Posts filed under ‘Reflexão da Palavra’

Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum – Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga – São Mateus 16, 21-27 – 31 de Agosto

21. Desde então, Jesus começou a manifestar a seus discípulos que precisava ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia.

22. Pedro então começou a interpelá-lo e protestar nestes termos: Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não te acontecerá!

23. Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens!

24. Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.

25. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.

26. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?…

27. Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.

 

 

Jesus começou a manifestar a seus discípulos que precisava ir a Jerusalém

O Catecismo (§554) ensina: “A partir do dia em que Pedro confessou que Jesus era o Cristo, Filho do Deus vivo, o Mestre «começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e lá sofrer [...], que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia» (Mt 16, 21). Pedro rejeita este anúncio e os outros também não o entendem”.

O Cardeal D. Orani Tempesta disse: “Nós sofremos da tentação de querermos apenas o Senhor glorificado e desprezarmos o Cristo chagado, cuspido, desprezado… É nada mais nem menos do que a recusa da cruz e a busca apenas da glória. Tentação dos apóstolos, tentação nossa!” (abril de 2014)

 

Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me

“Seguir Jesus de perto não é fácil, porque a estrada que ele escolhe é o caminho da cruz”. (Papa Francisco – Abril de 2014)

O Cardeal Camillo Ruini orou: Jesus, “Concedei-nos a força para carregarmos, também nós, a cruz juntamente convosco, para a carregarmos com júbilo, porque sabemos que vós amais quem dá com alegria”. (2000)

São João Paulo II ensinou: “Com alegria devemos “caminhar pela vida fora, imitando aquele que “suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está agora sentado à direita do trono de Deus” (Hb 12, 2).

O Papa Paulo VI disse: “Todos nós sabemos, com certeza, que, se realmente somos cristãos, devemos participar da Paixão do Senhor (Cl 1, 24), seguindo todos os dias os passos de Cristo, com a nossa cruz (Lc 9, 23). Jesus crucificado é o nosso exemplo (Gl 6, 14)”.

 

Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos

O Catecismo (668-674-680) ensina: “Senhor do cosmos e da história, Cabeça da sua Igreja, Cristo glorificado permanece misteriosamente sobre a terra, onde o Seu Reino já está presente como germe e início na Igreja. Ele um dia voltará em glória, mas não sabemos quando. Por isso, vivemos vigilantes, rezando: «Vem, Senhor” (Ap 22,20).

O Papa Francisco disse assim: “No Credo professamos que Jesus «virá de novo na glória para julgar os vivos e os mortos». A história humana tem início com a criação do homem e da mulher, à imagem e semelhança de Deus, e conclui-se com o Juízo Final de Cristo. Esquecemo-nos muitas vezes destes dois polos da história, e sobretudo a fé na vinda de Cristo e no juízo às vezes não é muito clara e sólida no coração dos cristãos”. (Abril de 2013)

 

Então recompensará a cada um segundo suas obras

O Papa Francisco disse que há o “convite de Jesus a estar sempre pronto e vigilante, consciente de que a vida neste mundo nos é concedida também para preparar a outra vida, com o Pai Celestial”. (Novembro de 2013)

“Em meio à treva escura, ressoa clara voz. Os sonhos maus se afastem, refulja o Cristo em nós. Despertem os que dormem feridos de pecado. Um novo sol já brilha, o mal vai ser tirado. Do céu desce o Cordeiro que traz a salvação. Choremos e imploremos das culpas o perdão. E ao vir julgar o mundo no dia do terror, não puna tantas culpas, mas venha com amor. Ao Pai e ao seu Filho poder e majestade, e glória ao Santo Espírito por toda a eternidade”. (Liturgia das Horas)

 

Conclusão

“Não há salvação da alma, nem esperança da vida eterna, senão na Cruz. Toma, pois, a tua cruz, segue a Jesus e chegarás à vida eterna. Este Senhor foi adiante, levando às costas a sua Cruz; e nela morreu por ti, para que tu leves também a tua, e nela desejes morrer”. (Do livro Imitação de Cristo)

 

