Vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu – Vigésimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – São Marcos 10, 17-30

8 de outubro de 2012 at 19:40 Deixe um comentário

 

17. Tendo ele saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?” 18. Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Só Deus é bom. 19. Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe.” 20. Ele respondeu-lhe: “Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade.” 21. Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. 22. Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens. 23. E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!” 24. Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: “Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas! 25. É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus.” 26. Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: “Quem pode então salvar-se?” 27. Olhando Jesus para eles, disse: “Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível. 28. Pedro começou a dizer-lhe: “Eis que deixamos tudo e te seguimos.” 29. Respondeu-lhe Jesus. “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho 30. que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna.

Comentário Litúrgico: “Assim como fez com o homem rico, Jesus nos dirige sua palavra viva, que nos convida a abandonar tudo o que não condiz com o evangelho a fim de sermos seguidores dele. Nem a todos o Senhor pede o abandono de tudo para segui-lo, mas a todos mostra que o acúmulo e o enriquecimento ilícito não combinam com os valores do reino por ele pregado”.

Dos versículos 17 a 20: “Tendo ele saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?”Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Só Deus é bom. Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe.”  Ele respondeu-lhe: “Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade.”

O jovem rico “dobrando os joelhos diante dele (Jesus), suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?” – Dom Walmor Oliveira de Azevedo disse :  “O desejo de saber o que fazer para ganhar a vida eterna indica que o seu coração (do jovem) não havia esgotado a procura, ainda mesmo tendo ele a experiência de ser obediente e cumpridor de todos os mandamentos desde a sua juventude”.

“Por que me chamas bom? Só Deus é bom” – O Beato João Paulo II disse que o jovem “pede o que deve fazer na vida para pôr em evidência o reconhecimento da santidade de Deus. Depois de ter orientado o olhar do jovem para Deus, Jesus lembra- -lhe os mandamentos do Decálogo que se referem ao próximo”. (V. 19) Ó Deus de bondade, ensina-nos a ser bons e amorosos com nossos irmãos.

“Conheces os mandamentos” – O Beato João Paulo II disse: “Cristo não veio para abolir a primeira aliança, mas para a completar. Os dez mandamentos têm um valor perene, porque são a lei fundamental da humanidade, inscrita na consciência de cada pessoa… Eles “explicitam a resposta de amor que o homem é chamado a dar ao seu Deus”. Grava vossa Lei Senhor, em nossos corações, pra que andemos segundo a vossa vontade.

A Palavra diz: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei. Pois os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e ainda outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Rm 13, 8-9)

O Catecismo (1962) ensina que “os preceitos do Decálogo assentam os alicerces da vocação do homem, feito à imagem de Deus: proíbem o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescrevem o que lhe é essencial. O Decálogo é uma luz oferecida à consciência de todo o homem, para lhe manifestar o apelo e os caminhos de Deus e o proteger contra o mal”.

O Beato João Paulo II disse que “é o amor que vivifica a existência e é a um amor genuíno, livre e profundo que conduz a observância fiel dos dez mandamentos. Com esta lei divina bem radicada no vosso coração, não tenhais medo:  haveis de vos realizar plenamente a vós mesmos e contribuireis para a edificação de um mundo mais solidário e mais justo”.

A Palavra diz: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos”. (Ez 36, 26-27)

Dos versículos 21 a 25: “Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens.  E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: “Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!” Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: “Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas! É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus.” 

“Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe”: – O Beato João Paulo disse: “Como condição para alcançar a vida eterna, o Mestre indicara-lhe (ao jovem) o cumprimento dos mandamentos. Perante o seu desejo de maior perfeição, respondera com um olhar de amor e uma proposta total”.

“Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu” – O Beato João Paulo II disse: “Estas palavras de Cristo provocaram, como um obscurecer-se repentino do céu, a tristeza da recusa”.

“Depois, vem e segue-me” - O Papa Bento XVI ensinou: “Na medida em que aceitamos a sua proposta e nos colocamos no seu seguimento cada qual nas suas próprias circunstâncias também nós podemos participar das Bem-Aventuranças. Juntamente com Ele, o impossível torna-se possível e até um camelo pode passar pelo fundo de uma agulha ( V. 25); com a sua ajuda, somente com a sua ajuda podemos tornar-nos perfeitos como é perfeito o Pai celeste ( Mt 5, 48)”.

“Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!” – O Padre Bantu Mendonça disse que “o Senhor não condena nem os ricos nem as riquezas; mas adverte os seus discípulos do perigo que correm, se lhes entregarem o coração. Em contrapartida, a atitude desprendida de Pedro e dos outros Apóstolos é caminho certo para entrar no reino de Deus”.  

O Catecismo (1723) “ensina-nos que a verdadeira felicidade não reside nem na riqueza ou no bem-estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por útil que seja, como as ciências, as técnicas e as artes, nem em qualquer criatura, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor”.

A ilusão gerada pela idolatria da riqueza – O Beato João Paulo II falou que “esta é uma das tentações constantes da humanidade: apegando-se ao dinheiro, considerado dotado de uma força invencível, que se ilude de poder “comprar também a morte”, afastando-a de si”.

Dos versículos 26 a 27:  “Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: “Quem pode então salvar-se?” Olhando Jesus para eles, disse: “Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível”.

“Quem pode então salvar-se?” – O Beato João Paulo II disse: “Foi então que Jesus pronunciou uma das suas sentenças mais severas:  “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!” (V. 24). Sentença que ele próprio atenuou, perante o medo dos apóstolos, apelando ao poder de Deus:  “A Deus tudo é possível” (V. 27).

São Máximo de Turim disse assim: “As riquezas, para os tolos são um alimento para a desonestidade, para os sábios, ao contrário, são uma ajuda para a virtude; a estes oferece-se uma oportunidade para a salvação, àqueles obtém um empecilho que os perde”.

O Papa Bento XVI ensinou: “Deus não exclui ninguém, nem pobres nem ricos. Deus não se deixa condicionar pelos nossos preconceitos humanos, mas vê em cada um de nós uma alma para salvar e é atraído especialmente por aquelas que são julgadas perdidas e se consideram elas mesmas tais”.

No caso de Zaqueu que possuía bens, São Jerônimo disse que ele “ofereceu a sua riqueza e imediatamente a substituiu com a riqueza do reino dos céus”.

Dos versículos 28 a 30: “Pedro começou a dizer-lhe: “Eis que deixamos tudo e te seguimos.” Respondeu-lhe Jesus. “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna”.

“Eis que nós deixamos tudo e Te seguimos”  - O Beato João Paulo II disse “ Esta afirmação de Pedro exprime a radicalidade da opção que é pedida ao apóstolo. Uma radicalidade que se esclarece à luz do diálogo exigente, entre Jesus e o jovem rico”.

O Papa Bento XVI ensinou que “para ser santo não é necessário realizar ações nem obras extraordinárias, nem possuir carismas excepcionais. Depois, vem a resposta positiva: é preciso sobre tudo ouvir Jesus e depois segui-lo sem desanimar diante das dificuldades”.

Deixar tudo por causa do Evangelho –  O Beato João Paulo II disse: “É desta forma que nos tornamos apóstolos. É  igualmente  desta  maneira  que  se vive a realização da promessa de Cristo a  respeito  do  “cêntuplo”:   o  apóstolo que  deixa  tudo  para  seguir  Cristo  já vive nesta terra, apesar das provações inevitáveis, uma existência realizada e jubilosa”.

“Cem vezes mais casas, irmãos,...” – O Papa Bento XVI disse: Não tenhais medo de Cristo! Ele de nada priva e tudo doa. Quem se doa a Ele recebe o cêntuplo. Sim, abri de par em par as portas a Cristo e encontrareis a vida verdadeira”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras:

Do Beato João Paulo II:  “A expressão «vida eterna» é participação na própria vida de Deus: só depois da morte se realizará em toda a sua perfeição, mas, pela fé, ela já é agora luz de verdade, fonte de sentido para a vida, participação inicial da sua plenitude no seguimento de Cristo”.

E do Papa Bento XVI: “Jesus Cristo, encarnação de Deus, demonstrou esta imensa misericórdia, que nada tira à gravidade do pecado, mas visa sempre salvar o pecador, a oferecer-lhe a possibilidade da remissão, de recomeçar do início, de se converter”.

Oração

Oremos com o Círculo Bíblico: “Ó Deus de bondade, vós nos chamais a partilhar os bens e seguir vosso Filho. Ajudai-nos a ser generosos com nossos irmãos e libertar-nos de tudo o que nos prende e domina, para nos tornarmos fiéis seguidores de Jesus. Com as mãos livres, podemos caminhar ao vosso lado com um coração pobre e totalmente disponível. Dai-nos vosso espírito de fortaleza, para levarmos a termo a obra de ordenar toda a nossa vida em função dos valores do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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