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Jesus está vivo, não o procuremos entre os mortos – o Papa na audiência geral em dia de S. Jorge

 

Tempo cinzento em Roma mas uma alegria solar irradiava nos corações das dezenas de milhares de peregrinos presentes na Praça de S. Pedro para a audiência geral com o Papa Francisco nesta quarta-feira, dia 23, dia de S. Jorge. “Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo?” – esta frase do Evangelho de S. Lucas serviu de mote para a catequese proposta pelo Santo Padre:

“Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo?”

Nestes dias em que celebramos a alegria pascal de que Cristo ressuscitou e permanece para sempre vivo e presente no mundo, a pergunta que os anjos fizeram às mulheres no sepulcro, também se dirige a nós: «Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo?»

De facto – continuou o Santo Padre – às vezes, podemos fechar-nos em várias formas de egoísmo, seduzidos pelas coisas deste mundo, deixando de lado Deus e o próximo.

“Mas não é fácil aceitar a vida do Ressuscitado e a sua presença no meio de nós. O Evangelho faz-nos ver as reações do apóstolo Tomé, de Maria Madalena e dos dois discípulos de Emaús: faz-nos bem confrontarmo-nos com eles.“

Desta forma – continuou o Papa – podemos ser como Tomé, querendo tocar nas chagas para acreditar; ou como Maria Madalena, que vê Jesus, mas não o reconhece; ou ainda, como os discípulos de Emaús, que sentindo-se derrotados não percebem que é o próprio Jesus que os acompanha.
“Porque procuras entre os mortos aquele que está vivo tu que perdes-te a esperança e tu que te sentes aprisionado pelos teus pecados? Porque procuras entre os mortos aquele que está vivo tu que aspiras à beleza, à perfeição espiritual, à justiça, à paz?

Não podemos, assim, procurar entre os mortos aquele que está vivo! – sublinhou o Santo Padre. Por isso, é preciso maravilhar-se novamente com Cristo ressuscitado, para poder sair dos nossos espaços de tristeza e abrirmo-nos à esperança que remove as pedras dos sepulcros e nos dá coragem para anunciar pelo mundo fora o Evangelho da vida. – concluiu o Papa Francisco.

O Papa Francisco no final da catequese saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Dou as boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, especialmentemente aos fiéis de Lisboa e aos diversos grupos do Brasil. Queridos amigos, a fé na Ressurreição nos leva a olhar para o futuro, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Feliz Páscoa para todos!”

Na saudações em língua italiana o Santo Padre referiu em particular a sua proximidade e oração aos trabalhadores da Lucchini de Piombino, em Livorno, na região italiana da Toscânia de quem recebeu uma video-mensagem que referia o quase seguro encerramento desta histórica e importante unidade siderúrgica:

“Caros operários, caros irmãos, abraço-vos fraternalmente e aos responsáveis peço de fazerem todos os esforços de criatividade e generosidade para reacender a esperança nos corações destes nossos irmãos e de todas as pessoas desempregadas por causa do desgoverno e da crise económica. Por favor, abram os olhos e não fiquem com os braços cruzados…”

O Papa Francisco a todos deu a sua benção! (RS)
Fonte: Site do Vaticano

23 de abril de 2014 at 8:15 Deixe um comentário

Principais atividades na semana da Canonização de João XXIII e João Paulo II

 

2014-04-21 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Roma receberá milhares de peregrinos para uma semana muito especial que vamos viver. Estão previstas várias atividades em preparação a Canonização dos dois beatos João XXIII e João Paulo II.
Dos dias 22 a 26, foram preparados “briefing” que terão como tema: a vida dos dois beatos, como por exemplo: Por que eles são santos?; a vida e o ministério petrino de João XXIII e João Paulo II; a intercessão dos dois Beatos e seus milagres; “dois Papas Santos por quem esteve perto deles”; “Os dois Papas e o Concílio Vaticano II”. Todos serão ministradas na sala de imprensa Vaticana e na sala Paulo VI.
Acontecerão também ao longo da semana, diversos encontros, celebrações, missas e vigílias. Entre elas uma missa dia 26 às 18h na Basílica São João de Latrão, onde João XXIII iniciou sua vida religiosa como seminarista do Pontifício Seminário Romano e onde depois foi sua catedral como Bispo de Roma.
E no mesmo dia a partir das 21h, acontecerá a Noite Branca de oração. As igrejas do centro de Roma estarão abertas onde será possível rezar e se confessar. É proposto um esquema, elaborado pelo Ofício Litúrgico do Vicariato de Roma, para a vigília com passagens bíblicas e textos extraídos das escrituras dos dois Papas que oferecem sugestões para as meditações e orações.
Para melhor participação de todos os peregrinos, as igrejas do centro de Roma, estarão organizadas por idiomas. E para acolher os peregrinos de língua portuguesa, esse momento de oração será na Igreja Santa Anastásia na Piazza di Sant’Anastasia.
E dia 27, domingo, às 10h na Praça de São Pedro, será presidida pelo Papa Francisco a Santa missa de Canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II. E logo, em seguida, às 12h a oração Regina Coeli.
Finalizando as atividades da semana e a festa das canonizações, dia 28 segunda-feira, às 10h será celebrada uma Missa de Ação de graças presidida pelo Cardeal Ângelo Comastri, Vigário do Papa Francisco, na Cidade do Vaticano.

