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Vigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum – Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles – São Mateus 18, 15-20 – 07 de Setembro

15. Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão.

16. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.

17. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.

18. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu.

19. Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus.

20. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.

 

 

Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas…

“Hoje Jesus nos propõe superar os conflitos com o diálogo, o amor mútuo e a correção fraterna”. (Liturgia Diária)

Padre Bantu disse: “Alguém da comunidade cometeu falta grave contra seu irmão. Como reagir: fazendo-se de vítima? “Pondo a boca no mundo” e denunciando o erro? A primeira atitude – talvez a mais difícil – é perdoar e ir à procura de quem errou na qualidade de quem já perdoou, a fim de mostrar ao outro o erro e convidá-lo novamente a se reintegrar na comunidade…Quero, porém recordar-te que não ganharás o irmão para ti. Mas para a comunidade. Porque quem ofendeu um membro da comunidade rompeu, de certa forma, com a comunidade como um todo”.

“A correção fraterna precisa ser realizada em clima de amor e oração”. (Liturgia Diária)

 

Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja.

O Papa Emérito Bento XVI disse assim: “A Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de pecadores que se devem reconhecer necessitados do amor de Deus, necessitados de ser purificados através da Cruz de Jesus Cristo. Os ditos de Jesus sobre a autoridade de Pedro e dos Apóstolos deixam transparecer precisamente que o poder de Deus é o amor: o amor que irradia a sua luz a partir do Calvário”.

O Padre Bantu explicou: “A comunidade deve manter-se em atitude prudente, dando uma chance em longo prazo a fim de que a pessoa se arrependa e volte a ela. Antes de condenar ou excluir alguém, é preciso aprender a justiça do Reino. E ter consciência de que os passos aconselhados por Jesus não são normas rígidas, e sim um modo de agir que tempera com justiça as relações entre pessoas. Em outras palavras, é preciso ser criativos no esforço de recuperar quem erra e se afasta da comunidade. E o espírito que anima essa tarefa não é o da exclusão, mas o da busca para reintegrar”.

 

Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu.

São Leão Magno disse que “o direito de exercer esse poder passou também para os outros apóstolos, e o dispositivo desse decreto atingiu todos os príncipes da Igreja. Mas não é sem razão que é confiado a um só o que é comunicado a todos. O poder é dado a Pedro de modo singular, porque a sua dignidade é superior à de todos os que governam a Igreja”.

O Catecismo (§1444) ensina: “Ao tornar os Apóstolos participantes do seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor dá-lhes também autoridade para reconciliar os pecadores com a Igreja”.

O Papa Francisco disse que “o Senhor sempre nos perdoa e sempre nos acompanha. Cabe a nós deixar-nos perdoar e deixar-nos acompanhar”.

 

O Sacramento da Confissão

São João Paulo II disse assim: “A celebração do Sacramento da penitência é sempre um ato da Igreja, que nele proclama a sua fé e dá graças a Deus, que em Jesus Cristo nos libertou do pecado”.

O Catecismo (§1422) ensina: “Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão”.

São João Paulo II explicou: “Eis a admirável eficácia do Sacramento da reconciliação, que saneia a condição produzida pelo pecado e restabelece a verdade do cristão como membro vivo da Igreja, corpo místico de Cristo. Desta forma, o Sacramento está organicamente relacionado com a Eucaristia que, memorial do Sacrifício do Calvário, é fonte e auge de toda a vida da Igreja, una e santa”.

 

Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles

O Papa Emérito Bento XVI disse: “A presença de Jesus na comunidade dos discípulos e na nossa oração, garante a sua eficiência. A ponto que promete que “tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu” (Mt 18,18).

