Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Vigésimo Sexto Domingo do Tempo Comum – Parábola dos Dois Filhos – São Mateus 21, 28-32 – 28 de Setembro

28. Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: – Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha.

29. Respondeu ele: – Não quero. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi.

30. Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: – Sim, pai! Mas não foi.

31. Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam-lhe. E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus!

32. João veio a vós no caminho da justiça e não crestes nele. Os publicanos, porém, e as prostitutas creram nele. E vós, vendo isto, nem fostes tocados de arrependimento para crerdes nele.

A Parábola

“Aspirando aos mesmos sentimentos que animaram Jesus, pomo-nos diante da ternura e da compaixão de Deus, que acolhe pobres e pecadores. Não o nosso falar, mas o nosso agir é que demonstra se cumprimos a vontade do Pai. Neste dia da Bíblia, lembramos que ela ilumina nossa vida e nos aponta o caminho do Reino”. (Liturgia Diária)

Padre Bantu disse que nessa parábola, “para ambos os filhos o pai pede cordialmente que trabalhem na vinha. O primeiro se prontifica imediatamente: “Sim, Senhor!”, mas não move uma palha. O segundo está decidido: “não quero!”, mas pensa melhor e aparece lá para trabalhar”.

“Para sermos introduzidos no Reino, é necessário fazer a vontade do Pai não apenas com palavras, mas sobretudo com obras. Iluminadas pela Bíblia, nossas ações testemunhem nossas palavras”. (Liturgia Diária)

Padre Bantu disse ainda: “No primeiro filho, as palavras são boas e gentis, mas falta a sua realização. No segundo, as palavras até parecem brutas, mas a ação é boa. As palavras por si só não salvam, é preciso praticá-las. O próprio Jesus já havia alertado: “Não quem me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus (Mt 7,21). Já o exemplo do segundo filho é autêntico: ele cumpre a vontade do pai não com palavras, mas com ações”.

O Papa Emérito Bento XVI disse que “no Evangelho deste domingo, como vimos, fala-se de dois filhos, mas misteriosamente por detrás deles há um terceiro. O primeiro filho diz «não», mas depois cumpre a vontade do pai. O segundo filho diz «sim», mas não faz o que lhe foi ordenado. O terceiro filho diz «sim» e faz também o que lhe foi ordenado. Este terceiro filho é o Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo, que aqui nos reuniu a todos. Ao entrar no mundo, Ele disse: «Eis que venho (…) para fazer, ó Deus, a vossa vontade» (Heb 10, 7). Este «sim», Ele não se limitou a pronunciá-lo, mas cumpriu-o e sofreu até a morte”.

Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus!

O Catecismo (§535) ensina: “O início da vida pública de Jesus é o seu batismo por João, no rio Jordão. João pregava «um batismo de penitência, em ordem à remissão dos pecados» (Lc 3, 3). Uma multidão de pecadores, publicanos e soldados, fariseus e saduceus e prostitutas vinha ter com ele, para que os batizasse. «Então aparece Jesus». O Batista hesita, Jesus insiste: e recebe o batismo”.

“A justiça dos cristãos, com a graça do Espírito Santo, deve superar aquela dos fariseus (Mt 5,20) e tornar-se misericórdia (Mt 9,13; 12,7). Também os pecadores arrependidos, que acreditam em Deus e realizam a sua vontade, como os publicanos e as prostitutas, fazem parte do Reino de justiça e de paz (Mt 21,32). A justiça retributiva deve ser integrada com aquela reparadora, em África e em qualquer outra parte do mundo”. (Doc. Vaticano)