Segue abaixo detalhes da programação desta semana em preparação à canonização de João XXIII e João Paulo II:
Coletivas:
Dia 22 às 11h30 | Sala de imprensa Vaticano Tema: Por que eles são santos?
Mons. Slavomir Oder, Postulador da causa de João Paulo II eP. Giovangiuseppe Califano, Postulador da causa de João XXIII
Dia 23 às 16h | Media Center (Sala Paolo VI)
Tema: a vida e o ministério petrino de João XXIII.Mons Battista Angelo Pansa, Pároco da Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo de Roma, estudioso de João XXIII.
Guido Gusso, colaborador de João XXIII.
Dia 24, às 16h no Media Center, (Sala Paulo VI) Tema: sobre a intercessão dos dois Beatos e seus milagres.
Floribeth Mora Diaz, que recebeu o milagre pela intercessão de João Paulo II.Irmã Adele Labianca, Filha da Caridade, responsável do Hospital Umberto I em Fasano (Brindisi), onde se tratava a Irmã Caterina Capitani, curada pela intercessão de João XXIII.
Dia 25, às 11h30, na Sala de Imprensa Vaticana
Tema: Sua vida e o ministério petrino de João Paulo IIJoaquim Navarro Valls, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé durante o pontificado de João Paulo II.
Georges Weigel, biógrafo de João Paulo II.
Dia 25, ás 16h, no Media Center (Sala Paulo VI) Tema: “dois Papas Santos de quem esteve perto deles”
S. Em. Card. Stanisław Dziwisz, Arcebispo de Cracóvia, Secretário particular de João Paulo II. S. Em. Card. Loris Capovilla, Secretário particular de João XXIII (é previsto uma transmissão ao vivo de Sotto il Monte, Bergamo).

Dia 26, às 11h30, na Sala de Imprensa VaticanaTema: “Os dois Papas e o Concílio Vaticano II”
Com Marco Roncalli, sobrinho e biógrafo de João XXIII.Stanislaw Grygiel, professor emérito de Antropologia Filosófica no Pontifício Instituto João Paulo II para os estudos sobre o matrimonio e amigo e colaborador de João Paulo II.

Celebrações
Dia 22, ás 20h30, na Basílica de São João de Latrão – Encontro para os jovens em preparação a Canonização, presidida pelo Cardeal Agostino Vallini.
Dia 25, às 15h, na Capela São Tomás de Aquino, da Universidade de Tor Vergata (Via Salamanca), é previsto o encontro «Novo humanismo em João Paulo II». Seguido de uma vigília presidida pelo bispo auxiliar de Roma, Lorenzo Leuzzi.
Dia 26, às 18h, na Basílica de São João de Latrão, peregrinos de Bergamo se reunirão para uma vigília para João XXIII: basílica onde o jovem Roncalli iniciou sua vida religiosa como seminarista do Pontifício Seminário Romano e onde depois foi a sua catedral como Bispo de Roma.
A partir das 21h, acontecerá a Noite Branca de oração. As igrejas do centro de Roma estarão abertas e será possível rezar e se confessar. É proposto um esquema, elaborado pelo Ofício Litúrgico do Vicariato de Roma, para a vigília passagens bíblicas e textos extraídos das escrituras dos dois Papas que oferecem sugestões para as meditações e orações.
Dia 27, às 10h, na Praça São Pedro, Santa missa de Canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II. Logo em seguida, às 12h, Regina Coeli.
E no dia 28, às 10h, Missa de Ação de graças presidida pelo Cardeal Ângelo Comastri, Vigário do Papa Francisco para a Cidade do Vaticano.
(JO)

23 de abril de 2014 at 8:11 Deixe um comentário

Segundo Domingo da Páscoa – Domingo da Misericórdia Divina – São João 20, 19-31 – 27 de Abril de 2014

 

19. Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco!

20. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.

21. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.

22. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.

23. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.

24. Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.

25. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!

26. Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!

27. Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.

28. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!

29. Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!

30. Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.

31. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

 

“Com muita fé nos reunimos para celebrar o “Domingo da Misericórdia Divina”. Deus é bom e sua misericórdia é eterna. Alegremo-nos nele e exultemos, pois nos convida, nesta Eucaristia, a superar o medo e  acolher o dom da paz e da reconciliação do Ressuscitado presente entre nós”.

Versículos 19 e 20: “Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor”.

Padre Bantu Mendonça disse que “no Evangelho de hoje, os discípulos estão com as portas trancadas com medo dos judeus …Porém, a presença do ressuscitado liberta a comunidade do medo e lhes traz a alegria. O mostrar as chagas das mãos e a do lado é a confirmação de identificação do ressuscitado com Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Agora, conforme anunciara nos discursos de despedida, Jesus comunica aos discípulos o Espírito, soprando sobre eles”.

