reino de Deus não fracassa por causa da recusa das elites em construir uma sociedade justa e fraterna. Os convivas que são arrancados da festa e colocados na rua são aqueles que não estão com a roupa da justiça, ou seja, revestidos com ações de justiça.
Como anda o meu guarda-roupa espiritual? Quais as obras de justiça que tenho praticado? Como andam minhas atitudes de afeto? Voltadas para os demais, descentralizadas de minha pessoa ou sendo compensação afetiva de uma pseudo caridade?
Nenhum de nós é perfeito, é santo. Quanto mais nos aproximamos de Deus, de Sua luz, mais enxergamos nossos limites e defeitos.
Essa foi a experiência de grandes santos, de muitos místicos, que – justamente por causa desta proximidade com o divino – se sentiam grandes pecadores!
Por outro lado, se a humildade nos leva a enxergar nossas qualidades e dons, ela também nos leva a atribuí-las à generosidade de Deus. Tudo é dom! Tudo é bondade do Senhor!
Esses dons, esses atributos fazem parte do convite que Deus nos faz para o banquete das bodas eternas.Só aceita o convite de Deus aqueles que estão em sintonia com o Reino de Justiça, de Amor e de Paz. Essas pessoas sempre estarão vestidas adequadamente porque, naturalmente, praticam obras de justiça. A qualquer hora podem ingressar no recinto do banquete, não importa o momento da vida em que são chamadas!
Estejamos preparados para o banquete nupcial do Cordeiro! Será sempre o Amor aquele que nos vestirá adequadamente para as núpcias!
(CAS)

11 de outubro de 2014 at 10:41 Deixe um comentário

Trecho da Carta Apostólica de São João Paulo II:

Recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo. […] O Rosário, precisamente a partir da experiência de Maria, é uma oração marcadamente contemplativa. Privado desta dimensão, perderia sentido, como sublinhava Paulo VI: « Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e a sua recitação corre o perigo de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de vir a achar-se em contradição com a advertência de Jesus: “Na oração não sejais palavrosos como os gentios, que imaginam que hão-de ser ouvidos graças à sua verbosidade” (Mt 6, 7). Por sua natureza, a recitação do Rosário requer um ritmo tranquilo e uma certa demora a pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do Coração d’Aquela que mais de perto esteve em contacto com o mesmo Senhor, e que abram o acesso às suas insondáveis riquezas ». [...]

Cristo é o Mestre por excelência, o revelador e a revelação. Não se trata somente de aprender as coisas que Ele ensinou, mas de “aprender a Ele”. Porém, nisto, qual mestra mais experimentada do que Maria? Se do lado de Deus é o Espírito, o Mestre interior, que nos conduz à verdade plena de Cristo (cf. Jo 14, 26; 15, 26;16, 13), de entre os seres humanos, ninguém melhor do que Ela conhece Cristo, ninguém como a Mãe pode introduzir-nos no profundo conhecimento do seu mistério.

O primeiro dos “sinais” realizado por Jesus –a transformação da água em vinho nas bodas de Caná – mostra-nos precisamente Maria no papel de mestra, quando exorta os servos a cumprirem as disposições de Cristo (cf. Jo 2, 5). E podemos imaginar que Ela tenha desempenhado a mesma função com os discípulos depois da Ascensão de Jesus, quando ficou com eles à espera do Espírito Santo e os animou na primeira missão. Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem. [...]

Ela convida-nos, como na sua Anunciação, a colocar humildemente as perguntas que abrem à luz, para concluir sempre com a obediência da fé: « Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra » (Lc 1, 38). [...]

Se Jesus, único Mediador, é o Caminho da nossa oração, Maria, pura transparência d’Ele, mostra o Caminho, e “é a partir desta singular cooperação de Maria com a acção do Espírito Santo que as Igrejas cultivaram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na pessoa de Cristo manifestada nos seus mistérios”.

9 de outubro de 2014 at 9:12 Deixe um comentário

Posts mais antigos


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 105 outros seguidores

Categorias


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 105 outros seguidores