“O Mestre se encontra presente entre nós, comunidade reunida em seu nome”. (Liturgia Diária)

“Os Evangelhos nos falam das diversas maneiras nas quais Jesus, nosso Senhor ressuscitado, está presente em nosso meio: quando sua Palavra é proclamada e vivida e quando o pão e o vinho eucarísticos são oferecidos em sua memória; ele está presente também na criança, no faminto, no prisioneiro, no abandonado; ele se encontra em cada um de nossos próximos; ele está entre aqueles que continuarão sua missão e seu ministério de ir pelo mundo”. (Vaticano)

 

Dia da Pátria – 07 de Setembro

“Neste dia da pátria, queremos estender nosso olhar e nossa prece sobre todo o povo brasileiro e sobre os dirigentes da nação, para que vigiem com carinho pelos pobres e sofredores”. (Liturgia Diária)

O Papa Francisco explicou que “o primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de «Terra de Santa Cruz». A cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e em muitos outros povos”. (Julho de 2013)

São João Paulo II disse também: “A cruz de Porto Seguro e a cruz de Brasília, perenizadas ambas na cruz gigantesca que se ergue a poucos metros daqui, têm valor de símbolo. Elas proclamam que, muito mais do que no chão, a cruz foi plantada na história deste país, no coração e na vida de seus habitantes. Elas nos dizem que no passado como no presente e no futuro do Brasil, a cruz de Cristo tem uma profunda significação”. (Junho de 1980)

 

Conclusão

“Na celebração de hoje, aprendemos a importância da vivência fraterna, também com nossos familiares e vizinhos. Nesta semana, procuremos reatar os laços de amor e amizade onde estiverem rompidos. Amar alguém significa ajudar essa pessoa a crescer”. (Liturgia Diária)

 

Oração

“Senhor Deus de amor, obrigado por este encontro de oração e partilha. Fomos alimentados pela vossa Palavra, que nos convida a uma convivência fraterna e harmoniosa entre nós e com os irmãos e irmãs no dia a dia. Vosso Filho, Jesus, garantiu sua presença onde duas ou mais pessoas se reúnem em seu nome. Ajudai-nos a nos amar e respeitar como Jesus nos ensinou e dai-nos compreensão, paciência e tolerância. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém”. (Liturgia Diária)

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

1 de setembro de 2014 at 9:10 Deixe um comentário

Milagre Eucarístico de Sena – Ano de 1330

Milagre Eucarístico de Sena, Itália

Em todo milagre eucarístico há uma curiosidade saudável, uma vez que os nossos olhos e conhecimentos nunca atingem os mistérios de Deus. No milagre eucarístico de Sena, na Itália, o curioso é que ele acontece não pela incredulidade de uma pessoa, mas por um ato de violência contra a fé.

Conta a história que um grupo de ladrões roubou, de uma Igreja, um cibório de prata, onde ficavam guardadas as hóstias consagradas. Alguns dias depois, as hóstias foram encontradas num cofre de esmolas de outra Igreja. Em reparação a este ato, os fieis levaram em procissão, precedidas pelo pároco, as hóstias roubadas, e as colocaram de volta no sacrário.

O que era para ser um simples ato de reparação transformou-se num milagre. Isso aconteceu no ano de 1730. Cinquenta anos depois, ao examinarem as hóstias consagradas, percebeu-se que elas estavam intactas e com o mesmo frescor de quando haviam sido feitas.

A divulgação do fato fez com que a Igreja providenciasse uma análise mais apropriada. Cientistas da época constataram que a conservação das hóstias não tinha outra explicação a não ser um milagre. Para tanto, foi providenciado um teste: colocaram o mesmo número de partículas do referido milagre numa caixa fechada e, dez anos depois, a abriram. Só encontraram restos putrefatos e pequenas partículas amareladas.

Tantos outros testes foram realizados e o mais importante deles foi feito em 1914, tendo participado um dos mais renomados cientistas da época, o professor Siro Grimaldi, que após o exame das hóstias lançou um livro com o título “Um cientista que adora”, explicando que a farinha é o grão que atrai fungos e parasitas com mais rapidez, mas que aqueles fragmentos de trigo estavam incorruptíveis.

A farinha, que é um produto do trigo, após a consagração, torna-se o verdadeiro Corpo de Cristo. Esse milagre Eucarístico que acontece em todas as Santas Missas é fonte de inspiração para que a nossa fé não se perca em dúvidas sem sentido. O que prevalece não é o trigo, mas o mistério que surge por trás dele. É o Corpo de Cristo, que se dá a cada um de nós.