Versículos 21 e 23: “Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.

“Aos Apóstolos Jesus concedeu, juntamente com a sua paz, também o Espírito Santo, a fim de que pudessem propagar no mundo o perdão dos pecados, aquele perdão que só Deus pode conceder, e que custou o Sangue do Filho (Jo 20, 21-23). A Igreja é enviada por Cristo Ressuscitado, para transmitir aos homens a remissão dos pecados, e deste modo fazer crescer o Reino do amor, semear a paz nos corações, para que se confirme inclusive nos relacionamentos, nas sociedades e nas instituições. E o Espírito de Cristo Ressuscitado afasta o medo do coração dos Apóstolos, impelindo-os a sair do Cenáculo para anunciar o Evangelho”. (Papa Francisco)

O Sacramento da Confissão: O Catecismo (§1422) ensina: “aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão”.

O Beato João Paulo II disse: “Assim como os Apóstolos outrora, é necessário porém que também a humanidade de hoje acolha no cenáculo da história Cristo ressuscitado, que mostra as feridas da sua crucifixão e repete: A paz seja convosco! É preciso que a humanidade se deixe atingir e penetrar pelo Espírito que Cristo ressuscitado lhe dá. É o Espírito que cura as feridas do coração, abate as barreiras que nos separam de Deus e nos dividem entre nós, restitui ao mesmo tempo a alegria do amor do Pai e a da unidade fraterna”.

O Papa Francisco disse:  “A paz esteja convosco!» (Jo 20, 19.21.26). Não se trata de uma saudação, nem sequer de simples bons votos: é uma dádiva, aliás, o dom precioso que Cristo oferece aos seus discípulos, depois de ter passado através da morte e da mansão dos mortos. Ele concede a paz, como tinha prometido: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. E não vo-la dou como o mundo vo-la dá» (Jo 14, 27). Esta paz é o fruto da vitória do amor de Deus sobre o mal, é o fruto do perdão. E é precisamente assim: a paz verdadeira, a paz profunda, deriva da experiência da misericórdia de Deus”.

 

Versículos 24 a 29: “Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei! Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!  Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus! Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!”

Padre Bantu explicou: “Tomé, um dos doze apóstolos, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Só este discípulo estava ausente. Ao voltar e ouvir contar o que acontecera, negou-se a acreditar no que ouvia. Veio outra vez o Senhor e apresentou ao discípulo incrédulo o Seu lado para que ele pudesse tocar, mostrou-lhe as mãos e também a cicatriz das Suas chagas. O Senhor curou a ferida daquela incredulidade”.

Papa Francisco disse que Tomé “era um cabeça dura. Mas, o Senhor escolheu precisamente um cabeça dura para fazer entender uma coisa tão nobre. Tomé viu o Senhor e foi convidado a colocar o dedo nas chagas do Senhor ressuscitado. Mas, foi mais além e disse ‘meu Senhor e meu Deus’. Assim, ele foi o primeiro dos discípulos a confessar a divindade de Jesus, depois da sua ressurreição. E o adorou!”.

 

Versículos 30 e 31: “Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome”.

O Padre Bantu disse assim: “A partir da dúvida de Tomé, já não há mais motivos para duvidarmos da presença operante de Cristo Divino entre nós. Ele pode tudo e quer nos retirar da morte do corpo e nos dar a vida eterna. Jesus quer nos revestir de um corpo glorioso como o d’Ele. Com Tomé, digamos: “MEU SENHOR E MEU DEUS!”

A  Misericórdia Divina

O Beato João Paulo II disse: “Jesus mostra as mãos e o lado. Isto é, indica as feridas da Paixão, sobretudo a chaga do coração, fonte onde nasce a grande onda de misericórdia que inunda a humanidade. Daquele Coração a Santa Faustina Kowalska, verá partir dois fachos de luz que iluminam o mundo: “Os dois raios, explicou-lhe certa vez o próprio Jesus representam o sangue e a água” .

“A misericórdia é a compaixão que o nosso coração experimenta pela miséria alheia, que nos leva a socorrê-la, se o pudermos” (Santo Agostinho, De civitate Dei, IX, 5).

“Feliz a alma que confiou na Vossa bondade. E submeteu-se inteiramente à Vossa Misericórdia! Essa alma está repleta da paz, do amor, em toda parte eu a defenderei como Minha filha. Ó alma, quem quer que sejas no mundo, ainda que seus pecados sejam negros como a noite não temas a Deus, tu frágil criança, porque grande é Minha misericórdia” (Diário de Santa Faustina nº 1652).