Dia da Bíblia

Dom Orani João Tempesta ensinou: “Em setembro, a Igreja Católica celebra o mês da Bíblia. Esse mês temático foi criado em 1971 e ele foi escolhido porque no último domingo celebramos o Dia Nacional da Bíblia, devido à proximidade da festa de São Jerônimo, patrono dos estudos Bíblicos. O nosso dia deveria começar com a leitura da Palavra. A tradição da Igreja nos coloca os salmos para a oração da Liturgia das Horas. É, pois, importante que o inciemos com a leitura orante da Palavra de Deus, algo que vai proteger o nosso coração durante o dia, como Maria, que mantinha tudo no seu coração”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Padre Antônio Geraldo Dalla Costa: “Também em nossos dias, Deus continua tendo dois filhos: Alguns, no Batismo, dizem “Sim”, mas depois, na vida concreta, transformam o “Sim” em muitos “Não”. Outros nunca disseram um “Sim” explícito para Deus, mas, na prática de cada dia, amam o irmão, se sacrificam pelos outros, executam muitas obras de caridade”.

Oração

Senhor, quero dizer “Sim” a Ti sempre. Não só dizer “Sim”, mas por em ação este “Sim” com alegria e comprometimento. Senhor Jesus, quero me envolver mais e mais com o anúncio da Tua Palavra. Senhor, que neste dia da Bíblia eu possa reafirmar o meu desejo de andar sempre sob a luz da sua Palavra e proclamá-la corajosamente a todos. E que a Virgem Maria nos ensine a meditá-la em nosso coração, diariamente. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

22 de setembro de 2014 at 6:09 Deixe um comentário

Reflexão de São Gregório Magno

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja 
Homilias sobre o Evangelho, nº 19

Os trabalhadores da vinha do Senhor

O Reino dos céus é comparado a um pai de família que contrata trabalhadores para cultivar a vinha. Ora, quem, a não ser o nosso Criador, merecerá com justiça ser comparado a tal pai de família, Ele que governa aqueles que criou, e que exerce neste mundo o direito de propriedade sobre os Seus eleitos como um amo o faz com os servos de sua casa? Possui uma vinha, a Igreja universal, que produziu, por assim dizer, tantos sarmentos quanto santos, desde Abel, o justo, até ao último eleito que nascerá no fim do mundo.

Este Pai de família contrata trabalhadores para cultivar a Sua vinha ao nascer do dia, à terceira hora, à sexta, à nona e à décima primeira, dado que não terminou, do princípio do mundo até ao fim, de reunir pregadores para instruir a multidão dos fiéis. O nascer do dia, para o mundo, era de Adão a Noé; a terceira hora, de Noé a Abraão; a sexta, de Abraão a Moisés; a nona, de Moisés até à vinda do Senhor; e a décima primeira, da vinda do Senhor até ao fim do mundo. Os santos apóstolos foram enviados para pregar nesta última hora e, apesar da sua vinda tardia, receberam o salário por completo.

O Senhor não pára, portanto, em tempo algum, de enviar trabalhadores para cultivar a Sua vinha, isto é, para ensinar o Seu povo. Porque, enquanto fazia frutificar os bons costumes do Seu povo através dos patriarcas, dos doutores da Lei e dos profetas, e finalmente dos apóstolos, Ele procurava, por assim dizer, que a Sua vinha fosse cultivada por intermédio dos Seus trabalhadores. Todos aqueles que, a uma fé justa, acrescentaram boas obras, foram os trabalhadores dessa vinha.

Fonte: Evangelho Quotidiano

19 de setembro de 2014 at 10:21 Deixe um comentário

Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comum – A Parábola dos Trabalhadores de Última Hora – São Mateus 20, 1-16 – 21 de Setembro

1. Com efeito, o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha.

2. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha.

3. Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada.

4. Disse-lhes ele: – Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário.

5. Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo.

6. Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: – Por que estais todo o dia sem fazer nada?

7. Eles responderam: – É porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele, então: – Ide vós também para minha vinha.

8. Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: – Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros.

9. Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário.

10. Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário.

11. Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo:

12. – Os últimos só trabalharam uma hora… e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor.

13. O senhor, porém, observou a um deles: – Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário?

14. Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti.

15. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?

16. Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. [ Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.]