Texto de Padre Air José de Mendonça – Revista Brasil Cristão

31 de agosto de 2014 at 10:21 Deixe um comentário

Reflexão para o XXII Domingo do Tempo Comum

 

2014-08-30 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano – (RV) – No Evangelho Jesus nos mostra a necessidade de assumirmos a cruz se quisermos segui-lo, o que inicialmente foi rejeitado por Pedro, como está escrito no Evangelho deste domingo.
Segundo Mateus, Pedro não aceita, para o Senhor, a cruz.Ele que, há pouco, como vimos no domingo passado, se mostrou tão inspirado por ter reconhecido o Senhor como o Filho de Deus e ter recebido um grande elogio por parte de Jesus, permite-se contestar o Mestre.
Jesus não só discorda radicalmente dele, mas o chama de satanás, pedra de tropeço, porque não pensa as coisas sob o ângulo de Deus, e sim, dos homens!
Mas por que Pedro muda tanto, o que move seu coração? Como todos nós, Pedro é bombardeado pelas idéias, ideologias e por seus afetos. Quando disse que Jesus era o Messias, Pedro escutava o Espírito Santo que habitava em seu coração; agora, ao rejeitar a possibilidade de seu Mestre sofrer, Pedro está seguindo as vozes do mundo que dizem não à derrota, ao sofrimento, a tudo aquilo que significa ausência de vantagem, de prazer. Ele está ouvindo o mundo com suas falácias e se deixou enganar. O Senhor veio em seu auxílio de um modo forte e absoluto.
Também nós, muitas vezes ficamos surdos à voz do Espírito Santo e damos ouvidos aos nossos temores e nos deixamos levar por vozes “amigas”, pelos meios de comunicação.
Que dizer do fato no qual um jornalista cristão, com formação católica, vai para o Iraque, um país onde neste momento os discípulos de Cristo são perseguidos, para lá cumprir sua vocação de levar ao mundo a voz dos que são calados pela força do fanatismo ignorante e cego? Segundo relataram, o jovem jornalista, degolado de modo bárbaro, como toda imprensa noticiou nas últimas semanas, rezava o terço todos os dias e deve ter contemplado muitas vezes a paixão de Jesus. Ele não se deixou levar pelos formadores de opinião pública, aliás ele mesmo era um deles, que agora forma todos com seu exemplo de profissional cristão.
Outubro está chegando e, com ele, as eleições. Por onde andam meus afetos? Sou levado por ideologias, por mensagens que leio no facebook, por “aparelhos de conversa”? Onde está a liberdade de minha consciência?Meus candidatos representam os ideais cristãos ou são simulacros de cristãos?
A advertência de Jesus a Pedro de que ele não pensa nas coisas de Deus e sim nas dos homens, quer dizer que o pensamento e o coração dos discípulos ainda estão tomados pelas coisas mundanas e que por isso ele deseja fazer com que Deus mude de orientação. Para Pedro será Deus que deverá se tornar imagem e semelhança da sua criatura, e não o inverso.
Consequentemente, aceitar a cruz e suas implicações, por este ser o seguimento de Jesus, é divinizar-se, é tornar-se imagem e semelhança de Deus, como quer o Criador. Por isso ela leva à ressurreição.
Seguir Jesus – e isso deve ser feito livremente pela adesão do coração – significa abrir mão de toda ambição pessoal, aceitar o que Deus enviar, significa assinar uma folha em branco e confiar absolutamente em Deus.
Não importa se seguir Jesus trará mais ou trará menos sofrimentos. Não é por aí que deveremos nos conduzir. Seguir Jesus é segui-lo por onde Ele for, livremente, por adesão do coração – dócil às sugestões do Espírito – e aceitando o que vier, por fidelidade e amor.
P. Cesar Augusto