A Palavra diz: “Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos!” (Ef 2, 4-5)

Do Papa Francisco: “Oremos juntos à Virgem Maria, a fim de que nos ajude, Bispo e Povo, a caminhar na fé e na caridade, sempre confiantes na misericórdia do Senhor: Ele está sempre à nossa espera, ama-nos, perdoou-nos com o seu sangue e perdoa-nos cada vez que nos dirigimos a Ele para pedir o perdão. Tenhamos confiança na sua misericórdia!”

 

Conclusão

“Crer no Filho crucificado significa «ver o Pai» significa crer que o amor está presente no mundo e que o amor é mais forte do que toda a espécie de mal em que o homem, a humanidade e o mundo estão envolvidos. Crer neste amor significa acreditar na misericórdia. Esta é, de fato, a dimensão indispensável do amor, é como que o seu segundo nome e, ao mesmo tempo, é o modo específico da sua revelação e atuação perante a realidade do mal que existe no mundo, que assedia e atinge o homem, que se insinua mesmo no seu coração e o «pode fazer perecer, na Geena”.  (Beato João Paulo II)

 

Oração

Salmo 117

1. Aleluia. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia.

2. Diga a casa de Israel: Eterna é sua misericórdia.

3. Proclame a casa de Aarão: Eterna é sua misericórdia.

4. E vós, que temeis o Senhor, repeti: Eterna é sua misericórdia.

5. Na tribulação invoquei o Senhor; ouviu-me o Senhor e me livrou.

6. Comigo está o Senhor, nada temo; que mal me poderia ainda fazer um homem?

7. Comigo está o Senhor, meu amparo; verei logo a ruína dos meus inimigos.

8. Mais vale procurar refúgio no Senhor do que confiar no homem.

9. Mais vale procurar refúgio no Senhor do que confiar nos grandes da terra.

10. Ainda que me cercassem todas as nações pagãs, eu as esmagaria em nome do Senhor.

11. Ainda que me assediassem de todos os lados, eu as esmagaria em nome do Senhor.

12. Ainda que me envolvessem como um enxame de abelhas, como um braseiro de espinhos, eu as esmagaria em nome do Senhor.

13. Forçaram-me violentamente para eu cair, mas o Senhor veio em meu auxílio.

14. O Senhor é minha força, minha coragem; ele é meu Salvador.

15. Brados de alegria e de vitória ressoam nas tendas dos justos:

16. a destra do Senhor fez prodígios, levantou-me a destra do Senhor; fez maravilhas a destra do Senhor.

17. Não hei de morrer; viverei para narrar as obras do Senhor.

18. O Senhor castigou-me duramente, mas poupou-me à morte.

19. Abri-me as portas santas, a fim de que eu entre para agradecer ao Senhor.

20. Esta é a porta do Senhor: só os justos por ela podem passar.

21. Graças vos dou porque me ouvistes, e vos fizestes meu Salvador.

22. A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular.

23. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos olhos.

24. Este é o dia que o Senhor fez: seja para nós dia de alegria e de felicidade.

25. Senhor, dai-nos a salvação; dai-nos a prosperidade, ó Senhor!

26. Bendito seja o que vem em nome do Senhor! Da casa do Senhor nós vos bendizemos.

27. O Senhor é nosso Deus, ele fez brilhar sobre nós a sua luz. Organizai uma festa com profusão de coroas. E cheguem até os ângulos do altar.

28. Sois o meu Deus, venho agradecer-vos. Venho glorificar-vos, sois o meu Deus.

29. Dai graças ao Senhor porque ele é bom, eterna é sua misericórdia.

 Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

21 de abril de 2014 at 18:40 Deixe um comentário

Reflexão para Segunda-Feira de Páscoa

2014-04-21 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) -   Nesta semana, chamada de Semana da Oitava Pascal, vivemos a Eucaristia como se celebrássemos o Domingo de Páscoa, tal é sua importância grandiosa. A Páscoa é a Festa das Festas, é a celebração máxima dos cristãos. Jesus Cristo, por sua morte e ressurreição nos deu a vida plena com o Pai, para toda a eternidade.
Somos levados, por causa de todo o simbolismo e por causa de nossa tendência a sermos solidários com quem padece, a vivenciarmos, com facilidade, os mistérios da Paixão do Senhor. Com certeza, mais uma vez, nossos templos estiveram lotados de pessoas para as celebrações de quinta e, mais ainda, para a de sexta-feira santa.
É a sensibilidade que nos provoca a consciência de que somos cristãos e de que é preciso parar e rever nossa caminhada.
Contudo, na Páscoa, celebramos aquilo que somente a fé pode nos falar, em que nossos sentidos não percebem senão com o auxílio da Graça de Deus. Celebramos a Ressusrreição do Senhor, a Vida Nova sem os laços da morte a quererem aprisioná-la.O eterno, o que permanece, é invisível aos olhos já nos disse um sábio. O que vemos é passageiro, fenece, morre, desaparece. A Páscoa celebra nossa eternidade feliz.
Aquilo que tivermos feito por vaidade, vai desaparecer com nossa vida, porque pertenceu a este mundo que é caduco, que envelhece e morre. Mas aquilo que fizemos por amor a Deus e ao próximo, permanece e nos acompanhará na eternidade, porque foi fruto da ação do Espírito Santo em nossa vida.
Aproveitemos o Tempo Pascal, especialmente esta semana para resgatarmos a vontade de querer o Céu já nesta terra. Que nossas ações sejam movidas mais por um coração semelhante ao de Jesus e menos pelos desejos consumistas de ter, de prazer, de vaidades, que desaparecerão porque não são eternas, mas frutos do velho Adão que ainda vive em nós e resiste a desaparecer.
Que o Cristo, com seu coração aberto, acolhedor, nos atraia cada vez mais para a fraternidade, para a partilha de tudo que temos e somos, para que a Vida recebida no batismo, cresça e nos faça participar, ainda nesta vida, da alegria eterna que só Deus pode nos dar.
Cesar Augusto dos Santos, SJ