Oração

Senhor Jesus, queremos Te seguir por onde quer que Tu vás. Queremos, Senhor, nos despojar daquilo que está nos impedindo de Te seguir. Queremos, Senhor, fazer a Tua vontade! Senhor, queremos obedecer sempre a Ti! Queremos, Senhor, andar nos Teus caminhos, pois ali se encontra a Verdade e a Vida. Faz-nos fortes e fieis, Senhor, para cumprir todos esses propósitos. Encha-nos com o Espírito Santo, Senhor! Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

26 de agosto de 2014 at 10:16 Deixe um comentário

Um Novo Céu e Uma Nova Terra

Da Constituição pastoral Gaudium et spes do
Concílio do Vaticano II sobre a Igreja no mundo contemporâneo (n. 39) (Sec. XX): A prefiguração do novo mundo

Ignoramos o tempo da
nova terra e da nova humanidade, e também não sabemos o modo como se
transformará o universo. Passará a figura deste mundo, deformada pelo
pecado, mas sabemos que Deus prepara uma nova morada e uma nova terra, onde
reinará a justiça, e cuja felicidade satisfará e ultrapassará todos os desejos
de paz que se levantam no coração dos homens. [...]

Sabemos, sem dúvida,
que nada aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se se perde a si mesmo. Todavia,
a expectativa de uma nova terra não deve enfraquecer, mas antes aumentar a
preocupação de aperfeiçoar esta terra… Os valores da dignidade humana,
da comunhão fraterna e da liberdade, isto é, todos os bens que são fruto da
natureza humana e do esforço dos homens, e que difundimos na terra segundo o
mandamento do Senhor e pelo seu Espírito, voltaremos de novo a encontrá-los,
embora purificados de toda a mancha, iluminados e transfigurados, quando Cristo
entregar ao Pai o reino eterno e universal, «reino de verdade e de vida, reino
de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz». O reino já está
misteriosamente nesta terra; mas quando vier o Senhor, alcançará a sua
plenitude.

25 de agosto de 2014 at 8:59 Deixe um comentário

A teologia da Cruz ao centro do encontro “Ratzinger Schülerkreis”

 

2014-08-22 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Teve início em Castel Gandolfo, nesta sexta-feira, 22, o tradicional encontro “Ratzinger Schülerkreis”, o círculo dos ex-alunos de Bento XVI. O tema deste ano, a ser ilustrado pelo teólogo alemão Karl-Heinz Menke, é a “Teologia da Cruz”. A este propósito Gudrun Sailer, da Rádio Vaticano, conversou com o sacerdote salvatoriano Pe. Stephan Horn, Presidente da Associação dos ex-alunos de Bento XVI:
Pe. Horn: “O Professor Menke fará duas exposições: a primeira sobre o significado da Cruz de Cristo. O Prof. Menke pretende fazer uma leitura da Cruz de Cristo como uma auto-revelação do Deus Trinitário. Neste modo é evidente que, no evento da revelação, a Cruz vem a recobrir uma posição central: isto significa que a Cruz, vem de qualquer maneira fixada dentro de missão de Cristo. O segundo tema é a pergunta sobre o que significa a Cruz para todos os homens de todos os tempos, portanto, não somente para os cristãos, mas qual o significado dela para a salvação de todos os homens. E isto é ao mesmo tempo interessante e envolvente, a partir da própria pergunta. Bento XVI havia colocado, no seu Livro sobre Jesus, uma ênfase diferente. Havia colocado substancialmente a pergunta sobre a penitencia: como se pode entender a morte de Jesus como penitencia; e colocou sob uma nova luz esta sua concepção. Não se trata do fato que o homem queira reconciliar-se com Deus, e portanto, queira fazer uma penitencia espontânea para Deus, mas que Deus mesmo fez penitencia no seu Filho, isto é, doa a reconciliação. Isto, naturalmente, leva a uma visão da Cruz de Cristo totalmente positiva, porque Deus Pai, através do amor do Filho, quer reconciliar-se com os homens. Portanto, como se deduz do pensamento de Bento XVI, a Cruz, definitivamente, é uma auto-revelação do amor de Pai, e naturalmente também do amor do Filho, e isto faz sim que o tema escolhido pelo Prof. Menke, o primeiro tema, esteja inteiramente na linha da teologia de Ratzinger. O segundo tema, obviamente, é um tema que diz respeito a todos nós. Naturalmente, nós cristãos, sabemos que encontramos o amor de Deus na Cruz de Cristo, mas como isto fica para os outros? Como eles podem encontrar a Cruz de Cristo? E encontrá-la de maneira tal, que ela possa representar para eles uma possibilidade de salvação, sem que, no entanto, aquela particularidade, que a Cruz de Cristo representa para os cristãos, seja, por assim dizer, jogada fora? Estas são perguntas fundamentais que dizem respeito ao ‘ser cristão’”.
RV: Bento XVI, pela segunda vez consecutiva, não participa dos debates teológicos do Schülerkreis ….ele deve lamentar isto…
Pe. Horn : “Eu não vejo o coração do Papa, obviamente; de um lado lhe agradaria muito estar presente; por outro, tomou uma decisão para a sua vida, isto é, a de conduzir uma existência contemplativa e agora quer permanecer ligado à Schülerkreis de uma forma nova. Se Deus quiser, poderá celebrar a Missa junto conosco ainda por muitos anos; da mesma forma, ele leva consigo os nossos pedidos: quando organizamos um simpósio o informamos e ele reza por nós e nos encoraja e manifesta a nós a sua alegria quando contamos a ele… A sua ligação conosco não diminuiu e nós mostraremos a ele as nossas exposições, de modo que possa aprofundá-las. Depois, é absolutamente possível que faça uma disquisição teológica com o Prof. Menke…”. (JE)