30 de agosto de 2014 at 8:43 Deixe um comentário

Mês da Bíblia – Setembro

Palavra de Vida

2014-08-28 Rádio Vaticana

Porto Alegre (RV) – Durante o mês de setembro, somos convidados a nos dedicar mais intensamente à leitura da Sagrada Escritura. Ela orienta a vida da comunidade de fé. Ao longo dos séculos, forjou cultura, ajudou a consolidar conquistas e continua norteando a vida em sociedade.
Quando refletimos a Sagrada Escritura, somos surpreendidos pela narrativa. É que do primeiro ao último livro encontramos a descrição de um Deus que deseja encontrar e ser encontrado por aquele ser criado a Sua imagem e semelhança: o ser humano.
Faz-se necessário, antes de tudo, compreender o que significa ler e estudar. Leitura é estudo; e estudo é trabalho. Trabalho do intelecto, isto é, trabalho dedicado na expectativa de acolher a mensagem do texto. No trabalho do estudo e da leitura é necessário persistência e insistência. Persistência e insistência de quem se sente atingido por uma palavra que não lhe pertence, mas que lhe vem ao encontro, podendo oferecer ao leitor atento trabalhador dedicado! indicações para uma vida com mais consistência. Ao mesmo tempo, faz-se necessário compreender a dimensão do encontro. O termo “encontro” é muito usado no cotidiano. De fato, nossa vida é marcada por várias experiências de encontro: encontro de amigos, trabalhadores, jovens, grupos de idosos, de família, de estudos, de lazer etc. Todas apontam para uma realidade maior: o próprio desejo do ser humano de buscar, fomentar e cultivar uma relação de mútua identificação que denominamos “amor”. Encontro é, pois, uma experiência caracterizada pelo amor, que anela a mútua identificação.
A Sagrada Escritura descreve situações de encontro. É Deus que vem ao encontro das pessoas, e elas buscam encontrar-se com o Senhor.
A experiência do encontro é puro toque, puro golpe. E, assim, acontece transformação. E uma pessoa que fez a experiência não é mais a mesma. A experiência encontro significa transformação.
Na experiência, o outro sempre é tocado e transformado. É encontro vital, profundo.
Desse modo, podemos compreender porque os diversos encontros entre Deus e o ser humano, entre Jesus e seus interlocutores, sempre levam a uma transformação das pessoas, que se percebem atingidas por “quem ensina como quem tem autoridade” (cf. Lc 4, 32).
Na base da fé cristã, está a experiência do encontro com a pessoa de Jesus Cristo, o Filho amado do Pai enviado ao mundo; Ele transforma, reúne e introduz todo ser humano de boa vontade numa vida nova. Isso constitui o núcleo da fé cristã. “Nesse âmbito, o encontro com Cristo acontece e se consolida ‘segundo as Escrituras’” (1Cor 15,3.4). A graça do encontro e seu cultivo às pessoas de boa vontade capazes de fazer o bem, a exemplo de Jesus que passou por entre nós fazendo o bem (At 10,38).
Vivemos uma realidade marcada por absurdos: violência brutal, mortes, drogadição, vulgarização da individualidade e sua intimidade, perda de sentido da própria vida; a impossibilidade da comunicação, apesar dos tantos e sofisticados meios de comunicação; o impor-se da virtualidade que confunde. Tudo isso pode, porém, ser assumido como possibilidade para anunciar um outro modo de ser-pessoa, não mais como sujeito de poder e projeção, mas como a abertura obediente, aventureira, disponibilidade total e radical para o outro que para nós tem nome: Jesus, Caminho, Verdade e Vida.
Dom Jaime Spengler
Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre

29 de agosto de 2014 at 10:12 Deixe um comentário

Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum – Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga – São Mateus 16, 21-27 – 31 de Agosto

21. Desde então, Jesus começou a manifestar a seus discípulos que precisava ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia.

22. Pedro então começou a interpelá-lo e protestar nestes termos: Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não te acontecerá!

23. Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens!

24. Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.

25. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.

26. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?…

27. Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.

 

 

Jesus começou a manifestar a seus discípulos que precisava ir a Jerusalém

O Catecismo (§554) ensina: “A partir do dia em que Pedro confessou que Jesus era o Cristo, Filho do Deus vivo, o Mestre «começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e lá sofrer [...], que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia» (Mt 16, 21). Pedro rejeita este anúncio e os outros também não o entendem”.

O Cardeal D. Orani Tempesta disse: “Nós sofremos da tentação de querermos apenas o Senhor glorificado e desprezarmos o Cristo chagado, cuspido, desprezado… É nada mais nem menos do que a recusa da cruz e a busca apenas da glória. Tentação dos apóstolos, tentação nossa!” (abril de 2014)

 

Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me

“Seguir Jesus de perto não é fácil, porque a estrada que ele escolhe é o caminho da cruz”. (Papa Francisco – Abril de 2014)

O Cardeal Camillo Ruini orou: Jesus, “Concedei-nos a força para carregarmos, também nós, a cruz juntamente convosco, para a carregarmos com júbilo, porque sabemos que vós amais quem dá com alegria”. (2000)

São João Paulo II ensinou: “Com alegria devemos “caminhar pela vida fora, imitando aquele que “suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está agora sentado à direita do trono de Deus” (Hb 12, 2).