21 de abril de 2014 at 8:32 Deixe um comentário

A boa nova não é só palavra, é testemunho de amor: Papa na mensagem Urbi et Orbi, nesta Páscoa 2014

 

2014-04-20 Rádio Vaticana

Cari fratelli e sorelle, buona Pasqua!
… Papa Francisco, nesta Páscoa 2014, dirigindo Urbi et Orbi (à Cidade de Roma e ao mundo inteiro), da varanda central da basílica de São Pedro, a sua mensagem pascal, em que tomou como ponto de partida o anúncio do anjo às mulheres, perante o sepulcro aberto: “Ressuscitou! Vinde e vede!” Uma mensagem que hoje ressoa uma vez mais na Igreja espalhada pelo mundo: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (…). Vinde, vede o lugar onde jazia»
“Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou!”
É este o acontecimento que está na base da nossa fé e da nossa esperança – sublinhou o Papa: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja veria esgotar-se o seu ímpeto, porque foi dali que partiu e é sempre daqui que de novo parte. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte.
“Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.”
Há que dizer a todos: «Vinde e vede», isso porque – insistiu o Papa – a Boa Nova não é apenas uma palavra, é testemunho…
“A Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído…
O Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto… “Com esta jubilosa certeza no coração”, o Papa Francisco prosseguiu a sua Mensagem pascal em jeito de oração ao Senhor ressuscitado pedindo-lhe a graça de O reconhecer e servir nos irmãos que sofrem:
“Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.
Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices. Tornai-nos capazes de proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objecto de exploração e de abandono.”
Na sua oração a Jesus Ressuscitado, Papa Francisco não esqueceu os que sofrem com doenças como a epidemia de ébola… dos quais é preciso cuidar, contrastando também as condições de vida que facilitam a sua difusão…
“Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afectados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.”
O Papa pediu ao Senhor Ressuscitado que console quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque a eles foram arrancados injustamente, como (é o caso, por exemplo) das numerosas pessoas – padres e leigos – sequestradas em diferentes partes do mundo.
Recordados também “os que deixaram as suas terras emigrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.”
Na parte final da Mensagem pascal a todo o mundo, o Papa evocou as situações de guerra e de violências, nomeadamente a Síria, o Iraque, a Terra Santa, a República Centro-Africana, Nigéria, Sudão do Sul, Venezuela e Ucrânia…
Começando por pedir a “Jesus glorioso”, que “cesse toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente”, prosseguiu o Papa Francisco, em tom de súplica:
“Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.”
“Pedimo-Vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.
Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.
Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.”
Finalmente a referência à Ucrânia, observando que este ano os católicos de rito latino celebram juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, o Papa pediu ao Senhor Ressuscitado “que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação” e “que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País”.
“Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz!”
Cari fratelli e sorelle, buona Pasqua!
O Santo Padre a todos deu a sua especial bênção apostólica, a que está ligada, nesta circunstância, a indulgência plenária, nas condições previstas de conversão pessoal, absolvição sacramental e oração pelas intenções do Santo Padre.

Anteriormente, a partir das 10.15, o Santo Padre presidiu à solene Missa da Ressurreição, na Praça de São Pedro, com uma multidão incontável de fiéis. Coincidindo este ano a celebração da Páscoa nas comunidades de rito latino com a data da Páscoa nas comunidades que seguem o calendário juliano, a celebração papal de hoje incluiu também um antiquíssimo Cântico do património da liturgia pascal bizantina… que recordam as mulheres que vão ao Sepulcro para ungir o corpo de Jesus e recebem a boa nova de que o Senhor ressuscitou…