 

24 de agosto de 2014 at 10:26 Deixe um comentário

Reflexão para o XXI Domingo do Tempo Comum Ano A

 

2014-08-23 Rádio Vaticana

  
Cidade do Vaticano (RV) – Nesta liturgia do XXI domingo do tempo comum, se reflete sobre o tema do poder. De acordo com a leitura do profeta Isaías, aquele que usa do poder em seu próprio benefício e deixa o povo passar necessidades, deve ser destituído, pois não honra a confiança nele depositada por Deus. Isso é o que se entende com a deposição de Sobna, administrador do rei de Jerusalém, que deixa o povo na miséria e constrói para si um túmulo de alto luxo. Em seu lugar é empossado Eliacim, investido de poderes para abrir e fechar a Casa de Davi, ou seja, para que todos tenham vida.
Do mesmo modo, Jesus, estando com seus discípulos, dá a eles o poder de abrir e fechar as portas do Reino dos Céus. Todo e qualquer poder cristão é dado para servir, para dar vida ao Povo. Mas Jesus só entrega esse poder aos apóstolos depois de ser identificado por eles como Messias, como aquele que tem a missão de redimir. Portanto ter poder na Igreja , no mundo cristão, significa identificar-se com a missão de Jesus, daquele que lavou os pés de seus discípulos, daquele que disse ter vindo para servir e não ser servido, daquele que não tinha onde reclinar a cabeça.
O hino de louvor colocado por Paulo em sua Carta aos Romanos, nos fala da misericórdia de Deus, que supera nosso conhecimento, nossa justiça, sempre nos servindo, sejamos cristãos ou não.
Dentro da perspectiva cristã o poder deve acabar com o egocentrismo, com a imaturidade e despertar na pessoa generosidade, esquecimento de si e radical entrega à causa da vida.
Neste tempo, quando, no Brasil, nos preparamos para as próximas eleições, reflitamos sobre nosso poder de voto. Também ele deverá se fazer cumprir como serviço à vida. Vivo em um país democrático e tenho esse poder para desempenhá-lo com dignidade cristã, sendo temente a Deus, reconhecendo que o poder vem Dele para que seja concretizado em favor de seus filhos e não em favor de uma ideologia, de um partido, de um grupo de pessoas. Votar deverá ser não apenas um exercício de um poder democrático, mas um ato de religião, um ato de fé na Vida.
(CAS)

23 de agosto de 2014 at 6:33 Deixe um comentário

São João Crisóstomo -

Das Homilias de São
João Crisóstomo, bispo, sobre o Evangelho de São Mateus: «Sal da terra e
luz do mundo»

Vós sois o sal da terra. A palavra que vos é confiada,
diz o Senhor, não se destina só a vós mas ao mundo inteiro. [...] Quem é manso,
humilde, misericordioso e justo não possui estas virtudes só para seu proveito,
mas faz com que essas fontes excelentes corram também para utilidade dos
outros. [...]

