O Milagre da Multiplicação dos Pães – Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum – São João 6, 1-15

24 de julho de 2012 at 11:23 Deixe um comentário

“1. Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) 2. Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. 3. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. 4. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. 5. Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? 6. Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. 7. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço. 8. Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: 9. Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente? 10. Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. 11. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. 12. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. 14. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo. 15. Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte”.

O Papa Bento XVI resumiu assim o Evangelho da Multiplicação dos Pães:  “Vós sabeis que o povo tinha ouvido o Senhor durante horas. No fim, Jesus diz: estão cansados, têm fome, devemos dar de comer a este povo. Os Apóstolos perguntam: Mas como? E André, irmão de Pedro, chama a atenção de Jesus para um jovem que levava consigo cinco pães e dois peixes. Mas o que são para tantas pessoas, interrogam-se os Apóstolos. Mas o Senhor faz sentar as pessoas e distribuir estes cinco pães e os dois peixes e todos se saciam. Aliás, o Senhor encarrega os Apóstolos, e entre eles Pedro, que recolham o que sobrou em abundância: doze cestas de pão (Jo 6, 12-13). Sucessivamente o povo, vendo este milagre — que parece ser a renovação, tão esperada de um novo “maná”, do dom do pão do céu — deseja fazer dele o seu rei. Mas Jesus não aceita e retira-se para o monte para rezar sozinho”.

Versículos de 1 a 4: “Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus”.

“Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos” –  O Papa Bento XVI disse que havia “uma multidão de pessoas que O seguiram com a intenção de O ouvir e ser curados de várias enfermidades” ( Mt 14, 14).

 O Catecismo (547) ensina:Jesus acompanha as suas palavras com numerosos «milagres, prodígios e sinais» (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n’Ele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado”.

A Palavra diz: “Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis…” (At 2, 22)

O Beato João Paulo II disse que os milagres que Jesus realizou, constituem ”um sinal que mostra a ação de Deus na vida do homem”.

Versículos  de 5 a 10: “Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço.  Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente? Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil”.

Jesus ficou comovido com a multidão que O seguia, quis saciar-lhe a fome – O Catecismo (549) ensina: “Ao libertar certos homens dos males terrenos da fome, da injustiça da doença e da morte – Jesus realizou sinais messiânicos; no entanto, Ele não veio para abolir todos os males deste mundo, mas para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os impede de realizar a sua vocação de filhos de Deus e é causa de todas as servidões humanas”. Venha Senhor em nosso auxílio, sacia a fome que a nossa alma tem de Vós.

O Beato João Paulo II disse que “a fome é um drama enorme que aflige a humanidade: urge tomar ainda maior consciência do mesmo e oferecer um apoio convicto e generoso às várias Organizações e Movimentos, nascidos para aliviar os sofrimentos de quem corre o risco de morrer por carência de alimento, privilegiando aqueles que não são atingidos por programas governamentais e internacionais”. Ó Espírito Santo, ilumina os governantes de todo o mundo para dar de comida ao povo faminto.

Versículos de 11 a 15: “Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo. Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte”.

O Milagre da Multiplicação dos Pães é um prenúncio do Banquete Eucarístico

Jesus dá-se em alimento na Santa Eucaristia – O Beato João Paulo II disse que “não foi portanto ao acaso que o evangelista João fez da narrativa da multiplicação dos pães um “sinal”, uma imagem antecipadora da Eucaristia: os termos que ele usa (“tomou os pães, deu graças e distribuiu-os“) (Jo 6, 11) encontram exata correspondência na narração da Ceia. Do milagre sucedido no declive da montanha da Galileia somos assim levados a refletir sobre outro banquete, que Jesus prepara na mesa do altar para nós, peregrinos no caminho das estradas do mundo”.

Comentário Litúrgico: “Jesus nos convida ao banquete eucarístico para nutrir nossa fé e fortalecer-nos no amor mútuo. Ele vê as necessidades do povo faminto e, por nossas mãos, quer lhe proporcionar o sustento na caminhada. A Eucaristia questiona a falta de alimento em muitas famílias e nos revela que o pão, bênção de Deus, se multiplica à medida que é partilhado.”