20 de abril de 2014 at 9:41 Deixe um comentário

Reflexão para o Sábado Santo

2014-04-19 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Neste sábado, após os sofrimentos e a morte do Senhor na cruz, dirijamos nossa atenção, nossos olhares carinhosos para Maria, a Mãe de Jesus e nossa.
Ela se encontra na casa de João. O discípulo amado a levou para lá, após o sepultamento de Jesus, cumprindo uma de suas últimas palavra na cruz: “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí tua Mãe.”
Vamos encontrá-la em um quarto retirado, meditando sobre a vida de seu querido filho. Ela o revê criancinha… Belém…Nazaré… a despedida antes da vida pública…Caná…e outros momentos caros ao seu coração, agora transpassado pela espada de que falara Simeão, quando da apresentação de Jesus no Templo. De fato ela agora é a Senhora das Dores. Tudo quanto ela “conservava em seu coração” e sobretudo o que viu na Paixão, ela revive.
Mas a solidão está cheia de fé e de esperança, do mesmo modo como está cheia de tristeza.
Maria fica de pé em sua fé intacta, inabalável como gostamos de dizer. Ela nunca teve as flutuações, as hesitações da fé dos discípulos.Seu filho acabou de sofrer. Está terminada a fase dolorosa da redenção.
Maria sabe que a Ressureeição é certa e está próxima. Recorda as palavras pelas quais Jesus anunciou sua Ressurreição.
Já no Calvário ela preseniou a aurora da ressurreição, da vida nova, dos efeitos da redenção através da conversão de Dimas, o ladrão que professou a fé em Jesus; através dadeclaração do centuriaão de que verdadeiramente Jesus era justo; através da atitude de todas as ppessoas que desciam do monte e voltavam para suas casas batendo no peito em sinal de arrependimento e contrição…Maria, em seu quarto, recebe os discípulo: Pedro, que chora sua fraqueza; João, que chora um amigo; os demais, que haviam fugido. Um a um eles retornam.
A Pedro ela ensina a humildade, a todos comunica sua paz, sua fé, sua esperança. Ela vive o papel de consoladora, que mais tarde Jesus ressuscitado exercerá magificamente. Ela reagrupa os amigos de Jesus, um após o outro. Será o grupo dos dias da Ressurreição, da Ascensão, de Pentecostes, da primeira comunidade cristã. Assim a Igreja vais se enraizando no mundo: um grupo de verdadeiros amigos de Jesus que crêem em sua Ressurreição.
Maria inaugura seu papel de Medianeira, de Mãe de cada cristão, depois de ter cumprido o papel histórico de co-redentora.
Nesta noite, a noite da grande vigília, a mais importante para os cristãos, faremos em nossas comunidades eclesiais a bênção do gfogo novo, com o qual se acenderá o Círio Pascal, sinal expressivo do Cristo Ressuscitado. As leituras que ouviremos nos farão a recapitulação de toda a História da salvação, em que o ápice é a Ressurreição de Cristo.Em muitas comunidades teremos o batismo de novos irmãos, que aceitaram dar o sim resposta ao sim proposta de Jesus. Será a aceitação da aliança de Jesus, para toda a vida. Renovemos também nossa entrega ao Senhor da Vida.
Feliz Páscoa!

19 de abril de 2014 at 11:55 Deixe um comentário

Papa: “Na Cruz, vemos a monstruosidade do homem quando se deixa guiar pelo mal”

 

