Pois, se um reino estiver dividido contra si mesmo, não pode durar – Décimo Domingo do Tempo Comum – São Marcos 3, 20-35

5 de junho de 2012 at 15:00 Deixe um comentário

Naquele tempo, 20.Jesus voltou para casa com os seus discípulos. Aí afluiu de novo tanta gente, que nem podiam tomar alimento. 21. Quando os seus o souberam, saíram para o reter; pois diziam: “Ele está fora de si.” 22. Também os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: “Ele está possuído de Beelzebul: é pelo príncipe dos demônios que ele expele os demônios.” 23. Mas, havendo-os convocado, dizia-lhes em parábolas: “Como pode Satanás expulsar a Satanás? 24. Pois, se um reino estiver dividido contra si mesmo, não pode durar. 25. E se uma casa está dividida contra si mesma, tal casa não pode permanecer. 26. E se Satanás se levanta contra si mesmo, está dividido e não poderá continuar, mas desaparecerá. 27. Ninguém pode entrar na casa do homem forte e roubar-lhe os bens, se antes não o prender; e então saqueará sua casa. 28. “Em verdade vos digo: todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, mesmo as suas blasfêmias; 29. mas todo o que tiver blasfemado contra o Espírito Santo jamais terá perdão, mas será culpado de um pecado eterno.” 30. Jesus falava assim porque tinham dito: “Ele tem um espírito imundo.” 31. Chegaram sua mãe e seus irmãos e, estando do lado de fora, mandaram chamá-lo. 32. Ora, a multidão estava sentada ao redor dele; e disseram-lhe: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram.” 33. Ele respondeu-lhes: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 34. E, correndo o olhar sobre a multidão, que estava sentada ao redor dele, disse: “Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 35. Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”

Reflexão dos Versiculos: 

Versículos de 20 a 22: “Jesus voltou para casa com os seus discípulos. Aí afluiu de novo tanta gente, que nem podiam tomar alimento. Quando os seus o souberam, saíram para o reter; pois diziam: “Ele está fora de si.” Também os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: “Ele está possuído de Beelzebul: é pelo príncipe dos demônios que ele expele os demônios.”

 A Multidão seguia Jesus e seus discípulos

Jesus Cristo e seus discípulos já não podiam andar e nem  se alimentar como as outras pessoas, porque uma multidão os acompanhavam para todos os lugares. Jesus fazia muitos milagres e prodígios e, expulsava os demônios. A palavra diz : «Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos”. (Jo 6, 2)

 Jesus Cristo expulsava os demônios

 Jesus expelia os demônios com autoridade e poder – O Beato João Paulo II disse que “iniciada no deserto, a luta com Satanás prossegue durante toda a vida de Jesus. Uma Sua atividade típica é a do exorcismo, razão por que o povo brada admirado: «Até manda nos espíritos impuros, e eles obedecem-Lhe” (Mc 1, 27). 

A Palavra diz: “Vós sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com o poder, como ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com ele”.(At 10, 38)

O Beato João Paulo II disse: “O demônio, “príncipe deste mundo” (Jo 12, 31), continua também hoje a sua ação enganadora. Cada homem, não só pela própria concupiscência e pelo mau exemplo do próximo, é tentado também pelo demônio, e isto verifica-se ainda mais quando está desprevenido”. 

A Palavra diz: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar”.(1 Pr 5, 8)

Versículos de 23 a 27: “Mas, havendo-os convocado, dizia-lhes em parábolas: “Como pode Satanás expulsar a Satanás?  Pois, se um reino estiver dividido contra si mesmo, não pode durar.  E se uma casa está dividida contra si mesma, tal casa não pode permanecer.  E se Satanás se levanta contra si mesmo, está dividido e não poderá continuar, mas desaparecerá.  Ninguém pode entrar na casa do homem forte e roubar-lhe os bens, se antes não o prender; e então saqueará sua casa”.

O reino dividido contra si mesmo

O Papa Leão XIII explicou assim: “O Gênero Humano, após sua miserável queda de Deus, o Criador e Doador dos dons celestes, “pela inveja do demônio,” separou-se em duas partes diferentes e opostas, das quais uma resolutamente luta pela verdade e virtude, e a outra por aquelas coisas que são contrárias à virtude e à verdade”.

-“Um é o reino de Deus na terra, especificamente, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo; e aqueles que desejam em seus corações estar unidos a ela, de modo a receber a salvação, devem necessariamente servir a Deus e Seu único Filho com toda a sua mente e com um desejo completo”. 

- “O outro é o reino de Satanás, em cuja possessão e controle estão todos e quaisquer que sigam o exemplo fatal de seu líder e de nossos primeiros pais, aqueles que se recusam a obedecer à lei divina e eterna, e que têm muitos objetivos próprios em desprezo a Deus, e também muitos objetivos contra Deus”. 

Versículos de 28 a 30: “Em verdade vos digo: todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, mesmo as suas blasfêmias; mas todo o que tiver blasfemado contra o Espírito Santo jamais terá perdão, mas será culpado de um pecado eterno.”  Jesus falava assim porque tinham dito: “Ele tem um espírito imundo.” 