A Sagrada Eucaristia: a Multiplicação do Pão de geração em geração

O Beato João Paulo II ensinou que “o constante multiplicar-se na Igreja do Pão da vida nova para os homens de toda a raça e cultura. Este ministério sacramental foi confiado aos Apóstolos e aos seus sucessores. E eles, fiéis à recomendação do divino Mestre, não cessam de partir e de distribuir o Pão eucarístico de geração em geração”.

O Catecismo (1344) ensina:Assim, de celebração em celebração, anunciando o mistério pascal de Jesus «até que Ele venha» (1Cor 11, 26), o Povo de Deus em peregrinação «avança pela porta estreita da cruz» (174) para o banquete celeste, em que todos os eleitos se sentarão à mesa do Reino”.

A Eucaristia – remédio e sustento para a Igreja     

O Beato João Paulo II ensinou:O Povo de Deus recebe (o pão eucarístico) com devota participação. Deste Pão de vida, remédio de imortalidade, nutriram-se inúmeros santos e mártires, haurindo dele a força para resistir também a duras e prolongadas tribulações”. Ó Jesus, Pão do Céu, dai-nos força e coragem em nossa caminhada.

O  monsenhor Jonas Abib disse:A Eucaristia é como um remédio que temos de tomar constantemente, até ficarmos curados, principalmente quando a nossa luta é contra um determinado pecado que não conseguimos vencer. Se frequentemente recebermos o Corpo do Senhor, seremos vencedores nessa luta em busca da cura e libertação”.

“Recolhei os pedaços que sobraram”

O Beato João Paulo II disse: “Jesus apresentava-se naquele momento como, mais do que Moisés, que no deserto tinha saciado o povo israelita durante o êxodo; apresentava-se como mais do que Eliseu, que com vinte pães de cevada e trigo novo tinha dado de comer a cem pessoas. Jesus manifestava-se; e hoje a nós manifesta-se como Aquele que é capaz de saciar para sempre a fome do nosso coração. “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome e o que acredita em mim jamais terá sede” (Jo 6, 35). Multiplique os pães e os peixes de nossas mesas, ó Senhor Jesus! Coloca em nosso coração Senhor, o desejo de partilhar com o irmão aquilo que está sobrando em nossa casa.

A Palavra diz: “O Senhor dos exércitos preparou para todos os povos, nesse monte, um banquete de carnes gordas, um festim de vinhos velhos, de carnes gordas e medulosas, de vinhos velhos purificados”. (Is 25, 6) Obrigado Senhor, por todo o alimento que há em nossa casa, pois ele é fruto da Tua providência e da Tua misericórdia.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com as palavras do Catecismo (40) Deus revelou-se progressivamente aos homens, por meio dos profetas e dos eventos salvíficos, até à plenitude da Revelação com o envio de seu próprio Filho: « Jesus Cristo, pela plena presença e manifestação de Si mesmo, por palavras e obras, sinais e milagres, e especialmente por sua morte e gloriosa ressurreição dentre os mortos, enviado finalmente o Espírito de verdade, aperfeiçoa e completa a Revelação ».

Há uma reflexão sobre a “Primeira Multiplicação dos Pães”, postada em 29 de Julho de 2011, baseada no Evangelho  de  São Mateus 14, 13 – 21.

Oremos com o canto “O pão da vida, a comunhão”:

O pão da vida, a comunhão,/ Nos une a Cristo e aos irmãos./
E nos ensina abrir as mãos/ Para partir, repartir o pão./  

1. Lá no deserto a multidão/ Com fome segue o Bom Pastor./
Com sede busca a Nova Palavra:/ Jesus tem pena e reparte o pão.

2. Na Páscoa Nova da Nova Lei,/Quando amou-nos até o fim,/
Partiu o pão e disse:/ “Isto é meu corpo por vós doado:/ Tomai, Comei”.

3. Se neste pão, nesta comunhão,/ Jesus por nós, dá a própria vida,/
Vamos também repartir os dons,/ Doar a vida por nosso irmão.

4. Onde houver fome, reparte o pão/ E tuas trevas hão de ser luz;/
Encontrarás Cristo no irmão,/ Serás bendito do Eterno Pai.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

 

 

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O Milagre da Multiplicação dos Pães São Cristóvão – 25 de Julho

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