2014-04-19 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – “Nosso Jesus, guia-nos da cruz à ressurreição e ensina-nos que o mal não terá a última palavra, mas o amor, a misericórdia e o perdão”: palavras pronunciadas pelo Papa Francisco ao final da Via-Sacra no Coliseu de Roma – uma meditação que não estava prevista.
Francisco evocou os sofrimentos provocados pela doença e o abandono e condenou as injustiças cometidas por “cada Caim contra o seu irmão”.
Após as 14 estações, Francisco disse que Deus colocou na cruz de Cristo o peso dos pecados da humanidade, “a amargura” da traição, a “vaidade” dos prepotentes, a “arrogância dos falsos amigos”.
“Era uma cruz pesada, como a noite das pessoas abandonadas, como a morte dos entes queridos”, afirmou, recordando todavia que era também “uma cruz gloriosa”, porque simboliza o amor de Deus, que é maior do que nossas injustiças e nossas traições.
“Na cruz vemos a monstruosidade do homem quando se deixa guiar pelo mal, mas também vemos a imensidão da misericórdia de Deus, que não nos trata segundo os nossos pecados, mas segundo a sua misericórdia”.
Diante da cruz de Jesus, vemos, quase tocando com as mãos, quanto somos amados eternamente por Deus – disse ainda o Pontífice, recordando que neste momento nos sentimos seus filhos e não ‘coisas’ ou objetos. [
Citando S. Gregório Nazianzeno, o Papa completou: “Nosso Jesus, guia-nos da cruz à ressurreição e ensina-nos que o mal não terá a última palavras, mas o amor, a misericórdia e o perdão. Todos juntos, recordemos os doentes, lembremos todas as pessoas abandonadas sob o peso da cruz, a fim de que encontrem na provação da cruz a força da esperança, da esperança da ressurreição e do amor de Deus”.
Injustiças, precariedade, desemprego: cerca de 40 mil fiéis acompanharam, no Coliseu, a procissão com os últimos do mundo, com os “novos crucificados”. Para Francisco, cada estação da Via-Sacra corresponde a uma ferida contemporânea: o peso da crise, os imigrantes, os doentes terminais, a exploração das mulheres, mas também a experiência da prisão, da tortura, da solidão.
As meditações foram propostas pelo Arcebispo de Campobasso-Boiano, Dom Giancarlo Bregantini, com o teve como tema “Rosto de Cristo, Rosto do Homem”.
A cruz foi carregada por cardeais, operários e empresários, imigrantes, sem-teto, detentos, mulheres, doentes, crianças e idosos.
Na cruz levada por Jesus até ao calvário, escreveu Dom Bregantini, estão “o peso de todas as injustiças que produziram a crise econômica, com as suas graves consequências sociais: precariedade, desemprego, demissões, dinheiro que governa em vez de servir, especulação financeira, suicídios de empresários, corrupção e usura, juntamente com empresas que deixam os países”.
O Arcebispo pediu que se chore “pelas mulheres escravizadas pelo medo e a exploração”, mas recordou que “não basta bater no peito e sentir comiseração”. As mulheres devem “ser tranquilizadas como Ele fez, devem ser amadas como um dom inviolável para toda a humanidade”.
Numa das estações, D. Giancarlo Bregantini criticou também as condenações e “acusações fáceis, os juízos superficiais entre o povo, as insinuações e os preconceitos que fecham o coração e se tornam cultura racista, de exclusão e de descarte”.
Segundo D. Giancarlo Bregantini, Jesus ensina a viver “não mais na injustiça, mas capazes, com a sua ajuda, de criar pontes de solidariedade e esperança”.
O texto fala ainda da dor de “toda mãe por seus filhos distantes, pelos jovens condenados à morte ou que partiram para a guerra, principalmente as crianças-soldado”, pelo filhos que morrem devido a incêndios de resíduos tóxicos ou viciados em droga e álcool.
Por fim, os detidos nos cárceres, com todas as suas desumanas contradições, como a burocracia, os suicídios, a lentidão da Justiça e a superlotação. Mais grave, no entanto, é a prática da tortura. “Em cada prisão, ao lado de cada torturado, está sempre Ele, o Cristo sofredor, encarcerado e torturado.”
(BF)

19 de abril de 2014 at 6:44 Deixe um comentário

18 de abril de 2014 at 17:30 Deixe um comentário

Celebração da Paixão do Senhor: a traição de Judas continua na história e o traído é sempre Jesus

 