O Papa Paulo VI disse: “Todos nós sabemos, com certeza, que, se realmente somos cristãos, devemos participar da Paixão do Senhor (Cl 1, 24), seguindo todos os dias os passos de Cristo, com a nossa cruz (Lc 9, 23). Jesus crucificado é o nosso exemplo (Gl 6, 14)”.

 

Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos

O Catecismo (668-674-680) ensina: “Senhor do cosmos e da história, Cabeça da sua Igreja, Cristo glorificado permanece misteriosamente sobre a terra, onde o Seu Reino já está presente como germe e início na Igreja. Ele um dia voltará em glória, mas não sabemos quando. Por isso, vivemos vigilantes, rezando: «Vem, Senhor” (Ap 22,20).

O Papa Francisco disse assim: “No Credo professamos que Jesus «virá de novo na glória para julgar os vivos e os mortos». A história humana tem início com a criação do homem e da mulher, à imagem e semelhança de Deus, e conclui-se com o Juízo Final de Cristo. Esquecemo-nos muitas vezes destes dois polos da história, e sobretudo a fé na vinda de Cristo e no juízo às vezes não é muito clara e sólida no coração dos cristãos”. (Abril de 2013)

 

Então recompensará a cada um segundo suas obras

O Papa Francisco disse que há o “convite de Jesus a estar sempre pronto e vigilante, consciente de que a vida neste mundo nos é concedida também para preparar a outra vida, com o Pai Celestial”. (Novembro de 2013)

“Em meio à treva escura, ressoa clara voz. Os sonhos maus se afastem, refulja o Cristo em nós. Despertem os que dormem feridos de pecado. Um novo sol já brilha, o mal vai ser tirado. Do céu desce o Cordeiro que traz a salvação. Choremos e imploremos das culpas o perdão. E ao vir julgar o mundo no dia do terror, não puna tantas culpas, mas venha com amor. Ao Pai e ao seu Filho poder e majestade, e glória ao Santo Espírito por toda a eternidade”. (Liturgia das Horas)

 

Conclusão

“Não há salvação da alma, nem esperança da vida eterna, senão na Cruz. Toma, pois, a tua cruz, segue a Jesus e chegarás à vida eterna. Este Senhor foi adiante, levando às costas a sua Cruz; e nela morreu por ti, para que tu leves também a tua, e nela desejes morrer”. (Do livro Imitação de Cristo)

 

Oração

Senhor Jesus, queremos Te seguir por onde quer que Tu vás. Queremos, Senhor, nos despojar daquilo que está nos impedindo de Te seguir. Queremos, Senhor, fazer a Tua vontade! Senhor, queremos obedecer sempre a Ti! Queremos, Senhor, andar nos Teus caminhos, pois ali se encontra a Verdade e a Vida. Faz-nos fortes e fieis, Senhor, para cumprir todos esses propósitos. Encha-nos com o Espírito Santo, Senhor! Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

26 de agosto de 2014 at 10:16 Deixe um comentário

Um Novo Céu e Uma Nova Terra

Da Constituição pastoral Gaudium et spes do
Concílio do Vaticano II sobre a Igreja no mundo contemporâneo (n. 39) (Sec. XX): A prefiguração do novo mundo

Ignoramos o tempo da
nova terra e da nova humanidade, e também não sabemos o modo como se
transformará o universo. Passará a figura deste mundo, deformada pelo
pecado, mas sabemos que Deus prepara uma nova morada e uma nova terra, onde
reinará a justiça, e cuja felicidade satisfará e ultrapassará todos os desejos
de paz que se levantam no coração dos homens. [...]

Sabemos, sem dúvida,
que nada aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se se perde a si mesmo. Todavia,
a expectativa de uma nova terra não deve enfraquecer, mas antes aumentar a
preocupação de aperfeiçoar esta terra… Os valores da dignidade humana,
da comunhão fraterna e da liberdade, isto é, todos os bens que são fruto da
natureza humana e do esforço dos homens, e que difundimos na terra segundo o
mandamento do Senhor e pelo seu Espírito, voltaremos de novo a encontrá-los,
embora purificados de toda a mancha, iluminados e transfigurados, quando Cristo
entregar ao Pai o reino eterno e universal, «reino de verdade e de vida, reino
de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz». O reino já está
misteriosamente nesta terra; mas quando vier o Senhor, alcançará a sua
plenitude.