“Com nossa vida glorifiquemos o Senhor, cujos critérios são diferentes dos nossos; ele é bom e misericordioso para com todos e está perto dos que o invocam. Hoje Ele nos convida a trabalhar na construção do Reino dos céus e nos oferece a possibilidade de receber seus dons, ouvir sua Palavra e experimentar seu amor por nós”. (Liturgia Diária)

O Padre Bantu resumiu assim essa parábola: “O dono de uma vinha chamou trabalhadores para a colheita. A uns chamou pela manhã, outros ao longo do dia e outros, ainda, no fim do dia. A todos, compromete-se com o mesmo pagamento. Naturalmente, aqueles que começaram a trabalhar ainda cedo reclamaram ao patrão por ter recebido o mesmo montante dos outros que trabalharam apenas uma pequena parte do dia”.

Dom Emanuele Bargellini disse: “Apesar das reclamações dos trabalhadores da primeira hora, o dono os chama ainda de amigos e lhes faz ver que suas motivações são outras; são aquelas de cumprir uma justiça verdadeira através de um ato de bondade e amor para com os mais fracos”.

O Padre Bantu explicou que “para o patrão está feita justiça: pagou a todos conforme o combinado e, ademais, dispôs daquilo que é seu. Se, aos olhos do empregado que se considera lesado aquilo era injusto, ao patrão foi apenas um acerto de contas equânime, dentro dos limites que tinha estabelecido”.

Dom Emanuele Bargellini disse também que “Deus enxerga os corações. Deus conhece as necessidades reais do homem e age com bondade e gratuidade extremadas. Deus vê a necessidade de seus filhos”.

“Conciliemos nossos pensamentos com os de Deus, vivendo de acordo com o Evangelho de Cristo. Procuremos assimilar a bondade e a generosidade do Senhor para participar da justiça do seu Reino”. (Liturgia Diária)

O Padre Bantu ensinou: “Na nossa sociedade, uma pessoa vale pelo que produz – logo, quem não produz não tem valor. Assim se faz pouco caso do idoso, aposentado, doente, excepcional. Na parábola, o patrão (símbolo do Pai) usa como critério de pagamento, não a produção, mas o sustento da vida – também o trabalhador da última hora precisa sustentar a família, e por isso recebe o valor suficiente, “um denário”.

A Recompensa da Vida Eterna

São Gregório Magno escreveu: “O denário, que com tanto desejo todos esperaram, recebem-no, tanto os que trabalharam à hora undécima, como os que trabalharam desde a primeira hora, porque igual recompensa, a da vida eterna, conseguem os que foram chamados desde o princípio do mundo…”

Santo Agostinho disse assim sobre essa parábola de Jesus: “No fim do mundo, os cristãos, que foram como que chamados pelas cinco da tarde, gozarão como eles da bem-aventurança da ressurreição, que chegará para todos ao mesmo tempo. Considerai, portanto, o muito que terão esperado por ela os primeiros justos, e como a terão obtido depois de passado tanto tempo, ao passo que nós quase nada teremos esperado; e, embora ela deva chegar para todos igualmente, uma vez que assim é podemos considerar-nos os primeiros. Assim, perante a recompensa, todos seremos iguais: os primeiros, como se fossem os últimos, e estes como se fossem os primeiros; […] porque afinal o prêmio é a vida eterna”.

“Quem são, quem são, quem serão, no fim, do Reino Teu os herdeiros? Senhor, já nos ensinaste: “Os últimos são primeiros!” E vice-versa, os de frente no reino são derradeiros!” (Canto Litúrgico)

Conclusão

Concluímos com as palavras do Monsenhor Jonas Abib: “Nós não somos da primeira hora nem da segunda, mas somos da última hora, fomos colhidos agora e precisamos ser muitos gratos ao Senhor, porque esses operários nos levaram para Ele e, hoje, precisamos permanecer no Senhor. Eu e você precisamos ser firmes, fortes e lutadores. Você é operário do Senhor até mesmo em gratidão por ter sido colhido e trazido de volta a Ele. Você é chamado a ser evangelizador e entrar no trabalho do Senhor. Na Igreja, há lugar para todos, mas, na evangelização, vocês leigos podem ir onde os bispos e nós não podemos ir; em primeiro lugar, na sua família, você é o primeiro apóstolo da
sua família”.