De
nada serve deitar sal ao que já está podre. [...] Libertar da corrupção do
pecado foi obra do poder de Cristo; mas não recair no precedente estado de
corrupção é fruto da diligência e solicitude dos Apóstolos. [...] Por isso diz
Jesus: Se o sal perde o seu sabor, com que o havemos de salgar? Não serve
para mais nada senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
E para
que não temam lançar‑se para o combate, ao ouvirem aquelas palavras: Quando
vos insultarem e perseguirem e disserem toda a espécie de mal contra vós
,
diz‑lhes de modo equivalente: «Se não estais dispostos a estas provas, em vão
fostes escolhidos. São certamente inevitáveis estas maledicências; mas em vez
de vos prejudicarem, serão testemunhas da vossa firmeza. Contudo, se o temor
das afrontas vos leva à simulação e cobardia, então será maior o vosso
sofrimento: todos falarão mal de vós e sereis para toda a gente objecto de
censura e escárnio. [...]

Vós sois a luz do mundo. Novamente se refere ao mundo: não a um só
povo nem a vinte cidades, mas a todo o orbe da terra; e a luz, como o sal de
que antes falou, deve entender‑se em sentido espiritual, luz mais esplendorosa
que os raios do sol que nos alumia.

19 de agosto de 2014 at 9:19 Deixe um comentário

Vigésimo Primeiro Domingo do Tempo Comum – Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo – São Mateus 16, 13- 20 – 24 de Agosto

13. Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?

14. Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.

15. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?

16. Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

17. Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.

18. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

19. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

20. Depois, ordenou aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo.

 

Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

O Catecismo (§424) ensina: “Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16). Foi sobre o rochedo desta fé, confessada por Pedro, que Cristo edificou a sua Igreja”.

O Papa Francisco disse assim: “Foi o Espírito Santo que tocou o coração de Pedro para dizer quem é Jesus. Se é o Cristo, o Filho de Deus vivo, é um mistério, né? Quem poderia explicar aquilo…Mas Ele o disse. E se cada um de nós, em sua oração, olhando ao Tabernáculo, diz ao Senhor: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’, primeiro não pode dizê-lo por si mesmo, deve ser o Espírito Santo a dizer isto nele. E, segundo, prepare-se, porque Ele te responderá: ‘É verdade’”.

Eu te darei as chaves do Reino dos céus

O Catecismo (§553) ensina: “O “poder das chaves” designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, “o Bom Pastor” (Jo 10,11), confirmou este encargo depois de sua Ressurreição: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15-17). O poder de “ligar e desligar” significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos apóstolos e particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as chaves do Reino”.

O Papa Emérito Bento XVI explicou: “Simão foi chamado “Pedro”, a “Rocha” sobre a qual seria edificada a Igreja; foram-lhe confiadas, de maneira particular, as chaves do Reino dos céus (Mt 16, 18)”. (Novembro de 2006)

Santo Agostinho disse assim: “Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua Paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de Apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira”. 

Tudo o que Ligares na Terra será Ligado nos Céus, e Tudo o que Desligares na Terra será Desligado nos Céus

O Catecismo (§1444) ensina: “Conferindo aos apóstolos seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor também lhes dá a autoridade de reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial de sua tarefa exprime-se principalmente na solene palavra de Cristo a Simão Pedro: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra ser ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19). “O múnus de ligar e desligar, que foi dado a Pedro, consta que também foi dado ao colégio do apóstolos, unido a seu chefe (Mt 18,18; 28,16-20)”.