25 de agosto de 2014 at 8:59 Deixe um comentário

A teologia da Cruz ao centro do encontro “Ratzinger Schülerkreis”

 

2014-08-22 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Teve início em Castel Gandolfo, nesta sexta-feira, 22, o tradicional encontro “Ratzinger Schülerkreis”, o círculo dos ex-alunos de Bento XVI. O tema deste ano, a ser ilustrado pelo teólogo alemão Karl-Heinz Menke, é a “Teologia da Cruz”. A este propósito Gudrun Sailer, da Rádio Vaticano, conversou com o sacerdote salvatoriano Pe. Stephan Horn, Presidente da Associação dos ex-alunos de Bento XVI:
Pe. Horn: “O Professor Menke fará duas exposições: a primeira sobre o significado da Cruz de Cristo. O Prof. Menke pretende fazer uma leitura da Cruz de Cristo como uma auto-revelação do Deus Trinitário. Neste modo é evidente que, no evento da revelação, a Cruz vem a recobrir uma posição central: isto significa que a Cruz, vem de qualquer maneira fixada dentro de missão de Cristo. O segundo tema é a pergunta sobre o que significa a Cruz para todos os homens de todos os tempos, portanto, não somente para os cristãos, mas qual o significado dela para a salvação de todos os homens. E isto é ao mesmo tempo interessante e envolvente, a partir da própria pergunta. Bento XVI havia colocado, no seu Livro sobre Jesus, uma ênfase diferente. Havia colocado substancialmente a pergunta sobre a penitencia: como se pode entender a morte de Jesus como penitencia; e colocou sob uma nova luz esta sua concepção. Não se trata do fato que o homem queira reconciliar-se com Deus, e portanto, queira fazer uma penitencia espontânea para Deus, mas que Deus mesmo fez penitencia no seu Filho, isto é, doa a reconciliação. Isto, naturalmente, leva a uma visão da Cruz de Cristo totalmente positiva, porque Deus Pai, através do amor do Filho, quer reconciliar-se com os homens. Portanto, como se deduz do pensamento de Bento XVI, a Cruz, definitivamente, é uma auto-revelação do amor de Pai, e naturalmente também do amor do Filho, e isto faz sim que o tema escolhido pelo Prof. Menke, o primeiro tema, esteja inteiramente na linha da teologia de Ratzinger. O segundo tema, obviamente, é um tema que diz respeito a todos nós. Naturalmente, nós cristãos, sabemos que encontramos o amor de Deus na Cruz de Cristo, mas como isto fica para os outros? Como eles podem encontrar a Cruz de Cristo? E encontrá-la de maneira tal, que ela possa representar para eles uma possibilidade de salvação, sem que, no entanto, aquela particularidade, que a Cruz de Cristo representa para os cristãos, seja, por assim dizer, jogada fora? Estas são perguntas fundamentais que dizem respeito ao ‘ser cristão’”.
RV: Bento XVI, pela segunda vez consecutiva, não participa dos debates teológicos do Schülerkreis ….ele deve lamentar isto…
Pe. Horn : “Eu não vejo o coração do Papa, obviamente; de um lado lhe agradaria muito estar presente; por outro, tomou uma decisão para a sua vida, isto é, a de conduzir uma existência contemplativa e agora quer permanecer ligado à Schülerkreis de uma forma nova. Se Deus quiser, poderá celebrar a Missa junto conosco ainda por muitos anos; da mesma forma, ele leva consigo os nossos pedidos: quando organizamos um simpósio o informamos e ele reza por nós e nos encoraja e manifesta a nós a sua alegria quando contamos a ele… A sua ligação conosco não diminuiu e nós mostraremos a ele as nossas exposições, de modo que possa aprofundá-las. Depois, é absolutamente possível que faça uma disquisição teológica com o Prof. Menke…”. (JE)

 

24 de agosto de 2014 at 10:26 Deixe um comentário

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