Oração

Senhor, vós sois sempre bom, Vós sois sempre justo, ensina-nos a medida do seu Reino de amor, de justiça e paz.

Senhor, derrama sobre nós o Espírito Santo, para que que sejamos ungidos pelo dom de sabedoria e assim sermos justos em nossas ações.

Senhor, perdoai-nos porque os nossos pensamentos diferem dos vossos pensamentos que são plena generosidade e amor. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

16 de setembro de 2014 at 7:42 Deixe um comentário

13 de setembro de 2014 at 9:00 Deixe um comentário

Reflexão de São João Crisóstomo



Fonte: Evangelho Quotidiano

   

Exaltação da Santa Cruz – Festa

Comentário do dia 
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja 
Homília sobre «Pai, se é possível» (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 72)

«Tanto amou Deus o mundo»

Foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da terra um céu, que uniu os homens aos anjos. Ela derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demónio, libertou a terra do mal, estabeleceu os fundamentos da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. [...]

A cruz é mais brilhante que o sol porque, quando o sol se turva, a cruz resplandece; e o sol turva-se, não no sentido de ser aniquilado, mas de ser vencido pelo esplendor da cruz. A cruz rasgou a acta da nossa condenação, quebrou as cadeias da morte. A cruz é a manifestação do amor de Deus: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que Nele crê não se perca».

A cruz abriu o paraíso, deixou que nele entrasse o malfeitor (Lc 23,43) e conduziu ao Reino dos Céus a criatura humana, destinada à morte.

12 de setembro de 2014 at 10:15 Deixe um comentário

Festa da Exaltação da Santa Cruz – Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele – São João 3, 13-17 – 14 de Setembro

 

13. Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu.

14. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem,

15. para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.

16. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

17. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

 

“Fonte de salvação para a humanidade, Jesus levantado na cruz é o Senhor de todos os que, pelo batismo se configuram a Ele na morte e na glória. Contemplando e exaltando a santa cruz, queremos nos solidarizar com todos os crucificados de hoje. Olhemos agradecidos para o sinal da nossa libertação e renovemos a esperança no amor de Deus para conosco”. (Liturgia Diária)

São João Paulo II disse que “a serpente levantada por Moisés no deserto tornou-se figura de Cristo levantado na Cruz. Neste “levantar”, isto é na crucifixão de Cristo, revelar-se-á — segundo as palavras deste mesmo Cristo pronunciadas a Nicodemos — o amor de Deus pelo homem (Jo 3, 16)”. (Março de 1982)

Santo Agostinho explicou que “para sermos curados do pecado, olhamos para Cristo crucificado!”

A Palavra diz: “Mas o povo perdeu a coragem no caminho, e começou a murmurar contra Deus e contra Moisés: “Por que, diziam eles, nos tirastes do Egito, para morrermos no deserto onde não há pão nem água? Estamos enfastiados deste miserável alimento. Então o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que morderam e mataram muitos. O povo veio a Moisés e disse-lhe: “Pecamos, murmurando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós essas serpentes.” Moisés intercedeu pelo povo, e o Senhor disse a Moisés: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.” (Nm 21, 5-8)

O Papa Emérito Bento XVI disse: “Levantando os olhos para o crucificado, adoramos aquele que veio para assumir sobre si o pecado do mundo e dar-nos a vida eterna. E a Igreja convida-nos a erguer com ousadia esta Cruz gloriosa, a fim de que o mundo possa ver até onde chegou o amor do crucificado pelos homens”. (Setembro de 2008)

São João Paulo II ensinou: “Crer no filho crucificado significa «ver o Pai» significa crer que o amor está presente no mundo e que o amor é mais forte do que toda a espécie de mal em que o homem, a humanidade e o mundo estão envolvidos. Crer neste amor significa acreditar na misericórdia”.