2014-04-18 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu, na tarde desta Sexta-feira Santa, na Basílica Vaticana, a celebração da Paixão do Senhor, com o rito da Adoração da Cruz, que caracteriza esta celebração. Como habitual nesta ocasião, a homilia foi feita pelo pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa.
“Estava com eles também Judas, o traidor.” A homilia do frei capuchinho partiu desta afirmação, frisando que a primeira comunidade cristã tem refletido muito sobre ele e que nós faríamos mal se não o fizéssemos o mesmo. Judas tem muito a nos dizer, destacou.
O religioso lembrou que “Judas não tinha nascido traidor e não o era quando foi escolhido por Jesus; tornou-se! Estamos diante de um dos dramas mais obscuros da liberdade humana. Por que se tornou?” – perguntou.
Frei Cantalamessa recordou que em anos não distantes tentou-se dar a seu gesto motivações ideais, outros pensaram que Judas estivesse desapontado com a maneira em que Jesus realizou a sua idéia do “reino de Deus” e que quisesse forçá-lo a agir no plano político contra os pagãos.
Os Evangelhos falam de um motivo muito mais terra-terra – observou: o dinheiro. Judas tinha a responsabilidade da bolsa comum do grupo; na ocasião da unção em Betânia havia protestado contra o desperdício do perfume precioso derramado por Maria aos pés de Jesus, não porque se preocupasse pelos pobres, assinala João, mas porque “era um ladrão e, como tinha a bolsa, tirava o que se colocava dentro”(Jo 12, 6). A sua proposta aos chefes dos sacerdotes é explícita: “Quanto estão dispostos a dar-me, se vo-lo entregar? E eles fixaram a soma de trinta moedas de prata” (Mt 26, 15).
Mas por que maravilhar-se desta explicação e achar que ela é banal? Não foi quase sempre assim na história e não é ainda assim hoje em dia? Mamona, o dinheiro, não é um dos muitos ídolos; é o ídolo por excelência; literalmente, “o ídolo de metal fundido” (cf. Ex 34, 17), frisou o pregador da Casa Pontifícia.
Quem é, nos fatos, o outro patrão, o anti-Deus, Jesus no-lo diz claramente: “Ninguém pode servir a dois senhores: não podeis servir a Deus e a Mamona” (Mt 6, 24). O dinheiro é o “deus visível”, em oposição ao verdadeiro Deus que é invisível.
Mamona é o anti-Deus, porque cria um universo espiritual alternativo, muda o objeto das virtudes teologais. Fé, esperança e caridade não são mais colocados em Deus, mas no dinheiro. Ocorre uma sinistra inversão de todos os valores. “Tudo é possível ao que crê”, diz a Escritura (Mc 9, 23); mas o mundo diz: “Tudo é possível para quem tem dinheiro”. E, em certo sentido, todos os fatos parecem dar-lhe razão.
Citando a Escritura, Frei Cantalamessa lembrou que “o apego ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Por trás de todo o mal da nossa sociedade está o dinheiro, ou pelo menos está também o dinheiro.
O que está por trás do tráfico de drogas que destrói tantas vidas humanas, a exploração da prostituição, o fenômeno das várias máfias, a corrupção política, a fabricação e comercialização de armas, e até mesmo – coisa horrível de se dizer – a venda de órgãos humanos removidos das crianças? E a crise financeira que o mundo atravessou e que este país ainda está atravessando, não é, em grande parte, devida à “deplorável ganância por dinheiro”, o auri sacra fames, de alguns poucos? Judas começou roubando um pouco de dinheiro da bolsa comum. Isso não diz nada para certos administradores do dinheiro público?
Mas sem pensar nesses modos criminosos de ganhar dinheiro, por acaso, já não é escandaloso que alguns percebam salários e pensões cem vezes maiores do que daqueles que trabalham nas suas casas, e que já levantem a voz só com a ameaça de ter que renunciar a algo, em vista de uma maior justiça social?
Como todos os ídolos, o dinheiro é “falso e mentiroso”: promete a segurança e, em vez disso, a tira; promete a liberdade e, em vez disso, a destrói, ressaltou Frei Cantalamessa.
Após afirmar que o deus dinheiro se encarrega de punir, ele mesmo, os seus adoradores, o frei capuchinho recordou que “é possível trair Jesus também por outros tipos de recompensa que não sejam as trinta moedas de prata. Trai a Cristo quem trai a própria esposa ou o próprio marido. Trai a Jesus o ministro de Deus infiel ao seu estado, ou que, em vez de apascentar o rebanho apascenta a si mesmo. Trai a Jesus quem trai a própria consciência”.
O religioso franciscano observou que Judas tinha um atenuante que nós não temos. Ele não sabia quem era Jesus, considerava-o somente “um homem justo”; não sabia que era o Filho de Deus, nós sim.
O Evangelho descreve o fim horrível de Judas: “Judas, que o havia traído, vendo que Jesus tinha sido condenado, se arrependeu, e devolveu as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: pequei, entregando-vos sangue inocente. Mas eles disseram: O que nos importa? O problema é seu. E ele, jogando as moedas no templo, partiu e foi enforcar-se” ( Mt 27 , 3-5).
Mas não julguemos apressadamente, disse o pregador da Casa Pontifícia. Jesus nunca abandonou a Judas e ninguém sabe onde ele caiu quando se jogou da árvore com a corda no pescoço: se nas mãos de Satanás ou naquelas de Deus. Quem pode dizer o que aconteceu na sua alma naqueles últimos instantes? “Amigo”, foi a última palavra que Jesus lhe disse no horto e ele não podia tê-la esquecido, como não podia ter esquecido o seu olhar.
O destino eterno da criatura é um segredo inviolável de Deus. A Igreja nos garante que um homem ou uma mulher proclamados santos estão na bem-aventurança eterna; mas de ninguém a Igreja sabe com certeza que esteja no inferno.
Da mesma forma que procurou o rosto de Pedro depois de sua negação para dar-lhe o seu perdão, terá procurado também o de Judas em algum momento da sua via crucis! Quando da cruz reza: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23 , 34), não exclui certamente deles a Judas.
Então, o que faremos, portanto, nós? Quem seguiremos, Judas ou Pedro? – perguntou o religioso. Pedro teve remorso pelo que ele tinha feito, mas também Judas teve remorso, tanto que gritou: “Eu traí sangue inocente!”, e devolveu as trinta moedas de prata. Onde está, então, a diferença? Em apenas uma coisa: Pedro teve confiança na misericórdia de Cristo, Judas não! O maior pecado de Judas não foi ter traído Jesus, mas ter duvidado da sua misericórdia.
Se nós o imitamos, quem mais quem menos, na traição, não o imitemos nesta sua falta de confiança no perdão, exortou. Existe um sacramento no qual é possível fazer uma experiência segura da misericórdia de Cristo: o sacramento da reconciliação. Como é belo este sacramento! É doce experimentar Jesus como mestre, como Senhor, mas ainda mais doce experimentá-lo como Redentor: como aquele que te tira para fora do abismo.
Concluindo, o pregador da Casa Pontifícia recordou que Jesus sabe fazer de todas as culpas humanas, uma vez que nos tenhamos arrependido, “felizes culpas”, culpas que não são mais lembradas a não ser pela experiência da misericórdia e pela ternura divina da qual foram ocasião! (RL)

18 de abril de 2014 at 17:29 Deixe um comentário

Sexta-Feira Santa – Celebração da Morte de Jesus na Cruz

18 de abril de 2014 at 11:29 Deixe um comentário

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