A blasfêmia contra o Espírito Santo

Do  documento “Dominum et vivificantem” (O Espírito Santo Na Vida da Igreja e do Mundo), do Beato João Paulo II: 

“Porquê a «blasfêmia» contra o Espírito Santo é imperdoável? Em que sentido entender esta «blasfemia»? Santo Tomás de Aquino responde que se trata da um pecado «imperdoável por sua própria natureza, porque exclui aqueles elementos graças aos quais é concedida a remissão dos pecados».

“Segundo uma tal exegese, a «blasfêmia» não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem, mediante o mesmo Espírito Santo agindo em virtude do sacrifício da Cruz. Se o homem rejeita o deixar-se «convencer quanto ao pecado», que provém do Espírito Santo e tem caráter salvífico, ele rejeita contemporaneamente a «vinda» do Consolador: aquela «vinda» que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do Sangue de Cristo: o Sangue que «purifica a consciência das obras mortas».

O Catecismo (1864) ensina:Não há limites para a misericórdia de Deus, mas quem recusa deliberadamente receber a misericórdia de Deus, pelo arrependimento, rejeita o perdão dos seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Tal endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna”.

Versículos 31 a 35: “Chegaram sua mãe e seus irmãos e, estando do lado de fora, mandaram chamá-lo. Ora, a multidão estava sentada ao redor dele; e disseram-lhe: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram.” Ele respondeu-lhes: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” ?”  E, correndo o olhar sobre a multidão, que estava sentada ao redor dele, disse: “Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” 

“Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram”

 “Desde o momento da Anunciação e da concepção e depois do nascimento na gruta de Belém, Maria acompanhou passo a passo Jesus, na sua materna peregrinação de fé. Acompanhou-o ao longo dos anos da sua vida oculta em Nazaré; acompanhou-o também durante o período da separação externa, quando ele começou a dedicar-se às “obras e ao ensino” (At 1, 1 ) no seio de Israel; e acompanhou-o, sobretudo, na experiência trágica do Gólgota”. (Vaticano)

O Papa Bento XVI disse que “Maria acompanhou com discrição todo o caminho do seu Filho durante a vida pública, até aos pés da Cruz, e agora continua a acompanhar, com uma prece silenciosa, o caminho da Igreja”.

 “Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Maria modelo de obediência a Deus - O Beato João Paulo II disse que Maria “em união intensa e profunda com Deus, obedeceu à sua chamada com total fidelidade. Todos possam descobrir n’Ela uma mulher do silêncio e da escuta, que meditava no seu coração aquilo que o Espírito do Senhor lhe fazia perceber da sua presença amorosa e da sua ação santificadora!  Sem nunca se deixar desencorajar pelas dificuldades,  Ela cumpriu plenamente a aspiração dos pobres do Senhor, resplandecendo como modelo para quantos confiam de todo o coração nas promessas de Deus”.

O Papa Bento XVI explicou:Deus criou-nos como fruto do seu amor infinito; por isso viver segundo a sua vontade é o caminho para encontrar a nossa verdadeira identidade, a verdade do nosso ser, enquanto que o distanciamento de Deus nos afasta de nós mesmos e precipita-nos no vazio. A obediência na fé é a verdadeira liberdade, a autêntica redenção, que permite unirmo-nos ao amor de Jesus no seu esforço por Se conformar com a vontade do Pai”.

Conclusão

Concluímos essa reflexão com:

As Palavras de São Paulo: “Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento”. (1 Cor 1, 9-10)

E as palavras do Beato João Paulo II:  “A Igreja, mestra perita em humanidade e santidade, indica-nos os meios antigos e sempre novos para o combate quotidiano das sugestões do mal:  são a oração, os sacramentos, a penitência, a escuta atenta da Palavra de Deus, a vigilância e o jejum”.

Oração

Pai Nosso:  Pai Nosso, que estais no Céu\ Santificado seja o Vosso Nome\ Venha a nós o Vosso Reino \Seja feita a Vossa Vontade,\Assim na Terra como no Céu \O Pão-Nosso de cada dia nos daí hoje \Perdoai-nos as nossas ofensas \ Assim como nós perdoamos \a Quem nos tem ofendido\ E não nos deixeis cair em tentação\ Mas livrai-nos do Mal. \Amém.

 Alma de Cristo: Alma de Cristo, santificai-me.\ Corpo de Cristo, salvai-me.\ Sangue de Cristo, inebriai-me. \Água do lado de Cristo, purificai-me. \Paixão de Cristo, confortai-me. \Ó meu bom Jesus, ouvi-me. \Dentro de Vossas Chagas, escondei-me. \Não permitais que eu me separe de Vós. \Do espírito maligno, defendei-me. \Na hora de minha morte, chamei-me. \E mandai-me ir para Vós, \Para que eu, com Vossos santos, Vos louve, \Por todos os séculos dos séculos. Amém.

Jane Amábile – Com. Divino Espírito Santo

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