 

A Festa da Exaltação da Santa Cruz

O Papa Paulo VI disse: “No dia 14 de setembro a Igreja celebra “uma festa de origem antiquíssima…Nessa ocasião, apresentavam-se à veneração pública as relíquias da Cruz do Senhor”. Mais tarde “a Festa da Exaltação da Santa Cruz também passou ao Ocidente, onde se difundiu”, (Setembro de 1971)

A Palavra diz: “Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus”. (Cl 1, 19-20)

Padre Eduardo Dougherty disse: “Enquanto celebramos a paixão e crucificação de Jesus na Sexta-feira Santa, na Festa da Exaltação da Santa Cruz celebramos a Cruz como instrumento de salvação, fonte da nossa santidade e o símbolo da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio”. (Agosto de 2014)

“Vai aos pés da cruz, fixa os olhos em Jesus para aprender d’ele até onde deves chegar com o desapego…Mas procura não tirar nunca o olhar de lá, deves tê-lo sempre como norma das tuas ações”. (Beata Elena Guerra)

“A Cruz é tão necessária que Jesus tem feito dela a medida da nossa glória”. (Padre Dehon)

O Papa Emérito Bento XVI disse que “quando passamos pela prova, quando as nossas famílias enfrentam o sofrimento, a tribulação, olhemos para a Cruz de Cristo! Nela encontraremos a coragem para prosseguir o caminho”. (Abril de 2012)

O Papa Paulo VI disse que “a Cruz é o distintivo, o sinal da nossa religião, a representação sensível e sintética da nossa fé”. (Setembro de 1971)

“Salve, ó cruz bendita e redentora, sinal do amor maior. Contemplando-te, assumimos o compromisso de solidariedade com todos os crucificados pela miséria e pelo abandono. Em ti vemos o sofrimento de Cristo e de todos os pobres”. (Liturgia Diária)

 

Conclusão

“Através de todas as gerações dos homens permanecerá esta cruz, sem se separar de Cristo. Tornar-se-á a sua recordação e o seu sinal. Tornar-se-á uma resposta à pergunta feita pelo homem a Deus, permanecerá um mistério. A Igreja circundá-la-á com o corpo da sua comunidade viva, com a fé, a esperança e o amor dos homens. A Igreja levará com Cristo a cruz através das gerações. Dará testemunho dela. Por ela alcançará a vida. Mediante a cruz crescerá, com aquele misterioso crescimento do espírito, que na cruz tem o seu inicio”. (São João Paulo II – Março de 1980)

 

Oração

“Senhor Jesus Cristo, alimentados em vossa santa ceia, nós vos pedimos leveis à glória da ressurreição os que salvastes pela árvore da cruz que nos trouxe a vida. Vós, que viveis e reinais para sempre”. (Oração de depois da comunhão)  

Senhor Jesus, glorifcamos-Te porque pela Tua Santa Cruz remiste o mundo. E todos os que creem em Ti poderão ter acesso ao Reino que o Pai preparou desde há muito, para cada um de seus filhos. Obrigado, Jesus, porque a Tua Cruz é a Nossa Vitória! Vitória sobre o pecado, vitória sobre o demônio, vitória sobre a doença, vitória sobre a morte. Vitória sobre todo o mal. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

8 de setembro de 2014 at 9:39 Deixe um comentário

Novo Catecismo: A Fé

 