Santo Agostinho explicou: “Cristo disse a Pedro: «Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus; tudo o que ligares sobre a terra será ligado nos Céus e tudo o que desligares sobre a terra será desligado nos Céus.» Em virtude destas palavras, Pedro ficou a representar a Igreja universal, que neste mundo é açoitada por todo o gênero de provações, como se fossem aguaceiros, raios e tempestades que investem contra ela, mas não desaba porque se funda sobre a Pedra, que deu o nome a Pedro”. 

São Pedro – O Primeiro Papa

São Leão Magno disse assim: “Dentre todos os homens do mundo, Pedro foi o único escolhido para estar à frente de todos os povos chamados à fé, de todos os apóstolos e de todos os padres da Igreja. Embora no povo de Deus haja muitos sacerdotes e pastores, na verdade, Pedro é o verdadeiro guia de todos aqueles que têm Cristo como chefe supremo. Deus dignou-se conceder a este homem, caríssimos filhos, uma grande e admirável participação no seu poder. E se ele quis que os outros chefes da Igreja tivessem com Pedro algo em comum, foi por intermédio do mesmo Pedro que isso lhes foi concedido”.

O Papa- Sucessor de São Pedro

O Papa Paulo VI disse assim: “Três são os pensamentos que nos ocorrem ao considerarmos o altíssimo múnus, que a Providência, contra os nossos desejos e méritos, nos quis entregar: o de reger a Igreja de Cristo, na nossa função de Bispo de Roma, e portanto Sucessor do Apóstolo São Pedro, guarda-mor das chaves do Reino de Deus e Vigário de Cristo, que o constituiu primeiro pastor do seu rebanho universal.”.

“Na verdade, o direito de exercer esse poder passou também para os outros apóstolos, e o dispositivo desse decreto atingiu todos os príncipes da Igreja. Mas não é sem razão que é confiado a um só o que é comunicado a todos. O poder é dado a Pedro de modo singular, porque a sua dignidade é superior à de todos os que governam a Igreja”. (São Leão Magno) 

Conclusão

“Hoje, o Senhor repete a mim, a vós e a todos os Pastores: Segue-Me! Não percas tempo em questões ou conversas inúteis; não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no essencial e segue-Me. Segue-Me, não obstante as dificuldades. Segue-me na pregação do Evangelho. Segue-Me no testemunho duma vida que corresponda ao dom de graça do Batismo e da Ordenação. Segue-Me quando falas de Mim às pessoas com quem vives dia-a-dia, na fadiga do trabalho, do diálogo e da amizade. Segue-Me no anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos últimos, para que a ninguém falte a Palavra de vida, que liberta de todo o medo e dá a confiança na fidelidade de Deus. Tu segue-Me!” (Papa Francisco – Junho de 2014)

Oração

Pedimos-Te Senhor Jesus, que suscite nos corações dos jovens vocação ao sacerdócio. Pedimos-Te Senhor Jesus, pelo Sumo Pontífice Papa Francisco para que o Espírito Santo unja- o e fortaleça-o no seu Ministério Petrino. E que tu, Nossa Senhora, Mãe da Igreja, interceda por todos os Ministros Ordenados e pelos vocacionados ao Matrimônio. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

18 de agosto de 2014 at 9:19 Deixe um comentário

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Da Constituição Apostólica
Munificentíssimus Deus, do papa Pio XII

«Teu corpo é santo
e cheio de glória»

Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de
Deus, santos padres e grandes doutores dela falaram como de uma festa já
conhecida e aceita. Com a maior clareza a expuseram; apresentaram seu sentido e
conteúdo com profundas razões, colocando especialmente em plena luz o que esta
festa temem vista: não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não
sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua
celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo.

São João Damasceno, entre todos o mais notável pregoeiro desta verdade
da tradição… declarou com vigorosa eloquência: “Convinha que aquela que
guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da
morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o
Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos.” [...]

Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus
Cristo, pelo mesmo desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada
na concepção, virgem inteiramente intacta na divina maternidade, generosa
companheira do divino Redentor, que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas
consequências, ela alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como
suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho, uma vez
vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha,
refulge à direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos.

15 de agosto de 2014 at 8:58 Deixe um comentário

Posts mais antigos


ADMINISTRADORA DO BLOG:

Jane Amábile

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 104 outros seguidores

Categorias


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 104 outros seguidores