2014-09-05 Rádio Vaticana

  Cidade do Vaticano (RV) – No nosso espaço dedicado ao Novo Catecismo, vamos falar na edição de hoje da fé.
A fé é a resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último da sua vida. E justamente a fé, é a reflexão que o Pe. Gerson Schmidt nos traz no programa de hoje:
“Amado ouvinte!
Apresentamos até aqui uma visão geral dos quatro capítulos do Catecismo e dissemos que eles se unem entre si, numa harmonia muito perfeita. A partir de agora tomaremos alguns temas bem específicos do primeiro capítulo, por um bom tempo. Vamos começar pelo tema da fé, e que você pode acompanhar nosso aprofundamento a partir do número 26 do Catecismo da Igreja Católica. Procure lá o número 26. Lembro que os documentos da Igreja não citamos as páginas, mas o número do documento, pois cada edição das editora tem sua paginação própria.
Como os nossos olhos não podem ver se não tiverem luz ou se não for dia, dá mesma forma se dá a fé. Os ouvidos, nada podem fazer, perdem sua função se não há som; assim é a nossa alma. Se não recebe pela fé o Dom do Espírito Santo….Não adianta. Esta comparação é do bispo Santo Hilário.
A fé supõe um querigma, um anúncio, uma boa nova proclamada para que quem a receba possa crer. A palavra grega Kérigma tem o significado de uma grande noticia que muda a pessoa que a recebe, como a noticia da cura de uma doença. A pessoa que escuta essa novidade muda seu estado de ânimo. Dizem os latinos assim: Fides auditus, ou seja, a fé vem pela pregação. É uma máxima de São Paulo, na carta aos Romanos. Como haverão de acreditar se não houver alguém que pregue???
Antes de falar especificamente sobre a fé, precisamos aqui fazer uma grande diferenciação, prezado ouvinte, entre evangelização e catequização, entre fé e doutrina, entre anúncio e catequese. Somente podemos catequizar quem foi despertado para a fé, pelo anúncio do querigma, da Boa Nova da Ressurreição de Cristo. Portanto, este programa não tem sentido para quem não foi despertado para a fé. Supõe-se que você ouvinte queira se alimentar com um alimento mais sólido a partir da fé que já tenha recebido de alguém.
Vou dar dois pequenos exemplos. Primeiro: os índios tinham um costume antigo de sepultar os seus mortos numa tumba mortuária que era um vaso grande onde deitavam o corpo em forma de “U”. Essa forma lhes permitia colocar alguma coisa ainda dentro daquela tumba, um grande vaso de barro. Acreditavam que o morto necessitasse de alimento para essa viagem para outra vida. Então colocavam frutas junto ao corpo do defunto. Agora vou fazer a comparação, preste atenção! Quando queremos doutrinar sem a fé, somos iguais a esses índios antigos. Queremos dar alimentos aos defuntos que não terão vontade nem capacidade de comer. Nós, muitas vezes supomos a fé, disse já o Papa Bento XVI, na Encíclica Porta Fidei . Precisamos primeiro ressuscitar pra fé, pelo anúncio, pela evangelização, pela proclamação da vitória de Cristo sobre nossas mortes e porque não dizer, num termo atualíssimo, pela Nova Evangelização.

Segunda comparação, que é mais uma prática de Jesus no Evangelho, quando ressuscita a filha de Jairo. Pode conferir em Lucas 8,41 seguintes. você vê nesse episódio que Cristo primeiro ressuscita a filha de Jairo para depois dizer que dessem de comer à menina. Com Lázaro disse para desatá-lo depois de o ressuscitar. Então, precisamos primeiro ressuscitar as pessoas mortas e apáticas para depois dar alimentos, desatar, mandar caminhar ou fazer isso ou aquilo na fé. Tantas e tantas vezes em nossas paróquias damos alimento para quem não tem vontade de comer. Exigimos compromisso de quem não quer condições de andar. Queremos doutrinar quem nem acordou ainda para a fé. E o que é a fé? É o que veremos no próximo programa.
A paz e a benção, amado irmão”

1Tratado da Trindade, Lib. 2,1.33.35: PL 10,50-51.73-75 – Sec.IV. 2 Cf. Rm 10,17.
3 FLORES, José H. Prado. Como evangelizar os batizados, Loyola, 1991, p.184 Porta Fidei, 2.
(JE)

6 de setembro de 2014 at 6:04 Deixe um comentário

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